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As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira. Muito boa noite. Terminou sem acordo a reunião do governo com o PS sobre habitação. Os socialistas falam em intransigência, já o Chega pede mesmo a intervenção do Presidente da República. Depois de António José Seguro ter manifestado satisfação com a iniciativa do Primeiro-Ministro, a ronda de reuniões em São Bento acabou por não terminar da melhor forma. O Chega admite manter o diálogo com o governo, mas o PS, apesar das várias horas de conversa, cede o encontro sem expectativas quanto a um entendimento. Miguel Vítor Dias.
Depois de quase duas horas de reunião, José Luís Carneiro foi rápido a dizer que não há nenhum acordo com o governo.
Houve uma intransigência naquilo que era mais essencial e aquilo que é mais essencial é efetivamente construir uma nova solução que dê dinamismo ao mercado de arrendamento, que atraia os mais jovens que nos ouvem por este país, proteger as pessoas mais idosas dos despejos.
O secretário-geral do PS critica a intransigência de Montenegro no que toca à lei das rendas e adianta que não há mais conversas previstas.
Não ficou marcada qualquer outra reunião e também se decidiu não haver razão para constituir nenhuma equipa de trabalho.
Ainda em cima da mesa ficam algumas medidas fiscais que vão ser discutidas na especialidade do Orçamento do Estado. Com o encontro bem mais rápido, André Ventura insiste no acordo a três e volta a pedir a intervenção de António José Seguro.
Talvez o Presidente da República, que também é socialista, deva ter aqui alguma intervenção. Eu não tenho esse contato.
O líder do Chega que mantém a pressão sobre o PS para não ficar sozinho na fotografia com o governo.
Parece-me francamente inaceitável que um dos grandes responsáveis da crise de habitação em Portugal, chegado o momento de a resolver, diga que não tem nada a ver com isso e espera que o Chega resolva, entre aspas, "o problema". Parece-me sinceramente muito estranho e muito hipócrita.
O Chega vai manter reuniões com o Ministério das Finanças para avaliar o impacto das 50 medidas que propõe e a fechar o dia, Paulo Núncio do CDS e Hugo Soares do PSD garantem que a abertura para negociar existe.
Se não somos nós que estamos a dizer que não à negociação, não somos nós, julgo eu, que estamos a ser intransigentes.
Os três maiores partidos, depois de um dia que devia ser de procura de consensos e que terminou sem quaisquer acordos.
Miguel Vítor Dias, que acompanhou as reuniões desta quinta-feira de Luís Montenegro com o PS, o Chega, o PSD e o CDS. Esta sexta-feira, o governo reúne com os restantes partidos com assento parlamentar, já sem o Primeiro-Ministro e na Assembleia da República. Mário Centeno é o preferido dos portugueses para Primeiro-Ministro. É o que revela uma sondagem do ICS e do ISCTE para a SIC e o semanário Expresso, que avaliou cinco possíveis nomes para o cargo. Além de Centeno, entre as opções estavam José Luís Carneiro, Pedro Passos Coelho, Luís Montenegro e ainda André Ventura. O antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal lidera as preferências, seguido do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro. O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho surge em terceiro nesta sondagem, ainda assim à frente do atual chefe de governo, Luís Montenegro. Já André Ventura ocupa a última posição. Sobre o governo, 52% dos inquiridos dizem que é tempo do Primeiro-Ministro fazer uma remodelação no Executivo. O ministro da Administração Interna, Luís Neves, é o mais escolhido para abandonar o governo, com 37%. Seguem-se a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, com 34% e o ministro da Educação, Fernando Alexandre, com 18%. A Acampada de Lisboa rejeitou a proposta apresentada pela Câmara para tentar conciliar o protesto com o mercado de Natal. Em comunicado, o movimento acusa a autarquia, liderada por Carlos Moedas, de procurar construir a narrativa de que tentou dialogar com os manifestantes e sublinha que a decisão judicial do Tribunal Administrativo de Lisboa não determina a saída da acampada da Praça do Rossio. A Câmara Municipal de Lisboa propôs aos manifestantes a permanência de uma tenda simbólica no Rossio durante o mercado de Natal, bem como três locais alternativos para o protesto. A Acampada de Lisboa defende que é o mercado natal que deve ser deslocado para o outro local e garante que não vai confundir diálogo com imposição, nem tolerância com liberdade. Também no Porto, o Movimento pela Habitação manifesta a mesma intenção de permanecer na Praça Dom João I. Em mais uma assembleia popular, o movimento recusou abandonar a luta por uma habitação digna para dar lugar a quaisquer eventos natalícios e mantém a intenção de continuar a protestar mesmo em condições atmosféricas adversas. O Ministro dos Negócios Estrangeiros considera que a União Europeia tem que ter um papel na reconstrução da Ucrânia depois de terminada a guerra. Paulo Rangel esteve reunido com a chefe da diplomacia europeia em Lisboa. Em cima da mesa, neste encontro, esteve precisamente a guerra da Ucrânia, vindo diretamente da Conferência Ibero-Americana em Madrid. O ministro diz que a paz tem de ser obrigatoriamente discutida também com a União Europeia.
Por um lado, a Ucrânia tem que ser parte das negociações e isso é um ponto que é absolutamente fundamental. É a Ucrânia que tem a capacidade para, obviamente, olhar para essa agenda de negociações e soberanamente decidir, mas em todas aquelas questões em que a Europa esteja envolvida, a União Europeia tem que ter um papel, os países europeus têm que ter um papel e, portanto, nada disso pode ser decidido sem que a Europa esteja presente.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, no Palácio das Necessidades, em Lisboa, depois da reunião com a chefe de diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, que considera que a Rússia não está interessada na paz e defende a necessidade da Europa se manter unida na defesa da Ucrânia.
A Rússia não está interessada na paz e por isso é que interessa estarmos unidos. Conosco divididos, a Rússia fica à espera de nos despedaçar. Eu digo que eles não estão interessados na paz, porque hoje a Rússia já matou 45 civis esta semana. Se mostrarmos que estamos de alguma forma divididos e, como a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni disse, falarmos com vozes diferentes, então isso joga a favor da Rússia.
A alta representante da União Europeia, Kaja Kallas, que defende a necessidade dos estados-membros da União Europeia se manterem unidos e de não falarem em diferentes vozes. Kaja Kallas, que esteve reunida com o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel. Donald Trump diz que vai anunciar um grande acordo para a Ucrânia, que pode incluir a Europa. O presidente norte-americano afirma que todos os envolvidos vão ficar entusiasmados com este entendimento.
Vai haver um acordo, vai ser um grande acordo e vai envolver mais do que a Ucrânia. Eu poderia até dizer que isto pode envolver toda a Europa. Vai ser um grande e belo acordo. Vão ficar todos entusiasmados.
A promessa de Donald Trump em declarações aos jornalistas na Casa Branca. O envolvimento da Europa no acordo de paz para a Ucrânia tem sido defendido tanto por Kiev como pelos parceiros europeus. Sobre a guerra no Irão, o presidente norte-americano afirmou que a reconstrução do país vai demorar 25 anos e que não pretende destruir o resto. No entanto, não descarta fazê-lo. Sublinha que os Estados Unidos estão totalmente preparados para voltar a intervir no Irão, caso seja necessário. Flávio Bolsonaro afasta qualquer ajuda de governos estrangeiros na fuga do Brasil para os Estados Unidos. Diz que levará os detalhes da operação para o túmulo. Numa entrevista ao jornal norte-americano The New York Times, o senador brasileiro garante que o plano foi totalmente pensado por ele e pela mulher. Flávio Bolsonaro admite, no entanto, que poderá ter contado com a simpatia de amigos no estrangeiro, mas assegura que não recebeu qualquer ajuda para concretizar a saída do país. A entrevista surge depois de notícias que apontavam para o envolvimento de um antigo agente dos serviços secretos israelitas e de um aliado de Donald Trump nesta operação. Na conversa com o jornal, o candidato presidencial derrotado voltou também a contestar o resultado das eleições, que perdeu para Lula da Silva, e garante que vai voltar a candidatar-se no futuro. Falamos agora de desporto. Na Liga Europa, o Benfica venceu o Lech Poznań por três bolas a uma. Marco Silva fala numa vitória justa e de uma equipa que soube controlar o jogo. A jogar em casa, os encarnados venceram a equipa polaca numa partida a contar para a fase da liga, da Liga Europa, e mantêm-se no grupo de líderes da competição no topo da tabela classificativa. Rafa Silva inaugurou o marcador aos seis minutos. Já no segundo tempo, Prestianni ampliou a vantagem aos 67. Os polacos reduziram aos 72 minutos, mas já em cima dos 90, Sudakov fez o terceiro das Águias e fechou as contas. No final do jogo, o treinador do Benfica, Marco Silva, elogiou a primeira parte feita pela equipa da casa, destaca o ciclo de vitórias na competição, ainda sem interrupção.
Em primeiro lugar, uma vitória totalmente justa. Fomos claramente a melhor equipa, mais três pontos. Quatro jogos, quatro vitórias, jogando competições europeias. A primeira parte teve momentos bons da nossa equipa novamente, a forma como controlámos o jogo, como conseguimos jogar em meio-campo ofensivo. E depois, em alguns momentos, o controle é tão grande que perdemos em alguns momentos, principalmente após ganharmos bola, a definição entre pensar que podemos atacar rápido o adversário ou ao momento ficarmos mais com bola e tornarmos a montar a nossa equipa em meio-campo ofensivo. Falta-nos um pouco definir melhor estes momentos, mas a primeira parte muito mais controlada nesse aspeto.
A reação de Marco Silva, a vitória do Benfica frente ao Lech Poznań por 3 x 1. Os encarnados vão defrontar o Viktoria Plzeň no próximo jogo pra Liga Europa, no dia 26 deste mês. Falamos ainda da saída de Cristiano Ronaldo da seleção nacional. Paulo Bento diz que o capitão já não tinha condições para regressar à equipa das Quinas. O antigo selecionador nacional diz que o comunicado divulgado depois do jogo frente à Noruega para a Liga das Nações foi decisivo.
Ele se ausentar do estágio após o jogo da Noruega, eu creio que não havia volta atrás. Creio que após tanta coisa ser dita naquele comunicado e a gravidade de algumas coisas que foram ditas e que foram expressadas, obviamente, eu creio que era quase impossível e que não estavam reunidas condições para se poder voltar a ter Ronaldo na seleção nacional.
Paulo Bento, em entrevista na RTP Notícias. O antigo selecionador nacional não encontra, no entanto, razões suficientes para Cristiano Ronaldo ter abandonado o estágio da seleção em Oslo.
Obviamente, se me perguntam e digo sem qualquer tipo de problema, que não me pareceram, independentemente de poder ter havido uma promessa e que depois não tenha sido cumprida, não me parece que seja um motivo para me ausentar da seleção nacional daquela maneira, tendo em conta a nenhum jogador, mas tendo em conta também a responsabilidade e o impacto que tem para o bem e para o mal, obviamente deveria ser algo mais ponderado.
As palavras do antigo selecionador nacional, que disse que esta não foi a melhor maneira de sair da seleção portuguesa para aquele que considera ser o melhor jogador de todos os tempos. Tudo dito neste jornal das 04h. As notícias estão de regresso às 05h, já a seguir a primeira parte do Contracorrente desta quinta-feira.