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Nos próximos minutos passamos em revista alguns dos destaques da imprensa nacional, também internacional. A edição de hoje é com a jornalista Beatriz Félix. Bom dia, Beatriz.

Bom dia, Miguel.

Começamos esta manhã de sexta-feira com a manchete do jornal "Expresso": António Costa acusa o Ministério Público de atentar contra o Estado de Direito.

Isto por não permitir que o ex-primeiro-ministro consulte o processo da operação Influencer, em que está a ser investigado por um crime de prevaricação. O inquérito está ainda em segredo de justiça interno. Ainda assim, o "Expresso" avança que a procuradora Rita Madeira continua sem deixar o presidente do Conselho Europeu consultar este processo. A magistrada alega que António Costa não é arguido, assistente ou ofendido, mas apenas suspeito e, por isso, não pode saber o conteúdo da investigação do Ministério Público. Este é um inquérito que só passou a estar em segredo de justiça depois de um pedido de António Costa para o consultar. A procuradora alega que isso aconteceu não só para proteger a investigação, mas também para proteção dos direitos do visado e para evitar a exposição mediática. Também de acordo com o "Expresso", na resposta à nega da procuradora, António Costa argumenta que não precisa de proteção e que a recusa em aceder aos autos é um atentado ao Estado de Direito.

No Diário de Notícias, um dos temas em destaque é um esclarecimento. A PSP avisa os agentes da polícia que a permanência ilegal de cidadãos no país não é um crime.

Um alerta que já tinha sido dado pela Provedoria de Justiça, que levou a PSP a ter de explicar aos agentes que a mera entrada ou permanência irregular em território nacional não é um crime, mas sim uma contraordenação. Esta diretiva surge depois do relatório do Mecanismo Nacional de Prevenção, que em contacto com agentes de várias esquadras, percebeu que a noção errada podia dar lugar a detenções desproporcionais, nomeadamente no modo como as pessoas detidas eram transportadas e algemadas e que, de certa forma, é uma ação que acaba por reforçar a estigmatização dos imigrantes. A Provedoria de Justiça sinalizou esta medida no território, afirma que esta clarificação é um desenvolvimento positivo, que permite dissipar equívocos e promover boas práticas operacionais.

Seguimos nesta conferência de imprensa, Beatriz, com a manchete do Jornal de Notícias: a despromoção do Rally de Portugal deixa para trás um prejuízo de € 190 milhões nas regiões Norte e Centro do país.

Em 2027, no próximo ano, Portugal vai ficar de fora do Mundial de Ralis. O que se espera é que haja um impacto económico negativo, bastante próximo já dos € 200 milhões. Estas contas foram avançadas ao JN por Luís Pedro Martins, o presidente da Entidade Regional do Turismo Porto e Norte, considera súbita e inesperada esta saída da prova do calendário do Campeonato do Mundo e diz que é uma péssima notícia para o território. Além da despesa deixada pelos adeptos, ficam também em causa muitas regiões do interior que não recebem qualquer outro evento internacional, o que faz com que estas localidades deixem de se poder dar a conhecer de forma internacional. Os autarcas levaram esta notícia como um murro no estômago. Falam nos investimentos que já tinham sido feitos para a preparação e promoção da prova e admitem continuar disponíveis para se associarem ao Rally de Portugal.

Olhamos ainda para o destaque do Correio da Manhã, que dá a conhecer um crime que foi cometido por um bombeiro numa ação de socorro a um idoso.

Um momento que foi gravado por câmaras de vigilância instaladas pela filha de um homem de 84 anos que vivia no Cacém. Na madrugada de domingo, Luís Bravo precisou de ajuda. Estava a entrar em paragem cardiorrespiratória e a ambulância foi chamada pela mulher, que ligou para o 112. Os bombeiros acabaram por chegar, colocaram a vítima no chão, preparavam-se para fazer as manobras de reanimação, mas isso nunca chegou a acontecer. Em vez disso, sozinhos no quarto com o senhor de 84 anos, um dos bombeiros acabou por roubar um fio de ouro avaliado em mais de € 2 mil. A filha de Luís Bravo apresentou queixa e o bombeiro em causa foi suspenso de imediato.

Na imprensa internacional, o jornal brasileiro Folha de S.Paulo destaca o cancelamento do debate presidencial de ontem.

Uma decisão da TV Globo, do Brasil, porque havia uma série de decisões judiciais que acabavam por obrigar a alterar o modelo do debate e por isso a emissora decidiu cancelá-lo. A ministra do Tribunal Superior Eleitoral, Stella Aranha, tinha proibido a exibição do púlpito vazio de candidatos. Lula da Silva, candidato pelo PT, já tinha anunciado que não ia participar neste debate. Avançou que daria uma outra entrevista posterior ao Flow Podcast, um podcast brasileiro. Também Flávio Bolsonaro, senador e do Partido Liberal, acabou por desistir e por isso o debate não se realizou de todo.

A conferência de imprensa que está de regresso já na próxima semana. A edição de hoje foi com a Beatriz Félix.