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Está no ar a conferência de imprensa das manhãs 360. Braço no ar quem gosta de dormir em conchinha. O Bruno.

Toda a gente.

Eu também gosto, mas assim, cinco minutos e está bom.

Pronto, e depois queres espaço, quer dizer, a sua vida.

Preciso de me esticar também na cama. Então, mas quem é que está certo? Abraçar ajuda ou prejudica o sono? Embora sejam poucos os estudos sobre o tema, os que existem defendem que ajuda. Isto porque pode aliviar o stress e o mesmo se aplica ao aconchego na hora de dormir. Isto porque não só produz uma espécie de sensação de calma, como até pode ajudar a baixar a tensão arterial. Deixa de ter que tomar comprimidos, é só um aconchego.

Quem já tem tensão baixa.

Dorme muito bem.

Baixa um bocadinho mais.

Baixa um bocadinho mais. É o meu caso, tenho a tensão baixa. Outra razão está relacionada com a hormona do amor, a oxitocina. Uma pesquisa recente mostra que o aconchego aumenta a sensação de conforto, relaxamento e que quando é alguém que gostamos mesmo muito, nos faz sentir uma espécie de segurança, proteção, tudo benéfico para o sono e para o bem-estar geral. O Paulo olha pra mim com uma cara desconfiada. Eu li isto na revista Time. Ter rotinas, em geral, é bom para uma boa noite de sono. E para os especialistas, nessas rotinas devemos incluir pelo menos uns cinco a 10 minutos de conchinha todas as noites. E neste artigo, até recuam no tempo e mostram como, historicamente, o sono sempre foi um comportamento comunitário. Historiadores explicam que a noite era o primeiro mal necessário do homem e causava muito medo, especialmente nas sociedades pré-industriais, antes da invenção da luz artificial. Depois disso, partilhar a cama oferecia uma sensação de segurança e calor físico, que era fundamental para afastar as ameaças reais e também as imaginárias à noite. Então, qual é a melhor posição do aconchego?

Qual é?

Como ainda há poucos estudos, é difícil apontar uma prescrição de posição ideal, mas a conchinha parece ser, de facto, a escolha mais comum, permite um contato próximo e ao mesmo tempo, dá espaço para nos mexermos e respirarmos. Quem não é fã de tanta proximidade, também serve dar abraços, as mãos, fazer festinhas, massagens. E assim, desde o nascimento, foi demonstrado que o contacto pele com pele melhora muito a qualidade do sono dos bebês e dos adultos também. Outra fase mais avançada. Talvez o mais relevante para os casais nesta era moderna seja mesmo o consolidário, o adormecer pode ser. Especialistas dizem que se ignorarmos esta oportunidade de nos conectarmos, e ficando agarrado aos telemóveis, tablets, a ver séries ou filmes, vamos estar realmente a negligenciar uma oportunidade muito rara do que deveria ser um ritual sagrado. Está na revista Time.

Se está na Time é porque é verdade.

Exato. Se a Time diz.

Eu vou aqui a comportamentos menos fofinhos.

Sim.

Porque isto agora parece que uma pessoa já nem se pode passar no avião, que fica logo com o FBI à perna. A notícia está no site da BBC e diz-nos que o FBI está a analisar cerca de 40 casos de passageiros desordeiros que lhe foram encaminhados pela Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos. Vocês dizem: "Mas 40? 40 é pouco." Pois, mas estes casos representam apenas uma pequena porcentagem do total. Só neste ano, já foram reportados 1375 casos de passageiros que têm uma tendência para armar confusão. O pico das confusões em aviões ocorreu em 2021, após o confinamento, quando ainda estavam em vigor medidas como o uso das máscaras, que potenciou muitos conflitos. Portanto, percebe-se, mas os números até têm vindo a diminuir. Ainda assim, aqueles 43 casos mereceram uma atenção especial da agência, que em 2021 estabeleceu um protocolo com o FBI que lhe permite enviar os casos para uma análise mais detalhada. A maior parte das ocorrências envolvem passageiros que manifestam atitudes agressivas para com membros da tripulação ou outros passageiros. E entre os casos encaminhados para o FBI, temos, por exemplo, três incidentes em que houve passageiros a tentar invadir o cockpit, a cabine, não sei com que intenção e nem sei em que estado se encontravam. Houve sete incidentes em que um passageiro agrediu outros passageiros ou membros da tripulação. Houve 13 casos em que os passageiros desordeiros tiveram comportamentos inapropriados do ponto de vista sexual, relativamente a membros da tripulação ou outros passageiros, e dois casos em que os passageiros tentaram abrir portas durante o voo.

Sabia ali.

Posso ir aqui.

Pode sim.

Eu não sei, aqui não funciona como os automóveis. Está assim um bocado abafado aqui dentro. Abram aí a janela ou a porta. Bem, estes comportamentos, claro, são passíveis de acusações criminais e podem acarretar multas até 37 mil dólares. No ano passado, a agência aplicou multas no valor total de sete milhões e meio de dólares a mais de dois mil passageiros que não se souberam comportar. Se estiver num avião e for obrigado a lidar com um destes passageiros, pode mostrar-lhe este artigo que está no site da BBC.

Você que é da área, senhor. Ou aconchego.

Não sei se calhar aí depois também é processado e paga-lhe bolinhas.

É uma chatice. Olha, eu li no Observador um artigo da Marina Ferreira sobre aquele iate que naufragou na Sicília na segunda-feira, quando foi atingido por uma tromba d'água. Iam 22 pessoas a bordo, 15 delas foram resgatadas com vida. Mas este artigo descreve este barco. Era um verdadeiro barco de luxo com três pisos e que chegou mesmo a receber vários prêmios de design de interiores náuticos. Este barco chamava-se Salute quando foi construído, mas anos mais tarde, após ser remodelado, foi rebatizado como Bayesian. O nome do iate teria significado para Mike Lynch, que era o proprietário, é descrito como um Bill Gates britânico, já que na tese de doutoramento e o software que resultou na sua ascensão ao mundo tecnológico envolviam um método estatístico conhecido precisamente como inferência bayesiana, que é um método baseado Numa teoria que ajuda os analistas a prever resultados com maior fiabilidade. Mas voltando aqui ao barco, estamos a falar de uma embarcação com 56 metros de comprimento, 543 toneladas, um mastro de 72 metros. É mesmo o mastro de alumínio mais alto do mundo. Conseguia atingir uma velocidade máxima de 15 nós e o preço inicial de venda estava estimado em cerca de 32 milhões de euros. Este barco tinha capacidade para 22 pessoas e era um pouco só no limite.

Só no limite, sim.

No limite, o número de pessoas que estavam a bordo, 12 passageiros e 10 tripulantes. A casa de design francesa Remy Tessier é a responsável pela decoração do interior, uma decoração ao estilo japonês, um iate composto por três pisos, sendo o topo descoberto. Estava decorado com sofás e com mesas. O piso do meio acolhia nas salas de estar e de refeições com design de luz, que foi igualmente premiado. Na parte inferior estavam localizadas as seis suítes destinadas aos 12 passageiros, também o dormitório para a tripulação, casas de banho, cozinha, enfim, aquelas áreas de serviço. Este artigo da Marina Ferreira tem também várias fotografias do interior da embarcação com esse design que foi premiado por duas vezes em prêmios de especialidade. Está então para ver no Observador.

Muito bem. E agora indo aqui para um tema mais negro, no Expresso, uma notícia que nos dá conta, de facto, dos avanços do regime talibã contra a música e contra a cultura. Destruíram mais de 21 mil instrumentos musicais e dezenas de milhares de CDs com filmes ditos imorais durante o último ano. Isto são dados oficiais comunicados ontem, terça-feira, pelo ministério, só o nome deste ministério é todo um programa, Ministério para a Propagação da Virtude e Prevenção do Vício do Afeganistão. Isto, de facto, é parte da campanha contra a música, que os talibãs consideram ser contra a sua interpretação rígida da lei islâmica. E mais de 30 mil CDs com os tais filmes imorais foram também destruídos. Foram suspensos também 25 mil trabalhadores do setor das comunicações por distribuírem estes filmes ditos vulgares. Isto é a tal campanha contra o vício no Afeganistão. Levou também os talibã a ordenar a decapitação de manequins. Manequins, aqueles objetos.

Manequins de loja.

De loja, exatamente. Objetos de exposição de roupa, se quisermos. Entre outras medidas, também visitaram, com aspas, vamos pôr aqui as aspas. Foram lá fazer uma visitinha. As autoridades visitaram, se quiserem, dezenas de milhares de restaurantes, de salões de casamentos e hotéis, basicamente só para assegurar que não era produzida qualquer música nas suas salas. Os músicos afegãos utilizavam regularmente instrumentos como o timbal, a guitarra ou o rabab. O rabab é uma espécie de um alaúde, parecido com o alaúde, obviamente para animar casamentos e programas musicais, como acontece em qualquer civilização ou sociedade, dizemos nós. Até serem proibidos, obviamente, com o regresso dos talibã ao poder agora em agosto de 2021. A interpretação com esta rigidez da lei islâmica também pôs limites, como sabemos, à liberdade das mulheres. Não têm acesso ao ensino superior, entre outras limitações, têm restrições de circulação e de acesso ao trabalho. E isto basicamente é um regresso, de facto, àquilo que já se passava no anterior regime talibã, entre 96 e 2001, quando os fundamentalistas proibiram a música e impuseram castigos severos a quem exercesse a profissão de músico, o que provocou, obviamente, a fuga de muitos artistas profissionais. Portanto, novas nada agradáveis do regime talibã no Afeganistão. Está no Expresso.

Está no Expresso.