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Sejam bem-vindos! Este é o "Conquistar o Futuro", o podcast do Observador, em parceria com a Universidade Lusíada, onde olhamos para a forma como estamos a preparar as lideranças do futuro mais próximo. Do direito à arquitetura, da economia às artes ou às engenharias, vamos saber como é que os professores de hoje preparam os profissionais de amanhã. Hoje falamos com Túlia Cabrita, a diretora do Instituto de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade Lusíada, em Lisboa, e também com Joana Cruz, professora da Universidade Lusíada, neste caso no Porto, e diretora do Centro de Investigação em Psicologia para o Desenvolvimento. É um gosto recebê-las aqui. Bem-vindas, ambas. Túlia Cabrita, começando por si, a saúde mental ganhou ultimamente, não só por causa da pandemia, mas também por causa da pandemia, ganhou muita visibilidade nos últimos anos. Isso aumentou, de alguma forma, a procura pela formação desta área?
Antes de mais, boa tarde a todos. Obrigada também por poder estar aqui e partilhar com os colegas esta conversa. Na verdade, houve um aumento bastante grande e uma preocupação. Temos observado um aumento da procura dos cursos de psicologia, como um complemento de formação e uma profissão futura. Mas a verdade é que a saúde mental não é apenas, muitas vezes como imaginamos, a questão da doença mental. Ela é preocupada em diferentes contextos, seja no contexto das organizações, quando nós temos esta questão da qualidade de vida dos funcionários, da gestão da vida familiar com a vida profissional, do autocuidado, por exemplo, no contexto desportivo também, ou seja, esta ideia da prática ou da dificuldade que os atletas têm muitas vezes de lidar com as pressões do desporto e como isso afeta também a sua saúde mental. Na área da educação, aliás, é uma preocupação enorme que nós temos. No fundo, como é que os nossos estudantes conseguem lidar com as adversidades do contexto acadêmico, que é muito grande, e para isso, na verdade, a saúde mental é fundamental. E talvez por se falar tanto e por ouvirmos esta preocupação tão grande em todas as gerações por como é que será o futuro das pessoas e a sua qualidade de vida, talvez aqui a saúde mental tenha tido, no fundo, não uma importância maior, mas uma procura por isso.
Uma visibilidade também.
Exatamente, uma visibilidade.
Fala-se mais do assunto de alguma maneira. Está a deixar de ser um tabu, de alguma maneira?
Sim, ainda hoje falava isso numa aula. Até há bem pouco tempo, por exemplo, a psicologia clínica, que é uma área que nós temos na Lusíada, estava muito associada à doença mental. Hoje em dia, não. Hoje em dia está associada a como é que as pessoas conseguem lidar com as dificuldades do dia a dia e conseguir se ajustar às adversidades, aos desafios e àquilo que a vida nos traz, e a forma como podemos lidar com isso. Portanto, tem havido uma elevada procura. Aliás, os nossos mestrados, por exemplo, em clínica, temos praticamente as vagas todas cheias. Eu penso que é por isso.
Tudo preenchido, portanto, maior procura. Joana Cruz, bem-vinda também. Pegando um pouco naquilo que a Túlia acaba de dizer também, obviamente, há áreas de especialização dentro daquilo que genericamente podemos chamar de psicologia, como, por exemplo, a psicologia da educação. Isto são ferramentas importantes para que se melhore a eficácia do ensino?
Olá, boa tarde. São, absolutamente. A psicologia da educação é um ramo da psicologia que estuda e intervém no comportamento humano, especificamente nos processos de ensino e nos processos de aprendizagem no âmbito dos contextos de educação formal, não formal e informal, com o grande objetivo de promover o desenvolvimento, o bem-estar e a realização, o potencial dos sujeitos que nela participam. Especificamente no contexto da educação superior, a psicologia da educação pode dar um contributo valioso, não só na forma como os estudantes conseguem vivenciar o seu processo, o seu percurso de aprendizagem, mas também ter ações dirigidas aos docentes e a toda a comunidade educativa, para que todos consigam criar ambientes de aprendizagem que sejam mais inclusivos e flexíveis e que fomentem o sucesso acadêmico.
Claro, no caso dos estudantes, por exemplo, saber lidar com o insucesso quando ele aparece, por exemplo, com más notas. Tudo isso, de alguma forma, é estudado a este nível?
Exatamente.
E intervém. E vocês trabalham depois com esses atores todos.
O grande objetivo, e a psicologia da educação tem este foco mais contextual e ecológico, uma vez que há um conjunto enorme de fatores que contribuem para o sucesso escolar, e é importante conhecê-los, caracterizá-los, para depois conseguirmos tomar decisões com base na evidência.
Túlia Cabrita, quais são as saídas profissionais mais comuns para os licenciados em psicologia? E agora aqui, olhando um bocadinho mais para a floresta, que já percebemos que inclui várias especializações. Pensamos todos, se calhar, na vertente mais clínica, mas há pouco já nos foi abrindo outras portas.
Sim. Aliás, é importante também esclarecer que a formação em psicologia em Portugal são dois ciclos. Portanto, para ser chamado psicólogo, tem também que se ter o mestrado e o acesso à Ordem dos Psicólogos. A clínica continua a ser aquela, digamos, o bebê, que os alunos procuram, imaginam um dia vir a trabalhar num hospital ou numa clínica, muito centrados na dimensão mais clínica, mas não, cada vez há mais áreas. Vai desde a mais clínica, a educacional, como estávamos a falar, a das organizações, que é importantíssima. Agora têm saído imensos estudos que falam sobre esta gestão da qualidade de vida nas empresas, do bem-estar nas empresas, é uma área que está em forte crescimento. A área do desporto, sempre também é uma área bastante estudada e bastante aprofundada. Dentro dessas, por exemplo, a neuropsicologia, a consulta especificamente, a avaliação psicológica, portanto, trabalhar só com crianças, com adultos ou com idosos. É toda uma panóplia de possibilidades de De emprego ou de carreira profissional bastante grande, como a forense, que não estava a lembrar, a criminal, porque depende muito dos contextos.
Nós daí vamos vendo nas séries.
Sim. Aliás, só acrescentar .
Os profilers. Exatamente.
Posso acrescentar que os alunos muitas vezes vêm com essa fantasia assim que chegam ao curso.
Que é tentar construir o perfil daquele serial killer.
Vêm muito.
Se calhar, em contrapartida, vêm muito com a ideia de que a psicologia da educação só trabalha em escolas e por isso também é mesmo importante desmistificar a ideia que um psicólogo de educação trabalha com as populações ao longo do ciclo da vida, desde crianças a adultos maiores.
Claro, porque o ensino é uma constante, de alguma maneira, não é só em ambientes escolares.
Exatamente, e os processos de aprendizagem e desenvolvimento ocorrem ao longo do ciclo vital.
Claro. E Túlia, em termos de empregabilidade, se quisermos, tem dados de como é que está a empregabilidade dos alunos?
Dados não tenho. Os nossos alunos estão praticamente todos empregados.
Independentemente das especializações que houver nestas áreas.
Sim, independentemente das especializações. Pelo menos os dados que são recolhidos, nomeadamente estatisticamente, mostram que o nível de empregabilidade é bastante elevado. Mas também a licenciatura em Psicologia tem algo que abre portas para muito mais áreas. Ou seja, enquanto que noutras áreas, provavelmente focaliza só, a pessoa pode ter uma base em Psicologia, trabalhar em diferentes áreas, no marketing, na publicidade.
Nas empresas, como disse há pouco.
Nas empresas. Há uma série de áreas que o licenciado em Psicologia pode trabalhar e que muitas vezes é até requisitado exatamente pelas competências relacionais que tem, pelo fato de conseguir perceber o outro, compreender o outro, saber estar. Tudo isso são competências chamadas transversais, que as pessoas têm, que o curso de Psicologia contribui. Aliás, a Psicologia é uma ciência, não queria sair dessa base. Mas permite que a pessoa se desenvolva como pessoa ao longo do tempo, a adquirir esta identidade e sabendo, no fundo, estar com o outro e aprender a relacionar-se. E isso em algumas profissões é fundamental. Portanto, não só a carreira como psicólogo e chegar a ser psicólogo, mas também poder ter uma licenciatura em Psicologia. Aliás, temos alguns alunos, que é muito engraçado ver, que por algum motivo a sua vida teve um percurso de vida diferente. E chegou a uma determinada altura e pensa: "Não, eu agora vou estudar Psicologia". Tem 40 anos, sai do perfil normal do aluno, mas vem um bocadinho para complementar a sua formação, não a pensar ser psicólogos, mas eu trabalho na área de educação, eu trabalho na área da saúde e eu preciso de alguma coisa que me ajude a adquirir competências.
Claro, como uma valorização extra das suas competências, às vezes por um gosto pessoal, também de partir, de passar por esta área. Joana Cruz está envolvida no projeto Pedagogia 21. Já afloramos aqui, de facto, a questão da Psicologia, do ensino, da educação, se quiserem. O que é, muito rapidamente, este projeto e quais são os objetivos?
O projeto Pedagogia 21 surgiu através de uma possibilidade de financiamento, o programa Impulso + Digital, e reuniu um conjunto de instituições privadas do ensino superior, neste caso, 25 instituições, e por isso somos um consórcio bem representativo das instituições privadas, que englobam não só instituições de Portugal continental, mas também da Região Autónoma da Madeira. E surgiu com o grande objetivo de promover a inovação pedagógica na educação superior. Em termos muito gerais, o que se procurou com este projeto, por um lado, foi promover a colaboração interinstitucional, começarmos a trabalhar em conjunto, mesmo de áreas diferentes, promover esta interdisciplinaridade. E depois, desenvolver um conjunto de ações que fomentem o desenvolvimento profissional docente, chamar a atenção para a importância da dimensão pedagógica, para a melhoria das práticas pedagógicas como uma forma de melhorar os ambientes de aprendizagem em que os estudantes se encontram. Exatamente porque estamos nesta mudança de paradigma, de um conjunto de metodologias centradas no docente para um conjunto de metodologias centradas no estudante.
Temos descurado, de alguma maneira, esta área da pedagogia. Isto é, a pedagogia aqui entendida mesmo como inovar e melhorar as práticas em ambiente, neste caso, universitário.
Eu diria que estamos antes no momento social, político e histórico que é propício a esta mudança, a esta aposta e ao investimento na inovação pedagógica. E temos alguns indícios disto, as mudanças que temos visto nos últimos anos na área da educação superior, acho que é evidente esta vontade de melhorar. Melhorar o quê? Práticas educativas e ambientes de aprendizagem, para que todas as pessoas que estejam envolvidas possam melhorar e possam sentir-se bem no contexto da educação superior.
Ser um bocado o modelo tradicional. Porque há bem pouco tempo é aquela ideia do professor catedrático, que dava a sua carta.
Um anfiteatro grande, claro. Distante.
Exato, e que declamava quase e os alunos apenas o ouviam. Exatamente o contrário, a interação em que o aluno passa a ser participativo também do seu processo de aprendizagem. Mas como dizia a Joana, temos que formar os nossos professores, porque é uma mudança de paradigma muito grande entre aquilo que é a relação direta com o aluno, a proximidade, o estar com ele, o acompanhar a aprendizagem, para aquilo que antigamente era o tal professor de roupa preta, que estava apenas a dissertar e os alunos dormiam.
Essa visão mais clássica.
Mas isto implica, muitas vezes, também dar suporte aos docentes. Valorizar esta formação pedagógica e dar oportunidades de formação pedagógica. E também haver aqui alguma paridade entre o que é o ensino e a investigação, que são áreas também importantes para nós conseguirmos estar plenamente envolvidos nas diferentes tarefas.
E onde é que nos falta mais inovar, se quiserem, na prática pedagógica no ensino superior? Não sei se Túlia ou Joana.
Eu acho que um bocadinho que é esta ideia de Em primeiro lugar, as novas tecnologias, como é que elas podem ser integradas no contexto da aprendizagem. Desmistificar um bocadinho, eu acho que da experiência que vamos tendo dos professores, é difícil de passar esta ideia de que não é preciso estar a debitar matéria horas a fio, até porque os miúdos cada vez mais têm dificuldade atencional e não conseguem estar mais de 15, 20 minutos focados. É preciso arranjar outras técnicas pra chegar aos nossos alunos pela participação em aula e por tornarmos, como eu estava a falar há pouco, agentes ativos. Ou seja, o aluno tem que ser um agente ativo da sua aprendizagem. Isso só muda se os professores forem capazes de o fazer. Se calhar, e complementando um bocadinho, a inovação pedagógica é um meio, não é um fim. Ou seja, isto é um processo que tem de ser contextualizado e tem que ter uma intenção. E, por isso, onde é que nos falta inovar? Para nós respondermos a isso, temos de conhecer, temos de caracterizar.
Temos de estudar o que temos, claro.
Temos de identificar em contexto. E por isso, para dar um exemplo, em termos do Pedagogia 21 e mesmo no Conselho Nacional para a Inovação Pedagógica, também entretanto criado, o que se tem vindo a identificar como necessidades atuais em termos de inovação pedagógica, ou seja, chamar a atenção para começarmos a identificar e a estudar, relacionam-se principalmente com a questão do bem-estar, como falávamos há pouco, mas também com a questão de garantir que os alunos consigam ter sucesso acadêmico. E isto significa atender a dimensões relacionadas com a diversidade, com a participação, com a segurança, com a possibilidade de agência e de resiliência dos estudantes. E por isso é um bocadinho nisto que nós nos estamos a centrar. A UNESCO e mesmo a OCDE têm sugerido que a inovação pedagógica não é só relacionada com a tecnologia, tem a ver com esta transformação de práticas e de metodologias.
Certo, vai muito além da tecnologia. Diria que a da tecnologia, se calhar, até é mais fácil de abordar, não?
Sim, e seguindo um bocadinho aquilo que a professora Joana está a dizer, nós temos um projeto na Lusíada de saúde mental e de apoio ao aluno no ensino superior, no qual nós nos preocupamos com essa dimensão. É o SABES, é o nome que tem do acrônimo, que é Serviço de Apoio ao Bem-Estar. E a ideia é um bocadinho isso. Ou seja, como é que nós podemos ajudar os alunos? Por um lado, o Pedagogia 21 está aqui a fortalecer os professores para serem capazes de abraçar a inovação e fazer aulas diferentes, mais cativantes e que permitam aos alunos terem sucesso. E, por outro lado, também temos estes projetos que permitem aos alunos desenvolverem a tal resiliência e capacitá-los destas capacidades. Hoje em dia os alunos têm muito menos capacidade de resistir à adversidade. Cada vez que há uma dificuldade, para eles é visto como algo que os vai destruir, e não como algo que eles podem ultrapassar. E isto é importante trabalhar. E chegam imensos alunos com estas dificuldades. Nós complementamos um bocadinho também, aqui com alguns projetos que temos que a universidade também promove.
E na academia, sobretudo nas ações viradas aos professores, a academia é um meio conservador, que vai resistindo, às vezes, à inovação ou está muito aberta à inovação, de alguma forma, Joana?
Eu acho que todas as instituições têm as suas especificidades e o que nós encontramos, de facto, é uma tradição muito centrada nos saberes disciplinares e no currículo. E esta mudança, esta transformação, em algumas instituições é um bocadinho mais lenta, noutras é um bocadinho mais acelerada. O que nós sabemos é que para haver inovação pedagógica é também importante haver apostas, oportunidades. E estamos no momento delas. Estamos com oportunidades em termos nacionais, com investimento e com financiamento adequado. E nas nossas instituições estamos a promover estas mudanças e a criação de estruturas que apoiam a mudança, que mudar sem sustentabilidade e sem apoio é difícil, por isso estamos a construir as bases.
Claro.
Eu diria não só esta dimensão, mas também do ponto de vista arquitetónico. Por exemplo, aqui em Lisboa, estamos com obras no sentido de reformular e reestruturar todo o espaço. Aliás, se passarem na Junqueira, veem assim um espaço de obras.
E a entrada até pela porta lateral.
Agora tem que ser, mas está esse cuidado. Temos salas, por exemplo, o Pedagogia 21, e a Joana pode falar um bocadinho mais sobre salas adaptadas a este tipo de ensino, e que todas as salas possam, na verdade, fomentar e também talvez deixar os professores mais à vontade pra conseguirem abraçar estas novas formas de ensinar. Quer dizer, que são tradicionais, mas que, na verdade, talvez em Portugal, pela tradição que nós temos de ensino, mais centrada no professor e pouco centrada no aluno, que são pouco abraçadas pelos docentes e que eu penso que este projeto procura trazer inovação.
Quase que chegamos ao fim do nosso tempo, vamos fechar. Eu vou pedir-vos a ambas, Joana, começando por si, um conselho que gostasse de dar a um aluno de primeiro ano que queira fazer carreira nesta área da psicologia.
Nós ontem tivemos o Welcome Day, estávamos há pouco a falar sobre isso, nas diferentes câmpus.
As boas-vindas aos caloiros, se quiserem.
Exatamente. E uma forma de reconhecimento, na verdade, dos estudantes e de lhes proporcionar um início de ano letivo que nós pretendemos que se mantenha desta forma apoiante e comprometida ao longo da sua carreira e do seu percurso na Universidade Lusíada. E existe exatamente esse compromisso, não só dos docentes, mas também de todo o pessoal não docente, no sentido de fazer com que os alunos consigam fazer não só aprendizagens significativas, mas que se sintam bem na Universidade Lusíada e que consigam construir e desenvolver-se de forma integral. Agora, o conselho para seguir a área da psicologia, já agora da psicologia da educação .
Puxando mais a brasa à sua sardinha, claro.
Ser psicóloga e ser psicóloga de educação é ser um agente de mudança e por isso é importante ser proativo, é importante ter capacidade de comunicação, é importante ter boas redes e estabelecer redes de colaboração, porque não trabalhamos sozinhos. E, portanto, na faculdade é aproveitar as oportunidades que lhes vão surgir de voluntariado, quer na sala de aula, quer fora da sala de aula, é investir no seu percurso, em si próprio e na relação com os outros, porque aprendizagens significativas no contexto de relações significativas.
Muito bem, Túlia Cabrita, a mesma questão.
Eu só se calhar acrescentava um bocadinho que ser psicólogo é ter uma identidade muito própria, uma identidade profissional muito própria. Se calhar, aproveitar este tempo, no fundo, e pra conseguir ter sucesso no futuro é desenvolver três áreas. Em primeiro lugar, a componente científica. Por outro lado, o desenvolvimento pessoal, que é muito importante. Eu costumo brincar com os alunos e dizer assim: é o tempo ótimo pra eles poderem errar, no fundo, pra aprenderem a estar com pessoas, aprenderem e usar este tempo através de voluntariado, outras áreas que eles tenham, mas aproveitar o espaço acadêmico pra isso e desenvolver essa parte e depois a formação de tudo aquilo de profissional que nós podemos ajudar, porque é possível, ao longo deste tempo, aprender o que é a psicologia. Portanto, desenvolver esta identidade do que é ser psicólogo, porque ser psicólogo é ser diferente, digamos, em termos de mercado de trabalho. As pessoas esperam de um psicólogo uma postura, esperam uma capacidade, uma abertura e de alguma forma em que eles possam ajudar. Eu só consigo ajudar alguém, independentemente da área em que eles vão intervir, se na verdade desenvolver estas competências, porque a psicologia é uma ciência. E a Joana começou por dizer essa informação, que é milenar, quase. E o que destaca um bom profissional da psicologia de outros profissionais é exatamente as capacidades interpessoais e a capacidade de pôr ao serviço do outro aquilo que é toda a sua formação e o seu desenvolvimento pessoal. Portanto, acho que é apostar.
Muito bem, ficam aqui também os conselhos experientes e avisados da Túlia Cabrita, da Joana Cruz. Foi um gosto recebê-las aqui neste "Conquistar o Futuro". Este é um podcast do Observador em parceria com a Universidade Lusíada. Voltaremos proximamente com outra área do saber e outros convidados. Até lá.