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Vamos estar à conversa com Rita Tapadinhas, fundadora da Plant a Choice, é já a seguir aqui na Rádio Observador.
"Ladies and gentlemen, many songs have been written, and this is one of them."
Isto não passa na rádio. Todas as semanas na Rádio Observador, três melómanos juntam-se à volta de canções de todos os gêneros e feitios.
Temos estado aqui a ouvir esta semana alguns dos nossos destaques das escolhas do Barack Obama pra sua playlist de verão.
É uma ótima canção de baixa rotação para imenso calor.
Estamos esta semana às voltas com os melhores discos do primeiro semestre de 2021.
Isto não passa na rádio. Com Gonçalo Correia, Tiago Pereira e Nelson Ferreira. Aos sábados às 15h, aos domingos depois do meio-dia e sempre em podcast.
E esta semana, Nelson Ferreira e Gonçalo Correia trazem-nos os discos perdidos deste verão, os discos que eles tiveram a oportunidade de ouvir e aos quais estiveram também atentos e que poderão eventualmente ter-nos escapado caso tenhamos ido a banhos. Para já e já a seguir, aprendemos a plantar escolhas com Rita Tapadinhas, fundadora da Plant a Choice. As notícias estão de regresso às 08:00 em ponto. Até lá, o sol já sai pôr do sol, está na hora do Conversas de Fim de Tarde. Temos o prazer de receber nesta tarde de quinta-feira aqui na Rádio Observador, Rita Tapadinhas, que é fundadora da Plant a Choice. Rita, eu já tive a oportunidade de ver o teu perfil precisamente no site da Plant a Choice. Já vamos falar sobre ti e sobre o teu percurso. Primeiro, um breve resumo do que é esta Plant a Choice, que nos convida, de certa forma, a plantar escolhas. É isto?
Olá.
Olá.
Boa tarde.
Bem-vinda.
É verdade, é este o objectivo. Primeiramente, gostaria de agradecer a oportunidade de estar aqui hoje para falar um bocadinho sobre este tema da sustentabilidade. No fundo, o meu projecto, o Plant a Choice, é um projecto que tem como objectivo passar a sustentabilidade da forma mais descomplicada possível, da forma mais prática possível. E, claro, nós podemos ir plantando escolhas todos os dias para atingirmos a vida mais sustentável e melhor para todos.
Sim, e pronto, Rita, olhando para a área de actividade da Plant a Choice, quais são as iniciativas, produtos, conteúdos que podemos encontrar? Como é que a Plant a Choice nos ajuda, e ajuda também o mundo a ser um sítio melhor? Em que coisas é que se manifesta essa vontade, em concreto?
Ok. Então, eu estou principalmente presente no Instagram, é onde partilho conteúdos diários sobre redução de desperdício alimentar ou tudo o resto que nós possamos causar. Consumo consciente, hortas urbanas. Eu tenho a minha horta.
Sim.
E gosto muito de partilhar conteúdos para mostrar que toda a gente pode ter uma horta por mais pequeno que seja o espaço, falo também sobre compostagem, que foi uma coisa que eu comecei a fazer mais ou menos há um ano.
Compostagem, disseste?
Sim, compostagem.
Que é, perdão a minha ignorância.
Sim. Compostagem é, no fundo, um processo de reciclagem dos orgânicos, ou seja, as cascas, por exemplo, uma sopa só com algumas cascas, talos.
E para já estamos com algumas dificuldades técnicas aqui a ouvir a Rita Tapadinhas, ela que é fundadora da Plant a Choice, uma ideia também e um projeto que quer ajudar-nos a ser mais sustentáveis, de certa forma, reduzir o desperdício e também o nosso consumo. Vamos já estar à conversa com a Rita Tapadinhas pra que nos explique também um pouco melhor em que âmbitos é que isso acontece. Sabemos também já que partilha conteúdos diários na sua conta de Instagram e estamos agora a falar sobre compostagem, algo que já vamos ter a oportunidade de saber um pouco melhor do que se trata. Sabemos de antemão que é, de facto, uma forma de reciclar, estavas tu a dizer-nos, Rita, que já te temos agora de volta. Rita Tapadinhas, bem-vinda mais uma vez. Compostagem é um método de reciclagem diferente em que medida?
Porque neste caso nós reciclamos os resíduos orgânicos, ou seja, cascas, talos, qualquer resto que sobra da nossa alimentação, de preparação de alimentos. Claro que em primeiro lugar nós devemos reduzir o desperdício alimentar, eu foco muito nisso, mas aquelas coisas que nós não conseguimos mesmo evitar deitar fora, podemos reciclar. Desta forma, nós vamos conseguir obter uma espécie de um fertilizante pra utilizarmos nas nossas plantas e conseguimos também ajudar a reduzir a emissão de metano, que acontece quando os resíduos orgânicos vão parar a aterros, ou seja, se nós deixarmos no lixo comum.
E usas esta técnica na tua horta?
Sim.
Ok.
No meu caso, faço vermicompostagem, que é com a ajuda de minhocas californianas que digerem os resíduos, mas existem várias formas de fazer. Quem não gostar de minhocas, também pode fazer de outras formas.
E relativamente a pouco dizias, eu ficava aqui um pouco curioso para saber como que toda a gente, por mais pequeno que seja o espaço que tenha disponível, pode e consegue ter uma horta. Ora, eu já vi os jardins acontecerem nos espaços mais inacreditáveis possível e tenho um jardim, inclusive a entrar por dentro de casa, responsabilidade da minha mãe, mas horta não consigo conceber como conseguiria eu num espaço tão pequeno ter cenouras, batatas, esse tipo de coisas. Como é que é possível, Rita?
Então, nós nem todas as plantas podemos ter dentro de casa, mas existem várias que nós podemos ter, mesmo não tendo espaço exterior. Uma varanda, depende sempre da exposição solar, etc. Mas nós conseguimos produzir tudo o que não requeira muito espaço, mas mesmo no interior, por exemplo, alfaces, morangueiros, ervas aromáticas podemos ter.
E conseguimos adubar a terra, por exemplo, e fazer com que os nutrientes que necessitamos venham precisamente dessa tal compostagem, como acaba por tudo ser muito redondo. Muito bem. E que mais? Sei que produzes mais tipos de conteúdos ou ajudas também as pessoas a organizarem-se relativamente aos seus consumos. Como é que funciona? À base dos workshops, dos debates, marcas encontros?
Sim, eu vou dando workshops ocasionais, principalmente neste tema da redução de desperdício, alimentação, compostagem. Depois tenho também dois e-books, um em que partilho receitas para reduzir desperdício, ou seja, em que cada receita utilizo uma parte de um alimento que normalmente é descartado. E tenho também um e-book só focado em produzir brinquedos e decorações para crianças, também só com a reutilização de materiais, com caixas de cartão, restos de tecidos velhos, de roupa velha, por exemplo, jornais, etc. E são estes os três pilares. Depois tenho também um podcast, que se chama Plantando Escolhas e que teve uma primeira temporada e agora estou a preparar a segunda temporada.
O que não falta são coisas, não é, Rita? Agora de forma mais sustentável. Tu começaste com trabalhos manuais, cozinhados, passaste pela música, também começaste com essa tal horta, pelo menos em casa dos teus pais aos 19 anos, agora estás com 25 anos. Também, neste percurso todo, houve uma marca de roupa feita com as tuas próprias mãos. Neste caminho, que foi ficando cada vez mais diverso, também foste ficando mais alerta para os problemas ambientais. Como é que isso se deu? Era uma coisa que já tinhas presente ou que se vem intensificar com o tempo e que vai orientando esta nova missão, este novo projeto da Planted Choice. Como é que se deu essa transição? Qual foi o momento de viragem em que tu disseste: "Não, eu quero melhorar o mundo por esta via."
Sim, eu já estava minimamente alerta, até pela educação que os meus pais me foram dando. E desde que saí de casa dos meus pais, comecei a focar-me um bocadinho mais, a ter uma garrafa reutilizável, a fazer os meus sacos de pano para não gastar plástico, etc. Mas em 2019 foi um momento de viragem em que eu tive que fazer uma operação, uma hérnia discal. Estive em recuperação e na recuperação eu não podia fazer nada, porque tinha que estar em repouso, e aproveitei esse tempo para aprender mais sobre o tema, tanto sobre os problemas ambientais que nós passamos, como o que eu, enquanto pessoa individual, podia fazer. E essas três semanas mudaram um bocadinho a minha vida, porque eu saí delas com uma vontade de mudar muito mais o meu estilo de vida, além daquilo que já tinha vindo a mudar devagarinho antes disso. E então foi passado uns meses, criei o Planted Choice e tenho vindo a plantar as minhas escolhas, a mudar cada vez mais. Há muita coisa que ainda quero mudar, já há muita coisa que eu consegui mudar e que fico contente por isso. E vou tentando espalhar a mensagem e também receber muitas ideias das pessoas com quem falo.
Vejo que tens mais de 15 mil seguidores no Instagram e portanto deves ter bastante interação, bastante feedback. Como é que as pessoas reagem aos teus conteúdos? Participam, partilham ideias, se está de certa forma a Planted Choice também a receber boas impressões das pessoas e também aberta ao diálogo.
Sim, das coisas que eu mais gosto é de receber ideias. Por exemplo, hoje partilhi que estive a colher girassóis da minha varanda e, neste caso, o caldo girassol, porque depois dá para utilizar como estaca para a horta, e foi uma pessoa que me enviou uma mensagem a falar sobre isso, que eu nunca tinha pensado nisso.
Ok.
Só para dar exemplo, eu recebo quase todos os dias ideias também, coisas que não me tinham passado pela cabeça. E é muito bom, acho que a grande vantagem disto é não só eu poder ir partilhando aquilo que vou aprendendo, mas também receber muitas ideias. Acabo sempre por receber ideias também dos conteúdos. Por exemplo, quando falo do desperdício alimentar, há sempre muitas ideias, muitas partilhas. A compostagem também é um tema que suscita muitas dúvidas e que às vezes também eu tenho alguma dúvida e pergunto, por isso acabo por ter muita interação.
De certa forma, é um assunto que pede, às vezes, uma ajuda mais especializada, sobretudo se tem a ver com essa questão da fertilização dos solos. Voltando, antes de falarmos do teu podcast, que fiquei muito curioso, aqui a fazermos concorrência no mercado áudio, queria perguntar-te uma parte substancial da tua alimentação, ou quanto por cento da tua alimentação dirias, ou se alguma parte da tua alimentação provém da tua horta.
É pouquinho.
Ok, sim.
Porque a minha horta tem dois metros quadrados, não consigo precisar, mas é uma percentagem baixinha. Por exemplo, os pimentos consigo que seja tudo da minha horta. Os tomates, mais ou menos. Ervas aromáticas também muitas vezes, mas depois o resto que eu preciso, tenho de comprar. O meu sonho é um dia ter um espaço que me permita alimentar-me quase totalmente a partir da minha horta, mas neste momento ainda não chega, acabo por ser mais um hobby.
Sim.
Dá para produzir alguma coisa, mas é uma percentagem pequenina ainda.
E então, dentro da ótica daquilo que é a necessidade que todos temos de reduzir o desperdício alimentar, por uma questão de sustentabilidade, mas também de justiça e distribuição. Achas, Rita, que de alguma forma, estamos a assistir a uma consciencialização cada vez maior neste âmbito? Que ideias ou que pequenas coisas quotidianas é que nós podemos fazer, sem saber que se calhar reproduzimos comportamentos problemáticos, o que é que podemos fazer para reduzir nas pequenas coisas do quotidiano, alguns desperdícios que podemos evitar com facilidade?
Eu acho que sim. Eu acho que há cada vez mais consciencialização e felizmente, também por isso, estão a existir cada vez mais oportunidades de negócio neste sentido, o que ajuda a evitar ainda mais o desperdício alimentar. Eu acho que o desperdício alimentar é só nós olharmos criticamente para aquilo que temos em casa, e o primeiro passo, e mais fácil de todos, é utilizarmos sempre os restos que temos em casa. E ainda existem, em alguns casos, pessoas que acabam por não aproveitar os restos, e esse é aquele ponto basilar que é muito fácil de aplicar logo no momento. E depois é nós olharmos também criticamente para os alimentos que compramos. Em primeiro lugar, comprar só na medida daquilo que precisamos, principalmente agora que ainda estamos num tempo de muito calor, os vegetais, as frutas estragam-se muito rapidamente e é importante termos noção daquilo que vamos comprar E que vamos utilizar. Claro que aquilo que não vamos utilizar faz todo sentido congelar antes de se estragar. E depois, e é uma coisa que eu me foco muito em partilhar, é tentarmos aproveitar cada alimento ao máximo. As cascas podem ser sempre aproveitadas ou praticamente sempre, os talos também, por exemplo, para sopas ou os parpos, que podem ser utilizados na totalidade. Nós normalmente utilizamos só metade deles, quando a parte de baixo, nós podemos cortar em tirinhas pequeninas, fazer um salteado ou colocar na sopa. O mesmo com o alho-francês, podemos utilizar a parte de cima também para sopas ou espinafres, e as raízes bem lavadas também podem ser utilizadas, por exemplo, assim salteadas, ficam com uma textura crocante que dá até para dar um ar interessante aos pratos.
Que maldade esta conversa antes da hora de jantar, Rita.
É para dar ideias, se alguém tiver esse alho-francês.
Para não ser um desperdício, para cortar já na próxima refeição o desperdício.
Sim, exatamente. As abóboras, podemos utilizar as sementes, eu utilizo sempre, basta levar um bocadinho ao forno. Enfim, é nós pensarmos criticamente, porque habituamo-nos, por herança da tradição, a desperdiçar uma grande porcentagem dos alimentos, quando na verdade nós podemos utilizar.
E até pede alguma criatividade, não é? É um exercício giro ver o que se pode fazer com o que sobra do que há. E olhando aqui para o teu podcast, falavas-me de uma primeira temporada já concluída, uma segunda por lançar. O balanço da primeira, que temas trataste? Que tipo de conversa foi essa? Onde é que podemos encontrar o teu podcast? Provavelmente nas plataformas habituais, Spotify, assim por fora, também no Planta Choice, no site, não?
Exato. Está tudo no site e nas plataformas normais, o podcast chama-se Plantando Escolhas. E aí, enquanto que no Instagram o meu objetivo é principalmente passar dicas mais práticas para nós aplicarmos no nosso dia a dia, no podcast, o meu objetivo é ir um pouquinho mais a fundo sobre problemas ambientais que estejamos a atravessar. Ou seja, explicar a base por detrás de nós termos de agir.
E fazes tu o podcast sozinha, Rita, ou costumas ter convidados contigo?
Sim, tive dois convidados só na temporada passada. A estrutura normal é ser eu a falar sozinha. Não invalida que não venha a ter mais convidados, mas é assim a estrutura mais normal. Falei, por exemplo, sobre o plástico nos oceanos, sobre a desflorestação, sobre o conceito de água real e água virtual, que é um conceito que eu gosto muito de falar.
E se conseguires ser breve a explicar-nos, pode explicar-nos de que se trata esse conceito, água real, água virtual?
Sim. Ou seja, a água real é, por exemplo, nós abrirmos a torneira e vermos a água a escorrer, é a água que nós utilizamos, a água que nós vemos. Água virtual é a água que está por detrás daquilo que nós temos.
Sim, é que quando se diz que somos uma porcentagem significativa de água, essa será então a água virtual.
Sim, por exemplo, para produzir uma laranja, nós gastamos-
A água que é gasta, neste caso.
Sim, a água que é gasta. E nós podemos até ajustar o nosso consumo com base na pegada d'água. Por exemplo, para produzir um quilo de tomate, são precisos 214 litros d'água. Para produzir um quilo de massa, são 1840. Carne de vaca, um quilo, são 15 mil litros. Ter este conceito por trás também nos ajuda um pouquinho a perceber que às vezes a nossa pegada hídrica é muito mais do que a água que nós retiramos da torneira.
Sim, há até algumas correntes que defendem que o problema passa exatamente não pelo gasto de água de torneira ou o uso quotidiano e doméstico, mas sim da agricultura intensiva e também da cultura animal, que realmente consomem muitos recursos hídricos.
Exato. Sim, é aí que nós acabamos por ter um impacto muito maior. A quantidade de água que nós utilizamos é muito superior em termos de água virtual, que pode chegar aos 5 mil litros por dia, comparando com a água real da torneira, que nós gastamos, por exemplo, 100 litros por dia, dependendo das pessoas, dependendo dos nossos hábitos, de onde é que nós estamos localizados, mas acaba por ter um peso muito superior a água virtual que nós gastamos. E claro que não somos só nós que temos controle sobre isso. Os produtores que também têm que fazer o seu esforço para conseguir adaptar os métodos de produção para serem menos intensivos em termos de gasto de água.
Rita Tapadinhas, a alma por detrás da iniciativa Planta Choice. Infelizmente, estamos a ficar sem tempo, a rádio é mesmo assim, vai-se esgotando bem rápido o nosso tempo, mas tempo ainda para falares da Planta Choice e plantares a tua sementinha aqui conosco. O que é que há no futuro? O que é que podemos esperar, que workshops vêm por aí, para além do podcast, se há alguma coisa que nos possa já avançar para irmos marcando na agenda.
Sim, então o podcast, a nova temporada estou a preparar para lançar em breve. Vou começar também agora uma newsletter, que eu acho que vai ser uma forma gira de partilhar outro tipo de conteúdos que normalmente não partilho pelas redes sociais. Em breve vou também dar um workshop sobre alimentação sustentável em Lisboa, de entrada gratuita, que eu ainda não posso partilhar muita coisa, mas estiverem atentos no meu Instagram e depois vou partilhar os detalhes. E, por já, são assim os principais pontos que em breve vão acontecer. E depois tem conteúdos diários, sempre no Instagram, sobre sustentabilidade, redução de desperdício, consumo consciente, as hortas, compostagem, tudo que tenha a ver com sustentabilidade.
E para saber de tudo isto e muito mais, pode seguir a Rita Tapadinhas no Instagram, neste caso, o projeto Plant Choice, basta escrever plant.a.choice. Encontra este nome no Instagram, uma conta que lhe vai ajudar a tentar reduzir o desperdício alimentar e também a viver uma vida mais sustentável. Rita Tapadinhas, muito obrigado por te teres juntado a nós. Um enorme prazer. Vamos ficar em contacto. Até à próxima.
Obrigada, até à próxima.
Olá, eu sou a Ana Filipa Rosa. Obrigada por ouvir este podcast. Se gostou, pode sempre partilhá-lo com alguém e ouvir a Rádio Observador. Estamos online, mas também no FM, na Grande Lisboa em 98.7 e no Grande Porto em 98.4. Muito obrigada.