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"E o Campeão É" na Rádio Observador, o programa em que analisamos a atualidade desportiva e em período de Páscoa, renasce a esperança para Sporting e Benfica, porque o Futebol Clube do Porto escorregou em pleno Estádio do Dragão frente ao Famalicão. Empate a dois gols, que pode permitir uma aproximação dos adversários dos Dragões nessa luta pela liderança do campeonato. Por agora, o Futebol Clube do Porto mantém essa liderança e confortável ainda nesta fase do campeonato, com vantagem tanto para Sporting como para Benfica, que tem jogos em atraso. Vamos, naturalmente, neste programa, centrar-nos nesse jogo do Futebol Clube do Porto com o Famalicão. Terminou com empate a dois gols, com emoção até o fim. Hoje, nesta edição, contamos com Luís Pinto Coelho, adepto do Futebol Clube do Porto, João Pinto, adepto do Benfica, e Pedro Henriques, ex-árbitro internacional. Eu sou o Miguel Cordeiro, comigo está o João Costa e Silva.
Bom dia.
Bom dia a todos.
Boa Páscoa.
Começamos pelo Luís Pinto Coelho. Estavas à espera deste desfecho e desta surpresa pascal?
Olá, bom dia. Não, não estava à espera, e muito menos depois daquele lance de génio do Fofana. Já nos estava a contar com aquele murro no estômago que levou. Mas deixa-me dizer que o resultado é justo. Eu acho que o Famalicão faz um jogaço. Eu diria mesmo que em termos globais e de 90 minutos, foi a equipa, a nível interno, que mais me impressionou no Dragão. Acho que faz um jogo quase perfeito. No meio-campo, fortíssimo, grande circulação de bola, processo defensivo sempre muito organizado, faz um grande jogo. E parece-me que o Porto acusou algum cansaço físico, mental. Acho que Farioli comete alguns erros, porque me pareceu, por exemplo, que Evian, na minha opinião, faz o pior jogo que eu vi fazer esta época. Pietro Seski também completamente fora do jogo na primeira parte, muito individualista. E acho que Farioli, por exemplo, Tiago Silva podia ter jogado, não teve jogos de seleções, estava se calhar mais fresco até mentalmente para jogar. O Frahol também faz um jogo apagadíssimo. Acho que a gestão feita em termos deste vírus FIFA não foi muito bem feita por Farioli. Percebo que ele queira colocar a melhor equipa, mas há jogadores que são quase ao mesmo nível e estando um pouco mais frescos, sem até aquelas eliminações como foi da Dinamarca, da Polónia, que deixa algumas marcas em termos mentais.
Tu ontem falaste sobre isso.
Sim, parecia-me que isso era o ideal. Obviamente, depois do jogo é mais fácil falar, mas eu até, como dizes, até já tinha falado ontem porque me parecia que podia deixar algumas marcas, mas destaque para o Famalicão, que fez um grande jogo e tem ali muitos jogadores de nível que podiam perfeitamente estar a jogar numa equipa das chamadas grandes em Portugal.
Nós já vamos analisar também as declarações de Farioli, até porque há aqui críticas diretas ao Sporting, numa chamada área cinzenta que está a ficar cada vez mais verde. Mas, João Pinto, ontem lançávamos aqui este encontro, esperávamos uma equipa do Famalicão combativa no Dragão, mas que talvez não fizesse esta mossa, tendo em conta a trajetória do Futebol Clube do Porto no campeonato. O que te surpreendeu mais nesta partida? Porque tendo em conta os dados, aquilo que vimos ao longo dos 90 minutos e depois com o respectivo tempo de compensação, que foi dramático, o Famalicão mandou no jogo.
Olá, bom dia, boa Páscoa a todos. Sem dúvida, aquilo que mais me surpreendeu foi o Famalicão. Foi aquela postura, uma equipa muito curta, muito estreita. Fez-me lembrar muito o Bodø/Glimt contra o Inter ou contra o Sporting em casa. Foi uma equipa que fisicamente estava muito disponível. Correram tudo aquilo que tinham para correr, mas jogaram sempre com muita qualidade. A bola saía do pé de um, entrava no pé do outro com toda a destreza. Uma capacidade técnica individual muito acima daquilo que costumamos ver. Uma clarividência gigantesca, tanto do Gil Dias como do Gustavo, para armarem o jogo. O Futebol Clube do Porto não está habituado a ter adversários assim em casa. E foi um jogo realmente com todo o mérito do treinador do Famalicão. Um jogo muito bom do Famalicão. E realmente, o Futebol Clube do Porto desceu ali um ou dois níveis em relação àquilo que tem mostrado. Mesmo assim, arrancou o empate, mas havia realmente alguns jogadores abaixo do par. O Frahold tem realmente uma qualidade que é muito grande, já toda a gente lhe disse isso, mas tem algumas dificuldades quando tem a bola no pé, baixa a cabeça, fecha os ombros, foca-se na bola. É relativamente fácil, quando tens muita disponibilidade física, ires lhe roubar a bola. Isso aconteceu duas, três, quatro vezes. O Famalicão estudou muito bem o Futebol Clube do Porto. É uma exibição fabulosa do Famalicão, que leva o empate, podia ter levado mais qualquer coisa. Arbitragens à parte, vimos um grande jogo de futebol e, de repente, o campeonato liga-se à corrente, porque o Sporting está mesmo ali à esquina.
Sim, se vencer o jogo em atraso, não é?
Sim, se vencer o jogo em atraso, fica com dois pontos, que na realidade são três, mas é um preço muito alto que o Futebol Clube do Porto vai pagar. Tinha um crédito na máquina, perdeu esse crédito e agora, de repente, todos os jogos são match point e não deixa de ser verdade também para o Sporting. São duas equipas envolvidas na roda europeia e vamos ter aqui um abril e um maio bastante engraçados.
Basta ver aqui a estatística deste encontro para perceber a dimensão desta exibição do Famalicão. A posse de bola foi dividida 51 para o Porto, 49 para o Famalicão, mas depois o Famalicão tem mais remates, 11 contra 8, tem mais remates à baliza, 6 contra 3, é a equipa com mais grandes oportunidades. A nível de cantos é ela por ela. Os passes também, é ela por ela. O Famalicão tem 81% de acerto no passe em 410 passes. O Futebol Clube do Porto faz 420 e tem 84% de acerto. Há cartões amarelos, mais para o Futebol Clube do Porto do que para o Famalicão. É uma bela exibição. Pedro Henriques, que apesar dessa bela exibição, no final o que tivemos foi Farioli a deixar críticas aos jogadores do Futebol Clube do Porto. Sim, criticou, de facto, a entrega neste jogo, mas Deixou duras críticas à arbitragem. Queixa-se de um penalti que poderia ter sido assinalado a favor do Futebol Clube do Porto, mas quando confrontado pelos jornalistas quanto a outras situações que poderiam beneficiar o Famalicão, diz que não viu e que falará sobre isso nas próximas conferências de imprensa. Tem alguma razão de queixa, Farioli, perante tudo o que aconteceu no jogo de ontem?
Bom dia. Dois patamares distintos, a questão da arbitragem e a questão do jogo. Em relação ao jogo, embora tenha aqui alguns números ligeiramente diferentes daqueles que disseste, mas batem mais ou menos isso. Tu tens 51% de posse de bola para o Porto, se não estou em erro, foi isso que disseste. Eu tenho 53%, mas mais 2% ou menos 2% revela sobretudo aquilo que eu acho que é uma nota importante. E faz algum sentido, quando Benfica, Porto ou Sporting perante outros clubes não conseguem ganhar, ou empatam, ou porque perdem, normalmente colocamos muito de mérito das equipes ditas grandes, mas muitas vezes esquecemos, por isso é que estamos aqui também a falar sobre isso e estamos a elevar, e o próprio Luís e o João falaram sobre isso agora, que é o mérito que o Famalicão, desta equipe do Hugo Oliveira, acaba também por ter. É só relembrar que com este empate, o Famalicão está instalado no quinto lugar, a três pontos do Braga, mas o Braga com menos um jogo. E, portanto, há aqui muito mérito de uma equipe que fez um jogo muito assertivo, obviamente que também em função daquilo que o Porto não foi capaz de fazer. E, portanto, há aqui essa questão. E isto também é o tal vírus FIFA, que o Luís também estava aqui a dizer e que também é relevante e importante, porque muitas vezes esta questão de dias aos jogos internacionais, seja para a seleção, seja pelo clube, causa aqui uma problemática. Sempre que quando é jogos pelo clube, normalmente quatro, cinco dias depois já estás a regressar à tua realidade. Nestes jogos da seleção, as paragens são muito mais longas, existem viagens que não são feitas dentro do próprio grupo, é com outros grupos e portanto há aqui outras questões marginais e que fazem com que muitas vezes este regresso seja mais complicado, sob todos os pontos de vista. E o Sporting também teve o seu grau de dificuldade no jogo contra o Santa Clara, o Porto ontem igual, e isso também é um aviso para aquilo que possa ser amanhã o jogo do Benfica. Depois, relativamente à questão da arbitragem, eu até tenho algum receio, no bom sentido da palavra, de abordar ou de analisar, ou fazer o comentário crítico, porque muitas vezes eu percebo, que também andei lá dentro, e percebo que as emoções do momento, aquilo que muitas vezes é grifado ao ouvido para: "Atenção, foi isto e não foi aquilo", levam a que os treinadores tenham pouco tempo para refletir e são colocados com os microfones à frente e muitas vezes essas questões levam a situações como a de ontem. Em relação às críticas que foram feitas para aquilo que é o Sporting, é mais do mesmo, porque o Sporting também o faz em relação ao Porto. Aliás, é só ver as redes sociais e percebe-se que há esta, infelizmente, tem que chamar guerra, normalmente entre os três grandes, mais acesa agora entre Porto e Sporting, que vem com isto tudo do andebol e do futebol, e que não preconiza nada de bom para aquilo que é a segunda mão da Taça de Portugal. Relativamente, especificamente, aos lances. Eu também tenho o cuidado sempre de ir verificar todos os outros comentadores de arbitragem, para tentar perceber, sobretudo nestes lances, se estou a pensar sozinho ou se estou a pensar de maneira diferente. E toda mundo aponta, naturalmente, como um dos lances determinantes e de maior consenso, com exceção de um comentador, o lance do minuto 45 mais dois, o Zaidu ao saltar, interceptar, para tentar jogar a bola de cabeça, acaba por acertar com o cotovelo no Gustavo Sá e, portanto, pelo menos o pontapé de penalti, depois a maior parte também considera uma entrada negligente, o que daria o segundo cartão amarelo e a expulsão. Nem toda mundo considera assim, há quem considere só uma entrada imprudente e, portanto, sem cartão amarelo. E depois a questão do minuto 68, entre o Gustavo Sá e o Dennis Güler. A única questão que eu coloco, independentemente da maneira como cada um vê o lance, é: se tu queres dar, tu, eu, qualquer outra pessoa, eu não dou, mas se alguém quiser dizer que o Dennis Güler foi impedido de se movimentar, foi agarrado e não foi uma ação multa e, portanto, quem fez a falta é o Gustavo Sá e quer dar penalti ao minuto 68, não pode deixar de olhar para o minuto 20 e dizer: "Então o Alberto Costa quando abraçou o Sorriso, também o impediu de movimentar. E quando digo abraçou, usou as mãos". E, portanto, se dás penalti no minuto 68, tens de dar no minuto 20. No meu ponto de vista, não é penalti nenhum dos dois, como já ontem também tinha referido, ontem e anteontem, em relação àquele lance também do jovem, do Flávio, na área contra o Santa Clara. E agora não vamos aqui estar a explicar o motivo e o porquê daquilo que são indicações relativamente aos agarrões. Mas, para mim, a única questão aqui que se coloca é que não fica bem, no meu ponto de vista, para um treinador, e depois foi confrontado com isso, quando objetivamente apontas um lance que achas que é penalti e depois, quando confrontado com um lance que é muito mais claro, muito mais evidente, mais viral, não sabes dar a resposta. Obviamente que ele agora vai ter o cuidado de dizer qualquer coisa, pelo menos foi com essa promessa. Eu acho é que, também repito, porque já estive lá dentro e sei o que estou a falar, das duas, uma: ou prefiro não responder, ou prefiro preparar-me para poder responder, mesmo que depois tenha uma opinião que as pessoas não concordem. E aquilo que fica mal foi exatamente esta questão de, de repente, queres passar o ônus para a arbitragem, quando eu acho que o Futebol Clube do Porto ontem esteve menos bem, menos competente, o Farioli esteve menos bem na maneira como geriu a equipe, no meu ponto de vista, e eu acho que isso são apontamentos muito mais relevantes e importantes. Quando começas excessivamente a passar as discussões para a arbitragem, estás a criar uma capa em relação aos teus jogadores, que eles vão sempre saber que se alguma coisa não correr bem, a culpa é da arbitragem. E não estou a falar do Futebol Clube do Porto, estou a falar de todos os clubes que fazem isso sistematicamente. O resultado normalmente é mau, é negativo. Agora, termino com isto: o Porto está com uma margem ainda confortável, tem cinco e oito pontos de vantagem sobre o Sport e Benfica, o Sport e Benfica com menos um jogo. Pode ter abanado aqui um bocadinho, porque essas coisas fazem mó em termos emocionais, mas o Futebol Clube do Porto não se pode aqui abafar, acabar, terminar, fechar aquilo que é uma época extraordinária do Futebol Clube do Porto, com jogadores extraordinários e a fazer uma grande campanha e ainda com a margem, como já disseram, dois pontos que no fundo são três, que ainda é favorável ao Futebol Clube do Porto e acho que todos
O clube esgotar no lugar do Porto e com a pressão do Porto, e não ao contrário de quem vem atrás.
Falar aqui de outros resultados nesta Primeira Liga. Antes disso, só confirmar como está a tabela. No topo, Futebol Clube do Porto em primeiro, com 28 jogos, 73 pontos. Sporting com menos um jogo, com 27 jogos, tem 68 pontos. O Benfica, que joga apenas amanhã, com 27 jogos, por isso, tem 65 pontos. Este é o estado da tabela classificativa no topo. Nos resultados de ontem, o Nacional venceu por 2 x 0 o Estrela da Amadora, o Moreirense perdeu em casa com o Sporting Braga por 1 x 0. O Aves bateu o Rio Ave em Vila do Conde por 2 x 1. Hoje não há jogos. Amanhã o Benfica joga com o Casa Pia, o Arouca recebe o Estoril também amanhã. João Pinto, algum destaque deste sábado na Primeira Liga, para além desse jogo do Futebol Clube do Porto?
Eu estive a ver os jogos das primeiras ligas dos outros. Estive a ver o Atlético de Madrid e Barcelona.
Já lá vamos.
Exatamente. Foi mais aí que teve a minha atenção e peço desculpa a Portugal por isso.
Luís Pinto de Coelho, destes jogos na Liga Portuguesa, algum destaque? O Moreirense tem sido surpreendente, acabou por perder em casa com o Sporting Braga, e o Sporting Braga praticamente começa a cimentar esse quarto lugar, sendo que o Famalicão também está à espreita.
Sim, eu penso que o Moreirense caiu bastante depois de janeiro. Acho que as movimentações de janeiro, percebeu-se os novos administradores que tinham a época feita e preferiram também fazer algum encaixe com o Schetine e outros jogadores depois que saíram. Mas eu destaco o Aves, obviamente. Eu acho que o Custódio é dos grandes treinadores da época, um plantel todo novo e a fazer uma época muito tranquila. Com um plantel extremamente jovem, já fez uma grande venda, que também é o objetivo, obviamente, de quem investiu no clube, por isso destaco o Aves e o Custódio a fazer uma época muito boa.
Vamos então aos jogos no estrangeiro. E podemos começar com esse Barcelona. Tínhamos aqui também o Arsenal, já lá vamos, mas João Pinto, o Barcelona, de facto, consegue uma vitória importante nessa corrida pelo título espanhol.
É realmente tudo mais simples quando tens o melhor jogador do mundo. O Atlético de Madrid-
Que é?
Lewandowski.
Não, é que há muitas opções, não é?
Sim, exato. Mas ontem foi extraordinário. O miúdo entrou em campo e deu cabo do Atlético de Madrid. Foi um jogo fabuloso. Ele expulsa um lateral esquerdo, depois dá um amarelo a outro, ele tem que ser substituído. O miúdo pintou completamente a manta. Foi um jogo incrível daquele que, para mim, é o melhor jogador do mundo. Vamos lá ver se tem cabeça para tanto talento, mas é um Barcelona que vai passeando qualidade e não tem o Rafinha. Ontem o Rashford também faz um belo jogo, o Cancelo está cada vez melhor. É um Barcelona com muitos miúdos, mas com imensa qualidade e, quanto a mim, está no top para chegar à final da Liga dos Campeões e para poder ganhar. O campeonato, com a derrota do Real Madrid, parece estar muito bem encaminhado e acho que o Ancelotti vai ter tempo para preparar os jogos da Champions contra este Atlético de Madrid. E parece-me que é uma equipa muito forte. Realmente, é uma máquina de ataque. Um jogo fabuloso.
E o Real Madrid que perdeu ontem frente ao Mallorca e fica a sete pontos desse Barcelona que está na frente do campeonato. A Inglaterra, surpresa, com o Arsenal a perder para o Southampton da Segunda Liga. Pedro Henriques, em vésperas de jogo contra o Sporting, o que isto quer dizer?
O Gyokeres está a milhar a sopa sistematicamente.
Ontem marcou.
Vai ao mal, portanto vai ser muito interessante ver o comportamento. Obviamente, são profissionais, vão dar o melhor, vão querer marcar gols, se marcar, como é que vai reagir. Essas questões todas que muitas vezes os adeptos e as nações clubísticas relevam e gostam de ver. É de desconfiar sempre, porque sabemos que na Inglaterra os clubes, mesmo muitas vezes quando são de divisões diferentes, têm sempre um nível competitivo muito elevado. Mesmo os clubes que às vezes estão embaixo da tabela, sobretudo quando essas questões a eliminar são motivadas pelo próprio público, pelos próprios adeptos. E estar a tirar conclusões, o próprio Arsenal, já havia algumas questões aqui de que está a poupar jogadores, outros que dizem que estão lesionados, mas não estão. Não sei até que ponto não estará aqui o Arsenal em modo poupança para aquilo que para eles também é importante, que é serem campeões em Inglaterra, porque isso é sempre o foco fundamental, mas acima de tudo também naquilo que são as possibilidades na Liga dos Campeões. E acho que quem está no Arsenal, da mesma maneira que nós, pelo menos eu, olhei para o Sporting-Bodø/Glimt e pensei: "Por muito que o Bodø/Glimt esteja a jogar bem, o Sporting é melhor e é superior", eu penso que o Arsenal também poderá fazer o mesmo, que é, por muito que o Sporting esteja a jogar bem e esteja a fazer uma grande época, nós, eles, Arsenal, consideram-se superiores e consideram-se melhores e estão a espreitar com muito otimismo para aquilo que são as meias-finais. Não tire conclusões do tipo: "O Arsenal está fragilizado, perdeu". Vão ser dois jogos difíceis para ambas as equipes. Esperemos que seja um grande jogo, espetáculo. E esta questão do Gyokeres e do regresso, são essas histórias que alimentam o futebol e que são muito interessantes.
O Arsenal cai na Taça de Inglaterra. Ontem o City bateu também o Liverpool por 4 x 0. Segue em frente, o Chelsea venceu por 7 x 0 o Port Vale e hoje há um West Ham-Leeds para decidir qual será a última equipe a chegar às meias-finais da Taça de Inglaterra. Nós vamos partir para as nossas notas de campeão. Luís Pinto de Coelho, começamos por ti.
Vou dar um 18 para o Famalicão. E podia aqui enumerar vários jogadores, o seu treinador, por isso vou dar no geral, porque acho que foi uma exibição tremenda, impressionou-me imenso, mas também quero dar um 18 para o Fofana. Que tem sido uma contratação fantástica de inverno, tem feito golos importantíssimos e ontem faz um golo. Eu diria que é um golo à Rodrigo Mora, ele substituiu o Rodrigo Mora, mas é um golo fantástico e depois a forma como ele tira os jogadores da frente e tem a frieza para colocar a bola longe do guarda-redes. É uma grande contratação e espero que o Porto consiga ficar com ele. Não vai ser fácil, mas espero que o Porto consiga ficar com ele para a próxima época.
João Pinto, vamos às tuas notas.
Duas notas, uma para o Hugo Oliveira, o treinador do Famalicão, que realmente merece nota 18. Um jogo muito assertivo, uma época muito bem conseguida de um treinador que joga um futebol ofensivo, que joga para a frente, joga para marcar golos e isso agrada-me muito. E depois a nota 20, obviamente, para todo o auditório do Observador. Nota 20 e boa Páscoa a todos.
Isto está com médias muito elevadas. Três 18, um 20. Pedro Henriques.
Também vou dar 20, porque nós estamos num dia muito especial que é a Páscoa e estamos no momento que não só o mundo em si está como nós estamos a ver, guerras sistemáticas e pouca tolerância e pouca capacidade de sentarmos na mesa, como costumo dizer, e acertar o que tem que ser resolvido. O futebol é o reflexo da sociedade também e o nosso reflexo da sociedade também não está bom. Basta ver, por exemplo, o número de acidentes que temos tido na estrada. Álcool, telefone, enfim, coisas que realmente não fazem sentido nenhum. E por isso, como estamos em Páscoa, vou dar uma nota 20 exatamente para a Páscoa, a Páscoa significa a vitória da vida sobre a morte, a renovação e a esperança. E como diz a frase, a esperança é o atalcamento do futuro e cada amanhecer é sempre uma nova oportunidade para recomeçar com fé e coragem. Para os nossos observadores, para todos nós, para as nossas famílias, fé, coragem e que amanhã seja realmente melhor do que hoje e que o futebol também assim o seja.
Está feita esta edição de "E o Campeão É". Boa Páscoa.