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Dia de Portugal é só no dia 10 de junho, já lá vamos, mas Portugal joga hoje frente ao Chile e, portanto, tudo ao Jamor ou então aqui na Rádio Observador pra acompanhar o relato em direto, com análise também ao longo desta tarde, a partir das 18h45. É o primeiro amigável de preparação para o Mundial de Futebol 2026. Já estamos em contagem decrescente. Vamos falar sobre esse jogo e também sobre o mercado de transferências nesta edição de "O Campeão É". Hoje com a análise do Luís Pinto Coelho, do João Pinto e também do Pedro Henriques. Eu sou o João Costa e Silva, sejam todos muito bem-vindos. Começamos precisamente por esse jogo de mais logo. Luís Pinto Coelho, muito bom dia. Roberto Martínez falou em conferência de imprensa e garantiu que o objetivo de hoje não é vencer o jogo. Também garantiu que vai fazer as 11 substituições e treinar possivelmente aqui algumas dinâmicas. O que é que te salta à vista para mais logo, para este encontro? Que dinâmicas é que podem ser testadas? Ainda temos aqui a questão dos quatro jogadores, e a contar com Matheus Nunes, que também está de fora por lesão, que não contam pra já.

Olá, bom dia. Eu acho que nesta fase o mais importante é mesmo a questão física dos jogadores, recuperar pequenas mazelas. Depois, acredito que trabalhar algumas dinâmicas ou pequenos pormenores de bola parada, até porque faltam quatro jogadores que são importantes. Três deles acredito que sejam titulares. Há jogadores que ainda não podem jogar. Matheus Nunes não pode jogar, por exemplo. Há que recuperar esses índices físicos, mas também convém dar alguma competição pra não estarem tanto tempo sem competir. Percebe-se que nesta fase, por exemplo, a França perdeu com a Costa do Marfim, a Espanha empatou com o Iraque. Há muito esta gestão física, não é o mais importante, obviamente, o resultado, mas se pudermos ganhar, é sempre bom ganhar, mas não é o mais importante nesta fase.

São bons sinais estes que nos chegam nesse sentido. Estes jogos de preparação são sempre teste também. Falaste aqui da questão da França e de Espanha, mas o facto de não termos uma seleção, se calhar, a mostrar demasiado nesta fase, são bons sinais para aquilo que aí vem ou não podemos fiar-nos nisso?

Eu acho que a gente já não tem muito pra onde esconder o jogo, porque já somos favoritos. Estamos naquele lote de três, quatro seleções que são vistas como favoritas: Espanha, França, Portugal, Argentina. Eu acho que não foge muito disso. Agora já não há muito a esconder. Toda gente vê tudo, todos os jogos são transmitidos, vemos particulares, tudo é testado e tudo é visto. É o que eu digo, acho que agora é a questão de também trabalhar um bocadinho as dinâmicas do próprio grupo em si, recuperar alguns jogadores que já estão parados há bastante tempo e dar-lhe algum ritmo de jogo e curar algumas mazelas daqueles mais carregados de jogos durante a época.

João Pinto, há também uma entrevista dada por Gonçalo Ramos. É um dos jogadores que ainda não conta pras opções de Roberto Martínez, tanto ele como Vitinha, Nuno Mendes e também João Neves, os jogadores que foram campeões europeus pelo Paris Saint-Germain. Há também esta questão de Matheus Nunes, que está ausente por lesão, mas ele dá uma entrevista em que fala diretamente sobre a sua situação na seleção e em que diz que eu e Ronaldo podemos jogar juntos. É uma possibilidade? Martínez vai mesmo estudar esta alternativa neste mundial 2026 ou não acreditas nisso?

Ainda não é hoje.

Hoje ainda não é. Isso é certo.

Bom dia.

Bom dia.

Eu acho que é possível, até porque, como não levamos o Paulinho, o único homem da área que Portugal tem é o Cristiano e, portanto, se a coisa estiver apertada e se precisarmos de meter um segundo avançado, essa é a única possibilidade, ter o Cristiano e depois meter outro ponta de lança, que passará sempre ou pelo Gonçalo ou pelo Guedes ou por Rafael Leão ao meio, uma coisa assim do gênero. Portanto, sim, acho que é uma possibilidade. Para hoje, vejo mesmo nos números do Cristiano Ronaldo o grande motivo de interesse, porque realmente nem nas bolas paradas nós não vamos querer mostrar o que andamos a treinar. E, portanto, vamos aqui guardar as cartas muito junto ao peito. Há aqui uma série de truques que convém não mostrar, mas também vamos jogar contra o Chile. O Chile, lembrar que foi a última classificada do apuramento da zona da América do Sul.

Quem viu e quem vê este Chile, não é?

Exatamente. E essa zona da América do Sul, em que praticamente passa toda a gente. E, portanto, o Chile conseguiu ficar em último, ficou em décimo, e passaram seis. E, portanto, é realmente um adversário apetitoso, numa altura da temporada em que os chilenos aproveitam a viagem, se calhar, já pra fazer algum turismo, mas acredito que vai ser um jogo calminho, tranquilo, em que ninguém vai meter muito o pé. O grande motivo de interesse é esse, é somar gols ao espólio do Cristiano Ronaldo.

Uhum. Pedro Henriques, és um homem muito interessado nesse juntar de gols aos números já conhecidos de Cristiano Ronaldo. Precisamente, este Chile é uma seleção que já não é o que era. Tem-nos habituado nos últimos anos, há uns 10, possivelmente, a boas classificações, até a chegada até fases finais de competições. Neste momento, não é isso que se verifica. Achas que até é um jogo mais fácil do que aquele que Portugal vai ter já no dia 10, por exemplo, frente à Nigéria?

Ora bem, bom dia uma vez mais.

Bom dia.

Em primeiro lugar, estes dois jogos que todas as seleções vão ter neste calendário FIFA como forma de preparação, os adversários foram escolhidos por Portugal e foram escolhidos numa perspectiva de ter alguma parecência sob o ponto de vista quanto mais não seja das origens destes países e daquilo que possa ser um estilo de futebol com aquilo que vai Portugal encontrar. Quando falas da Nigéria, porque vamos apanhar o Congo, quando falamos aqui-

Do Chile, a Colômbia

...do Chile, é por causa do jogo que Portugal vai ter com a Colômbia, um bocadinho dentro desse perfil, embora com seleções diferentes. A Colômbia é muito mais forte e muito mais poderosa do que o Chile, até do que este Chile atual, mas de qualquer maneira é um bocadinho esse tipo de preparação. O Roberto Martínez falou também que o resultado, e até se falou na conferência de imprensa da questão da França e da Espanha, fico até com a ideia que os espanhóis até usaram os jogadores que não vão estar sequer no mundial. Acho que isso aconteceu. A França, portanto, também com algumas ausências, ou seja, é lógico que os resultados e a dinâmica de vitória é sempre importante, e sobretudo já nesta fase, porque a parte emocional e psicológica é relevante e importante. Mas como também disse o senhor Roberto Martínez, não é o mais importante neste momento, se calhar é os tais processos individuais, perceber como é que cada jogador está fisicamente. E depois um aspecto, eu aqui puxo um pouquinho a brasa para a minha sardinha na parte da arbitragem, que às vezes pequenas mudanças nas leis de jogo têm um impacto brutal no jogo. E eu vou dizer só o seguinte: se fosse há um ano, Portugal não podia testar. Aliás, não é só há um ano, se fosse antes de 28 de fevereiro deste ano, depois da reunião do País de Gales, Portugal não podia fazer 11 substituições, só podia fazer seis, o que era extremamente limitativo para quem tem 23 jogadores, e aqui excluímos, obviamente, a questão dos guarda-redes, mas para quem tem 23 jogadores de campo e que quer experimentar todas as possíveis alterações e substituições para uma boa preparação. E realmente foi uma alteração muito boa, que foi passar das únicas e possíveis seis substituições que as seleções A podiam fazer, mesmo neste tipo de jogos, para oito, base da lei, podendo ir até 11, desde que se chegue a um acordo com a seleção que se vai jogar. E foi isso que Portugal fez quando jogou contra o México, que chegaram a acordo que podiam fazer nove, depois três dias ou quatro dias depois com os Estados Unidos que podia se fazer 10 e agora o acordo fez-se com o Chile para se poder fazer 11. E, portanto, isto é muito importante para a questão da preparação. Estou de acordo que o mais importante não é o resultado, até porque estamos com as ausências do Gonçalo Ramos, o Mendes, o Vitinha e o próprio João Neves, o tal quarteto que vem do PSG, que para quem não sabe é Portugal Saint-Germain, e portanto basicamente para dizer que eu acho que hoje realmente o resultado não é mais importante, mas mesmo não sendo mais importante-

Pedro, ainda assim, e não te posso deixar de fazer este desafio, tu arriscas no 11 inicial?

Arrisco com algumas dúvidas, porque como disse aqui o Luís Pinto Coelho, e bem, há três jogadores, o Nuno Mendes, Vitinha e João Neves, que são titulares indiscutíveis para um primeiro jogo. E a partir daí torna-se sempre mais fácil. Acho que dificilmente nós podemos errar no 11 de Portugal quando for a doer, embora possam sempre surgir dúvidas ali no eixo defensivo. Eu hoje arrisco, porque vai haver 11 substituições, portanto todos os jogadores vão jogar e se calhar vão ter parecido de forma muito semelhante o mesmo número de minutos. E tenho dúvidas, obviamente. Vou arriscar no 11, sendo que há três jogadores que, deixando de fora, podem ser titulares. E passo já a explicar. Diogo Costa, depois vou arriscar entre Tomás Araújo com Gonçalo Inácio, Cancelo e Nelson Semedo, e aqui surge a primeira dúvida com o Dalot. Depois vou pôr Samu Costa, mas também surge a minha dúvida com o Rúben Neves. Depois Bruno Fernandes, Bernardo Silva e depois CR7, Pedro Neto e Trincão. E a outra dúvida, só para nós percebermos, eu ponho o Tomás Araújo, Nelson Semedo e o Samu Costa nesta equipa, mas entre Tomás Araújo, Renato Veiga, entre Nelson Semedo, Dalot e entre Samu Costa, Rúben Neves, que tenho a certeza que todos vão jogar, poderá ser que estes três que eu coloco de início poderão não ser e poderá ser o Dalot, ou o Nelson, ou o Renato Veiga a aparecer. Porque é difícil, porque não é o 11 que vai ser o titular indiscutível no primeiro jogo.

E é o primeiro amigável também antes deste mundial.

E é o primeiro amigável, o jogo de preparação. Vamos ver o que vai acontecer.

Veremos, até porque tu, Pedro Henriques, vais estar também nesta emissão especial com o relato aqui em direto na Rádio Observador, logo depois das 18h30. O jogo tem apito inicial para as 18h45. Além de ti, vai estar também o João Pinto e o Augusto Inácio, o relato em direto do Miguel Videira e também do Carlos Pedro. Vamos seguir aqui com outros temas. O mercado começa a ferver e vai ferver possivelmente ainda mais com o mundial e com muitos jogadores aqui a entrar em ação. Luís Pinto Coelho, vamos ter de falar do Sporting, mas também se calhar do Futebol Clube do Porto, até porque há aqui acusações de Frederico Varandas, dá a entender de alegadas conversas entre alguém do Futebol Clube do Porto para a cobiça a Luís Suárez, Varandas que já admitiu que o jogador só sai por 80 milhões de euros. O Fenerbahçe que está aqui a passar por um período de eleições. O mesmo está a acontecer, por exemplo, neste momento com o Real Madrid. O que tens a dizer sobre tudo isto? Realmente, o Futebol Clube do Porto está metido neste processo ou nem por isso?

Acho que o Frederico Varandas sonha com o Futebol Clube do Porto. Ele sempre que fala, vem falar do Futebol Clube do Porto. Depois achei curioso, ele vai à Feira do Livro com o filho, estava lá uma jornalista à espera dele, foi tudo coincidência, apareceu no momento, tinha ali o microfone. E depois acho curioso ele dizer, faz as acusações indiretas e sempre com a cidade do Porto na boca. Se for preciso, arranja-lhe aqui uma casa para ele viver, não há problema.

Ele também faz referência ao caso de Ülman, na época passada, quando supostamente havia uma proposta do Atlético de Madrid, que ele diz que nunca surgiu

Vamos ver se o Yoma não vai parar ao Atlético de Madrid neste fecho. Mas o que eu acho curioso é o senhor Frederico Varandas dizer que tem um atleta que é um grande profissional, mas esse atleta assinou um pré-acordo com um candidato a umas eleições. Isto é que é um grande profissional. Em vez de estar preocupado com os atletas do seu clube, que ainda recentemente houve um que se recusou a treinar, agora outro assina um pré-acordo com o candidato, o problema são os outros que fazem tudo teorias e montam cabalas. E lembrar ao senhor Frederico Varandas que até uns dias antes, este candidato a presidente do Fenerbahçe também falou que queria o Farioli. Por isso, vale o que vale as declarações do senhor Frederico Varandas. Acho que devia de estar mais preocupado com o balneário que tem no Sporting, porque ao que consta há muitos jogadores a querer sair e ele devia de perceber o porquê desse motivo.

João Pinto, não sei se queres comentar também esta situação entre Varandas e André Villas-Boas. É uma situação que agora também parece que se estende aqui às transferências. Eu queria falar sobre Schjelderup, 22 anos, é um jogador que desta última fase da época do Benfica se afirmou. Está cá há vários anos e acabou por se mostrar ao mais alto nível. Tem sido muito cobiçado pela Premier League. Sabemos também que é um jogador que Marco Silva quis levar inclusive para o Fulham. Agora há essas notícias a surgir. O Benfica e segundo a imprensa desportiva, não quer vender por menos de 40 milhões de euros, sendo que a cláusula é de 100. Não é pouco?

Não é pouco. Não me parece que seja pouco.

Não, mas estás te a referir aos 40 ou aos 100?

Não, 100. O 100 não é pouco. O 100 parece-me bem. A questão de se falar dos 40 milhões é que ficou estranho, porque raia que um jogador com uma cláusula de 100 milhões sairia por 40. Fosse qual fosse o treinador, há ali quatro ou cinco jogadores do Benfica que são sempre titulares, o Tomás Araújo, o Ógenes e o Schjelderup é um deles. O Schjelderup com a segunda volta que faz, especialmente depois daquele jogo contra o Real Madrid, arranca para uma segunda volta de muito fulgor, um jogador com uma capacidade técnica muito grande, um jogador muito prático, muito disciplinado taticamente, e claro que é um jogador com que o Benfica quer continuar a contar. Estou absolutamente certo que é a grande joia da coroa neste momento e se o Benfica o vender agora por 40 milhões, dá uma indicação péssima ao mercado e dá uma indicação péssima de si próprio. Portanto, é manter o Schjelderup, é manter os outros também que eu apontei como titulares e, se for possível, se tiver que ser, vender um dos outros do plantel, nunca esta espinha dorsal.

Muito bem. Schjelderup que estava aqui a ver, tem contrato até 2028 e tem essa questão do mundial, ou seja, pode ser um jogador muito valorizado, tendo em conta que a Noruega fez essa fase de qualificação incrível, deixando para trás, inclusive nesse grupo, a Itália.

E tem um percurso, teoricamente, em que pode chegar longe. A Noruega a jogar o que está a jogar e com o percurso que teoricamente terá, pode mesmo chegar longe. Portanto, obviamente, vendê-lo agora é uma péssima decisão.

Pedro Henriques, deixo para ti comentar um dos temas, tanto a questão do Luís Suárez e esta junção de presidentes, Varandas e Villas-Boas, nesta questão, ou Andreas Schjelderup, um jogador que tem tido muita influência nesta fase final do Benfica, nesta fase final da época, foi um dos melhores jogadores, e que surgem estas notícias de alegado interesse que vem da Premier League.

Bem, duas coisas distintas. Em relação à questão do Frederico Varandas e do Villas-Boas, eu vou deixar isso obviamente pro João Castro, porque para haver aqui contraditório em relação aqui ao Luís Pinto Coelho, João Castro é o nosso adepto do Sporting aqui na Rádio Observador, e ele terá com certeza uma versão que é igual à do Luís Pinto Coelho, mas ao contrário. Até porque o Luís Suárez fez uma publicação com uma passagem bíblica, que se a gente tenta decifrar aquilo, dá a ideia que não é bem assim. Portanto, vamos deixar isso pro João Castro para fazer a alegada defesa dos interesses do Sporting. Não, porque são duas versões distintas, as primeiras versões que apareceram na internet, ou pelo menos em termos de comunicação, e eu não sei se são verdade ou não, é que até o presidente do Futebol Clube do Porto teria telefonado pro candidato a presidente a agradecer que levasses o melhor marcador. Não sei se isso é verdade.

É o que circula na imprensa.

É o que circula. Portanto, há aqui muito dito, não dito, que também o que faria com que todo esse processo começaria no Futebol Clube do Porto a falar do Sporting e a sonhar com o Sporting, e não ao contrário. Mas depois esta versão que o Luís Pinto Coelho, a versão, quer dizer, a opinião, obviamente, vem exatamente mostrar o contrário, que é o Frederico Varandas está a sonhar com o Porto. E, portanto, vou deixar para o João Castro a defesa do Sporting e será interessante ouvir também. Em relação ao Schjelderup, eu li também algures que o Schjelderup já seria um amor antigo do futuro treinador do Benfica.

Que disse que sabe um bocadinho do Marco Silva.

Pronto, exatamente. Pelo menos é o que consta também, ou estaria referenciado. E depois é um bocadinho esta questão do mercado. Eu acho que é lógico que todos os clubes querem fazer bons negócios, que o Benfica, não estando na Liga dos Campeões, independentemente de ter muito dinheiro ou ter pouco dinheiro, também querá fazer sempre um bom negócio, na perspectiva de que todos os anos há de haver sempre um ou dois jogadores que os principais clubes portugueses acabam por vender. Agora, aqui a questão que se coloca é: ou ficas com o jogadorDesportivamente eu acho que é uma mais-valia e não vais prescindir dele. Ou então, se tiveres que o perder, que o percas no tal limite daquilo que é uma justificação perante o adepto que é: "Nós perdemos este jogador porque alguém bateu a cláusula de rescisão." Não 40, mas 100. Estamos a falar de valores totalmente diferentes. E tornou-se impossível a gente segurar, porque o jogador, por exemplo, mostrou interesse em querer ir, porque a gente quer ir para uma Premier League, a gente quer ir para esse tipo de futebol. E aí o adepto compreende. Agora, ninguém iria compreender, do Benfica e não só, era perder-se um ativo desportivo do valor do Sheldon Group, pelo menos aquilo que mostrou na segunda metade do campeonato, e ao mesmo tempo não ganhares 80, 90 ou 100 milhões e vendê-lo, entre aspas.

Não seria a primeira vez.

Não seria, mas era errado, no meu ponto de vista. E neste momento acho que seria completamente errado, porque para justificares a saída do Sheldon Group, que fez o que fez nesta segunda volta, mesmo para uma Premier League, tem que dizer assim: "Sim, senhor, nós perdemos, mas foram batidos os 100 milhões" ou lá 90, 80. E aí acho que os adeptos poderiam compreender. Agora, por 40 ninguém vai compreender. E eu acho que isso não vai acontecer. Acho que sendo uma aposta também do Marco, ou pelo menos alguém que ele acredite e que ache que é muito importante desportivamente, a não ser que se bata realmente os tais 100 ou muito perto disso.

Claro, e veremos se é Marco ou não, até porque amanhã temos essas eleições no Real Madrid. Ontem foi divulgada uma sondagem que dava aqui uma aproximação maior. Temos Florentino Pérez com 64% contra 36% de Riquelme. João Pinto, só mesmo para terminar antes das notas, acreditas que amanhã o futuro do banco do Benfica fica finalmente fechado e decidido?

O banco no sentido dos 15 milhões entrarem?

Sim, tudo. Quem se senta no banco, quanto é que entra no banco.

Sim, eu acho que sim. Acho que vai ganhar o Florentino. Vamos ver. Amanhã vou para o Marquês. Exato. Acho que ganha o Florentino e o Mourinho sai. Se não sair-

E já agora, quem é o craque que o Florentino vai buscar?

É uma excelente pergunta. Eu achava que era o Enzo Fernández, mas quando ele diz que não é da Premier League, eu remeto logo, ok, então tem que ser alguém do vizinho e, portanto, ou é o Julián Álvarez ou-

E não será português? Não será o João Neves?

Não acho que seja o João Neves. Era bom para o Benfica, entrava mais uns quantos.

Luís Pinto Coelho.

No final eram 15 milhões, eram mais uns quantos. Luís, tu é que és o bem-informado.

Pode ser o Vitinha também.

Pronto.

Eu acho que está ali entre o Julián Álvarez ou o Gavi.

Vamos ver. Isto é tudo um quiz. Eu acho que isto é tudo para alimentar este buzz à volta do Real Madrid, estarmos sempre também a falar sobre isso. Entretanto, vamos para as vossas notas de campeão. João Pinto, vou começar por ti. Vamos a isso.

Para o futebol feminino, que ontem ganhou bonito contra a Leixões.

5 x 0.

5 x 0, uma excelente vitória e, portanto, uma nota 16 para elas.

Luís. Tens mais uma, desculpa.

Só mais uma que me acabei de lembrar. Um 15 para o Cristiano Ronaldo, que faça um hat-trick hoje contra o Chile, que é para deixar o Pedro todo contente.

Pedro, com mais três, faltam quantos depois?

Não estamos a 29. Agora por acaso não tenho aqui as contas.

Pois, também não, deixa-me ver.

Não é 29. Eu acho que é 29.

Mas tu não tens isso tatuado?

É pá. Não, só tenho outras coisas.

Neste momento, ele está com 973 gols.

Então é 27. É isso.

Exato.

Mais três, vá. Mais dois para ser 25.

Vamos às tuas notas.

A minha nota obviamente tem a ver, sobretudo, vamos dizer que hoje é o pontapé de saída para o Mundial. Claro que eles já se apresentaram, já estão a treinar, mas começamos agora a aquecer os motores e ficar mais virados para isto, até porque ainda não estamos sequer tão virados para a seleção e para o Mundial, porque temos tido aqui algumas novelas de mercado.

É verdade.

Com o Benfica, o Porto e o caso do Benfica. E portanto, minha nota 17 para a seleção, que seja aqui o pontapé de saída, mas também aqui para o João Pinto, já que ele agora trocou aqui gritos comigo positivos, eu vou dizer ao João Pinto, para o teu clube, João Pinto, porque é assim, tantos clubes no mundo pagaram para despedir o Mourinho. No Benfica e aqui quando chega um gajo ainda pagam para o levar. É extraordinário o poder que o Benfica tem realmente com esta história. É só isso.

Luís, vamos às tuas notas.

Estamos aqui no universo das seleções.

15 para o Mourinho? Não, para o João Pinto.

15 milhões.

15 milhões, exatamente.

Estamos aqui no universo das seleções e vou aproveitar, porque não tive essa oportunidade, dar aqui uma nota ao Luís Freire. Acho que tem feito um trabalho incrível nos sub-21, é uma aposta ganha de Pedro Proença. Oito jogos, tem sete vitórias, um empate, tem 32 gols marcados e zero sofridos. Já utilizou 28 jogadores, também já alargou aqui o leque de jogadores utilizados e espero que seja agora com o Luís Freire que a gente consiga chegar ao título do Europeu de sub-21, que nos tem fugido muitas vezes. Mas um 20 para o Luís Freire e para quem apostou nele, neste caso, eu muitas vezes critico o Pedro Proença, mas neste caso foi uma aposta completamente ganha.

Uma aposta acertada. Ficamos por aqui nesta edição de "O Campeão É", hoje com o Luís Pinto Coelho, o Pedro Henriques e também o João Pinto. A não esquecer que mais logo há esse primeiro encontro amigável antes do Mundial. Portugal joga frente ao Chile no Jamor, com relato aqui em direto na Rádio Observador, a partir das 18h45.