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Ricardo Lopes. Ricardo, boa tarde, bem-vindo. Começamos com uma confirmação de última hora. Há uma portuguesa entre os feridos do ataque a tiro que provocou pelo menos seis mortos na praça principal de Cracóvia, na Polônia.
A confirmação é do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que adianta que a cidadã portuguesa está hospitalizada. A portuguesa é um dos 15 feridos, 12 estão em estado crítico. O ataque aconteceu na praça central de Cracóvia. Um homem entrou na praça de carro e começou a disparar indiscriminadamente sobre as pessoas que ali se encontravam. O suspeito, de nacionalidade polaca, foi detido depois de uma troca de tiros com a polícia, que deixou três agentes feridos. O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, deslocou-se até Cracóvia e apelou aos políticos para que não instrumentalizem esta tragédia. O chefe do Executivo polaco confirma que as autoridades já estão a investigar o ataque.
Seguimos agora com atenções voltadas para a atualidade nacional. Olhamos para as palavras do presidente da Assembleia da República. José Pedro Aguiar-Branco defende que os parlamentos devem ser o local certo para encontrar consensos para os problemas da sociedade.
Ideia defendida na capital moçambicana, onde o presidente da Assembleia da República iniciou hoje uma visita oficial ao país, numa altura em que os consensos e acordos entre partidos têm estado no centro do debate político. Aguiar Branco defende que é nos parlamentos que devem ser encontradas soluções para os problemas dos países.
É nos parlamentos que se tomam as decisões. É nos parlamentos que se obtêm os consensos. É nos parlamentos que se aprovam as leis que depois impactam na vida das pessoas, dos cidadãos. E os parlamentos devem ser precisamente esse espaço de respeito, de prestígio, de credibilidade, em que a sociedade olha para o Parlamento como o local certo para se encontrarem as soluções para os seus problemas.
José Pedro Aguiar-Branco, que sublinha que os parlamentos devem ser espaços de respeito e credibilidade sobre as relações entre Portugal e Moçambique. O presidente do Parlamento português diz que há várias áreas em que os países podem cooperar.
Para vermos o que é possível construirmos para o futuro. Sabemos bem que partilhamos uma história, partilhamos o passado, é o chão comum que nos une, mas é importante construir o futuro. E há várias áreas onde esse futuro pode ser construído e vamos também, seguramente, trocar boas impressões sobre essa matéria para que se renove sempre uma relação de esperança e de força positiva entre Portugal e Moçambique.
Palavras do presidente da Assembleia da República, que começou hoje uma visita oficial a Moçambique.
E sobre a acampada em Lisboa, um grupo de seis personalidades da sociedade civil apela à realização de um encontro entre a Câmara de Lisboa, os manifestantes pelo direito à habitação e os comerciantes do Rossio.
A carta é assinada por Teresa Violante, Susana Peralta, Luísa Aguiar Conraria, Ana Martins Gomes, João Paulo Batalha e Ricardo Sá Fernandes. Nesta carta, defendem que seja respeitada a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa, que permite a continuidade do protesto no Rossio, mas exige também que seja encontrada uma solução para a coexistência com o mercado de Natal. Pedem, por isso, que não seja feita qualquer remoção sem que antes sejam tentadas soluções de conciliação. Caso não seja possível manter o protesto no Rossio, defendem que seja disponibilizado um local alternativo nas proximidades, como prevê a decisão judicial. À Rádio Observador, a economista Susana Peralta, uma das subscritoras desta carta, apela à capacidade negocial de todas as partes envolvidas.
Não é por mudar do Rossio para outra praça que tenha a mesma centralidade e o mesmo simbolismo, que as manifestações perdem o seu simbolismo e a sua força política e que, de resto, o mercado natal também não é eterno. Portanto, é aqui um bocadinho de apelar à capacidade negocial de ambas as partes para se sentarem. Aliás, das três partes, também da Associação de Comerciantes de Lisboa, para se sentarem e encontrarem uma solução que proteja os direitos de toda a gente, para permitir o mercado natal e o país não vai fechar depois do Natal, portanto, cá estaremos para o que vem a seguir.
Palavras da advogada Susana Peralta, em declarações à Rádio Observador. Quanto ao Porto, os subscritores consideram que ainda há margem também para encontrar uma localização para a pista de gelo, que está prevista ser colocada na Praça Dom João I, de modo a não interferir com o protesto. Apelam ainda aos manifestantes que aceitem o convite da Câmara do Porto para uma reunião.
Apesar destes apelos para negociação, Carlos Moedas insiste na instalação do mercado natal na Praça do Rossio. Ainda assim, o autarca dá três alternativas à acampada.
Exato. O despacho assinado por Carlos Moedas sugere aos manifestantes o Largo de São Domingos, a Praça do Martim Moniz ou os Restauradores. São estas as três alternativas para a continuação do protesto. A decisão baseia-se num parecer do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, que não vê forma de conciliar o mercado de Natal e os protestos pela habitação no Rossio. As autoridades indicam que o mercado tem preponderância face à manifestação. A defesa da ativista Renata Cambra já avançou com uma providência cautelar para suspender a decisão do autarca lisboeta.
E o secretário-geral do Partido Socialista quer explicações do governo sobre as duas mortes no Algarve, por alegada falta de assistência médica.
José Luís Carneiro diz estar preocupado com os relatos que chegam do Hospital de Portimão, onde o mês passado e esta semana duas pessoas morreram enquanto esperavam por assistência médica. O líder do PS já falou com o autarca da cidade e quer ouvir explicações também do primeiro-ministro.
Entendo que o primeiro-ministro tem o dever de explicar publicamente o que é que se passou para termos tido duas mortes por falta de assistência médica naquele hospital de Portimão. O senhor presidente da Câmara Municipal de Portimão, com quem já pude falar, pôde transmitir-me que as informações que tem são muito preocupantes, porque está havendo uma falta de médicos na urgência. As pessoas esperam horas e horas por assistência médica e temos a notícia de duas mortes para as quais é preciso uma explicação, que é devida às famílias
José Luís Carneiro a pedir explicações esta manhã em Vila Nova de Gaia, a referir-se a dois casos no hospital de Portimão. Um doente que terá estado cerca de 24 horas sem observação médica e acabou por morrer. Este caso junta-se à morte de um homem de 87 anos que esteve alegadamente também 12 horas à espera de atendimento médico. Hoje, o presidente da Câmara de Portimão pediu que estas denúncias sejam levadas a sério.
E no desporto, o Benfica joga amanhã com o Estrela da Amadora e Marco Silva diz que é necessário fazer alguma gestão do plantel e diz também que isso não vai servir de desculpa.
Os encarnados vão amanhã até à Reboleira numa série com sete vitórias seguidas em todas as competições. No campeonato continuam a perseguição ao líder Futebol Clube do Porto. Em conferência de imprensa, Marco Silva admite que jogar na Amadora é complicado e que há alguma fadiga devido ao calendário apertado de jogos.
Em sete dias jogar três jogos e será o que teremos pela frente. Tentamos não sobrecarregar alguns jogadores, dentro das posições que conseguimos fazer isso mesmo. Temos vindo a fazê-lo de uma forma que tem sido possível e esperemos que a equipa esteja fresca o suficiente para amanhã dar a resposta que temos que dar, que é lutar pelos três pontos, vencer mais um jogo, sabendo nós que será muito difícil. Uma equipa que é aguerrida, que quer disputar o jogo, joga em casa, naturalmente também terá o apoio dos seus adeptos e quererá dar uma excelente resposta.
Marco Silva, em antevisão ao jogo com o Estrela da Amadora. Do outro lado, Pepa, o técnico do Estrela da Amadora, admite que o Benfica é claramente superior, mas quer que a equipa desfrute do jogo para tentar levar pontos.
O que queremos mesmo é desfrutar do jogo, competir e agarrarmo-nos àquilo que controlamos. Pela frente uma equipa, em um jogo, temos tempo depois para dissecar e falar sobre o Benfica, que é muito fácil até de identificar e perceber as diferenças que tem em relação ao passado, sendo que o passado para aqui pouco interessa, interessa realmente ao presente. E a verdade é que o Benfica está muito bem, está muito forte, com muitas opções.
Palavras do treinador do Estrela da Amadora. O jogo contra o Benfica está marcado para amanhã, arranca quando forem 20h30.
E há relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. O mesmo caminho vai seguir também o Futebol Clube do Porto, que visita amanhã a cidade de Guimarães para jogar frente ao Vitória. Francesco Farioli quer somar a 11ª vitória consecutiva em sede de campeonato.
E aproveitar o embalo da vitória a meio da semana frente ao Nápoles para a Liga dos Campeões. No campeonato, o Futebol Clube do Porto só sabe o que é ganhar, mas o treinador dos azuis e brancos não quer olhar para os resultados passados. Francesco Farioli prefere manter o ritmo e seguir em frente.
Sinto que o jogo de há uma semana no Estoril parece que foi há dois meses e o jogo contra o Nápoles, que foi há três dias, parece que foi há um mês. Isto tem a ver com a forma de pensar, o estado de espírito, chamem-lhe o que quiserem. É preciso, depois do jogo, arquivar e deitar no lixo o que fizemos, porque temos de seguir em frente. E esta, para mim, é a única forma que conheço de manter este ritmo, que é tão exigente para todos.
Francesco Farioli, em conferência de antevisão à partida de amanhã. Já Tiago Margarido, técnico do Vitória, classifica o estilo de jogo portista como facilmente identificável e por isso diz que o duelo foi bem preparado.
A forma de jogar do Porto é uma forma de jogar bem padronizada, facilmente identificável, mas muito difícil de contrariar. Posso confessar que preparamos algumas formas de defender diferentes durante o jogo para criar desadaptação à forma que o Porto tenta explorar aquilo que tem pela frente, sabendo de antemão que são muito fortes a fazê-lo e tentaremos contrariar dessa forma. Depois também temos a nossa parte ofensiva. Vamos tentar ser fiéis àquilo que temos feito até então, obviamente com outro ponto estratégico para aproveitar a forma como o Porto pressiona.
A antevisão de Tiago Margarido, técnico do Vitória Sport Clube de Guimarães, à partida de amanhã frente ao Futebol Clube do Porto.
A bola começa a rolar no Estádio Dom Afonso Henriques quando forem 18h. O Vitória Sport Clube Porto é para ouvir com relato e comentário em direto na antena da Rádio Observador, numa megaoperação de emissão especial de desporto, onde depois vamos seguir também até a casa do Estrela da Amadora, até à Reboleira, para esse Estrela-Benfica. Jogos a contar para a 11ª jornada do campeonato, sendo que mais logo, também a partir das 20h30, temos relato em direto do Sporting brirense com a estreia de Paulo Fonseca no comando técnico dos leões. O Ricardo Lopes está de regresso às 19h30 com uma síntese de notícias, com a informação deste sábado, 7 de novembro, atualizada. Um abraço.
Até já.