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Está dado o apito inicial para a edição desta quinta-feira de "E o Campeão é". Vamos falar de duas possíveis contratações que estão aparentemente dependentes do desfecho de eleições para a presidência de clubes. Tema para ser abordado pelo Augusto Inácio, pelo Pedro Henriques e pelo João Pinto. Bem-vindos. João, começo por ti. A candidatura de Florentino Pérez publicou nas redes sociais um vídeo de José Mourinho equipado com a camisola do Real Madrid, em que José Mourinho, o técnico português, surge a dizer isto: "Sim, José Mourinho está disponível para rumar ao Real Madrid caso Florentino Pérez venha a ser reeleito presidente do clube da capital espanhola." Esta manhã, aqui na antena do Observador, Gaspar Ramos manifestava algum incômodo pelo fato de um técnico do Sport Lisboa e Benfica estar publicamente a negociar com outro clube. A ti também te deixa incomodado?
Olá, bom dia. Para já, posso dizer que meteres esse soundbite no meio daquilo que estavas a dizer, assustou-me um bocado. Mas passando por cima disso, sinceramente, depois desta novela toda, eu acho que é bom perceber que estamos nos capítulos finais, mais do que eu ficar indignado ou ficar outra coisa qualquer. Estou a ficar aliviado que isto está a chegar ao fim. Vejo com agrado a saída e a assunção do José Mourinho como futuro provável treinador do Real Madrid e, por isso, ele que faça as malas, que vá andando, que mande vir os 15 milhões, que nós com os 15 milhões já pagamos ao Marco. Portanto, para mim, está bom. Vamos fechar esta temporada e seguir para a próxima.
João, e se Florentino Pérez não vencer as eleições para a presidência do Real Madrid?
Venham os 15 milhões, José Mourinho que faça as malas, que vá a vida dele e o Marco fica pago com os 15 milhões e José Mourinho fica livre para poder comprar o Vitória de Setúbal, ir pescar choco ou ir fazer o que lhe apetecer. Definitivamente, é uma página que se vira no Benfica. O Benfica tem que se focar internamente naquilo que está a fazer e o destino dos treinadores que saem do Benfica não é da nossa conta.
Augusto Inácio, bom dia também, bem-vindo. Parecem-te normais os termos em que esta negociação tem sido feita, esta possível saída de José Mourinho para o Real Madrid, tendo ainda vínculo com o Benfica?
Bom dia a todos. Normal não é, mas tudo tem a ver com aquilo que foi o contrato feito entre o Benfica e o José Mourinho. Quando o José Mourinho, naquela altura, que assinou pelo Benfica, disse que o acordo foi muito bom para as duas partes, eu percebi logo que era muito bom para o José Mourinho. E está se a ver que o José Mourinho praticamente mexe os cordelinhos, sabendo de antemão que até determinada data o Real Madrid teria que pagar sete milhões e mesmo assim não assinou isso porque as coisas ainda estavam um bocadinho dúbias em relação àquilo que se passava no Real Madrid. Passado esse tempo, 15 milhões, o que diz o Florentino? Já notificou o Benfica a dizer que não há problema nenhum, que vai pagar os 15 milhões. Mas o que é certo é que o Rui Costa também ficou numa situação um bocado delicada, porque numa certa altura, salvo errar, duas semanas atrás, disse que na semana seguinte iria falar aos sócios do Benfica de toda a época, não falou precisamente porque o assunto Mourinho não estava resolvido. E ele pensou, naturalmente, digo eu, que as coisas teriam sido já resolvidas há muito mais tempo. Claramente que o Rui Costa e a estrutura não estão a dormir e que claramente também estão a trabalhar com pessoas que já têm falado. Fala-se do Marco Silva, acredito sim, seja o Marco Silva, até porque o Marco Silva disse que não ao Fulham, num contrato que tinha 7,5 milhões de euros por ano. Ao dizer não, claramente se sabe que vai para o Benfica. Não estou a dizer que os rumores são os mesmos, mas o caminho é esse. Por isso, acho que o Mourinho vai para onde quer e o Benfica também vai querer o Marco Silva, porque dá uma sensação que já não havia grande ambiente para o Mourinho continuar no Benfica.
Tem-se escutado algumas críticas à forma como a direção encarnada tem gerido este dossiê José Mourinho. Pedro Henriques, bom dia também, bem-vindo. Podia a direção do Benfica e Rui Costa, muito em particular, ter gerido este assunto de uma forma diferente do que tem feito?
Bom dia. Depois do vídeo do José Mourinho a dizer sim, o Rui Costa veste uma camisola do Benfica e faz um vídeo a dizer não. Para dizer o quê? Para que eu acho que neste momento, quando ainda supostamente o José Mourinho é treinador do Benfica, ou pelo menos as partes oficialmente ainda não disseram nada no sentido que rescindiu-se o contrato, percebendo toda a parte financeira e toda a grandeza do Real Madrid, acho que o Benfica aqui tem que ser assertivo neste sentido. Primeiro, também, e já estou como o João Pinto, é esperar pelos 15 milhões, não é agora prescindir dessa circunstância, tipo vamos nós, ou eles, neste caso o Benfica, despedir o José Mourinho e depois perder aquilo que pode ser o valor que o Benfica pode ganhar em função da saída do José Mourinho para o Real Madrid. Acho que neste momento, depois de ter esperado tanto tempo, já que não tomou essa medida há três ou quatro semanas, agora é esperar até o fim. Mas eu acho que não há mesmo condições, porque há aqui uma circunstância. Eu acho que o Florentino vai ganhar as eleições. Fico com essa ideia, mas não é líquido, não é certo. E pode-se ter, no limite, o José Mourinho, de repente, não ser treinador do Real Madrid, e depois, no limite, até ainda ter contrato com o Benfica e ficar no Benfica.
Era aquilo que eu estava a perguntar há pouco ao João. O que acontece nessas circunstâncias?
Isso não pode acontecer. Eu acho que aí o Benfica cometeria um erro muito grave, porque ninguém do universo benfiquista iria entender uma circunstância como essa. Sobretudo depois do Mourinho aparecer, porque até agora era aquilo que se pensava que estava a acontecer, as negociações, os acordos mais verbais, menos verbais. Agora não, agora ele assumiu, disse simE o Cristiano Ronaldo quando diz sim, que é um sim com mais "is" do que o do José Mourinho, já tem grande imposição. E um José Mourinho dizer sim. Estou aqui a brincar, mas para as pessoas perceberem, neste momento ele assumiu. É um bocadinho aquela coisa que é: eu namoro contigo, mas está ali uma miúda que é mais gira do que tu, se ela me der hipótese, eu vou namorar com ela e deixo. Mas se ela não me deixar hipótese, eu continuo contigo. Acho que isto é uma questão de postura, de atitude, de personalidade, do mínimo dos mínimos que pode haver. Portanto, neste momento, a partir do sim, o Benfica não tem mais condições para continuar com o José Mourinho como treinador e tem é que partir para a outra circunstância. Percebo todos os envolvimentos financeiros que estejam aqui a acontecer, mas o Benfica agora também tem aqui uma posição claramente a marcar. O melhor será que o Florentino ganhe, que o José Mourinho vá para o Real Madrid, que o Benfica receba os 15 milhões e dentro desta novela, foi toda ela um bocadinho menos normal, que é o que arruma. O estranho é se o Florentino não ganha as eleições e de repente o José Mourinho não vai para o Real Madrid, acho que não há condições para ir para o Benfica. O que eu proponho? Que a gente o vá contratar para a Rádio Observador, mas a ganhar pouco. A gente dá-lhe uns termós e umas bejecas e pouco mais que isso. Estou a brincar, mas no sentido de que o José Mourinho depois fica sem condições para ficar no Benfica e eu acho que isso é o que realça neste momento. Depois do sim, não há condições para ficar no Benfica.
Também por isso aguardada com grande expectativa a eleição que está agendada para o próximo domingo para a presidência do Real Madrid, sendo que Florentino Pérez, o atual presidente, é recandidato. Vamos falar de um outro negócio que também pode estar dependente do resultado de eleições. Foi porventura com alguma surpresa que ficámos a saber nas últimas horas que Luiz Suárez, o avançado colombiano do Sporting, terá um acordo com um dos candidatos às eleições do Fenerbahçe da Turquia, mas o clube turco terá depois de negociar a transferência com o Sporting. Surpreendido, Pedro Henriques? Pedro?
Tinha acabado de desligar aqui o som, por isso demorei um bocadinho a entrar. Peço desculpa. Tinha desligado aqui o microfone, pensava que dentro desta rotatividade seria outra vez o terceiro a falar. Não estou surpreendido pela qualidade do jogador e aquilo que pode ser o assédio de outros clubes relativamente a um jogador que acabou por ter feito o que fez nesta liga, ser o melhor marcador e acabou por fazer esquecer o Gyökeres, etc. Do ponto de vista individual, fez muita coisa e bem feita. Isso não me surpreende. Também acho que o Sporting, neste momento, se porventura houver esse ataque a um jogador desses, este será daqueles jogadores que o Sporting, à semelhança do que aconteceu com o Ullman no passado, vai querer muito provavelmente ter qualquer coisa como: fica aqui mais um ano, no limite, para o projeto desportivo e depois nós libertamos-te um bocadinho mais à frente, não por os 80 milhões, que penso que é isso que está em termos de decisão, mas se calhar por 30 ou 40. Será essa a lógica. Estou convicto, se vier esse ataque, no bom sentido da palavra, no sentido que alguém está interessado e que o quer, que o Sporting dificilmente vai baixar os 80 milhões, porque vai fazer com que um fim cá pé. Sendo que é sempre uma circunstância complicada teres um jogador que se eventualmente tem essa verbalização já feita com alguém e que depois já fica com a cabeça noutro clube, é sempre complicado para, neste caso, o Sporting ficar com alguém que fica mais ou menos contrariado. Também não estou a dizer que é verdade que haja esse acordo verbal, porque sabemos que muitas vezes joga-se com estas questões das eleições, às vezes houve só uma conversa exploratória até em termos de futuro, e se calhar não há mais nada concreto. Termino-me só para dizer o seguinte: percebo que na Turquia a questão dos impostos é totalmente diferente da portuguesa. Aqui ganhas 10, pagas cinco ou mais ao Estado e lá é diferente. Não é só o contrato que pode ser melhor financeiramente como o dinheiro que tu não tens que entregar em termos de impostos, e isso faz toda a diferença em termos financeiros. Se calhar, em dois anos na Turquia ganhas cinco ou seis daquilo que poderias ganhar num país como o português. Mas há um aspecto que eu sei, é que o Sporting vai disputar a Liga dos Campeões e o Fenerbahçe, que ficou em segundo lugar, vai entrar na segunda eliminatória do playoff, e nem sequer é a Liga dos Campeões. Há também aquela questão desportiva que é estares na monta da Liga dos Campeões, ou, que é o mais certo que vai acontecer ao Fenerbahçe, vais parar a uma Liga Europa. E isso também acho que pesa na circunstância do jogador. Mas fiquei surpreendido com esta notícia, muito honestamente.
Também tendo em conta estes factos aqui sublinhados pelo Pedro Henriques, é para ti surpreendente, Augusto Inácio, que Luiz Suárez esteja disposto a trocar a camisola do Sporting pela camisola do Fenerbahçe?
Não é surpresa os clubes mais endinheirados estarem interessados no Suárez. Isso não é de estranhar, porque o Suárez demonstrou no Almería, em Espanha e agora aqui no Sporting, que realmente é um grande goleador e não só. É um grande goleador e um grande jogador, que são coisas diferentes. E ele tem essas duas coisas. Agora, aparece um candidato. Sabes que os candidatos aí na Turquia, bilionários, querem sempre uma figura para apresentar para os adeptos ficarem galvanizados e pensam que é através desses nomes, treinadores, jogadores, que ganham as eleições. E às vezes são coisas mais profundas que têm que ser abordadas, mas não é assim que o adepto pensa e joga-se com essas figuras. Mas sinceramente, eu não sei se isto é mentira, se é verdade. Naturalmente que se for verdade, o Suárez, provavelmente, digo eu, pode ganhar muito mais dinheiro do que ganha no Sporting, depois a parte desportiva, se é melhor ir para o Fenerbahçe ou continuar no Sporting. Mas claramente, se surgir isso dessa forma, como está a aparecer hoje na imprensa, o Sporting só tem um caminho a fazer. É aquilo que o Pedro Henriques disse na primeira fase e a segunda, vocês chegam aqui, sim senhor, batem a cláusula e nós não temos hipótese depois de poder argumentar o que quer que seja por bater uns 80 milhões. A não ser assim, claramente, que o jogador depois vá jogar numa outra função. Ok, fico no Sporting, ok, fico aqui mais um ano, aquilo que o Pedro já disse. E depois na próxima época vocês vão-me deixar sair por um valor muito mais baixo. É assim que as coisas se fazem, masO Suárez está no mundial, ainda se pode valorizar mais, ainda podem aparecer mais tubarões. Isso é natural para quem é grande jogador, que joga numa grande equipa como o Sporting, isso acontecer.
João Pinto, imagino que, tendo em conta que és um fervoroso adepto do Sport Lisboa e Benfica, e tendo em conta a qualidade futebolística de Luís Suárez e os gols que marcou esta época, na tua perspectiva, é deixá-lo ir.
É-é me indiferente. Sinceramente, não foi por causa dele que o Benfica não deixou de ganhar dois em três jogos ao Sporting. Portanto, o problema do Benfica não foi o Luís Suárez, foram os outros. O que vejo no Luís Suárez e aquilo que estava a dizer também é verdade para o Haaland, no tal candidato que se está a opor ao Riquelme, que se está a candidatar contra o Florentino Pérez no Real Madrid. Portanto, há muitas promessas, há algumas conversas de agentes. Às vezes os jogadores nem sabem, são os agentes que falam com os candidatos e ficam lá uns papéis assinados que depois, tipo Figo, aparecem e os jogadores têm que cumprir aquilo que ficou assinado. É difícil dizer alguma coisa sobre o caráter e a postura do Suárez nesta situação. É como diz o Augusto Inácio: "Isto em altura de eleições vale tudo."
Mas é assim tão frequente? Eu recordo-me do caso Luís Figo, Florentino Pérez, quando se candidatou pela primeira vez à presidência.
O Jardel no Benfica. Lembro-me do Vilarinho ganhar as eleições com o Jardel no Benfica, que depois foi para o Sporting. É o que há mais. Sim.
E surpreende o facto de Luís Suárez estar disposto a trocar o Sporting por um clube que, sob o ponto de vista desportivo, não tem tantas ambições quanto o clube de Alvalade?
Sim, mas é muito dinheiro. É muito difícil dizer que não a uma proposta daquelas e vê-se a quantidade e qualidade dos jogadores que neste momento estão na Turquia. Olha-se para a equipa do Galatasaray, ficamos de olhos em bico com a parte da frente da equipa, uma equipa com superestrelas. Olhamos para o valor pelo qual o Galatasaray foi buscar o ponta de lança ao Nápoles.
Osimhen.
Sim, exatamente. O Olisen. Não sei se é Olisen.
Não. Osimhen.
Osimhen, exatamente. É muito dinheiro, são propostas extraordinárias que os jogadores muito dificilmente podem recusar, até porque já não é um jogador com 20 anos, com 22. Já está numa fase da carreira em que tem que fazer aquele megacontrato para poder dizer que realmente o teve e teve um outono da carreira extraordinário. É todo um baralho de cartas que começa a estar na mesa. Ainda é muito cedo para dizer, provavelmente o homem perde as eleições. O Suárez diz que nunca assinou nada e segue tudo na mesma.
A verdade é que, até o momento, o avançado colombiano do Sporting ainda não vai comunicar publicamente que tenha firmado este acordo com um dos candidatos à presidência do Fenerbahçe. Vou perguntar aqui ao quarto árbitro, João Miguel Santos, quanto tempo é que temos até ao final do programa? João, são nesta altura 12h50.
Mais nove minutos.
Benevolente. Aqui o João Miguel Santos. É o tempo que temos para os vossos campeões.
Nem mais um.
João, começo por ti. João Pinto, quem é ou quem são os teus campeões?
Vou me alongar, então.
À vontade.
Vou ler aqui um pequeno livro.
Tem mais tempo. À vontade.
Não, olha, gostei muito da exibição do sub-21 ontem. Se bem que contra uma seleção fracota. A verdade é que estamos em fim de temporada e os miúdos, ainda assim, souberam honrar a camisola e portanto ganhar 4 x 0 é sempre uma coisa boa. Boas exibições, um Kenda que mesmo sendo um jogador do Chelsea e que até podia estar com a birra porque não tinha sido convocado pra seleção A, nada disso, mostrou que era um profissional à séria e fez um excelente jogo. Uma boa nota, 15 para os miúdos e para o Luís Freitas pelo seu começo. Nota 16 para aquilo que os Knicks foram fazer ao Texas. O primeiro jogo da final da NBA deu Nova Iorque. É realmente uma coisa que eu nunca vi na vida, os Knicks a ganharem a NBA. Estou ansioso para que isso aconteça. Uma nota 16 também pra eles.
As notas atribuídas pelo João Pinto. Augusto Inácio, à tua vez.
Nota 17 para o Sporting no hóquei patins, que ontem ganhou no Dragão e fez três vitórias. Está na final, que vai jogar com o Hóquei ou com o Benfica, vamos ver, mas grande exibição da equipa do Sporting, ganhou 4 x 1. E queria dar nota 20 para a excelente entrevista que o Vitinha deu e que saiu hoje. E sinceramente, ele fala como joga. Fala de uma maneira tranquila, serena, objetiva. Realmente grande jogador, grande comunicador, vale a pena ler esta entrevista, 20 pro Vitinha.
O médio do Paris Saint-Germain, que recentemente conquistou mais uma Liga dos Campeões com os compatriotas João Neves e também Gonçalo Ramos, bem como Nuno Mendes. É uma entrevista ao jornal Jogo, em que Vitinha, frase nesta altura em destaque na manchete do jornal Jogo: "O meu pé esquerdo é realmente uma fraqueza." Como será o pé direito, então, se o pé esquerdo é uma fraqueza? E só falta escutarmos os campeões do Pedro Henriques.
Olha, obviamente que vamos sendo entretidos com esta novela luso-espanhola, que agora se intitula "Sí", do senhor Mourinho, que realmente é uma circunstância um bocadinho estranha. E agora com esta questão do Suárez, etc. Ainda estamos aqui nas análises de mercados, de jogadores que estão a ser contratados, etc. E de repente, não é que a gente se esqueça, mas se calhar temos que nos lembrar que a partir de amanhã temos um jogo da seleção nacional, que Portugal está no mundial. Vai agora iniciar os dois jogos de preparação para esse mesmo mundialE parece que as questões da seleção neste momento passam um pouco ao lado. Parece que ainda não estamos com aquele verdadeiro espírito de estarmos no mundial. Portanto, eu queria dar aquilo que são os trabalhos da seleção, ainda sem os quatro campeões europeus que regressam no final desta semana e amanhã também não estarão presentes no jogo, disponíveis para jogar. Mas queria dar realmente tudo isto em vez de um jogador que tem vindo a falar. Temos visto algumas entrevistas, como esta que agora foi destacada também. Tu disseste a expressão que eu acho que é exatamente isso. O Vitinha é um bom exemplo, mas há mais, há jogadores que falam como jogam e, portanto, é muito bonito ver os jogadores hoje em dia com a capacidade de comunicação, a sua linha de pensamento, aquela estrutura mental que se vê que é mesmo isso, está bem estruturado e isso é tudo muito bonito. E para a seleção nacional, onde eu deposito fortes esperanças daquilo que possa vir a ser o mundial e estou muito entusiasmado, sobretudo com aquilo que serão já estes dois jogos de preparação, com adversários de continentes diferentes. Acho que foi muito bem pensado também nesse aspecto, porque com as europeias nós já estamos habituados a disputar e a jogar. E esperemos que amanhã, embora não conte para nada, já conta para muito, porque este DNA de vitória é bom que comece já nestes jogos de preparação, porque é isso que depois dá o mote para aquilo que é a tal parte mental que vai ser fundamental para a seleção, independentemente da parte técnico-tática, que também é relevante e importante. Por isso, uma nota 8 para a novela luso-espanhola do Sí e uma nota 15 para o aquecimento dos motores da seleção nacional e daquilo que podem vir a fazer, começando já nesses jogos de preparação. Espero que tanto Jamor como Leiria, que são os dois palcos onde Portugal vai jogar, estejam ao barrote, como se costuma dizer, e com os portugueses a apoiarem fervorosamente, com verdadeiro espírito, aquilo que é a seleção nacional.
E estás, Pedro, tão ansioso pelo início desta caminhada de Portugal que já estás a antecipar o jogo de sábado frente ao Chile para amanhã. É só no sábado que Portugal sobe ao tapete verde do Estádio do Jamor.
Sim, exato. Eu estava a dizer amanhã, mas é sábado. Hoje ainda é feriado.
E tu vais estar, julgo eu, nesta emissão.
Sim, vamos estar a trabalhar, a Rádio Observador. Exatamente, Rádio Observador, as pessoas também sabem isso, são fiéis no que é o ouvir-nos. A Rádio Observador vai estar não só nos jogos oficiais, como também nestes jogos de preparação, com todo o nosso staff a fazer os comentários e a análise, eu obviamente na parte arbitral.
Partida com início marcado para às 18h45, no Estádio do Jamor, com emissão especial para acompanhar tudo a pari-passu aqui na antena do Observador. Fica por aqui a edição desta quinta-feira, dia de feriado, de "E o Campeão É". Obrigado João Pinto, Augusto Inácio e Pedro Henriques.