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Começa agora o Jornal das 9, edição do jornalista Martim Madeira. E Martim, o diretor nacional da Polícia Judiciária está a ser investigado pelo Ministério Público por abuso de poder e falsas declarações em tribunal, no caso de Rui Pinto.
É o que avança uma notícia do Expresso, que cita a Procuradoria-Geral da República. O gabinete de Amadeu Guerra confirma a instauração de um inquérito depois de uma denúncia apresentada por um coordenador da PJ contra o atual diretor. Em causa está a alegada prática dos crimes de falsas declarações, por ter referido no julgamento do Rui Pinto que não foram feitas escutas na investigação, e do crime de abuso de poder, que estará relacionado com o fato de Carlos Cabreiro ter ordenado essas mesmas escutas que tinham sido proibidas pelo Ministério Público. Na análise, o redator principal do Observador, Luís Rosa, explica que esta notícia é retrato de uma grave crise interna na PJ.
Este caso é mais um exemplo de como a Polícia Judiciária, neste momento, está a atravessar uma crise interna nunca vista, e este caso é um excelente exemplo disso mesmo, de como há uma guerra interna dentro da PJ e que está a ter repercussões públicas. Obviamente que isso também coloca em causa o funcionamento da Polícia Judiciária. Portanto, acho que não só este caso, como outros casos, vão continuar a dar muito a falar, porque a Polícia Judiciária precisa de paz para fazer o seu trabalho e neste momento essa paz não existe. Vamos ver, quando os tomados se zangam, saem as três verdades. Vamos lá ver que mais verdades é que se vão descobrir no decorrer das próximas semanas.
Aqui o comentário do jornalista Luís Rosa, à abertura de um inquérito por parte do Ministério Público ao atual diretor da PJ, por abuso de poder e falsas declarações em tribunal.
E o líder parlamentar da Iniciativa Liberal diz que o governo tem de ter coragem para seguir com as reformas prometidas.
A Iniciativa Liberal tem acusado sucessivamente o Executivo de Montenegro de hipocrisia e de um atraso nas reformas prometidas no início do mandato. Mário Morais Lopes admite que as reformas do governo até podem ser boas, mas o Executivo falha na coragem e na comunicação.
O que às vezes acontece com as reformas é, numa primeira instância, no imediato e no curto prazo, enquanto as pessoas ainda não percebem bem o que está em causa, o que está a ser discutido, pode haver uma postura de alguma reação a qualquer alteração. Nós temos de ter a coragem, é isso que nos diferencia dos outros partidos. Sinceramente, é ter essa coragem para dizer: "Não, este caminho é importante fazê-lo". Temos de ser capazes também de o explicar bem. Muitas vezes as reformas falham, não porque não sejam boas, mas porque foram mal explicadas e foram mal conduzidas. Eu acho que, aliás, a reforma do mercado laboral é um bom exemplo disso. Era uma reforma importante, mas o processo foi mal conduzido e levou ao desfecho que levou.
O líder parlamentar da Iniciativa Liberal destaca também a falta de vontade para reformar. Não vem só do governo, também sublinha o ímpeto reformista de Passos Coelho, e diz que qualquer partido político deve querer ter coragem da Iniciativa Liberal de reformar o sistema.
No dia em que também a presidente da IL afirmou que fica muitíssimo satisfeita por ver Pedro Passos Coelho vincar a necessidade de fazer reformas.
Mariana Leitão defende que Luís Montenegro tem a obrigação de ouvir os partidos, nomeadamente os liberais, questionada sobre a opinião de Pedro Passos Coelho de que o governo está a ficar sem tempo para fazer reformas estruturais. A líder da Iniciativa Liberal vinca que estas são necessidades que o país tem e que nestas jornadas parlamentares, os liberais estão focados nessas mesmas reformas. Em Famalicão, a líder da IL diz ainda que não quer especular sobre as palavras de Passos e quer apenas focar-se na mensagem política.
O Partido Socialista continua sem descartar uma comissão parlamentar de inquérito ao ministro da Educação. Com o arranque do ano eletivo, os socialistas acreditam que a ação de Fernando Alexandre continua insatisfatória desde a altura dos exames nacionais.
O secretário-geral do Partido Socialista anunciou já que o ministro da Educação chegou a dar satisfações ao PS sobre estes problemas. Numa primeira análise, o deputado socialista Porfírio Silva diz que estas satisfações foram insuficientes e propagandísticas.
Numa primeira, numa segunda, numa terceira leitura, as respostas são claramente insatisfatórias. São pouco mais do que as redações de repetição propagandística que o senhor ministro tem feito publicamente. Eu acho que as comissões parlamentares de inquérito não devem ser para gerir escândalos, devem ser para apurar o funcionamento do Estado naquilo que são as suas próprias responsabilidades.
O deputado socialista Porfírio Silva à Rádio Observador, também a sublinhar a posição do PS, que pede esclarecimentos e não demissões. Já para os sociais-democratas, Pedro Alves, uma comissão parlamentar de inquérito faria sentido se fosse direcionada ao governo socialista que antecedeu o atual Executivo do PSD. É o que diz o deputado do PSD.
Se calhar, a primeira comissão parlamentar de inquérito que devíamos fazer era mesmo às políticas educativas do Partido Socialista e ao estado em que deixaram o país, nomeadamente, desde logo, alunos sem aula, sem conseguirmos identificar quantos eram, sem conseguirmos também ter professores motivados e alunos sem formação para poderem substituir os professores que estão em falta no sistema. Isso sim, é preocupante. Não há qualquer receio da nossa parte relativamente a qualquer tipo de comissão de inquérito. Não há razão, no nosso entender, para esse facto, mas sabemos que a oposição também vive de fazer este tipo de números.
O deputado do PSD Pedro Alves, à Rádio Observador, diz também que uma ameaça de comissão parlamentar de inquérito a Fernando Alexandre é apenas um número da oposição para dar a sensação de instabilidade política à opinião pública. E já a deputada do CHEGA, Maria José Aguiar, fala numa guerra de desculpas perante os problemas atuais do setor da educação, que continuam a prejudicar os alunos.
Temos, por um lado, um PS que criaram o problema sem planeamento e temos, neste momento, um governo que recebeu esse problema, mas, lá está, lamentavelmente, estão-se a revelar mais uma vez incapazes de o resolver. E no meio desta guerra de desculpas, no fundo, são as crianças e são as famílias Estão em casa sem ter aulas, sem ter escola, porque neste momento ainda continua a aparecer na plataforma como não colocado, portanto, sem escola atribuída.
A deputada do Chega, Maria José Aguiar, fala numa incapacidade do Governo de corrigir os problemas que se estendem no começo deste ano letivo.
E agora com sete minutos para lá das nove, vamos às notícias de âmbito local, Martim.
A Câmara do Porto está a trabalhar com as infraestruturas de Portugal, que gera a via da cintura interna num protocolo de colaboração para passar a gerir partes desta mesma via. É o que avança à Lusa, o presidente da autarquia. Este protocolo, diz Pedro Duarte, que vai desde coisas muito diversas como arranjo de paisagístico à volta, a limpeza de terrenos de proximidade, a gestão de acessos e da Câmara poder, de alguma maneira, ficar com a responsabilidade de gerir tudo isto. Um banhista com cerca de 40 anos desapareceu na praia de Costa Nova, em Ílhavo. Estão a decorrer buscas para tentar encontrá-lo e é o que revela à Lusa o capitão do Porto de Aveiro, Paulo Faria. Segundo o responsável, o alerta foi dado pelas 16h, por um popular que viu o banhista na água a pedir socorro antes de desaparecer. E o presidente da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal disse ter recebido com surpresa e espanto a possibilidade de se recorrer à barragem de Castelo de Bode para abastecimento da margem sul no Conselho de Almada, é um dos municípios da Península de Setúbal, que viveu recentemente uma crise no abastecimento de água, que levou a decretar a situação de alerta municipal. Em declarações à Agência Lusa, Frederico Rosa explicou que os municípios que compõem a comunidade intermunicipal têm já um pensamento estruturado sobre esta matéria. E o Metro de Lisboa vai assinalar a Semana Europeia da Mobilidade entre 16 e 22 deste mês, com um programa dedicado à mobilidade sustentável, que inclui, entre outras propostas, visitas guiadas às obras da futura linha circular. Numa nota divulgada, a empresa refere que o programa tem como tema "Mobilidade para Todos, Justiça entre Gerações" e o mesmo pretende promover uma mobilidade mais sustentável, integrada e acessível. O Castelo de Leiria e o Aqueduto da Úceira estão entre as novas sete maravilhas de Portugal. Os patrimónios do distrito estavam a concurso para as categorias castelos e grandes obras. Após o anúncio dos resultados, o município de Leiria reagiu nas redes sociais, destaca a mobilização gerada em torno desta candidatura. E os eleitos do PSD e do Chega na Câmara de Santarém chumbaram uma proposta de recomendação da bancada socialista intitulada pela defesa da ciência, do rigor científico e da saúde pública, suscitada pela realização de um evento do Centro Nacional de Exposições do Movimento Acorda Portugal, que tem o mediático ativista antivacinas Gustavo Santos como fundador e presidente. O PS propôs que a autarquia manifestasse junto à administração do cinema a preocupação pela realização do evento.
E é o ponto final no Jornal das Nove, edição do jornalista Martim Madeira. Martim, até já.
Até já.
Já a seguir temos Gabinete de Guerra.