Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Vitória clara para Rui Costa nas eleições do Sport Lisboa e Benfica, na eleição mais participada da história, quando falamos de clubes de futebol. Em campo, o Sporting venceu ao cair do pano o Santa Clara, mas hoje há mais. O Futebol Clube do Porto vai ao terreno difícil do Famalicão, o Benfica recebe o Casa Pia. Motivos que justificam uma edição mais alargada de "O Campeão é" na Rádio Observador. Eu sou o João Costa e Silva. Juntam-se a mim nesta manhã de domingo o João Pinto, o Pedro Henriques e também o João Castro. Sejam todos muito bem-vindos. Vamos começar pelas eleições no Benfica. Rui Costa com 65,89% das intenções de voto, Noronha Lopes com pouco mais de 34%. João Pinto, eu sei que já estiveste conosco esta manhã, por volta das 08h00, a comentar também estes resultados, mas para quem não te ouviu a essa hora, tens aqui a oportunidade de falar desta eleição que encerra aqui um capítulo de talvez maior divisão e agora sim, um momento de maior união em torno do clube, é isso que pede Rui Costa. É esse também o teu desejo para aquilo que se segue agora neste novo capítulo do Sport Lisboa e Benfica?

Olá, bom dia. Eu discordo dessa questão da divisão. Acho que há eleições e quando há um processo eleitoral, é normal que haja mais do que um candidato e quando há candidatos, há confrontos de ideias. Depois há que tentar tirar o acessório e focarmos no essencial. No essencial foi isso que disseste. O Rui Costa agora é o novo presidente, tem o mandato de quatro anos que começa hoje e tem muitos pontos de melhoria, como se diria em corporativo. Tem muitos pontos de melhoria e esses pontos de melhoria são em grande parte, e apontam-se essa quantidade de coisas a melhorar, no futebol profissional. Agora, o processo eleitoral vem no seguimento de uma revisão de estatutos que definiu que havia duas voltas. Agora que tivemos que sentir isso na pele, talvez todos pensemos que seja uma volta a mais. E que depois essa revisão de estatutos também garante que se as contas forem chumbadas duas vezes, vamos a eleições outra vez, o que perante uma massa adepta que foi tão presente nas eleições, pensar que aquilo que 80 e tal mil fizeram ou 90 e tal mil fizeram, há 800 ou 900 numa assembleia geral que podem desfazer, mais uma vez. Nos estatutos parecia tudo muito bem, mas agora olhando para aquilo que pode acontecer, vê-se aqui algum desequilíbrio. De resto, é pensar que o Rui Costa agora não tem que ter esqueletos no armário, não tem dívidas para ninguém, não é sucessor de ninguém, é sucessor dele próprio e, portanto, que se assuma, que faça aquilo que acha que deve fazer, que tome decisões, que se tem uma política desportiva, que a cumpra, se contratou pessoas para dirigir certas áreas do clube, que os deixe fazê-lo e que o Benfica cresça e possa ser o clube que nasceu para ser.

E em termos de união, fez já o convite a todos os candidatos para estarem presentes hoje na tribuna presidencial para esse jogo de mais logo entre Benfica e Casa Pia.

É uma simpatia do Rui Costa e diz, quem sabe, que vão servir hambúrgueres, mas isso são as más-línguas.

Quem sabe se também não vais lá dar um saltinho, João Pinto, vais estar por lá, quem sabe. João Castro, muito bom dia. Tendo em conta o momento do clube do Benfica, podia ser mais favorável a uma mudança para alguém com outra visão para o Sport Lisboa e Benfica. O que achas que correu mal a João Noronha Lopes, que tem um resultado em termos de percentagem até inferior àquele que registou quando se candidatou da primeira vez contra Luís Filipe Vieira?

Eu acho que é uma derrota contundente para o João Noronha Lopes. Segunda derrota consecutiva e desta vez, ou terceira, porque foi a primeira volta e aqui de volta não conseguiu passar a mensagem. Eu então de brincadeira da outra vez tinha dito que os benfiquistas preferiam camarão da costa a hambúrgueres, e isso ficou ainda mais saliente nesta segunda volta. Eu acho que não passou a mensagem e vou te ser sincero, e aqui muito sincero também com o João Pinto. Como adversário, ouvir muitas vezes os debates e ouvir o Noronha Lopes, nunca me passou uma ideia convicta do que queria para o Benfica. Pode ser erro meu, pode ser interpretação errada da minha parte, mas nunca percebi o projeto dele, porque eu comecei a ouvir quando ele se apresentou e sobretudo ali na altura do início de época, primeiro críticas ao Sporting, depois críticas ao Rui Costa e acaba outra vez com críticas ao Sporting e depois acaba com o debate com o Rui Costa. E nunca consegui perceber as ideias, quer para o futebol, quer para as modalidades. Não li o programa dele e portanto é erro meu, mas em termos de comunicação para fora, vejo muita agitação nas redes sociais do João Noronha Lopes, que é importante, mas já vimos que é uma bolha completa. Os resultados indicam sempre, já nas eleições do Sporting, que as redes sociais é uma bolha. Tu podes ter uma excelente aceitação nas redes sociais e chegas às eleições e tens pouca aceitação. Isto porque nem toda a gente que está nas redes sociais é sócia do Benfica. Muitos são adeptos, mas não têm direito a voto. E muitos são jovens que têm direito a um voto. E, portanto, eu acho que ele não cativou os mais antigos. Há ali uma resistência à mudança, eu acho que é histórica também nos benfiquistas, e isso foi provado nestas eleições. E eu acho que ele tem que tirar aqui conclusões muito óbvias. Eu acho que ele não tem carisma suficiente para convencer as pessoas a essa mudança. Por mais excelente pessoa que seja a nível corporativo ou empresarial, mas não tem esse carisma para passar em termos de presidente do clube, falta-lhe ali alguma coisa. E faltou explicar um bocadinho melhor o que é que queria para o futebol. Acho que as ideias foram todas muito vãs, naquilo que eu ouvi, e não convenceu os benfiquistas. Acho que aí é o seu principal problema. Falta aqui algum carisma, liderança e, sobretudo, ideias concretas ou mais disruptivas daquilo em que era o Rui Costa. Eu acho que vi ali quase as mesmas coisas, praticamente foram promessas de que não ia só ganhar um campeonato, que o investimento tinha que trazer mais. Mas como? Com que projeto? Como é que o Benfica vai fazer? Depois, acho que os debates não lhe correram bem e teve esta derrota que eu acho que é estrondosa. Parabéns ao Rui Costa por mais uma eleição. E agora, como o João Pinto diz, e concordo com ele, obviamente, tem que provar, tem que esquecer que já não é assessor, é assessor de ele próprio. Tem que os erros que ele acha que cometeu-

E já não pode usar a desculpa que assumiu o barco quando havia poucas opções para assumir, porque agora este é um segundo mandato e é preciso mostrar trabalho.

Claro, eu acho que ele aqui agora não pode culpar ninguém. Ou seja, uma má gestão, uma má presidência agora nestes quatro anos, e os benfiquistas têm que tirar ilações muito concretas. Portanto, agora a responsabilidade e o ónus está todo em cima dele, da equipa dele, obviamente, porque não é só futebol. Estamos a falar muito de futebol, mas as modalidades também têm ganho cada vez menos. E, portanto, acho que o Rui Costa agora é que é a prova de fogo, ou seja, se não cumprir, eu acho que ele próprio tem que tirar ilações disso.

Pedro Henriques, uma derrota estrondosa para Noronha Lopes. Rui Rocha, aliás, Rui Rocha já foi líder, mas da iniciativa liberal. Rui Costa vê aqui a liderança reforçada no clube encarnado. Concordas com esta visão também do João Castro, que é preciso agora assumir a responsabilidade e, no fundo, também garantir mais títulos para o clube encarnado? É isso que os adeptos querem, no fundo.

Bom dia. Em primeiro lugar, eu acho que o ato mais importante de um presidente, de todos os que são muito importantes, é a escolha do seu treinador. E o Rui Costa começa a ganhar estas eleições e todas as que viessem quando foi buscar o José Mourinho. Tenho as minhas dúvidas se o Rui Costa com o Bruno Lage ganharia estas eleições, porque reparem, os resultados que o Mourinho consegue não são assim nada de especial. Nada, inclusivamente no plano internacional, são muito maus.

Sim, na Liga dos Campeões continua com zero vitórias.

Exatamente. Imagina que era o Bruno Lage a fazer exatamente a mesma coisa. Já tenho as minhas dúvidas se o Rui Costa conseguisse ganhar. Mais, quando ele vai buscar este treinador, não há nenhum dos outros candidatos. Houve um, que ficou praticamente sem expressão, que falou num outro treinador qualquer. Todos os outros disseram: "Sim, não, sim, vamos trabalhar, vamos falar com o Mourinho". Ou seja, toda a gente aceitou que foi uma boa decisão do Rui Costa a mudança e que aquele é o treinador certo. E normalmente, o que acontece nestes atos eleitorais, e é isso que muitas vezes dá força a quem se candidata como presidente, é dizer: "O meu trunfo, o meu treinador é este". E isto leva muitas vezes o sócio a pensar: "Não, este é que realmente é um treinador de sucesso". Normalmente, vem sempre com grandes nomes. Depois, há este aspecto que também já foi equacionado e também concordo perfeitamente, que é toda a gente falava de mudança, todos, mas toda a gente, inclusivamente as pessoas que falam do Rui Costa. Uns falavam na mudança da presidência, obviamente, os que não estavam com o Rui Costa, e dentro do Rui Costa, a mudança de qualquer coisa, nomeadamente ganhar, vitórias, ser mais incisivo naquilo que é a crítica aos problemas, sobretudo a arbitragem, mas toda a gente falava em mudança. E quando se fala em mudança, pensa-se sempre em alternativa. E aquilo que esteve aqui em jogo, sobretudo nesta segunda volta, era: ok, o Rui Costa, no fundo, é quem vem e até quem vem de um tempo de Luís Filipe Vieira, porque ele também teve responsabilidades e sempre foi apontado, porque também fazia parte da direção, vamos ver a alternativa. E é aqui que bate naquilo que estávamos aqui a falar. É que a alternativa focou-se, e sobretudo esta última alternativa, Noronha Lopes, focou-se naquilo que eu acho que é o maior erro, não quer dizer que não resulte pontualmente, mas que eu acho que é o maior erro em termos de política, em termos de tudo, que é quando tu procuras atingir algo, em vez de focar naquilo que é o teu projeto, nas tuas ideias, focas-te em tentar ir às redes sociais e à internet e à vida pessoal da pessoa, dizendo: "Deixa-me cá ver como é que eu vou destruir a imagem daquela pessoa". E os debates, aquilo que eu fui ouvindo, porque sou uma pessoa que tem que ouvir, porque obviamente faço parte do contexto futebolístico, é estar sempre informado, até para fazer este tipo de programas, e aquilo que eu estou completamente de acordo com o João Castro. Quando eu tento olhar, e por acaso até ali o problema, mas quando eu tento olhar para aquilo que é a exposição pública, o que eu vi sempre Noronha Lopes a justificar o seu IVA, IRS e não sei o quê por aí fora, a criticar o Rui Costa, e aí o Rui Costa tem razão, quando ele falava na primeira volta dos outros candidatos, é o Rui Costa isto, o Rui Costa aquilo. Ou seja, as pessoas em vez de porem como sua bandeira "nós queremos isto, nós vamos fazer isto", a bandeira era o Rui Costa que não fez, o Rui Costa é que está mal. E isso acho que foi um erro estratégico, tático, como queiram dizer, de todos os candidatos. E acho que ontem aquilo que foi eleições Foi sobretudo entre uma mudança que não é alternativa e tentar que quem lá está possa fazer mudanças para conquistar a tal vitória que os adeptos querem, quando digo vitórias, títulos. Eu acho que as pessoas ficaram mais confortáveis, sobretudo aqueles que são mais velhos no sentido que têm mais votos. Eu acho que deram esse reforço que é: nós queremos mudanças, mas com quem está, que talvez agora esteja alertado, porque a alternativa não é boa. Termino com esta questão de 93.081 votantes, que realmente mostra a força viva de um clube, mais do que a questão do recorde do Guinness, mas insiste naquilo que eu continuo a dizer, não interessa ter campeões do mundo nas bancadas, também é importante, interessa é ter campeões, pelo menos nacionais, dentro do campo. E aí o Benfica tem muito pra dar e pra melhorar.

E é isso que os adeptos querem. Rui Costa ganha, revalida assim o mandato, segue para mais quatro anos como o 34º presidente do Sport Lisboa e Benfica. Vamos avançar nesta nossa primeira parte. Creio que agora só vou ter tempo para o João Castro, para falarmos do Santa Clara-Sporting. Vitória por 2-1 num terreno que já se esperava difícil. Falamos ontem sobre isso aqui no "E o Campeão É". João Castro, enquanto adepto do Sporting, gostaste daquilo que viste ao longo dos 90 minutos?

Não foi uma exibição inspirada do Sporting. Difícil, mudança de chip da Champions para o campeonato, uma deslocação difícil perante uma equipa de tração defensiva, um relvado péssimo.

Quando eu falo em terreno, falo também da questão do relvado, está aqui englobado também.

Obviamente, eu já tinha falado sobre isso também. É um adversário, e notou-se durante o jogo que foi um adversário para as três equipes, até para a de arbitragem. Claramente, um Sporting que não estava tão inspirado e aconteceu ao Sporting a pior coisa que podia acontecer quando confrontas uma equipa que joga muito defensivamente, que é sofrer um gol logo ao início. Ou seja, dás mais força à tática do adversário, à estratégia para o jogo, coloca-te numa situação mais difícil. Há claramente jogadores do Sporting que não estão também na melhor fase. Continua a faltar um grande número oito, quanto a mim, sobretudo para jogos também tipo este. Depois, exibições mais fracas do Hjulmand a comprometer, não foi só no gol, mas na segunda parte, que podiam ter dado gol ao Santa Clara e matar o jogo. Obviamente que há um erro do árbitro e do fiscal de linha na análise do canto, mas depois podemos falar sobre isso, porque acho que estão a empolar muito. Não é um pênalti, é um canto, acontece. Ontem só no meu jogo aconteceram três pra cada lado, mal marcados, mas acontece. Pela trajetória da bola, eu acho que o fiscal de linha foi enganado. Nunca pensou que o guarda pudesse falhar e a bola ir pra ali, portanto, pensou mesmo que houvesse um corte, mas é um erro. Agora, acho que o Max sacrificou-se pela equipa na expulsão, que eu acho que é justa, porque há ali um empurrão antes de roubar a bola limpa com o pé, mas acho que há um empurrão. Portanto, acho que a expulsão é justa, mas acho que fez bem, acho que sacrificou-se pela equipa. Mas depois é um Sporting que teve que recorrer ao Adanidis, a tudo. Acabou, se calhar, em algumas fases a cruzar mais, porque não havia condições pra jogar bom futebol. Um Trincão também um bocado desinspirado e acabou por ter a estrelinha do jogo. Repara, o Sporting teve não sei quantos cantos e todos mal marcados. A bola nem passava, às vezes, o primeiro poste. E o único que foi bem marcado foi aquele que foi mal assinalado e o Hjulmand bem, faz um excelente cabeceamento.

Foram 12 cantos pro Sporting.

Pedro, só um é que foi bem marcado, digo-te já. Dos 11.

Sim, mas só pra te ajudar, foram 12 cantos contra dois do Santa Clara.

E só um é que foi bem marcado, e foi aquele. Obviamente, há ali o erro. Agora, acho que quer Porto e Benfica com comunicados sobre um canto mal marcado, eu percebo que dá gol e que já estavam à espera do empate. Se vamos fazer comunicados por cada canto mal marcado, é bom pro Pedro Henriques ter mais trabalho.

Sim, isso é verdade.

Lançamentos mal marcados podemos falar também. Mas acho que estamos a entrar numa fase em que é preciso pôr limites nos clubes e na comunicação dos clubes, porque é muito difícil avaliar, às vezes, algumas situações. Obviamente que aquele canto nota-se bem que não é canto pela câmera que está atrás da baliza, mas eu gostava de ver uma câmera por trás do fiscal de linha. Iam ver a dificuldade que é pro fiscal de linha, se calhar, marcar ali. E houve cantos na primeira parte a favor do Sporting que não foram marcados. Acontece em mil jogos, os jogadores têm que pensar naquilo que podem controlar. E depois é um momento de jogo diferente.

Pra concluir, João, por favor.

Tens um momento diferente. Só pra concluir, acho que é uma vitória na raça, também com estrela, por tudo que o Sporting tentou pra dar a volta e conseguiu dar a volta outra vez numa situação de bola parada.

Bem, nós vamos voltar a este Santa Clara-Sporting na segunda parte de "O Campeão É". Fazemos só aqui uma curta pausa para atualizar as notícias. Segunda parte de "E o Campeão É?" na Rádio Observador. Vamos continuar a análise ao Santa Clara-Sporting de ontem à noite, vitória dos Leões por 2-1. E Pedro Henriques, vou agora até ti. Ficamos na nossa primeira parte e terminamos ali com o João Castro, adepto do Sporting, a falar desse lance de arbitragem. Eu quero perceber as tuas notas deste jogo, claro, mas também não podemos negar esse lance. Sei que já falaste dele no "Sem Falta", mas também esta manhã tivemos a posição oficial de Rui Costa em relação à arbitragem deste jogo, que diz que vai pedir responsabilidades à liga e à federação.

Mas quais responsabilidades? As pessoas gostam de mandar árbitros pro ar, o Porto também meteu aqui um comunicado contra tudo e contra todos É só dizerem que eu tenho aqui uma lista de situações em que Porto, Benfica e Sporting são prejudicados e são beneficiados. Não vale a pena, andamos em volta disso, sempre em relação ao mesmo. Certo, não há pontapé de canto. Percebe-se depois na repetição que realmente há aquele pontapé meio rosca que a bola vai para fora. O Paulo Vitor, que é quem está a discutir o lance, não toca na bola, era realmente pontapé de baliza. Tal como na primeira parte, ao minuto 38, o Luís Chárez rematou, bola diagonal cruzada e o Gabriel Batista com a luva esquerda evitou o gol, desviou e era canto e não foi marcado. Qual é a diferença de um e de outro? São erros das equipas de arbitragem, aqui com clara responsabilidade. A responsabilidade última é sempre do árbitro, mas para os árbitros assistentes, que lançamentos laterais, pontapés de baliza, pontapé de canto e o fora de jogo são as suas principais responsabilidades enquanto árbitros assistentes, para auxiliarem o árbitro. O árbitro está na diagonal, está distante, portanto está ali a 20, 30 metros daquele lance. É mesmo assim, que é essa a colocação do árbitro. Ali é perto do assistente, falhou, como falhou na primeira parte. A diferença é que da primeira parte não resultou nada. Imaginemos que, em vez de canto, pontapé de baliza e o guarda-redes, o Batista, colocava a bola num ponta de lança que marcava o gol. Se calhar também seria o Sporting a falar, neste caso, era canto e deste pontapé de baliza deu o gol. Aqui é a mesma coisa. Parece que perdemos aqui momentaneamente a ligação. Pedro Henriques, já estás aqui. Sim. Perder a ligação com o meu External 4 é quase impossível. Isto é uma coisa de última geração.

Alguém estava a ecutar.

Alguém estava a ecutar. Isto para dizer o quê? Porque todos têm telhados de vidro e não faz sentido. E um aspeto que depois, de repente, a desresponsabilizar-se o resto. Pontapé de canto, não foi marcado, não é um lançamento natural em que há erro e de repente se marca o lançamento e a equipa adversária está desposicionada. O Santa Clara teve todo o tempo do mundo para se posicionar e para evitar aquele gol. Parece que de repente esquece que alguém falhou na marcação ao Human. E, portanto, o que eu quero dizer com isto é que eu critico e já critiquei também o erro. É um erro que não deve acontecer. É inadmissível, sobretudo numa fase a acabar o jogo, por questões de concentração. Está tudo certo. Mas o pontapé de canto foi mal assinado? Foi. Depois tem impacto porque resulta no gol. Mas agora ver clubes que desligam fichas, que metem loops de lances, que ainda por cima de gols bem anulados, que se não fosse pela carga ao guarda-redes, era por fora de jogo. Ver o Benfica também fazer comunicados, como o Rui Costa a dizer: "Não, porque estes lances são inadmissíveis, porque não é uma questão de um penálti, de empurre." Não, esses é que são mais graves. Aqui é um erro de um pontapé de canto que por acaso originou o gol. E o próprio Sporting também critica o Rui Bosco, de repente, para defender esse lance que diz que não viu, que eu acho que é impossível dizer que não viu nem tem conhecimento, a seguir diz: "Podíamos estar a falar da expulsão." Mas qual expulsão? Expulsão é um empurrão nas costas, claro penal de gol, bem lícito e direto e cartão vermelho. Eu acho que estão todos no mesmo patamar, têm todos telhados de vidro e quando vejo o Sporting, Benfica ou Porto a criticarem-se uns aos outros por erros que dizem que levam os adversários ao colo e o manto isto e o manto aquilo, têm todos telhados de vidro, estão todos errados e garantidamente que não é assim que vão resolver o problema importante e mais relevante, que é tentarmos ter uma arbitragem com maior capacidade, maior qualidade. Houve erros, houve sim, senhor. Este erro foi um deles igual ao outro pontapé de canto. Este tem mais impacto e por isso eu dei a nota negativa, naturalmente, ao árbitro, porque é lance que se torna importante.

Foi um quatro em 10. Pode ouvir o "Sem Falta", está disponível em podcast, no site Observador e nas plataformas de podcast. João Pinto, partilhas da mesma opinião? Também vais escrever um comunicado?

Eu escrevo muito, portanto sim, é capaz de ser mais um. Foi tudo aquilo que o João Castro disse, tudo aquilo que o Pedro Henriques disse, do ponto de vista futebolístico, aquilo que o João Castro sublinhou é uma evidência. Portanto, estamos a falar de um Golias, que é o Sporting, contra um David, que é o Santa Clara. Se o Santa Clara se apanha a ganhar, ainda por cima, é claro que vem para trás, é claro que o Sporting vai ter mais ascendente, é claro que o Sporting vai ter mais bola. Depois, a partir daí, assumirmos que a justiça do resultado advém daí, já é outra coisa. Agora, se estivermos a falar no lance de arbitragem, não vale a pena ouvir o Pedro Henriques, o que ele estava a explicar. Do ponto de vista técnico, aquilo que causa azia não é o ponto de vista técnico, o que causa azia é a enormidade do erro, é nós vermos as imagens e percebemos perfeitamente que é um pontapé do Kenda para fora e o árbitro assistente dá canto. Portanto, uma coisa é uma bola que bate na ponta do dedo da luva do guarda-redes e que aquilo é quase imperceptível. Eu mesmo a ver as imagens, quase não percebo que ele toca. Outra coisa é um pontapé para fora. É mesmo um pontapé para fora. E que o árbitro aceita a recomendação de canto. Custa muito a aceitar, sabendo que o campeonato tem o equilíbrio que tem, que uma decisão destas seja tomada em cima do fim do jogo. E é muito difícil de aceitar, é mesmo muito complicado olhar para isto e dizer: "Não, foi um errozinho." Não foi, foi um erro. É um erro difícil de entender. Mas o Pedro Henriques explicou bem os como e porquês, o João Castro explicou bem os como e porquês do jogo.

A tua missão está cumprida.

É isso.

E o certo é que o Sporting cola-se assim ao Futebol Clube do Porto na liderança do campeonato. Mais logo há Famalicão-Futebol Clube do Porto às 18h. É um jogo de grande exigência para os Dragões, até porque o Famalicão está no quinto lugar do campeonato, tem 19 pontos, ainda só perdeu em casa frente ao Sporting. João Castro, Farioli encheu o conjunto de Famalicão de elogios, destacou especialmente a eficácia nas bolas paradas. O que é que tu também destacas neste coletivo do Famalicão?

É uma excelente equipa, tem bons valores individuais que podem estar à porta de dar um salto. É uma equipa difícil, sobretudo em casa. Acho que vai tornar a vida difícil ao Porto. É um Porto que tem tido dificuldades nos últimos jogos, sobretudo contra as equipas do meio, como Moreirense e Braga. Ganhou, mas podia não ter ganho. E hoje vai ter um bom teste. Não fez um grande jogo em Utrecht, com empate e a jogar com 10. Cai o mito que é fácil jogar contra 10 e é quase uma vitória garantida, o que não é. O Porto fez muitas alterações no jogo do Utrecht, agora vai voltar ao 11 base contra mim. Vamos ver. O Porto tem sido muito eficaz também nas bolas paradas. Ele viu as bolas paradas do Famalicão.

Foi efeito espelho.

Efeito espelho. São as duas equipas, se calhar, com melhor aproveitamento. Portanto, eu espero um jogo difícil. Claramente, continuo a achar que o Porto é favorito, mas pode ser um jogo complicado. O Porto tem tido muita alma também e alguma estrelinha nos últimos jogos. Basta ver o jogo contra o Braga. O que tem levado o Porto a não ter perdido pontos, a não ser com o Benfica. Mas acho que vai ser um jogo de grau muito difícil, sobretudo destes jogos, quando mudas o chip, e neste caso, o Porto que teve menos tempo de descanso, há que dizê-lo também. Até porque não podia jogar segunda-feira por causa das eleições. Portanto, vai ser um jogo de exigência máxima para o Porto, que pode realmente descomplicar o jogo, se marcar primeiro, se marcar cedo, e depois jogar mais à vontade, porque o Famalicão vai ter que subir linhas e o Porto gosta mais disso. Eu vou dar um exemplo: se o Porto sofresse um golo de Santa Clara, como o Sporting sofreu cedo, o Porto ia ter também muitas dificuldades para dar a volta, que é uma equipa que tem muitas dificuldades contra bloco baixo. E portanto, se o Famalicão se apanha a ganhar, o Porto vai ter sempre mais dificuldades, mas acho que vai ser um bom embate hoje em Famalicão.

É um dos jogos grandes desta jornada. João Pinto, é preciso concentração máxima para enfrentar este Famalicão, que não falo só desta temporada, mas nas últimas nos tem habituado a grandes exibições diante dos três grandes, ainda por cima a jogar em casa. Tu deves ter em recordação o dia em que o Benfica perdeu lá o campeonato, não é?

Sim. Obrigado por me lembrar disso. Mas, mais do que tudo, tem um scouting bom e vão buscar sempre alguns miúdos que ninguém conhece e que depois acabam realmente-

Explodem.

Exatamente, acabam por fazer bons campeonatos e por sair para clubes maiores. É um Famalicão que neste momento está em quinto lugar, e portanto, só essa posição seria suficiente para assustar. O Futebol Clube do Porto vai em primeiro, tem três gols sofridos só, o Famalicão tem quatro. Aqui a grande diferença está nos gols marcados.

Tem menos gols sofridos que o Sporting, por exemplo.

Exatamente. O Famalicão também é uma equipa que defende bem. O Futebol Clube do Porto tem tido muita dificuldade nos últimos jogos, tem-se notado essa dificuldade. Dá a ideia que os outros treinadores já perceberam quais são as fórmulas do Farioli e portanto, antevejo um jogo complicado para o Futebol Clube do Porto. Era giro perder 100 pontos, até para o campeonato ficar mais equilibrado.

Pedro Henriques, ainda que este Porto se desloque ao terreno do Famalicão em máxima força, paira aqui uma ligeira dúvida e tu vais-me esclarecer em relação à titularidade de PP ou não, porque arrancou a época como um dos protagonistas, não tem estado atualmente na sua melhor forma. William Gomes pode ser opção hoje no teu 11?

Pode, obviamente que sim, mas eu, por acaso, tenho o PP como titular.

São escolhas.

Sim, exatamente. É um bocadinho do regressar. Há coisas que aqui nós não dominamos, que é exatamente a questão das unidades de treino e dos treinadores assentirem aquilo que são os tais rendimentos, quer seja físicos, quer sejam mentais e técnicos dos jogadores. Isso, às vezes, baralha-nos um bocadinho as contas. Mas eu acho que hoje é um Porto que tem que ir com tudo naquela perspectiva que é de maior segurança. Eu sou sempre apologista dos jogadores que estão em forma, mas também sabemos que às vezes a experiência, o conhecer melhor um campeonato, mesmo mais um jogador que está em rendimento menor, são jogadores extremamente importantes. Eu vou dar-te um exemplo do Sporting, para fazer a comparação do Hula, que ontem fez um jogo diferente, para melhor, mas nem sempre tem estado bem. Mas mesmo não estando bem, é um jogador que deixo lá estar por aquilo que ele vale, aquilo que é a experiência, aquilo que ele pode dar. E é nessa perspectiva que eu vou colocar o PP, exatamente, se calhar, não tanto pelo rendimento, aí se calhar colocaria o William Gomes, mas muito por aquilo que é o grau de dificuldade elevado do Futebol Clube do Porto hoje no jogo em Famalicão, por razões óbvias, já foram aqui faladas. Diogo Costa, Alberto Costa, Bernardeschi, Francisco Moura, Frauol, Alan Varela, Gabriel Veiga, PP, Samu e Borja Sáenz. É a minha aposta.

As escolhas do Pedro Henriques para este encontro de mais logo entre Famalicão e Futebol Clube do Porto, assim é que é. Um jogo difícil para os Dragões, às 18h. A emissão especial começa às 17h30 aqui na Rádio Observador. Vamos avançar para mais um jogo, para o Benfica-Casa Pia, às 20h30. As eleições já não são tema, é um assunto ultrapassado na Luz. Já falámos aqui que hoje podemos ter convívio no camarote presidencial entre candidatos e o atual presidente Rui Costa. João Pinto, vamos ter uma catedral cheia, com uma boa energia e com um Benfica sem dar a bébias ao Casa Pia, que neste momento está num momento mais complicado, mudou também recentemente de treinador.

Vamos ver. O Benfica vem de uma pancada forte nesse jogo para a Champions. Sabemos que é um jogo que teoricamente o Benfica tem tudo para poder ganhar. Não se pode dizer que seja um jogo complicado, mas este horário de jogos em casa às 20h30 de domingo, também não ajuda a que haja muita gente ir ao estádio que não seja de Lisboa. Espero que o Benfica ganhe, espero que o Benfica acabe com os três pontos, mas mais do que tudo, até por causa desta onda das eleições, espero uma boa exibição. Acho que era importante o Benfica hoje sair com uma boa exibição e começar realmente esta nova presidência com um sinal de alguma esperança. Em relação ao 11, há a questão de Aït-Nouri, saber se recupera o seu lugar no meio e recuperando o seu lugar do meio, o que é que se faz a um dos quatro homens do meio? Recuperando esse lugar à direita, haverá Osnes, Rios, Enzo e Sudakov para três lugares, assumindo que há um extremo esquerdo no lugar de extremo esquerdo e por isso vejo com alguma curiosidade, não só esse anúncio do Pedro Henriques daqui a minutos.

Há ainda o caso de Schjelderup e a questão que foi tornada pública ontem. Rui Costa, aliás, já veio também garantir apoio ao jogador. Falamos aqui da partilha de vídeos sexuais com menores.

Eu sei.

E vamos perceber também, no fundo, o que é que vai acontecer se o jogador vai estar no banco, se vai estar na bancada. Também é uma situação para estarmos atentos, diz João.

Tudo nos acontece. Mas nestas coisas, eu ontem quando li essa notícia, fiquei estarrecido. Obviamente, aqui o único pensamento tem que ser para os pais da vítima, para a vítima, para tudo o que está à volta da vítima. Acho que é daquele tipo de situações em que o clube só lhe resta suspender o jogador e esperar por uma decisão da Justiça. Não sei como é que o Benfica vai lidar com este caso. Percebi a nota de apoio do Rui Costa, não conheço o dossiê ao talho.

Há pormenores que ainda vão ter que ser conhecidos. O Rui Costa explicou mais ou menos a questão, mas é de facto uma situação que vem assombrar o Benfica, não é? Porque é um jogador do clube.

Sem dúvida, era um jogador que estava a ser utilizado com alguma frequência, mas este tipo de coisas são extra futebol, são crime e temos que estar com a vítima e não pensar em mais nada. Neste tipo de coisas não há panos quentes, é agir. E depois, se a Justiça achar que ele merece esta ou aquela pena, é cumprir a Justiça e acabou.

João Castro, o Casa Pia está sem vencer há cinco jogos, tem apenas oito pontos e está no 16° lugar, na zona do playoff. Teve a saída de João Pereira, Gonçalo Brandão está aqui a estrear-se também na Primeira Liga. São jogos como estes, em que o Casa Pia vai ao Estádio da Luz, em que se esquece o momento e podem ser, quem sabe, um motor de mudança, ou não acreditas que o Casa Pia hoje possa criar problemas ao Benfica?

São jogos destes que o Casa Pia não tem nada a perder hoje. Tem tudo a ganhar, porque é quase dado como certo por toda a gente a sua derrota, treinador novo, mais difícil para o Mourinho preparar o jogo, porque realmente não sabe, ou não tem a certeza absoluta. Saber, se agora no futebol sabe-se muita coisa. Mas é verdade como é que poderá jogar a equipa do Gonçalo. E há uma forma muito fácil de motivar. Ir à luz, estreia do novo treinador dá sempre ânimo aos jogadores porque querem se mostrar, jogar contra um grande, jogo dado pela televisão com muita audiência. O Casa Pia só tem coisas a ganhar deste jogo. Mesmo às vezes com uma derrota, se jogarem bem, se começarem a pôr ideias do treinador, é sempre positivo retirar aqui algumas coisas. Acho que vai ser extremamente difícil para o Casa Pia. Acho que o Casa Pia teve o plantel desfeito de qualidade para este ano e tem essa dificuldade. E acho que em primeiro dia do novo presidente, obviamente o Rui Costa quer uma vitória, e o Benfica não pode perder pontos e já vai começar o jogo a saber o resultado do Porto. Eu acho que o Benfica tem tudo para ganhar. É mais forte, joga em casa, vai ser muito difícil o jogo para o Casa Pia. Vamos ver como é que corre. O Casa Pia, quando joga muito defensivamente, pode causar aqui alguns problemas, porque a equipa do Mourinho tem muitos problemas. Tem ali o Luca Baque, que acho que é o único abre-latas ali realmente da equipa. O Aït-Nouri seria um reforço importante, e aí concordo com o João. Eu acho que se calhar vai para este ano, pelo lado esquerdo, face ao que também aconteceu ao Schjelderup, se calhar para este ano e vai assumir pelo lado esquerdo. E acho que vai ser um jogo em que se o Benfica marcar primeiro e marcar cedo, pode ser um jogo tranquilo. Se não marcar, as coisas podem complicar, mas claramente o Benfica é bastante superior a este Casa Pia, que está num processo de transformação.

Vamos ao mestre, ao especialista que nos traz com grande taxa de acerto, sempre o 11 de cada jogo. Pedro Henriques, as tuas notas para este encontro e também quem é que vai entrar em campo.

Ontem no jogo do Sp. Orleães falhei num dos laterais. Meti o Vajani em vez do Fresneda.

É para não perderes a humildade?

Exatamente. Ontem falhei no lateral. Em relação a hoje, eu acho que vão todos aqueles jogadores que o João Pinto disse que talvez algum não convésse. Mas já estou errado, mas vamos lá ver. É o Trubin na baliza, Aït-Nouri, Tomás Araújo, António Silva e Dalot, Rios, Barragan, Schelotto, Kebecko, Sudakov, Horsens e Pavlídis. Fiz aqui hoje, tinha tirado aqui o apontamento, não me espalhei bem no campo, mas é esta a minha ideia para o 11 do Benfica.

Muito bem. Fica aqui a perspectiva do Pedro Henriques para o encontro de mais logo, que começa às 20h30. A emissão especial aqui na Rádio Observador arranca depois das 20h15. Conseguimos tudo, meus caros. E só dizer que às 16h30 há um grande jogo também, Manchester City e Liverpool, para verem e ficam a tarde toda entretidos. Vamos avançar para as notas de campeão. Começo por ti, João Pinto. Vamos a isso

É óbvio. Rui Costa é o campeão, nota 20 para Rui Costa, eleito com a maior afluência de sócios alguma vez vista e, portanto, mais legitimado não pode estar. Muitas felicidades e muitos títulos, que é aquilo que eu desejo para ele e um bocadinho para mim.

Qual é a nota, João? Desculpa.

20.

Nota 20. Muito bem. João Castro, vamos até ti.

Nota positiva para as eleições do Benfica, da forma como foi organizada pela democracia, pelas excelentes mesas espalhadas pelo país inteiro e não foi fácil, não houve problemas, pelo menos que eu tenha conhecimento. Nota 18 para a organização das eleições do Benfica, para o Rui Costa pela vitória. Depois, nota negativa para a comunicação nas redes sociais do Porto e Benfica, por causa do que escreveram logo a seguir ao canto mal assinalado. É o clima do futebol português e acho que vamos ter aqui umas nuvens muito cinzentas nesta época e acho que vai haver sempre confronto e acho que é tema para a liga começar a pôr alguns limites na comunicação, porque isto vai sair caro ao futebol português. Nota negativa para os comunicados dos dois clubes.

E no fundo, aprofundar estes temas, não só entre os três grandes, mas entre todos os clubes da Primeira Liga. Pedro Henriques, fechamos contigo. As notas de campeão.

Só em conclusão aí do João, vai ser bonita a cimeira de presidentes em dezembro, vai ser uma coisa esperta. Ora bem, vamos lá às minhas notas de campeão. Hoje, dois 17 repartidos entre Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo. JJ porque vai oito em oito, ou seja, o pleno em vitórias no campeonato e para o Cristiano Ronaldo, eu estou a contar, 953, faltam 47 gols e mais um golinho para a conta, é o que eu digo, no mundial golo 1000.

Está cada vez mais perto essa meta e nós vamos atualizando aqui sempre que há jogo e sempre que há gol de Cristiano Ronaldo. Fica por aqui esta edição de "O Campeão É". Um grande abraço a todos. Uma edição mais alargada, em que falámos sobre as eleições do Benfica, a vitória do Sporting e os jogos de mais logo entre Futebol Clube do Porto e Famalicão e também o Benfica-Casa Pia.

Benfica e Futebol Clube do Porto jogam na Rádio Observador. Águias e Dragões lutam por pontos no topo da tabela, antes da paragem para os jogos internacionais. Este domingo, a partir das 17h30, emissão especial com relato em direto do Famalicão-Futebol Clube do Porto. Logo depois, às 20h30, relato em direto do Benfica-Casa Pia. As emoções do campeonato jogam-se na Rádio Observador.