Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Do Ricardo Lopes. Ricardo, boa noite mais uma vez. Começamos esta edição com André Ventura, que critica Donald Trump em relação à guerra contra o Irão. O presidente do Chega diz que os países da Europa estão a pagar mais do que os Estados Unidos pelo custo desta guerra.
André Ventura, que já por diversas vezes demonstrou simpatia por políticas de Donald Trump, desta vez critica o presidente norte-americano pela guerra contra o Irão, mais concretamente pela crise que está a causar no custo dos combustíveis e na economia mundial em geral. André Ventura diz que Trump cometeu muitos erros no último mês.
Acredito que o presidente Trump cometeu muitos erros no último mês, mesmo a guerra no Irão, creio que está a afetar toda a economia global. Gostaria que essa guerra não existisse, especialmente por causa de Portugal, Espanha, França e Itália. Estamos a pagar mais pelo preço desta guerra do que os próprios Estados Unidos. Não é justo que um país comece uma guerra e outros paguem o preço.
Declarações de André Ventura feitas à margem do encontro de partidos europeus de extrema-direita, Patriots Academy, que aconteceu hoje e ontem num hotel da Ericeira e onde também cerca de uma centena de pessoas se manifestaram contra este encontro da extrema-direita europeia em Portugal.
Já sobre a política nacional, o presidente do Chega diz que espera que a Comissão Parlamentar de Inquérito ao Ministro da Administração Interna possa iniciar trabalhos, Ricardo, ainda antes da discussão do Orçamento Estado.
Já nos próximos dias, é o que diz André Ventura, que considera esta Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves a mais importante da história do país e, por isso, deve arrancar o mais depressa possível.
O presidente da Assembleia da República não me solicitou ainda a entrega dos nomes constituintes da comissão de inquérito. Foi dado até, se não me engano, dia 28 deste mês para se constituírem as diligências de sustentação da comissão. Penso que em relação à outra comissão de inquérito, isso sim, já estão a ser pedidos os nomes. Espero que na segunda-feira possa resolver essa questão, juntamente com a liderança de bancada. Sobre o Luís Neves, a minha esperança é que a comissão de inquérito possa iniciar-se nos próximos dias e consigamos, ainda antes do Orçamento do Estado, começar a fazer algum trabalho em relação a esta matéria.
Palavras de André Ventura, que defendeu que esta comissão deve investigar Luís Neves sem pôr em causa o prestígio institucional de quem investiga, bem como da Polícia Judiciária.
E ainda pela atualidade política nacional e com o Orçamento do Estado no horizonte, o Partido Comunista Português está com expectativa zero acerca da proposta que o governo vai apresentar.
É o que diz Paulo Raimundo, em antecipação ao debate do Orçamento do Estado, que é votado precisamente daqui a um mês, a 27 e 28 de outubro. O secretário-geral comunista apela ao executivo que tenha uma política de ferro e fogo contra o aumento do custo de vida, mas não quis antecipar para já um voto.
Com rigor e com coerência, não posso dizer que nós vamos estar contra. Uma coisa nós não conhecemos. Agora, uma coisa que sabemos é que se o Orçamento do Estado for mais um instrumento para dar andamento à política que está em curso, nós não nos podemos apoiar nisso. Não podemos apoiar uma política que seja contra o Serviço Nacional de Saúde. Não podemos apoiar uma política que seja pelo aumento das rendas, pelo aumento do custo de vida, pelo aumento da habitação, pelo aumento dos bens alimentares, pelo aumento dos combustíveis. Conosco não.
Paulo Raimundo, na Feira da Luz, em Lisboa, onde disse estar com expectativa zero para o Orçamento do Estado do próximo ano.
Também na Feira do Luz e também sobre o tema, o Livre acusa o governo de falta de respeito institucional por dizer que a margem negocial é muito limitada, isto antes, Ricardo, de reunir com os restantes partidos.
Sim, reuniões nas quais serão apresentadas as linhas gerais da proposta orçamental para o ano de 2027. Hoje, a porta-voz do Livre, Isabel Mendes Lopes, acusa o executivo de estar já a condicionar o debate orçamental.
Parece-me que é de uma até falta de respeito institucional para com o Parlamento e para com o país, condicionar, à partida, todo o debate orçamental, sabendo que poderia haver uma folga, até por causa destas medidas, para ser discutida efetivamente no Parlamento.
A também líder parlamentar do partido lembra que este governo é minoritário e, portanto, deve negociar.
O governo governa em minoria, não tem o apoio alargado do Parlamento e, portanto, ainda tem uma obrigatoriedade maior, porque foi esse o resultado das eleições, de discutir com o Parlamento este tipo de medidas estruturais, principalmente numa altura de crise como a que estamos a viver.
Isabel Mendes Lopes a tomar posição e a dizer que o Livre vai dizer ao governo que não vai abdicar que propostas do partido fiquem incluídas no Orçamento do Estado.
Olhemos agora para a atualidade internacional e começamos pelo país vizinho. Em Madri, já terminou o protesto que levou cerca, Ricardo, de 25 mil pessoas às ruas da capital. Manifestaram-se contra o despejo de uma mulher de 87 anos.
Com o mote "Nem mais uma, Mari Carmen", o nome da idosa que foi despejada pela polícia esta semana, na quarta-feira, da casa onde viveu, Vicente, mais de 70 anos no centro de Madri. Nesse dia, centenas de pessoas tentaram impedir a retirada da idosa. Tudo isto porque uma ordem judicial deu razão ao fundo de investimento que comprou o apartamento. Esta tarde, por volta das 18h30, uma marcha convocada pelo Sindicato de Inquilinas de Madri levou milhares de pessoas às ruas, cerca de 25 mil, é esse o balanço. Exigiam responsabilidades ao governo de Pedro Sanchez e reclamam medidas imediatas que garantam o direito a uma habitação digna aos espanhóis. Alicia Del Río, porta-voz deste sindicato, diz que este caso representa um ponto de não retorno na luta pela habitação em Espanha.
Exigimos que o governo aprove o decreto real de Mari Carmen, que contenha as seguintes medidas: em primeiro lugar, exigimos contratos sem termo. Exigimos também o congelamento dos preços das rendas. Queremos ainda o fim das fraudes no arrendamento e, por último, exigimos uma suspensão efetiva dos despejos. Este decreto real foi apresentado a todas as forças parlamentares. Se não for aprovado esta terça-feira, este governo, que diz ser progressista, não faz sentido nenhum.
Acusações ao governo de Pedro Sánchez, por Alicia Del Río, porta-voz do sindicato que convocou este protesto em Espanha contra o despejo de uma mulher de 87 anos. A esta hora, Vicente, e como dizias, a marcha já terminou. Ainda assim, um grupo de participantes está neste momento acampado na Praça Puertas del Sol.
Seguimos agora até aos Estados Unidos e falamos de inteligência artificial. Agentes da OpenAI infiltraram-se de forma autónoma, Ricardo, em plataformas do governo norte-americano.
E conseguiram mesmo interagir com o Departamento do Comércio e também com o Departamento da Educação norte-americanos. Ainda assim, a gigante tecnológica garante que nenhum dos incidentes configurou uma intrusão ilícita com fuga de dados. Maria Miguel Marques.
A empresa diz ter descoberto estes episódios recentemente, durante uma auditoria. O New York Times relata que, no caso do Departamento da Educação, a tecnologia da OpenAI tentou piratear o site para recolher dados do gabinete de direitos civis da instituição, sem sucesso. A inteligência artificial conseguiu também extrair dados da página do gabinete de estatísticas norte-americano, integrado no Departamento do Comércio. Em paralelo, os agentes da OpenAI partilharam num fórum online dados públicos retirados do site da SEC. Este novo acesso junta-se a outro episódio, conhecido esta semana, de um agente da OpenAI que se infiltrou no site do governo australiano em junho. A OpenAI garante que os governos podem estar entre dezenas de entidades que, em todo o mundo, podem ser infiltradas pelos modelos de inteligência artificial. O CEO Sam Altman já tinha pedido, na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, que os governos desempenhassem um maior papel na regulamentação da inteligência artificial, numa altura em que a OpenAI está a realizar uma revisão abrangente da atividade desalinhada dos modelos e a notificar as organizações quando identificam impactos potenciais nos sistemas. E apesar da resistência de vários países em abrandar a inteligência artificial, nomeadamente os Estados Unidos e a China, a OpenAI sublinha, em comunicado, que a nível internacional, isto exige cooperação.
Maria Miguel Marques, aqui com o resumo do mais recente episódio de acesso da inteligência artificial a ficheiros do governo norte-americano.
E ainda com destaque para os Estados Unidos, Ricardo, vários senadores do país pedem a Donald Trump que deixe Vladimir Putin de fora da Cimeira do G20.
Precisamente 14 senadores dos Estados Unidos que enviaram uma carta onde pedem a Donald Trump que retire de imediato o convite ao presidente russo. Nesta carta, os senadores acusam Vladimir Putin de ser atualmente o único responsável pela guerra da Rússia contra a Ucrânia e avisam que o presidente russo terá poucos incentivos para concordar com o cessar-fogo, isto se não estiver isolado da comunidade internacional.
No futebol e um pouco além do futebol, apesar das ameaças de boicote, a Irlanda vai mesmo jogar contra Israel este domingo.
Um jogo a contar para a Liga das Nações. A participação da Irlanda tem sido contestada no país, onde os apelos ao boicote ganharam força nas últimas semanas. A Federação Irlandesa de Futebol comunicou hoje a decisão. Argumenta que um boicote poderia levar a sanções da UEFA. Depois de um debate intenso, ainda assim com uma maioria significativa dos jogadores a votar a favor da participação, o tema voltou à agenda depois de um jogador irlandês ter manifestado a intenção de não disputar estes dois jogos. Refiro-me ao guarda-redes Gavin Bazunu, que terá dito inclusive aos companheiros que não pretendia jogar e que não deve sequer continuar com a equipa. O primeiro jogo vai, no entanto, realizar-se este domingo, na Hungria, onde Israel será a equipa da casa. O segundo está marcado para o dia 4 de outubro, mas será disputado em Bakatopola, na Sérvia, apesar da Irlanda ser a equipa anfitriã. Os jogadores irlandeses entrarão em campo com braçadeiras negras, em reconhecimento de todas as vidas perdidas no conflito. Isto é uma garantia dada pelo diretor da Federação Irlandesa.
Olhamos agora para a seleção nacional, Ricardo Lopes, isto porque Jorge Jesus diz que não tem medo da Noruega e que a seleção portuguesa vai jogar ao ataque frente aos nórdicos.
Sem medo, pulso firme de Jorge Jesus nesta antevisão ao segundo jogo aos comandos da seleção nacional. Joga-se amanhã aquela que é a segunda jornada da Liga das Nações. O selecionador nacional reconhece qualidade no ataque português, mas garante que Portugal também tem.
Apesar de termos pouco tempo de trabalhar comigo, acredito muito naquilo que vamos fazer amanhã. Uma coisa de certeza absoluta: não vou ter medo nenhum da Noruega. Zero. E vou lançar uma equipa que eu olhe mais para ela até ofensivamente do que defensivamente. Não vou olhar pro jogo em fazer uma escolha de jogadores, porque a equipa da Noruega é muito forte ofensivamente. Vou olhar o contrário. Ela é forte ofensivamente, eu também quero ser.
Há que acreditar na equipa, é o que diz Jorge Jesus na conferência da televisão à partida frente à Noruega, uma partida que se realiza amanhã em Oslo, a partir das 19h45, e um bocadinho antes, Vicente, começa aqui a nossa emissão especial.
É logo depois do Jornal das 7, que será uma edição também do jornalista Ricardo Lopes, que está de regresso mais daqui a pouco, às 10h30, com uma síntese de notícias. Um abraço, Ricardo. Até já.
Até já.