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Começamos este "E o Campeão é..." a falar de traição. São acusações fortes de Mourinho aos jogadores do Benfica depois da pobre exibição frente ao Atlético, que ainda assim deu vitória aos encarnados, que seguem em frente na Taça de Portugal. Hoje a festa da Taça continua com o Sporting e Futebol Clube do Porto a tentarem carimbar a passagem à próxima fase, mas há também mais jogos ao longo desta tarde. Há, por isso, muito para falar e discutir com o João Pinto, o Pedro Henriques e também o João Castro. Sejam todos muito bem-vindos. Miguel Cordeiro, vamos começar pelo Benfica.

Sim, e vamos começar pela fonte.

Um jogo tão mau na primeira parte que me fez, ao intervalo, dizer aos jogadores que ia mudar quatro. Não ia mudar cinco, porque não podia jogar 45 minutos sem uma substituição no bolso, mas que gostaria de mudar nove. Para eu, na minha cabeça de treinador, ter vontade de mudar nove, é porque a coisa estava efetivamente feia. Não feia no sentido de sentir algum risco de ser eliminado, sentir algum risco de não ganhar o jogo, mas a coisa estava feia, porque eu tenho um conceito de profissionalismo que há coisas que me custam a entrar.

O Benfica ganhou por 2 x 0, apurou-se para a próxima fase da Taça de Portugal. Depois de ouvirmos o José Mourinho, é importante deixar essa nota, mas o treinador do Benfica não gostou nada da primeira parte e aqui, como escutámos, sentiu-se traído pelos jogadores. Se pudesse mudar nove ao intervalo, mudava. João Pinto, também te sentiste traído com esta exibição do Benfica, principalmente na primeira parte?

Olá, bom dia. Traído é uma palavra muito forte. Desiludido, sem dúvida. Acho que o Benfica tinha uma excelente oportunidade para mostrar outra cara e tendo mudado a tática, foi realmente um ato falhado. O Benfica faz uma primeira parte paupérrima.

Mourinho diz que o problema não foi a tática.

Pois, está bem. Às vezes não me culpo quando erro, mas começa por aí. Os jogadores não tinham a mínima rotina de saída de bola, ninguém sabia muito bem onde é que tinha que estar. Os jogadores estavam ali, juntavam-se aos dois e aos três a discutir posicionamentos. E depois havia realmente essa falta de entrega e um jogo levado pouco a sério. Aliás, há dois jogadores, especialmente o Enzo, que leva o jogo com um ritmo muito baixo, com uma entrega muito baixa e depois sai ao intervalo. E obviamente tem que enfiar o barrete de tudo aquilo que o José Mourinho fala sobre a incapacidade de saber o que é o Benfica e a exigência que o Benfica tem que ter com os seus jogadores e a entrega que tem que ter em cada jogo, não interessa se estão a jogar contra o Atlético ou contra o Atlético de Madrid. Mas é realmente uma primeira parte muito pouco conseguida e depois olhar para o 11 e perceber só o Molina é que se salvou, porque realmente faz uma boa primeira parte, um extremo esquerdo a jogar à esquerda com capacidade de decisão rápida, com movimentos muito verticais.

Deu aquilo que ainda não tinhas visto esta temporada, praticamente, de um extremo do Benfica.

Absolutamente. Fiquei encantado com isso. Depois na segunda parte, com a entrada do Rios e do Barreiro, especialmente com a entrada destes dois, o Benfica mudou para um sistema tático já mais conhecido, embora neste 4-4-2, o Gosnes e o Rios fiquem muito baixos e o Barreiro e o Pavlída já lá na frente muito sozinhos, e só os alas não conseguem fazer bem essa transição e o ataque fica sempre muito distante do meio-campo. O Atlético não teve capacidade nem física nem tática para conseguir eliminar isso, mas o Casa Pia teve, por exemplo. É também um esquema tático que não se recomenda. É preciso que o Barreiro seja capaz de ligar mais o jogo, porque nas faixas, quer o Scheldrup, quer o Rodrigo, depois à direita, perdeu muito daquilo que ele é como jogador, acabaram por não ser também entradas muito felizes ou mudanças muito felizes. É um jogo que o Benfica passa, estamos na próxima eliminatória, mas não se tira nada de bom e não melhoramos nada em relação àquilo que havia antes da paragem das seleções.

João Castro, escapa às críticas este jovem, Rodrigo Rêgo. Até Mourinho deixa no ar a possibilidade de poder ser titular ou não no jogo a meio da semana contra o Ajax. Mas Mourinho explodiu na conferência de imprensa. Está aqui a dar um sinal mais do que evidente que o mercado de janeiro vai ser muito importante para o Benfica?

Oi, bom dia a todos. Vai ser super importante para o Benfica. A questão é ver em que posição é que está o Benfica quando chegar ao mercado de janeiro.

Porque isto depois define se há ou não mais investimento para objetivos que podem ou não ser alcançados, não é?

Claro, claramente, porque a verdade é que as coisas não correram nada bem ontem, pese embora a passagem, que é mais que natural, mas foi um Benfica que primeiro muda o sistema tático que não funcionou de todo. Os três centrais um pouco perdidos, António Silva à esquerda com muitas dificuldades. Os avançados, claramente o Mourinho não gosta do Ivanovic, mas os dois juntos não têm química, o Pavlídas e o Ivanovic. O miúdo foi a única coisa interessante do jogo por parte do Benfica. Um Benfica que foi obrigado muitas vezes a pontapé longo do guarda-redes Samuel pela pressão e pela boa pressão do Atlético, ou seja, não soube lidar com a pressão do Atlético. E, portanto, do Atlético destaco o Catarino Pascual, o médio. Acho que foi até o jogador mais interessante do Atlético e é muito jovem. Mas é um Benfica desgarrado. O João Pinto já falou também do Enzo. É um Benfica que anda um pouco à deriva. Com as lesões que tem tido, ainda é pior. Mas eu acho que aqui o Mourinho ficou muito chateado com os jogadores, mas a verdade é que também existe a outra parte do Mourinho. Esta mudança tática para três centrais, para jogar com o Atlético, para tentar testar, a verdade é que não funcionou minimamente. E é um Benfica que está a tentar reagir às lesões e a tentar arranjar soluções. Tem muitas boas soluções nas camadas jovens, é uma questão do Benfica apostar, porque não há mercado agora em novembro. E vai ter que apostar nas camadas jovens. E a única coisa que se retira é a passagem e a exibição do João Rego, que é para ver se continua, porque de resto foi tudo muito pobre, tudo muito sofrível e acaba por conseguir passar. Acho que o primeiro gol de canto, depois o outro de pênalti, só de bola parada que o Benfica foi lá. Caso contrário, seria muito complicado. É daqueles jogos que não fica para a história, nem o resultado, nem a exibição, mas é um Benfica que está a derrapar bastante e o Mourinho vai para cima dos jogadores, com tudo, resulta várias vezes, mas se repetires a dose ou a mesma receita muitas vezes, deixa ter o seu efeito.

Eu ia pegar um pouco nessa parte. Pedro Henriques, primeiro perceber se compreendes o tom, a forma, a dureza dessas críticas do José Mourinho e se achas, porque gostas também muitas vezes de analisar essa questão da comunicação, se no futebol hoje em dia, com os jogadores hoje em dia, este tipo de comunicação, desta forma também, ainda pode ter efeito.

Muito bom dia. Esse é o meu ponto seis, dos seis pontos que eu queria abordar sobre o jogo. O ponto número um, e o mais importante deste jogo, peço desculpa, não é o Benfica, é o Catarino Pascual. É realmente um miúdo de 17 anos, naquele meio-campo, principal razão será pelas perdas constantes de bola do Benfica e sobretudo na primeira fase da construção e muito bom na capacidade de recuperação. Um jovem a seguir, não o acompanho habitualmente, não sei se isto foi ontem ou se foi mais do que ontem, mas realmente espetacular. Ponto número dois, Rodrigo Rego. Naturalmente, aliás, para mim, o melhor em campo, um jovem de 20 anos sem medo, explosivo, bom no drible, coisas importantes que é a mudança de velocidade, também com 20 anos era bom que não tivesse, muito irreverente e sem qualquer dificuldade em querer muitas vezes até arrematar. O ponto número três para mim, exatamente a importância das bolas paradas, que foi aqui dito agora, e bem também, pelo João, porque realmente os dois gols são bolas paradas e cada vez mais, quando muitas vezes não resulta naquilo que é o coletivo e todas as outras formas de chegar à baliza, as bolas paradas são cada vez mais relevantes e importantes e por isso é que são estudadas, treinadas e trabalhadas. Ponto número quatro, a grande desilusão, falta de aproveitamento da oportunidade, no meu ponto de vista, Ivanovic, sem muito mais comentários. Ponto número cinco, e agora entramos na área de Mourinho, que é a culpa dos três centrais e da falha dos três centrais, independentemente da atitude dos jogadores. Bouamah é do Mister Mourinho, ele é que quis arriscar. Aliás, eu não pus este 11 e ele depois na segunda parte lá deve ter lido, ouvido o que a gente falou no observador e foi à procura do 11 para ganhar o jogo. Eu acho que estas coisas, estas mudanças, não resultam. Ou treinas isso e fazes com um esquema habitual e na pré-época, não é depois a meio, porque as coisas não estão a resultar, ou treinas lesionados, que isso vai conseguir. E viu-se claramente a dificuldade na adaptação. E aqui a culpa é do Mourinho. E em relação ao Mister Mourinho, e porque estás a me falar da comunicação, é óbvio que ninguém tem nada a ensinar ao Mister Mourinho sob o ponto de vista da comunicação. Ele está bem na vida, já atingiu o que se havia que atingir. É o mais titulado, portanto, quem somos nós para fazer qualquer tipo de análise, comentário ou crítica? Mas eu vou fazê-la. Vou fazê-la no sentido que este filme tem se vindo a repetir. E o Mister Mourinho tem três coisas que acontecem nos últimos anos em relação às equipes, porque as coisas nem sempre correm bem. E quando não correm bem, primeiro, as arbitragens, os árbitros. É assim, foi assim no Tottenham, na Roma, agora na Turquia, tem sido ultimamente. Segundo ponto, atacar os próprios jogadores. Não quer dizer que não haja exatamente essa falta de atitude, mas eu acho que uma vez por outra pode ter, entre aspas, graça e efeito quando tu expões publicamente. Nós na Tropa usamos métodos distintos, que é defendermos normalmente os nossos homens e depois fechamos com esses homens dentro de uma sala e resolvemos, não há galões, não há hierarquia e resolvemos isso. E normalmente resulta, porque fazemos chegar à razão e à atenção. E eu acho que 90, 80% daquilo que não corre bem, sob o ponto de vista de atitude, postura, garra, etc, tem que ser resolvido internamente, sem mandar cá para fora.

Desculpe interromper. Mas o modo Mourinho, que passa um pouco pelo contrário disso que você estava a dizer, já funcionou.

Já funcionou entre 2008, 2010. Claro que já funcionou. Eu tenho 60 anos, em 85 tinha 20. E houve coisas que eu conseguia fazer funcionar em relação ao contexto. Agora as coisas são diferentes, a começar pela comunicação, porque as coisas mudaram, o contexto mudou e é preciso perceber que inclusivamente eu, quando estava na Tropa, apanhava jovens que nem a quarta classe tinham. A forma de comunicar com esses jovens que não tinham a quarta classe, não tinham formação, é diferente de quando, mesmo em 2010, quando vim embora da Tropa, quando passei à reserva, em que já tinha malta que raramente era aquele que não tinha o nono ano ou décimo ou 12º ano, e com mais formação e informação e com redes sociais, com outro nível até cultural e acadêmico. A forma de me relacionar e comunicar, verbalmente, não verbalmente e fisicamente, mudou, claramente. E por isso é que estes três pontos, que eu acho que Mourinho normalmente são comuns, é atacar a arbitragem, depois atacar internamente os jogadores publicamente e o terceiro ponto, que ainda não chegou lá, que é depois atacar a direção, o presidente, os seus dirigentes. E eu acho que isto não tem dado sucesso na relação com o Mourinho, por isso ele tem tantos contrários. Agora, ele melhor do que ninguém sabe disto e sabe qual é o caminho a trilhar. Eu não faria assim e acho que começa a ser um pouquinho recorrente o Mourinho a criticar os jogadores.

Pedro, normalmente esse terceiro passo acontece quando há um defeso e não lhe dá os jogadores que ele quer

Por falta ao janeiro?

Esperar.

Deixa-me só entender, João Pinto. Ainda não houve defesa com Mourinho ao comando para ele criticar aquilo que podem ou não ter dado. Achas que isto é já um início de pressão para o que virá nesse mercado?

Sim, claro. O que ele está a dizer é que tem um plantel curto, o plantel está magro de extremos, precisa de um ponta de lança, precisa de um lateral esquerdo. O Benfica tem que ter um saque de dinheiro muito grande em janeiro. E depois quando o saque de dinheiro não chega e só se contratam dois ou três jogadores, a estrutura é fraca, o Benfica não está à altura das necessidades e das expectativas de um treinador como é José Mourinho. E como disse o Pedro, e muito bem, já vimos isto acontecer.

O certo é que o Benfica avança para a próxima fase. À espera estão Sporting e Porto, que também entram hoje em campo. João Castro, ainda deves ter bem presente, hoje o Sporting joga com o Marinhense, o último jogo do Sporting para a Taça de Portugal, que terminou em empate, foi depois resolvido em prolongamento com o Paços de Ferreira. Ainda que hoje o adversário seja mais acessível, o que esperas deste Sporting que deve ter, com toda a certeza, Blopa e Rodrigo Ribeiro nas escolhas de Rui Borges?

Estás a antecipar o Pedro Henriques.

Já.

Já lá vamos. Ajuda aí.

É para te dar uma ajuda hoje.

Claro. Espero que seja um Sporting que consiga passar jogando menos bem ou um bocadinho melhor, mas espero que seja um Sporting capaz de passar. Obviamente, esse contexto do Paços Ferreira foi ligeiramente diferente, ainda por mais o jogo foi fora, agora jogam em Alvalade. Perante uma equipe com muitos problemas, basta relembrar que a equipe técnica do Marinhense hoje é composta pelo treinador, que era principal do sub-19, com os adjuntos do sub-16, sub-17, sub-15. Portanto, um sonho para eles, obviamente. Treinar em Alvalade o jogo para a Taça Portugal com o Sporting é um sonho para essa equipe técnica, mas vai ser um jogo onde acho que vai ser praticamente sentido único para o Sporting, onde vai haver realmente muita rotação, porque o Sporting tem um jogo decisivo na próxima semana para a Liga dos Campeões e, portanto, vai haver aqui alguma rotação, mas é um jogo que claramente o Sporting é favorito contra uma equipe do Campeonato de Portugal, acho que está para aí em nono lugar.

Mas olha, João Castro, eu não quero ser advogado do Diabo, mas em 1964, o Marinhense venceu o Sporting em Alvalade, 2 x 1.

É verdade.

Para a Taça de Portugal. Lembras, João?

Lembro como se fosse ontem.

Estavas a dar os primeiros passos.

Lembro como se fosse ontem, mas isso é história que eu acho que hoje não se repete, pese embora todo o respeito pela equipe do Marinhense, mas acho que o Sporting está completamente noutro patamar. É muito difícil resistir até fisicamente. Se o Sporting colocar mais alguma intensidade no jogo na segunda parte, então é muito difícil para estas equipes.

João Pinto, esperas alguma surpresa a acontecer nesta Taça de Portugal? Há jogos em andamento, há um jogo que está em andamento nesta altura, o Aves está em período de intervalo no jogo com o Académico de Viseu e está zero a zero. Há muitos jogos ao longo do dia de hoje, para além do Sporting e Marinhense, há também o Futebol Clube do Porto e Sintrense. Quanto a estes jogos dos dois grandes, achas que são propícios a surpresas?

Nada disso. Somente o Marinhense, que aparece com uma equipe técnica acabada de ser corrida. Não, acho que o Sporting vai ter um treino ativo, simpático, visto por muitas crianças. Acho que vai ser um jogo sem história também. Em relação ao Futebol Clube do Porto, ainda por cima, é uma eliminatória que eles já se conhecem, a malta já se tem cruzado algumas vezes na TAF.

Três vezes em cinco anos, salvo erro.

Exatamente. Já são velhos conhecidos, já nem sequer o galhardete é novidade e está tudo como dantes.

Pedro Henriques, eu estou a ouvir aqui uma folha.

Se calhar está à procura das outras.

Não, estou aqui a desfiar os meus apontamentos. Queres os dois 11 já de uma vez?

Vamos a isso.

Desculpa, Pedro, o meu sonho era o 11 do Marinhense e o Sintrense, mas pode ser do Porto e do Sporting.

Então, Marinhense. Framelín, Rodrigo Tirso, Luís Neto, Braima Dalló, Ricardo Matias, Gonçalo Batalha, Filipe Oliveira, Cristiano Abreu, Raimundo Santos, João Vieira e Telmo Watts, acho que é assim que se diz.

Vamos confirmar.

Em relação ao Sintrense: Rodrigo Santos, João Guerra, Rodrigo Luís, Romário Carvalho, Martim Cruz, Tomás Lacerda, Pipas, André Silva, José Varela, Anderson Moreira e Valdo. Pronto, é isso.

Muito bem. Valdo hoje tens a certeza que vai ao jogo?

Quem?

O último jogador que referiste.

O Valdo tem. Valdo tem sim, é o número nove, esse é de garantia.

Muito bem.

Esse é o que vai marcar gols. Quer dizer, hoje não sei se marca.

Vamos então à tua aposta para o 11 do Sporting e para o 11 do Futebol Clube do Porto.

Pronto, não é fácil, pelas razões óbvias, vem da seleção, aquelas coisinhas todas, mas também acho que o Rodrigo Ribeiro e o Salvador Blopa vão ao jogo. O Virgínio na baliza, Vajaní, Escorés, Mateus Reis, Ricardo Mangas, Kraushville, Morita, Blopa, Kenda, Allison e Rodrigo Ribeiro. Tenho aqui algumas dúvidas, mas pronto, são as minhas apostas. Porto: certezas o Cláudio Ramos, porque penso que é o guarda-redes da Taça, depois Martim Fernandes, o Pablo Rosário, o Perpic, o Francisco Moura, o Varela, o Gabri Veiga, Rodrigo Mora, o Willem, o Goul e o PP.

E há espaço para surpresas nesses dois jogos ou em algum jogo do dia de hoje? Vês algum tomba-gigantes ou alguma história Festa da Taça acontecer?

É assim, nestes jogos que nós temos aqui, acho que vai ser difícil. Não há impossíveis, tanto o Porto jogar no Dragão e o Sporting em Alvalade, dificilmente eu acho que possa haver aqui surpresas. Taça é Taça, mas acho que é muito difícil, não é só pela grandeza e a diferença dos clubes e tudo mais, é por aquilo que o Sporting e o Porto, não é com segundas linhas, mas com outros jogadores estão a jogar. Eu acho que o momento emocional e psicológico tanto do Sporting e Porto não vão permitir surpresas, mas nunca se sabe.

Estou curioso para o Alpen Dorada Casa Pia. Vamos ver. Estou aqui com um ligeiro feeling que vamos ter aqui uma surpresa. Vamos seguir para as notas de campeão. Começamos contigo, João Pinto.

As minhas notas de campeão. Nota 15 para o Vítor Matos, que deixou o Marítimo no terceiro lugar e segue para o Swansea. É uma nota 15 que pode ser revista em 10, caso se repita a questão Rubén Amorim, de sair de onde está a ser feliz para um projeto que não sabe muito bem ao que vai. Oliver Baumann, nota 15 também, 500 jogos na Bundesliga. E quando realmente damos nota 15 a um jogador por 500 jogos, temos que nos lembrar que o Cristiano Ronaldo está atrás do milésimo golo, nem sequer é jogo. 16 para o Rodrigo Rego, realmente é uma solução e que nos faz lembrar que as soluções do Benfica são como a festa do Avante, estão sempre no Seixal. E uma nota 15, que também pode ser uma nota 20 para o Serginho, esse menino da Quinta do Morgado, que hoje nos surpreendeu a todos ao pé do Estádio da Luz. João Castro?

Vou dar nota 16 ao Catarino Pascual, do Atlético, pela boa surpresa que foi ontem no jogo. E depois nota 18 para a festa que é a Taça Portugal, aqui bem destacada por esse Alpendorada x Casa Pia. Eu também acho que é uma das fortes possibilidades para haver surpresa ali.

É bom ter apoio. É bom sentir, verdade.

Eu conheço relativamente bem o Alpendorada, portanto acho que pode haver realmente surpresa ali.

Não sei se consegues avançar com o 11.

Não, não consigo avançar com o 11. Não vim preparado para o 11 do Alpendorada. E depois para os outros jogos que obviamente vão ocorrer e, sobretudo, para o sonho de muitos jogadores, sobretudo marinhenses e sintrense, em poderem pisar o relvado como o do Alvalade e do Dragão, é sempre um sonho para qualquer jogador. E portanto, a festa da Taça merece a nota 18.

Pedro Henriques?

Três 17. 17 para o Catarino Pascual, realmente foi a figura do jogo ontem do Atlético de Benfica. 17 para o Rodrigo Rego, porque para mim foi claramente o melhor em campo de todos. E um 17, porque muitas vezes nos esquecemos disto, e quando digo esquecemos, não é por mal, para alguém que se chama Pedro Bastos de Oliveira, que tem 29 anos e é o treinador do Atlético. Houve aqui também muito dedo deste treinador e é bom que a gente também nestes espaços de comunicação social possamos falar em nomes que estão na Liga 3 e são treinadores promissores e garantidamente está talhado para grandes voos. Portanto, para o treinador do Atlético também nota 17.

A festa da Taça aqui na Rádio Observador para acompanhar numa emissão especial a partir das 17h35. Amanhã estamos de regresso para analisar tudo no "E o Campeão É". Um abraço a todos.