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Está na hora de "E o Campeão É..." na Rádio Observador. Vamos falar da atualidade desportiva. Estamos ainda na ressaca dessa grande prova do Mundial de Futebol, que foi conquistado pela Argentina, mas também já temos destaque no futebol nacional, no desporto nacional. Ainda ontem, o Sporting goleou por 5 x 0 o Sporting Braga. É precisamente por aí que vamos começar. Hoje, no nosso painel temos Gabriel Alves, Pedro Henriques e também João Pinto. Gabriel, que vendaval ontem em Alvalade, principalmente na primeira parte, 5 x 0 frente ao Sporting Braga, resultado que se manteve depois até o final.

É verdade, Miguel. Boa tarde a todos. Estou aqui a ver em direto. Já agora, esse parêntese está feito. Ao mesmo tempo que estou em contacto com os nossos ouvintes da Observador, estou a ver em direto. Aquilo que se está a passar em Buenos Aires, através do Ronald Amarca, que tem câmaras e está a transmitir. A festa que vai acontecer, ou que já está a acontecer, com a presença dos campeões do mundo, que chegaram durante a noite à capital da Argentina. É, de facto, um mar de gente. É algo inacreditável. São dezenas de milhares de pessoas, são centenas de milhares de pessoas, não faço a menor ideia. E a verdade é que se está uma bandeira, por exemplo, neste momento, grande com Maradona e Messi. Extravasada. Mas vamos descer à Terra.

Vamos deixar os deuses no Olimpo, não é?

Exatamente. De facto, o mau tempo ontem fazia-se sentir em Lisboa e tem sido um aproximado inverno com agressividade, mas o Sporting entrou para aquilo que era um jogo já mais complexo, já mais competitivo, já mais de equipa para equipa, entrou de uma forma, eu diria, ciclónica. Entrou bem e a mostrar saúde, que isso é importante. A mostrar vontade, determinação, eu diria, uma força imensa interior de competitividade, o que naturalmente pôs em campo. E o Braga ficou assim como que relampado. Parecia que não esperava. Provavelmente vinha com gripe, dadas as questões atmosféricas que tem tido, mas a verdade é que é um mérito do Sporting. Chega, entra e concretiza. Houve ali uns problemas de arbitragem, mas isso eu deixo para o Pedro, que naturalmente ele fala, mas não é aí. O que é aí é isto: é um Sporting com saúde, tinha um projeto de jogo, um programa de jogo, um plano de jogo, um plano largo com uma ala direita muito bem articulada, o Edwards e o Pedro, depois do lado esquerdo com o Nuno Santos e o Trincão, que apareceu mais sobre este lado esquerdo muito bem, um Paulinho altamente móvel, muito bom o Paulinho. Esteve sempre em zona de área. Marcou um grande gol, diga-se de passagem, perfeito. E depois toda uma equipa muito bem em termos de organização defensiva, com os jogadores devidamente bem colocados. Quando foi de vencer o Braga em casa, o Sporting fez um grande treino daquilo que é o futebol de contra-ataque.

Muito bem. João Pinto, ontem, depois do jogo, o Artur Jorge disse que nunca teve um intervalo tão difícil como teve ontem. De facto, estar a perder 5 x 0 no intervalo mostrou que esta Taça da Liga vem sendo a competição favorita, tanto de Rúben Amorim, mas também de Paulinho.

É verdade, é um intervalo que eu não sei se não se vai prolongar por uns meses, porque não sei se o Artur Jorge vai continuar em Braga. Aparentemente, sim, agora tem o jogo com o Benfica, mas isso pode ser também o do or die para ele. Foi um jogo, especialmente na primeira parte, um arranque de jogo ciclónico do Sporting, que desde o princípio do ano todos achamos e todos sabemos que tem uma excelente equipa. Tem um grande treinador e tem uma excelente equipa. O problema do Sporting este ano tem sido a cadência, ou seja, quando o Sporting começa a ter dois, três jogos por semana é que se tem notado dificuldades e ao terceiro, quarto jogo acaba por claudicar. Agora, tendo tido este tempo a preparar o jogo com o Braga, sabendo que tinha os jogadores todos, tendo treinado especialmente aquelas transições ofensivas do Sporting, que são muito rápidas e muito verticais, tendo o Nuno Santos e um Edwards na forma em que estão, o Sporting, naturalmente, tinha que ser contrariado de outra forma e não com aquele romantismo do Braga, daquele 4-2 super aberto, a contar com outro 3 x 3, como aconteceu na primeira jornada. Não, desta vez o Sporting foi muito melhor e o Braga pôs a viola no saco e voltou para casa.

Pedro Henriques, também achas que Artur Jorge está numa situação delicada? Tem este encontro agora com o Benfica, mas pode ter o lugar em risco, depois de um ótimo arranque do Sporting Braga, diga-se de passagem.

Sim, boa tarde, em primeiro lugar. Sim, o Braga está um pouco bipolar nesta perspectiva. Fez um arranque fantástico, mas também um arranque fantástico com equipes que eram relativamente acessíveis sob o ponto de vista daquilo que seriam os adversários e aquilo que também é a sua classificação, mas depois, dado momento, começou a claudicar.

Mas ainda está em terceiro lugar no campeonato.

Sim, está em terceiro lugar e inclusivamente naquilo que foi a própria competição europeia. Teve tudo para ser primeiro do grupo e em pormenores, em detalhes, em casa, nomeadamente, o jogo que estava a ganhar 1 x 0 até o fim e naquela vertigem que os portugueses têm muitos e um espírito que eu acho que é um espírito negativo, que é 1 x 0 parece que está porreiro e vamos lá aguentar, em vez de procurar o 2 x 0, que é dar alma sempre ao adversário, acabou por perder. E portanto, é um Braga que depois tem se interrogado pela negativa e agora estávamos todos expectantes. E estamos, obviamente, a este recomeço, porque tivemos a tal situação menos normal dos tais 40, 45 dias de paragem, embora com a competição Taça da Liga, e estamos todos expectantes também em tentar perceber, temos falado até inclusivamente relativamente ao Benfica, mas estamos expectantes todos a ver o que é que vai acontecer neste recomeço, como é que as equipes estão, até que ponto é que fez bem, fez mal. Ao Sporting a ideia que ficou, até pelo desempenho da Taça da Liga, é que esta paragem, este tempo, até pegando as palavras aqui de João Pinto, que realmente, não havendo tanta competição, não havendo os tais jogos de três em três dias, houve ali a recuperação física, emocional e psicológica de um Sporting que aparentemente deu ontem continuidade àquilo que parecia estar a acontecer. Em relação ao Braga, é a tal questão. Eu acho que conhecendo como nós conhecemos o presidente do Braga, assim que os resultados não começarem a aparecer, vai cair sempre o elo mais fraco, e o elo mais fraco é claramente o treinador. Mais fraco não quer dizer que ele seja mais fraco. É mais fraco na perspectiva de que não se vai despedir jogadores. Depois, se esgotar a questão da arbitragem, normalmente é o treinador que leva sempre nas orelhas. E acho que vai ser mesmo a prova de nove, em termos de atitude, de postura do Braga relativamente ao jogo que vai fazer com o Benfica. Não é só a questão do resultado, de ganhar ou de perder, é também a atitude. E ontem aquilo que se sobressaiu, e percebeu-se isso claramente pelas palavras do Artur Jorge, foi a tal primeira parte, que ele falou na palavra vergonha, foi ele que utilizou. E quando utilizas essa palavra, diz muito daquilo que foi o sentimento e se calhar a atitude e a postura. E nesse aspecto, se voltar a acontecer algo parecido e com derrota frente ao Benfica, se calhar, aproveitando o fim de ano, se calhar pode haver aqui alterações e mudanças. Para já, da Taça da Liga sobra exatamente o primeiro apurado, que como nós sabemos, vai cruzar-se com o Moreirense-Arouca, o que significa que se o Porto ganhar, teremos uma meia-final em que Porto e Sporting estarão separados, dando a tal hipótese de uma eventual, atenção que não há aqui favas contadas, é preciso ganhar os jogos, de uma eventual final final four entre Sporting e Porto, que é bastante previsível neste momento.

No último fim de semana de janeiro.

Aqui uma nota em relação ao Sporting, o que eu gostaria de dizer. Teve uma segunda pré-época, que eu acho que aproveitou. Portanto, este intervalo que foi por causa do Campeonato do Mundo, uma segunda pré-época, em que Rúben Amorim teve a hipótese de ter os seus jogadores e projetou, portanto, situações que eu penso que não são internas de balneário, de trabalho, daquele trabalho que não se vê, daquele trabalho invisível, que é muito importante, que é a chamada gestão de recursos humanos. Inclusivamente, mesmo na articulação com a estrutura diretiva, portanto, administrativa.

Teve renovação. No meio dessa segunda pré-época, houve renovação.

Exatamente isso. Portanto, esta pré-época, segunda pré-época, eu penso que foi importante para o Sporting. Ontem a expressão desse resultado, que fica. Vamos ver agora, jogo a jogo, nas competições que aí vêm, principalmente na Liga Europa e na Primeira Liga, o que é que de fato vai ser, que Sporting vamos ter nessa altura. Há um outro fator. Para além da definição, da capacidade de concretização, esse Sporting para já, defensivamente, está forte, está bem organizado, tem uma boa dinâmica defensiva, isto é, é toda a equipe que sabe o que faz em termos de organização e de estrutura, quer a defender, quer a atacar.

Vamos olhar aqui para outro tema. Benzema. João Pinto, Benzema está fora da seleção francesa, depois de muita discussão. E é um balneário sempre difícil este da seleção francesa, não é só o português que vai tendo problemas. Benzema coloca um ponto final na carreira. Parece que é uma decisão por mal-estar com tudo que se passou durante este mundial.

O Benzema realmente tem uma relação difícil com a seleção francesa, mas mesmo assim tem 90 e tal internacionalizações.

Sim.

Portanto, ele consegue estar quatro ou cinco ou seis anos fora, falhar esta grande competição e mesmo assim ter números incríveis como internacional pela seleção. É indiscutivelmente um excelente jogador, mas que nunca encaixou na seleção. Não é o primeiro. Lembro-me que o Cantona também, ele e a seleção nunca tiveram uma relação muito boa. Acontece, o Rafa no nosso burgo tem feito o mesmo. Portanto, acho que ele fez bem, também já tem 35 anos, pode safocar no clube, dar lugar aos mais novos, que lá estão muitos e com qualidade. Acho que é uma decisão aceitável depois do mundial. Tal como o Benzema, outros houve que fizeram o mesmo. Acho que é normal e aceitável. Isto já tirando da equação tudo aquilo que tem a ver com a razão pela qual ele esteve suspenso não sei quantos anos, e que a mim surpreendeu-me muito foi quando ele voltou, mas agora com 35 anos abandonar a seleção, parece-me normal.

Pedro Henriques, o que te parece esta saída, depois de tudo o que foi discutido, principalmente nessa semana da final, sobre a possível presença ou não de Benzema nesse jogo decisivo?

Sim, eu acho que o facto de ele não ter vindo e as razões que evocou e a maneira como justificou, se é que se pode dizer, o facto de não se apresentar na final, diz muito desta atitude. Era mais ou menos expectável que isso pudesse acontecer. O balneário da França é muito mais complexo do que o de Portugal. Portugal tem aquela questão sempre centrada em torno do Cristiano Ronaldo, porque depois não há grandes problemáticas entre outros jogadores, pelo menos que se saiba. O de França, não. O de França tem vários pontos, vários focos. Agora Benzema, como já tem mais tempo, tem vários focos de egos que aparentemente complicam mais a ligação e a relação entre eles, pois tem jogadores de um altíssimo nível e por isso eles chegam sempre muito longe em todas as competições, mesmo quando andam todos zangados e às turras. E nós percebemos a importância dos balneários. Olhamos para Marrocos e percebemos isso, olhamos para a Croácia, que até podia ser também um balneário difícil, foram vice-campeões e agora ficaram em terceiro lugar a nível mundial. Portanto, percebemos a importância que muitas vezes esses aspectos de natureza emocional, psicológica, o bem-estar, a boa relação, quanto é relevante e importante. Não me surpreende esta saída. É mais um grande jogador que também para o próximo mundial teria 39 anos, com exceção de meia dúzia deles, nós sabemos que a maior parte dos atletas e jogadores não chegam tão longe, pelo menos no patamar mais elevado. É como disse o João Pinto, ele provavelmente agora foca-se um pouco a essência de Rafa. Dois, três anos que tenha ainda de carreira num clube, e é aí que vamos continuar a ver ainda muito que ele tem para dar, porque ele realmente é um jogador superlativo, naturalmente é um jogador acima da média, nomeadamente naquilo que ele faz bem, que é marcar gols.

Gabriel Alves, rapidamente, tua opinião sobre esta saída. Queria ainda acrescentar o Cristiano Ronaldo.

Eu acho que é uma decisão normal, natural. De facto, há problemas no balneário, nota-se, e certamente depois do regresso dele, Didier Deschamps acabou por o aceitar no seu regresso. E atenção, contrariamente a outros jogadores que se falam muito, ele no seu regresso marcou presença na seleção francesa com o seu futebol, com os seus gols, com a sua definição, com a sua concretização, com a sua capacidade e com a sua competência. Esta é, contrariamente a outros, que é a noção. Mas eu queria dizer que ele sabe, naturalmente, o que faz e também é bem consciente. Chegou o momento em que, no momento certo, diz: "Muito obrigado, já cumpri" e vai à sua vida de futebolista e deixou uma marca na seleção francesa, poderia ter deixado, mas não foi possível pelas lesões musculares que teve neste campeonato, mas também não foi possível por outras razões em que ele se envolveu e que naturalmente pagou por isso.

Muito bem, vamos ainda a Cristiano Ronaldo e te referir, Benzema ainda conquista o troféu da Liga das Nações com a França, com gols nessa final. Ainda tem o troféu.

Veio só por lacrar o envelope que ele deixou.

Podíamos pensar que esteve muito ausente, mas de facto ainda tem uma conquista. Mas vamos seguir aqui em frente. Cristiano Ronaldo e aponto o jornal "A Marca", que está mesmo a caminho do Al-Nassr, da Arábia Saudita. Pedro Henriques, o que te parece mais este desenvolvimento nesta novela, que Cristiano Ronaldo durante o mundial desmentiu, mas "A Marca" insiste que o jogador está de partida para a Arábia Saudita?

Para já, esperar para ver, porque os jornais e a comunicação social, obviamente, faz o seu papel, tem as suas fontes, tem as suas informações, mas nós sabemos que nem sempre isso depois se concretiza. De qualquer maneira, é aquela questão. Ou temos um Cristiano Ronaldo que ainda tem um projeto, vamos dizer, de clube europeu para conquistar e para estar ao mais alto nível, sabendo que se fizer essa opção, porque eventualmente não há esse projeto europeu e porque ali tem ainda a possibilidade de continuar a jogar e ganhar dinheiro, nem vale a pena falar sobre isso, e sobretudo ajudar e potenciar, que pode ser por aí, quase como embaixador, seja se fosse Arábia Saudita, fosse um Qatar, foram os dois que se falaram, o futebol dessa região e inclusivamente depois haver essa perspectiva até de um próximo mundial, que hoje se fala e que há candidatos envolvidos, como é o caso da Arábia Saudita. Há aqui várias nuances que podem vir a acontecer relativamente ao Cristiano Ronaldo. Eu preferia, até por aquilo que ele ainda poderia dar, no meu entender, desportivamente, que ele tivesse num clube que inclusivamente tivesse lugar pela Liga dos Campeões, acho que todos queríamos, porque isso significava se calhar um renascer de um Cristiano Ronaldo também ainda dentro do espaço de seleção. A ver vamos, pois também dependemos aqui do nosso treinador. Se for essa opção, é claramente uma opção de final de carreira, com muito dinheiro, obviamente que sim, com muito protagonismo, porque não se pense que ao contrário de outros jogadores que vão para esses países e depois desaparecem, o Cristiano Ronaldo nunca vai desaparecer nesse aspeto enquanto tiver a bola. Percebemos porquê. Porque não é só o futebol, é tudo aquilo que ele aporta fora das quatro linhas, mas muito honestamente, estou muito pé atrás em dizer: "Não, ele vai para ali ou vai para acolá". Porque nós sabemos que enquanto não for, muitas das conversas que vão se fazer é só por rumores, por disso que se disse. Não quer dizer que não haja aqui algum fundamento, vamos esperar, porque se calhar é mesmo esse o caminho, não havendo outras propostas.

Gabriel Alves, parece-te uma decisão de fim de carreira também, como estava aqui a dizer o Pedro Henriques?

Sim, eu acho que é melhor esperar para ver. Porque Ronaldo também não anda na praça pública a dizer o que anda a negociar, o que anda a fazer. Eu acho que também se especula muito porque é o nome do Ronaldo, e é por quem é, a pessoa que é, o desportista que é, o atleta que é, o campeão que é. E portanto, anda-se sempre em cima do Ronaldo a saber o que vai ser a seguir. E ele, nesta altura, optou pelo silêncio. E naturalmente que neste silêncio não está parado, porque está a trabalhar. Já quando foi na entrevista antes do mundial, em que ele pôs um encerramento no Manchester United, disse tanta coisa e de facto ele estava a ir a negociar a sua saída. E ele, naturalmente, sem grandes problemas. Ia ser castigado, ia ser punido. Sei lá se ia ser castigado Ele estava a tratar da vidinha dele e continua a tratar da vidinha dele. Eu já disse aqui um dia, que há tempos afirmei: "Não sei, vale o que vale, mas alguém me contou um dia, em conversa, porque nós vamos conversando com várias pessoas, é só uma conversa, talvez ele e Beckham se juntem a alguém mais e se calhar um dia também pode aparecer como dono do Manchester United.

João Pinto, o que te parece essa possibilidade de Al-Nasr e se achas que é uma possibilidade, de facto, real para a carreira de Cristiano Ronaldo?

Acho que é uma possibilidade real. Acho que é uma coisa que ele deve considerar neste momento, mas acho que ele não tem muita alternativa. Acho que as ofertas que ele deve ter na mesa, a oferta da Arábia Saudita deve fazer balançar a mesa. A oferta é tão pesada que basicamente põe a mesa no chão de um lado e desequilibra as outras todas. Por muito que haja clubes de segunda linha a oferecerem e interessados em ter Ronaldo lá, financeiramente, ninguém lá chega.

Portanto, os dinheiros pesam muito.

É, parece-me que sim.

João, tem dedos para os anéis.

E são muitos dedos, entre os dedos dele, da irmã, da outra irmã, são muitos dedos. Portanto, acho que sim, acho que provavelmente vai ser esse o destino dele. E se não for, que seja o Sporting, que era giro ter o Ronaldo por cá.

Vamos então às nossas notas campeão. Pedro Henriques, campeão do dia.

Vou dar nota 18 ao Cademe de Viseu e Jorge Costa. Aconteça o que acontecer hoje, eles jogam com o Boavista, estarem nesta fase já é extraordinário para um clube como o Cademe de Viseu, e terem a possibilidade de ir a uma final four seria completamente inédito. Para o grande trabalho que o Jorge Costa tem feito, atenção, o Cademe de Viseu tem uma equipa muito boa, com muito bons jogadores e estou muito curioso em ver o jogo de hoje e também tentar perceber o que o Cademe de Viseu vai fazer numa possibilidade de regresso à Primeira Liga, a continuarem como estão, é uma forte possibilidade. Portanto, nota 18 para o Cademe de Viseu e também para o Jorge Costa, que tem uma responsabilidade imensa por este excelente trabalho que estão a realizar.

Gabriel Alves.

Primeiro para a Argentina, nesta celebração da conquista do Campeonato do Mundo. Se calhar, as imagens que eu estou a ver são fantásticas. E também, uma vez mais, para toda a equipa e para o Messi, que tem mantido o nível. Um grande campeão é assim. Portanto, nota máxima para os argentinos na sua globalidade, com o Messi à cabeça.

João Pinto.

Rúben Amorim, claro, nota 18. Uma exibição fantástica do Sporting ontem, a merecer uma nota muito alta.

Deixamos então assim esta edição de "E o Campeão É..." hoje com Gabriel Alves, Pedro Henriques e João Pinto. Estamos de regresso amanhã, depois das 15h30.