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E o vencedor das manhãs 360 até perto das 9:00. Damos notas aos protagonistas da atualidade e para isso, Luís, esta quinta-feira estão conosco a Filomena Martins e o José Manuel Fernandes.

Eles olham pra direita, eles olham para a esquerda e pisca-pisca, já dizia a canção, num dia em que também assinalamos um ato de heroísmo e também um abandono, Filomena. Como é que tens acompanhado esta novela Ronaldo?

Exatamente como uma novela. Sim, ainda falta o capítulo final. Ontem fiquei acordada até tarde à espera do capítulo final, mas ele não aconteceu.

Ainda não sabemos quem é a gêmea má e a gêmea boa, não é?

Não, ainda não sei, mas eu acho que mais ou menos tenho uma ideia. Normalmente, isto acaba sempre da mesma maneira, porque de facto uma coisa que sempre me impressionou nestes grandes campeões, até mais do que a forma como chegam ao topo, e o Ronaldo é um caso que impressiona na forma como chega ao topo, é a forma como sabem sair de lá. E este é agora o último grande desafio da carreira de Cristiano Ronaldo. Não está em causa o jogador, é impossível pô-lo em causa, seria absurdo discuti-lo. Ronaldo é um dos melhores futebolistas de sempre, senão o melhor, é o maior jogador português da história. Não há forma de contestar aquilo que deu à seleção e isso não vai desaparecer por causa de uma birra, de uma zanga, de uma discussão com um selecionador, mais um. Já são várias, mas há uma diferença entre o jogador e a forma como ele decide ou opta por terminar a sua história. E é assim que esta novela ou este episódio de deixar a equipe portuguesa por uma zanga, por uma desavença, por uma birra, me incomoda muito. Ronaldo não jogou contra a Noruega, esteve ali a aquecer, ficou zangado. Já fez uma destas no mundial do Qatar, quando o Fernando Santos o deixou no banco. Depois o conflito tornou-se público. E agora com o Jorge Jesus, voltamos a ter o Ronaldo no centro de um problema só provocado por uma decisão técnica. E desta vez, com esta consequência muito mais grave. Ele decide por si próprio abandonar o estágio, vai-se embora, chama o avião. Ele até pode ter as suas razões, disse que ia contá-las, a gente deve ouvi-lo. Não custa admitir que haja outra coisa qualquer que não sabemos. Mas há uma coisa que já se sabe. Um jogador não pode transformar cada decisão do treinador de que não gosta numa crise da equipa, sobretudo quando esse jogador, ainda por cima, é o capitão e tem a história que tem. Aos 41 anos, Ronaldo tinha, e talvez ainda tenha, condições pra preparar uma despedida extraordinária da seleção, um entendimento qualquer, uma conversa com a federação, fazerem um grande jogo de homenagem, um estádio cheio, antigos colegas, grandes jogadores, pra uma imagem de uma carreira que é claramente irrepetível e seria uma despedida à dimensão do Ronaldo. E eu acho que era assim que esta história merecia acabar, em grande. Em vez disso, vamos arriscar a ter uma saída pequenina de um jogador gigantesco. E eu acho que isso é uma grande pena, porque envelhecer no futebol também é perceber que chega o momento em que já não se joga sempre, em que se pode começar no banco, pode-se começar a aquecer e não entrar, pode sequer nem ser convocado. E aceitar isso não diminuiria Ronaldo, antes pelo contrário, o tornaria maior. E se calhar esta é talvez a única batalha que Ronaldo nunca conseguiu vencer. Durante toda a carreira, ele lutou contra os limites, contra os recordes, contra a idade. Só que há um adversário que eu acho que infelizmente nenhum de nós consegue derrotar pra sempre, que é o tempo. Jorge Jesus, com este episódio, fez uma coisa importante. Disse, no essencial, que quem mandava era o treinador e pode discutir-se se devia ter dito aquilo tudo daquela forma, mas disse-o a Jesus. Já sabemos como é Jorge Jesus. O princípio está certo e ele sai reforçado perante esta equipa. Se pra ele o Ronaldo não está acima das regras de equipa, nenhum outro jogador estará. É uma mensagem clara e Ronaldo passou mais de 20 anos a ensinar-nos como se ganha. Portanto, a mostrar uma ambição quase sem paralelo, uma extraordinária capacidade, de facto, pra superar limites. É por isso é que custa muito vê-lo chegar a este ponto, por causa de uma espécie de birrinha de miúdo mimado, menino rico. E, portanto, eu lamento que depois de nos ter ensinado durante mais de 20 anos como se ganha, superando tudo, Ronaldo corra o risco de não nos ensinar a última coisa que os verdadeiramente grandes também precisam de saber, que é como se sai.

E, portanto, a tua nota é negativa, não é?

A minha nota pro Ronaldo, como jogador, até como pessoa, será sempre 20, mais que 20. A minha nota pra este episódio e como ele sai dele, como Ronaldo sai dele, é sim, é uma nota muito negativa.

Queres quantificar? Ou não vais dar uma quantificação?

Não quantifico, porque ela não tem quantificação. Isto é um episódio muito triste.

Ainda vai apelar mesmo.

Exatamente, é isso. Ainda falta o tal episódio final.

Sim, falta o episódio final. Vamos ver agora quem ganha, mas acho que este está mais que decidido.

Vamos então agora passar à política interna e a estes desentendimentos, Paulo, do governo, ora com o Chega para as rendas, ora com o PS para o orçamento. É uma estratégia que está a dar frutos, podemos dizer assim?

Vai dando frutos, como se vê. E de facto, este pisca-pisca. O governo não escolheu desde o início um parceiro privilegiado e, portanto, caso a caso

Vai tentando encontrar entendimentos parlamentares. Penso eu, e provavelmente muita gente ficou surpreendida com o entendimento com o Chega. Um entendimento, atenção, que ainda vai ter que ser obtido. Pelo menos aceitaram discutir o assunto do arrendamento.

Foi assinado um acordo mesmo entre o André Ventura e o Hugo Soares.

Exatamente. E portanto, houve uma aprovação com a abstenção do Chega em plenário. Agora vai ser discutido esse acordo na especialidade, para ver se chegam a acordo num texto final da mudança da lei que seja aprovado depois finalmente pelo Parlamento. Portanto, ainda estamos aqui a meio do campeonato, isto ainda pode ter uma volta face. Mas mesmo já só esta perspectiva de se poderem sentar surpreendeu-me porque era dado como chumbado. A proposta do governo era dada como chumbada porque o PS criticou desde sempre estas mudanças, até porque o governo estava a alterar e está a alterar medidas que o próprio PS no governo tinha feito aprovar, nomeadamente no pacote Mais Habitação, que é um dos problemas que nós temos, muda o governo e mudam as leis de arrendamento e depois queixamo-nos que não conseguimos ter um quadro legal estável para atrair investidores e para que as pessoas que têm casas possam colocá-las de uma forma relativamente tranquila no mercado. Nunca sabem quais são as regras do dia seguinte, mas enfim, é o que vamos tendo. E portanto, surpreendeu-me esta abertura do Chega, se quisermos, para se entender com o governo ou pelo menos para se sentar para conversar, porque eu ainda não tinha percebido se é que o Chega tinha uma política ou qual era a política do Chega em relação ao arrendamento, porque o Chega diz aquelas coisas para tentar levantar a bancada do estádio de futebol, coisas que qualquer pessoa dirá que de facto é uma vergonha haver pessoas que têm os preços são uma vergonha, a falta de acesso de muita gente com os rendimentos que temos à habitação é uma vergonha. Quer dizer, ninguém gosta disso, como é evidente. Mas ainda não tinha percebido que soluções é que o Chega tinha e tem para isto. Enfim, agora ficámos a saber que pelo menos não aceita as cauções sem limite, o que me parece de bom senso também. Não haver um limite para as cauções. Nem sei como é que um senhorio utilizaria isso.

Sabes que hoje em dia, aquilo que me têm dito pessoas que estão nesse mercado, é que muitas vezes quem propõe cauções mais altas são os inquilinos para ver se conseguem às vezes aceder.

É quase um leilão, não é? Isto é, as casas são aquelas casas.

É quase um leilão.

É isso, eu dou-lhe não sei quantos se me arrendar a mim. Pois, é verdade, e há uma escalada. Já conheço casos desses, de meia dúzia de meses e por aí fora.

Já ouvi falar de um ano, inclusive.

Alguém com capacidade financeira precisa mesmo de uma casa, está dessa forma a tentar vencer.

Convencer o senhorio.

Convencer o senhorio perante outras propostas que ele tenha idênticas em cima da mesa. A proteção dos idosos eu acho que obviamente deve ser feita. Eu acho é que quando se fala de idosos e de pensionistas, sendo que obviamente a média de pensões é muito baixa em Portugal, nós sabemos disso, e há umas que são verdadeiramente miséria, mas a forma como nós olhamos às vezes para alguns grupos sociológicos, etários, pode ser enganadora. Há idosos com dificuldades, como é evidente, e devem ser atendidos, mas depois também há idosos que não têm dificuldades. Isto é, só o facto de alguém com mais de 65 anos ser qualificado para uma série de coisas de uma forma cega, diria, não abona muito. Eu acho que o Estado tem dados neste momento para, independentemente da idade das pessoas, distinguir situações de carência, que precisam, de facto, de um regime especial, seja para o que for, seja nas pensões e aumentos extraordinários, seja também em questões de arrendamento de outras pessoas que contêm mais de 65 anos, mas que estão bem na vida. Ainda bem que estão bem na vida, porque têm património, porque têm pensões elevadas, porque trabalharam a vida toda com bons ordenados e constituíram um bom fundo para a velhice e por aí fora. E portanto, esta coisa de meter os idosos todos no mesmo saco, eu acho que devíamos começar a acabar com isso. O Estado tem dados para distinguir, de facto, quem precisa e quem não precisa. E a proteção dos idosos é a mesma coisa.

Sim, os velhinhos são por defeito.

Por defeito o velhinho é pobre.

Para o Estado, os velhinhos são por defeito pobrezinhos.

E eu acho que estamos a entrar numa questão, gera sinais agora, Bruno, desculpa.

Sim, claro.

Em que provavelmente são neste momento os filhos e os netos destes velhinhos que mais precisam.

Serão pobrezinhos.

Exatamente.

Deixa-me só trazer, e a propósito disso que estás a dizer, a história precisamente que tem sido discutida nos últimos dias de Mari Carmen Abascal. Estava a ler uma entrevista de um dos descendentes dos antigos proprietários do imóvel, em que é feito um relato diferente daquela versão que tem circulado, em que é apresentado, lá está, a senhora como uma vítima da ganância, e aqui é um retrato que equilibra um pouco essa visão.

É a entrevista do ABC, não é?

No ABC, exatamente. E por vezes nós ficamos só com um lado da história, porque é fácil também apresentar aqui uma pessoa com uma certa idade Está quase que automaticamente numa situação de maior vulnerabilidade, nem que seja só pela idade, mas depois tem condições ou pode ter condições financeiras, patrimoniais, muito superiores à maior parte das pessoas, e isso também deveria contar na hora de tomar decisões políticas.

E nesta questão do arrendamento, também há outro mito, que eu até admito que corresponda à maioria, que é: o inquilino é, por regra, pobre, uma pessoa mais necessitada, e o senhorio é uma pessoa rica. Atenção, isto não é sempre assim. Haverá muitos casos-

A maior parte dos inquilinos, na maior parte dos mercados, são pequenos, têm uma, duas casas alugadas, três casas, eles próprios. E não aumentam todos os anos porque não têm apoio de advogados, nem têm coisas para isso, e portanto não são obrigatoriamente...

Grandes proprietários.

Em Espanha, a palavra-chave é fundo Bute.

O fundo Bute. Claro, também se vai utilizando.

Mas não enche os noticiários.

Portanto, vamos ver o que é que sai daqui desta conversa entre o governo e o Chega no arrendamento. Agora, eu passo a vida a dizer: se o PS entrasse nisto, pelo menos podia garantir uma estabilidade maior da lei ao longo de mais tempo, mas enfim, parece muito difícil. Pelo contrário, e já agora olhando para concluir, o outro lado do pisca, não é? O pisca pisca. Que é de facto o anúncio que eu acho que o José Luís Carneiro esteve muito bem em anunciar já que o PS vai viabilizar o orçamento, abstendo-se, sem ver o documento, porque teve aquelas condições básicas garantidas pelo governo. Parece-me bem. Vamos acabar com esse vício e transformar o orçamento de Estado numa opção de confiança que os governos apresentavam uma vez por ano e onde se depois metia tudo e mais alguma coisa em termos legislativos. O Parlamento tem tantos meses no ano para legislar sobre tudo e mais alguma coisa, os partidos não devem tentar colocar tudo no orçamento.

E também era sempre uma novela.

Exatamente, e assim acabou-se a novela. Vamos olhar para as contas, vamos exigir que o governo tenha contas certas e que o orçamento seja aquilo que é de facto, que é um reflexo.

E também sempre um tabu desnecessário. Andávamos sempre com aquele tabu até à última. Toda a gente já sabia.

Pior do que a cena do Ronaldo.

Ninguém quer parecer fraco. Ninguém quer dar a parte fraca.

Parecia sempre uma coisa de miúdos. Ai, ai, ai, ai, se não me dá isto.

Ai que eu posso, ai que posso votar contra.

Bruno, agora o panorama está mais claro, não é?

Sim, eu acho que é vantajoso para todos. Nós sabemos que quando as coisas correm bem a todos, ao governo e à oposição, quem sai sempre um bocadinho mais beneficiado é o governo. A candeia que vai à frente alumia duas vezes. Portanto, quem está a governar, se houver entendimentos, sai sempre com alguma vantagem, o que não significa que a oposição tenha necessariamente de perder com este tipo de entendimentos.

É porque pode ser visto como ato de responsabilidade, por exemplo.

Ora aí está, porque o que nós temos é: quando há acordos, normalmente, o governo sai por cima, necessariamente, e a oposição demonstra responsabilidade. Quando não há, volta a conversa do assim é impossível governar, e a oposição também pode sair a perder, porque dá a entender, dependendo dos casos, obviamente, mas que não tem responsabilidade suficiente. O que nós vemos aqui nesta organização, nesta disposição tripartida do Parlamento, é que dificilmente teremos os três ou pelo menos os dois partidos da oposição, os dois principais partidos da oposição, a entrar no mesmo acordo. Portanto, o que dá razão ao governo na questão do pisca-pisca. Ora vai conseguindo acordo com um, ora com outro. Isto é um caminho viável para reformas sérias, estruturadas a longo prazo? Provavelmente, esse será o maior problema de um entendimento ou de entendimentos pisca-pisca. É porque dificilmente, com tantas exigências para se chegar a um acordo pontual numa determinada área, poderá haver reformas que sejam substanciais, que tenham de facto um efeito que não seja limitado por depois as exigências que são feitas pela oposição. Eu creio que essa será a principal crítica que se pode fazer a esta estratégia do governo. Mas o facto de, como nós vemos, ser possível em setores, em áreas, em discussões diferentes, conseguir um acordo ora com um partido, ora com outro, mostra que se calhar esta é a única via para um governo minoritário. Qual é que é a alternativa? É pôr-se nos braços de um dos partidos da oposição? Não é isso estar a dar demasiado poder a um dos partidos, fazendo com que a qualquer momento ou quando lhe for mais conveniente, esse partido possa roer a corda? Acho que com todas as limitações que estes acordos têm ao nível das reformas mais estruturais, que visam efeitos a um prazo mais longo, eu acho que mesmo assim o governo está a seguir a estratégia possível e os próprios partidos da oposição também já estão a perceber que não ganham sempre que bloqueiam o governo. Ou seja, que também podem ganhar alguma coisa deixando passar, chegando a entendimentos em alguns setores. Eu acho que ainda é cedo para o governo cantar vitória nesta questão do arrendamento. Vamos ver depois como é que as coisas acabam.

Pelo menos há um princípio.

Mas há um princípio, de acordo. E eu acho que também é um teste por parte do Chega. O Chega normalmente faz estas coisas, lança certas pistas para ver também a reação. E se a reação for positiva, por parte dos eleitores, por parte da sociedade em geral, eu acho que é possível chegar depois a um entendimento efetivo, porque o Chega preocupa-se também muito com estas reações. Eu acho que podem ter todos a ganhar Claro, sai sempre mais a ganhar quando há entendimentos o governo, porque é quem está no governo.

Queres dar nota a quem, Bruno?

Eu vou dar uma nota aos três partidos, aos partidos do governo e à oposição, por mostrarem que é possível chegar a entendimentos em que nenhum saia necessariamente a perder com esses entendimentos e por isso eu dou um 13 aos três partidos.

Um 13 aos três. Paulo, a tua nota?

Eu tinha pensado num 14, na mesma lógica.

Está justo.

Fica ali um 13,5. Exato, fica no 13,5. Zé Manel, ontem houve um caso de um avião que esteve praticamente a ser desviado e podia ter tido efeitos muito piores do que aquilo que aconteceu. Houve ali um ato de heroísmo também por parte de quem estava lá dentro.

Sim, houve um conjunto de circunstâncias excepcionais e de facto houve um ato incrível, em termos daquilo que se passou. Estamos a falar de um avião da FlyDubai, que vinha de Dubai para Israel. A certa altura, o copiloto começou a tentar tomar conta do avião para esfaquear o piloto. E depois houve vários comportamentos ali que foram relevantes. O piloto, apesar de ter ficado em risco de vida, não se sabe tudo, conseguiu destrancar a porta do cockpit e isso permitiu que passageiros que tomaram a iniciativa, israelitas absolutamente comuns. Um deles percebeu-se do que se passava porque a mulher tinha ido com a filha à casa de banho do avião, que é perto do cockpit, precipitaram-se para dentro do cockpit, passaram por cima do corpo, ele estava vivo, do piloto, conseguiram dominar o copiloto. O copiloto estava já a destruir a instrumentação de bordo para o avião cair, parece que era o objetivo. E depois, uma destas pessoas que dominaram o copiloto tinha visto um filme sobre um desastre de aviação e sabia que o que se podia fazer era puxar, não sei como é que se chama aquela espécie de volante que anda para cima dos aviões, para trás para estabilizar. Ele tinha caído praticamente metade da altitude em poucos minutos. Neste processo, a cauda do avião partiu-se. Havia outros pilotos dentro do avião, havia médicos, isso é mais comum, que conseguiram também estabilizar a situação do piloto. Um dos outros pilotos conseguiu sentar-se, conseguiu aterrar, mesmo em condições difíceis, porque faltava uma parte do leme traseiro. É uma daquelas histórias, de vez em quando há milagres destes, de vez em quando há desastres. Que há uns anos foi um, não sei se não foi o piloto ou copiloto alemão que atirou um avião.

Sim, também de uma companhia low cost, a German Wings.

German Wings.

Contra uma montanha.

Contra uma montanha, nos Alpes, aqui na Europa.

Nos Alpes.

Aqui a motivação terá sido diferente, mais tipo terrorista. Ali seria uma motivação de depressão. Lembramos no Monte Milac, onde há um filme fantástico do Clint Eastwood com o Tom Hanks, que é "O Milagre do Hudson".

Do Hudson, isso aí foi um acidente.

Foi um acidente. E esta história eu acredito que também vai vir filme, porque é uma história absolutamente incrível.

Ainda não sabemos tudo.

É, não sabemos tudo.

Há uma parte aqui importante, a questão da motivação do copiloto.

Sim, não sabemos qual é a motivação do copiloto, não se percebe até que ponto ele podia ter estado naquele avião. Em princípio, ele é cidadão do Oman, não poderia estar dentro daquele avião naquela responsabilidade, nem se sabe como é que ele conseguiu entrar com uma faca, ou um canivete, ou o que é que é isso, para dentro do avião. Há aí várias questões para esclarecer. Mas a história daquelas pessoas que tomaram conta do avião é incrível. Faz lembrar uma outra história aí, não conseguiram evitar que o avião caísse, mas evitaram que ele fosse dirigido ou contra a Casa Branca ou contra o Senado.

O quarto avião.

O quarto avião do 11 de setembro.

Que era na Pensilvânia.

Portanto, é uma nota positiva.

Eu acho que sem a história do Ronaldus teríamos todos a falar disso hoje.

Ia querer saber mais detalhes, sem dúvida.

Ia querer saber mais detalhes. Nunca dei esta nota, vou dar um 20 para aqueles passageiros que fizeram aquilo. De vez em quando também temos de ter histórias inspiradoras como esta.

Um 20 do Zé Manel no Fecho desta edição. O "Estore" está de regresso mais logo na Tarde Política.

Numa versão alargada que começa a seguir ao jornal das 18h. Esta quinta-feira juntam-se à Judite França, a Raquel Lopes-Cacis e o Mansa Crespo.