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Este é o som do Ювенсуре das manhãs 360. Nos próximos minutos damos notas aos principais protagonistas da atualidade e para isso, Luís, hoje juntam-se a nós e ao José Manuel Fernandes, a Filomena Martins, Alexandra Machado, que está aqui conosco em estúdio, e também Rui Pedro Antunes.

E continuamos no rescaldo da tomada de posse do novo governo. O líder do PS, ausente da cerimônia, precisou de 24 horas para reagir aos discursos. E o que aconteceu já depois também da primeira reunião do novo Conselho de Ministros. Já vamos olhar também para as primeiras decisões do novo executivo, mas primeiro, Filomena, ficaste esclarecida com a explicação de Pedro Nuno Santos para não ter ido à cerimônia? Filomena? Será?

Estava muito esclarecida.

Pronto, não está grandemente esclarecida a Filomena, portanto, se calhar, vamos passar já ao Rui Pedro Antunes. Rui-

Não, estou aqui, estou aqui.

Ah, já aqui está a Filomena. Pronto. Filomena, então.

Tá, só tinha isto e é muito simples de carregar no botão.

Se calhar ficavas 24 horas à espera também pra falar conosco, não?

Não. Estava aqui só com o botão. No meu caso, foi só um botãozinho. No caso do Pedro Nuno, foi porque ele não podia ou outra coisa qualquer, porque ele não disse. Eu não fiquei esclarecida porque o Pedro Nuno Santos não esclareceu. E eu fiquei muito, como eu hei de dizer, banzada. Eu estava na expectativa ontem, confesso, muito na expectativa, porque Pedro Nuno Santos disse que nem ele nem o PS iam ser um bloqueio institucional. Foi a primeira coisa que ele disse. Disse que estaria disponível pra entendimentos pontuais. Aliás, ele ontem até o repetiu. Dizendo que aprovaria aquilo com que estaria de acordo e esfumaria aquilo com que não concordaria, que estaria disponível pra aprovar um orçamento retificativo, o plano do governo do Montenegro. Ora, quem nunca faria um bloqueio institucional ao novo governo, no primeiro momento institucional da nova legislatura, ele não está presente. No primeiro momento institucional da nova legislatura, não faz uma única declaração e dá instruções a toda a gente do PS para não reagir. E eu achava que o PS, sendo o maior partido da oposição, uma oposição responsável, como Pedro Nuno Santos não se cansa de repetir, fica em silêncio perante o discurso de posse do novo primeiro-ministro e do presidente da República. E depois disto, que eu acho que já espantou toda gente, havia indicações que o PS não tinha reagido e que poderia mesmo nunca reagir. Para mim, o novo espanto foi o líder da oposição responsável marcar um discurso à nação ontem pras 16h30. E quando faz isto, as minhas expectativas ficam muito altas. Eu penso que as minhas, se calhar as de muita gente, é que haja algo de novo para dizer, algo de importante, surpreendente, para demorar 24 horas a ser elaborado, pensado, muito mais que uma reação feita ali a seguir, como a que fizeram os outros partidos a seguir à posse. Mas não, Pedro Nuno Santos ontem chegou àquela hora, um bocadinho atrasado, normal, limitou-se a repetir depois a cassete que já lhe ouvimos, o mesmo que todos os socialistas e comentadores, aliás, daquela área socialista tinham dito na véspera. Atacou Montenegro, disse daquelas coisas normais, que dificilmente aprovariam o orçamento, mas admitindo discutir questões na especialidade. Falou daquilo que já sabemos, supostamente o mais difícil que é o IRC. Usou até muitas expressões que já vêm dos debates da campanha eleitoral lá atrás. Vinte e quatro horas depois, disse que não queria ter feito ruído. E pareceu-me uma desculpa muito mal amanhada.

E que nota queres dar pra tudo isto?

Não, e o pior pra mim foi Pedro Nuno Santos fazer questão de não responder à pergunta mais natural dos jornalistas, que é: por que não foi à posse? Ele primeiro disse, daquela forma muito zangada dele, que não tinha podido ir, não podia. Depois disse, quase com um desdém para o ato em si, que o PS se fez representado por Alexandra Leitão. Pronto, estava feito. E quando os jornalistas insistiram, e bem, sobre as razões da ausência, ele nem sequer usou a resposta mais básica que devia ter usado, que é não responder. E então disse que não era um assunto relevante. Não explicou. Não era relevante. Claro que é relevante. Uma oposição responsável, da qual ele diz ser líder, não quer ser força de bloqueio, como garante que não vai ser. Não basta dizer, tem que parecer. Ele tem que aparecer e neste caso não apareceu e não se percebeu a intenção. E se foi pra marcar uma qualquer posição, que eu não consigo perceber, eu confesso, vou dizer aqui uma coisa grave, foi uma atitude daquelas que ele critica André Ventura e que nós criticamos André Ventura. Pronto, é isto.

Queres deixar já alguma nota, Filomena?

Deixo uma nota rapidinha pra esta atitude de Pedro Nuno Santos. É uma nota muito baixa. Pode ficar entre um cinco, para não dizer o quatro do José Manuel, mas é só pra não imitar o José Manuel.

Já vamos também perceber o que o José Manuel acha disso, mas pra já, Rui Pedro Antunes, a reação de Pedro Nuno Santos foi tardia?

Acho que foi. E mais do que isso, acho que uma oposição responsável participa em cerimônias de posse do governo que são oficiais e que naturalmente ficava bem Pedro Nuno ter estado lá presente e até eventualmente ter reagido no próprio dia Porque como ele diz, o PS é o maior partido, tem uma bancada parlamentar do mesmo tamanho da bancada do PSD, que é o partido que lidera o governo, e portanto só lhe ficava bem, até em representação dos eleitores que votaram nele, ter estado presente. A Filomena Martins estava a falar das 16h30 como uma hora que ele marcou. Para quem se lembra, é a hora da Coca-Cola Light. O discurso não foi bem light, teve alguma densidade. E há uma parte de estratégia. O Pedro Nuno Santos tem mostrado que, na verdade, aquela história de que acabou a tática não é bem assim. Parece que ele foi muito rápido a dizer que queria passar à oposição, mas depois também não está muito confortável na oposição, porque ele não se preparou para ser líder da oposição, preparou-se para ser primeiro-ministro, mas obviamente não é um passeio no parque. E há coisas contraditórias. Quando ele diz ontem que a AD teve 28,84%, o PS teve 28% e cerca de 50 mil votos de diferença e apenas dois deputados de diferença, porque ele coloca aqui o CDS, está a dizer uma coisa que não disse na noite eleitoral, que é que há quase uma dependência e uma necessidade imposta pelos eleitores ao PSD de terem que negociar com o PS. E isso é tudo compreensível. Só que qual é que é a solução para Pedro Nuno Santos? Ele não pode dizer que é a oposição responsável e dizer a Pedro Nuno Santos que a partir de outubro não tem qualquer tipo de alternativa. Porque se o não é não, se o PS exigiu que o Luís Montenegro dissesse sempre que o não é não ao Chega, não há outra aritmética parlamentar. Portanto, se o Pedro Nuno Santos diz que é praticamente impossível aprovar o orçamento, o Luís Montenegro tem razão, que é: então para que é que vai aprovar o programa de governo? Basta os dois, de forma até transparente para os eleitores, dizerem: "Vamos para eleições." E portanto, é legítimo a posição do Luís Montenegro, em parte também podemos considerar legítima a posição de Pedro Nuno Santos, mas eu acho que ele não sabe muito bem o que quer, que tipo de oposição é que quer ser. Sobre a questão da ausência dele, e voltando ao início, para fazer aqui um bocadinho de piscadinha de rabo na boca, na verdade, ele não pode dizer que é uma oposição responsável, querer passar como um líder maduro, que não tem aquelas traquinices, aquelas imaturidades que às vezes o caracterizaram, e dizer: "Não fui à posse porque não pude." No mínimo, pode dizer: "Tive razões pessoais."

Precisava de explicar mais alguma coisa.

Pode ter acontecido. Repara, eu às vezes até tenho medo destas coisas, porque às vezes nós fazemos crítica e se calhar até houve uma coisa pessoal que era realmente importante.

Ou grave.

Mas há várias formas de ter uma-

Certo, mas pode dizer

...uma posição institucional, que é: "Olhe, por acaso não pude estar presente, mas fiz questão de felicitar o primeiro-ministro Luís Montenegro pela sua tomada de posse, tal como tinha feito na noite eleitoral pela vitória." Há várias maneiras, e não foi. Foi sempre a postura de menino que está a fazer a birra. E naturalmente que isso depois não se coaduna com a ideia de uma oposição responsável, que está ali pacientemente e com sentido de responsabilidade de quem quer servir o interesse público, à espera do seu tempo para governar. Portanto, não foi isso que aconteceu.

Foi a postura do não tem nada a ver com isso, quase. O que não é verdade, porque se há um fator, como dizes, se houve um fator pessoal absolutamente atendível, basta dizê-lo. Dizer: "Houve um motivo pessoal incontornável." E eu acho que a conversa acaba aí. Agora esta, não foi ponto final, não tem nada. Não, claro que temos todos a ver com isso. Rui, queres dar uma nota a este caso?

Quero. Vou subir um bocadinho a nota, porque de facto o PS tem na mão também parte do PSD, está tudo muito intrincado, e por isso vou lhe dar um oito. Naturalmente, não pode ser positivo, mas é um bocadinho mais alto que a nota que a Filomena deu. De qualquer forma, é isso. Um oito para Pedro Nuno Santos, porque de facto ele tem que mostrar também um bocadinho na forma mais maturidade. Não basta dizer assim: "Não foi porque não quis, tinha mais que fazer essa hora, então."

João Fernandes, queres também avaliar um pouco do que foi a reação do líder do PS?

Olha, eu acho que ele atirou combustível para o lume. Portanto, ele cometeu obviamente um erro. E esse erro tem a ver com o fato de não perceber que há praxes nos regimes democráticos que devem ser cumpridas e praxes que têm a ver com a boa educação. Portanto, aparentemente, ele em muitos momentos deixa-se mais levar pelo seu impulso emocional do que pela racionalidade que se espera de um líder político. Já em vários momentos anteriores da sua carreira, digamos assim, tínhamos dado por isso. Ontem demos novamente, ontem e anteontem. Primeiro, porque faltou à tomada de posse. De facto, ele provavelmente acha que nasceu destinado a estar no lugar em que está o Luís Montenegro e, portanto, era ali que devia estar e não sentado na plateia. E depois, por não entender que o eleitorado do seu partido não é um eleitorado zangado como o eleitorado do Chega. É um eleitorado que pode, uma parte dele, ser adepto, entusiasta, quase clubista do Partido Socialista, e há muitos eleitores assim, de todos os partidos, não é exceção no Partido Socialista, mas há um outro eleitorado mais flutuante, que vai e vem, como por exemplo, quando Francisco Louçã se recusou a receber a troika, desertou do Bloco de Esquerda. Não há uma eleição no horizonte, isso não vai acontecer amanhã, mas isto Contribui para uma determinada imagem de Pedro Nuno Santos, acentuada pela forma crispada e irritada com que ele ontem tratou os jornalistas naquela conferência de imprensa. No fundo, tratou o país, porque os jornalistas foram apenas intermediários das perguntas que o país estava a fazer. E eu creio que isto foi um muito mau arranque para um líder da oposição que ele quer ser. Além de que, como aliás já foi aqui referido pelo Miguel Pinheiro no bom mau vilão, já está a haver divisões no Partido Socialista relativamente à determinação de, na prática, quase não negociar o orçamento, não falar sobre matérias orçamentais e anunciar já que se for para dar dinheiro aos professores e aos polícias, votam a favor de um orçamento rectificativo, tudo o resto é para votar contra. Também nisto-

Sim, que nota queres dar, Jamila?

...a subida não vai ser fácil. Olha, a minha nota, vou acompanhar o cinco da Filomena. Vou estar solidária com ela hoje.

Solidário com a Filomena. Alexandra, tu queres juntar aqui nesta questão do Pedro Nuno Santos, que já falámos, mas também a reunião do Conselho de Ministros de ontem, que foi a primeira do novo governo, como é que podemos aqui unir tudo isto que se tem passado nas últimas horas?

Alta política, vá lá.

Diz, Filomena.

É alta política para a Alexandra.

Exato, é alta política para a Alexandra.

Eu gostava era de estar desobrigada de dar nota, como eles estão todos desobrigados a tudo e mais alguma coisa. Nos próximos tempos podemos fazer as análises que quisermos.

Aproxima-te só um bocadinho mais do microfone, Alexandra, por favor.

A análise semântica, corporal, facial, do olho que vira mais para a direita ou para a esquerda, podemos fazer essas análises todas que quisermos, mas o que parece é que estão todos a apalpar um bocado o terreno. Isto está tudo a ser muito tático, não sabendo muito bem o passo seguinte. Na realidade, é isso que parece, é que ninguém sabe muito bem qual é o passo que vai dar a seguir. Montenegro está claramente a fazer discursos de campanha, Pedro Nuno Santos, na reacção um dia depois da posse, aquela postura de "a oposição sou eu e só eu", mas claramente para dizer que pode ser a oposição hoje, mas que pode não ser a oposição amanhã e como já se viu quando foi a história de Aguiar Branco, até pôr-se ao lado de PSD ou ajudar a viabilizar uma solução junto do PSD. E eu até acho que foi por causa disso que Pedro Nuno Santos não terá ido à posse e demorou 24 horas para fazer o discurso, para se pôr naquela postura de "eu não estou mesmo a suportar o governo." O Chega ontem também disse que estava desobrigado, enfim, tem dito, estava desobrigado a apoiar o governo. O PS também está desobrigado a suportar o governo. Não há obrigações para ninguém. Luís Montenegro também parece estar desobrigado a ter a iniciativa de chegar a acordo para aprovar medidas e parece que nós é que vamos estar obrigados a ir a eleições mais dia, menos dia, com estas desobrigações todas de todos os líderes de partidos políticos e líder do governo, neste momento, Luís Montenegro. Vai ser assim nos próximos tempos. O pingue-pongue vai ser este. Vamos estar todos os dias, semana a semana, dia após dia, a falar de taticismos e de qual vai ser o próximo passo de cada um. E o primeiro passo deste governo foi o tal Conselho de Ministros que tu falavas, que a nota do Conselho de Ministros tinha três pontos, dois deles aprovados, que foi a mudança no logotipo do governo e a estratégia para a corrupção de convidar todos os partidos a sentarem-se à mesma mesa para criar uma estratégia contra a corrupção. E estas duas medidas claramente não foi a pensar no PS, mas foi a pensar no Chega. Obviamente que não vamos fazer daqui um caso sobre a mudança de logotipo, mas quem foi muito crítico sobre essa mudança na altura foi André Ventura. E não há dúvida que aquelas duas medidas acho que falam mais para o eleitorado do Chega e se calhar não foi inocente da parte do governo que duas dessas medidas... O Chega fala muito da corrupção. Lá temos agora a estratégia para a corrupção e falou bastante do logotipo por causa da portugalidade. Sabemos todos o discurso do Chega e as duas medidas não foram essas. Agora, o governo também já começa a lançar suspeições, o que não é bonito, em relação a dúvidas sobre as contas públicas. Deixou dúvidas ontem também sobre a preparação dos dossiês para, nomeadamente, se aprovar o próximo cheque do PRR, e ainda lançou dúvidas sobre o que é que deixou ou não preparado o governo de António Costa para a mudança do governo para a Caixa Geral de Depósitos. A mudança não estava preparada, disse ontem Leitão Amaro. E, portanto, está aqui já uma estratégia, parece-me a mim, que já se está a desenhar aqui alguma estratégia de vitimização e a velha tática de encontrarmos coisas que não esperávamos. Vamos ver até onde é que isto vai dar.

Notas queres dar ou estás desobrigada de dar notas?

Eu gostava muito de estar desobrigada a dar notas, mas eu vou dar uma nota de previsão 10, porque acho que o governo tem que ter um discurso um bocadinho mais para olhar para a frente e não tanto para Começar a olhar para trás e a olhar para culpas do que está para trás.

Paulo, o que é que tens a dizer sobre estes temas estruturais que foram aprovados ontem? Muito rapidamente, estamos quase sem tempo.

Eu sei, são 10 segundos. A Alexandra disse que o Pedro não disse que não suporta o governo.

Não suporta.

Não, é porque a palavra pode ser homônima. Tu não sabes se o não suporto o governo é não suporto politicamente. Acho que não suporta o governo.

Acho que é as duas coisas.

Paulo, e em relação aos temas que foram aprovados ontem em Conselho de Ministros, o que é que dizes?

Também não os suportas. Não, acho que nós andamos aqui às vezes à volta do acessório, absolutamente. A questão do logo da República ou do governo, ou seja o que for, é um daqueles casos que nos ocupa porque parece que não temos mais nada para nos ocuparmos. Eu aqui até vou mais atrás. Por que na altura o governo António Costa decidiu fazer uma alteração? Eu acho que é tanto provinciano achar que não se deve gastar €70.000 numa nova imagem do país, de uma empresa, seja o que for, de uma marca, também não deixa de ser provinciano achar que gastamos uns milhares de euros numa imagem e fica logo tudo bem. Tipo, basta pintar uma madeira por cima que o caruncho desaparece. Não, não é verdade, o caruncho continua lá. Atenção, não me choca o estilismo do trabalho desenvolvido por Eduardo Aires, não tem nada a ver com isso, nem se está a esfregar os milhares, os castelos. Não tem nada a ver com isso. Na altura, o logo foi mudado para quê? Alguma estratégia de marketing nacional, de marketing territorial, algum posicionamento do país, alguma forma de chamar a atenção para captar investimento, captar turismo. Se fosse enquadrado numa estratégia mais vasta, eu acho que fazia todo sentido. Agora, se é para mudar o papel timbrado e os sites dos ministérios, sinceramente, acho que até pode ser dinheiro deitado fora. E não me choca de facto o estilismo, o turismo espanhol tem o símbolo desenhado por Miró, é lindíssimo e o nosso também. E portanto, nós andámos agora uns dias a discutir isto, que é absolutamente acessório, que é pura fachada. A mesma coisa, a Alexandra já falou disso há pouco, eu aqui tenho uma visão um pouco mais crítica sobre a mudança de ministérios pra Caixa. De facto, o que o governo António Costa deu a entender nos últimos dias, até com o último Conselho de Ministros lá realizado, é que estava pronto, aquilo era só basicamente uma vontade de chamar a empresa de mudanças para levar as secretárias e os dossiês. E a ideia que dá é que mais uma vez, e isto foi uma constante ao longo da governação de António Costa, muita conversa, muitos projetos, mas depois nada acontece na prática. Até convém lembrar que o governo António Costa tinha como objetivo mudar os ministérios em 2022.

O Leitão Amaro, Paulo, disse que a sala onde foi o Conselho de Ministros é uma sala de trabalho da Caixa Geral de Depósitos que nem sequer dava para utilizar para o Conselho de Ministros se reunir.

Claro, deve ser a sala onde reúne o conselho de administração da Caixa, eventualmente. São as salas maiores.

É a mesma essa sala. Já uma parte da administração pública que está naquele edifício.

Alguns departamentos já foram transferidos, mas o edifício é imenso.

O edifício é imenso.

E está muito vazio.

Há andares que estão a ser preparados, mas por exemplo, o andar onde foi o Conselho de Ministros é um andar da administração da Caixa. E a administração da Caixa ainda não saiu de lá, vai sair, naturalmente.

É evidente.

Mas as coisas não estão prontas ainda.

Não, mas é assim, quando isto foi anunciado, o objetivo era-

Aliás, o próprio calendário não prevê que ela estivesse pronta nessa altura. O calendário prevê só o governo 2026, portanto ainda faltam dois anos pra tudo.

Para a saída total da Caixa, porque a Caixa também há tanto tempo sai de controlada.

A Caixa vai se encaixar numa parte das suas notas.

Olha, eu vou dar um sais. Às vezes nós parecemos não um país, mas um cenário de Hollywood. Aquela fachada de madeira que depois olhas e não tem nada atrás. Andamos aqui preocupados com os logos e com estes projetos de mudanças que afinal não acontecem. Um sais a estes temas absolutamente marginais, mas que nos ocupam tanto tempo.

E ocuparam-nos tanto tempo que não vai ser possível ao João Manuel Fernandes falar também dos relatórios que quis falar, João Manuel, mas ficará certamente para outra oportunidade. Pode ser?

Sim, teremos tempo de falar das gêmeas e da Segurança Social com certeza em outras ocasiões.

Fica por aqui este "O Vencedor É". Voltamos amanhã.