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Mais um episódio de Mundo IA, o jornal diário da Rádio Observador sobre inteligência artificial. Hoje com edição do Carlos Pedro. E vamos começar com mais um corte no número de trabalhadores devido ao investimento em inteligência artificial. A empresa portuguesa Critical Software vai perder 200 trabalhadores até o final do ano.

É uma redução de 13% face ao quadro de pessoal que iniciou este ano. Ao todo, a Critical Software vai terminar 2026 com 1300 trabalhadores. Em entrevista ao Expresso, o presidente-executivo desta tecnológica portuguesa, João Carreira, explica que a tecnologia está a substituir tarefas anteriormente desempenhadas por engenheiros, sobretudo nas áreas de programação e testes. João Carreira diz mesmo que está a perspetivar-se a transformação mais profunda desta empresa desde a fundação, em 1998. Esta corrida à inteligência artificial tem levado a profundas transformações na reorganização das equipes, atenta João Carreira. Não é exceção a Critical Software. Questionado sobre eventuais planos para outro despedimento coletivo no próximo ano, João Carreira diz que isso não está planeado, mas admite que não é uma possibilidade, por agora, a descartar. Dizer ainda que a Critical Software é uma empresa que desenvolve software para setores como a aeronáutica, o espaço e os transportes ferroviários. São oito milhões de investimento nas políticas de inteligência artificial. A faturação deverá manter-se próxima dos 120 milhões de euros.

Entretanto, o governo quer reduzir até 70% o tempo de licenciamento na habitação com recurso à inteligência artificial.

Foi uma posição assumida pelo ministro adjunto e da Reforma do Estado na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, isto no âmbito da apreciação na especialidade da proposta de orçamento do Estado para o próximo ano. Gonçalo Matias falou na LicenCIÁ, a nova plataforma pública portuguesa baseada em inteligência artificial e criada para agilizar processos de licenciamento, sejam eles urbanístico, industrial e até ambiental. O projeto avança em piloto ainda este ano e, de acordo com o ministro, vai permitir poupar muito tempo às pessoas e às empresas, garantindo licenciamentos muito mais rápidos.

E a Coreia do Sul anunciou um investimento recorde em inteligência artificial para o próximo ano.

Vem aí um investimento de quase 13%, Nelson, para o orçamento sul-coreano, isto em tecnologias de inteligência artificial. Falamos de 14,3 mil milhões de euros, anunciou o presidente Lee Jae-myung num discurso perante o Parlamento da Coreia do Sul. O objetivo é que o país entre pra lista dos líderes mundiais nesta área, juntamente com Estados Unidos e China. De realçar que duas empresas sul-coreanas, a Samsung Electronics e a SK Hynix, figuram entre as líderes mundiais na produção de chips de memória avançados, componentes essenciais para o funcionamento dos sistemas de inteligência artificial.

Na Argentina, o presidente Javier Milei quer reforçar o investimento em inteligência artificial e tornar o país num paraíso fiscal para esta tecnologia.

O presidente argentino promete uma abordagem sem regulação e propõe incentivos fiscais com o objetivo de atrair grandes empresas de tecnologia pro país. De acordo com a Associated Press, Milei quer a construção de diversos centros de dados pra inteligência artificial no país e quer fazê-lo na Patagônia, partilhada por argentinos e chilenos. Por que a Patagônia? Pela geografia do local, com planícies abertas e também por se estar longe de zonas habitadas. Para atrair empresas receosas da instabilidade econômica do país, o governo de Milei propõe reduzir de 25% para 15% o imposto sobre o rendimento das empresas. Já durante a visita a Washington, nos Estados Unidos, Milei prometeu que ia deixar a inteligência artificial livre, ou seja, sem qualquer regulação. Entretanto, a imprensa internacional diz que Javier Milei já se reuniu com várias figuras do setor, entre as quais os representantes da OpenAI, da Amazon e da Google.

E vamos fechar com o empreendedor de Viana do Castelo. Chama-se Juvenal Rodrigues e criou o Universo Zé Trakina. De que estamos a falar, Carlos?

Nelson, estamos a falar de uma aplicação infantil portuguesa que procura aliar a aprendizagem à diversão. É gratuita, não inclui publicidade, reúne jogos, atividades, vídeos e histórias dirigidas a crianças do primeiro ao quarto ano de escolaridade. Entre as funcionalidades, está a possibilidade de conversar com o Zé Trakina, um assistente baseado em inteligência artificial, concebido para interagir com os mais pequenos e responder às dúvidas dos mais pequenos. A aplicação disponibiliza também minijogos educativos para estimular o raciocínio, a memória e a criatividade, e já está disponível na Google Play Store.

Fica por aqui este episódio de Mundo IA. Voltamos amanhã com mais novidades, alertas e curiosidades sobre inteligência artificial.