Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Está no ar o "E o Vencedor É". Hoje, a análise aos protagonistas da atualidade é feita pelo Miguel Pinheiro e também pelo Rui Pedro Antunes, que se juntam ao José Manuel Fernandes, ao Paulo Ferreira e ao Júli Magalhães, que está no Porto. Carlos, vamos andar entre Lisboa e a Ucrânia, mas começamos com a educação. Começamos. A FENPROF esteve reunida em congresso este fim de semana e até houve novidades. Mário Nogueira foi reconduzido, continua secretário-geral, mas ganhou dois adjuntos. Paulo Ferreira, temos um vencedor?
Temos claramente um vencedor, e mais legítimo do que este é muito difícil, porque Mário Nogueira foi reeleito com cerca de 90% dos votos dos congressistas. Ganhou dois adjuntos. Aliás, isso tinha sido a condição que ele tinha colocado. No último mandato, quando foi reeleito, disse que era o último. Agora, disse que só aceitaria continuar e fazer um prolongamento em relação ao fim, porque ele próprio tinha colocado para este seu cargo, se tivesse ajuda. Então ganhou os tais dois adjuntos. Mas diz que os sindicatos lhe pediram para continuar. Já agora, a FENPROF é uma federação de sindicatos, é uma espécie de uma holding. Se calhar eu não devia aplicar isto, um termo tão corporativo aqui em questões sindicais, mas é uma espécie de uma holding de sindicatos de professores que estão, de alguma forma, regionalizados. A organização é regional. E depois também diz que esse pedido dos sindicatos se deveu à nova realidade e à maioria absoluta do governo. Portanto, vamos ter aqui um embate pela frente. E é claramente vencedor, Mário Nogueira. O facto de ele continuar à frente da FENPROF significa que aqueles que o elegem, aqueles para quem ele trabalha, se quisermos pôr as coisas assim, estão satisfeitos com o trabalho dele. Não há oposição, não há listas concorrentes a ele, neste caso. Significa que os professores estão muito satisfeitos com a defesa que ele tem feito dos interesses da classe. Se a educação está melhor ou não, isso já é outra questão. Eu queria aqui notar uma coisa: Mário Nogueira é líder da FENPROF desde 2007, há 15 anos. Desde então, ele já conheceu seis ministros da Educação. O atual, João Costa, é o sexto ministro da Educação. E estamos a falar de um período, estes 15 anos, em que até houve bastante estabilidade naqueles que foram detendo a pasta da Educação. Houve três que completaram mandatos completos de quatro anos, Maria de Lurdes Rodrigues, Nuno Crato e agora Tiago Brandão Rodrigues, portanto, fizeram todas as legislaturas. Ia dizer se foram todos maioria absoluta. Não, Maria de Lurdes Rodrigues, sim, Nuno Crato, sim, mas Tiago Brandão Rodrigues, o último, agora, não. Não havia maioria absoluta do PS até 2009, como sabemos. O que mostra bem a estabilidade de um lado e a instabilidade do outro. E nem vou sequer para a questão da instabilidade dos ministros, porque a democracia leva à alternância de governos e, naturalmente, muitas vezes, à mudança de ministro. A questão é a instabilidade de programas. O facto de mudarem governos e mudarem ministros não significa que cada um olhe muitas vezes para aquilo que se passa na educação como se fosse uma folha em branco. Mudam os programas curriculares, como nós sabemos, com uma frequência assustadora, mudam os sistemas de avaliação. Portanto, a instabilidade profunda na educação vai muito mais para além do que aquilo que é a mudança de ministros da pasta. E são práticas de governos também que acabam por dar, de alguma forma, força, se quisermos, a Mário Nogueira, aos sindicatos, e portanto, eles têm muitas razões de queixa também. Mas queria aqui notar que, de facto, temos uma grande estabilidade na área sindical dos professores e uma grande instabilidade na área programática de educação. Portanto, Mário Nogueira é claramente um vencedor deste fim de semana.
Queres dar já a nota, a maior?
16. Independentemente, agora, podemos discutir aquilo que ele defende para o país, para a educação, para os professores, mas o que é certo é que aqueles que o elegem estão satisfeitos com o trabalho dele.
E, portanto, temos, José Manuel Fernandes, aqui um secretário-geral incontestado.
Sim. Do ponto de vista dos sindicatos, sim.
Do ponto de vista dos sindicatos, teve aqui um reforço de confiança.
É verdade. Eu vou dar uma nota mista a Mário Nogueira, porque, sinceramente, acho que ele não devia continuar à frente da FENPROF, independentemente dos pedidos que lhe foram feitos. Mário Nogueira deu uma entrevista de vida ao Observador já há uns anos, há seis anos, e nessa entrevista de vida ele disse que ainda ia voltar a dar aulas. Eu não sei se seria bom para as crianças. Ele é professor do primeiro ciclo do básico, seria muito bom para as crianças ele voltar a dar aulas, depois de tantos anos como sindicalista. Mas independentemente disso, a verdade é que foi uma promessa não cumprida. Eu, apesar de tudo, acho que ele é um bom sindicalista. Ele já era um sindicalista muito eficaz antes de ser secretário-geral da FENPROF, quando era apenas o coordenador dos sindicatos da região Centro. Era a região que estava sempre a dar nas vistas. E esta sua habilidade para ser líder sindical, ele voltou a dar provas disso ontem, com uma ação que a FENPROF vai fazer nos próximos dias e que eu acho, como se costuma dizer, bem achada. Portanto, o que é que vai fazer a FENPROF? A FENPROF vai andar por uma das estradas mais mortíferas do país, que é o IP3, além da região dele, precisamente, entre Coimbra e Viseu, a região do Paulo. E o Paulo sabe, seguramente até melhor do que eu, por acaso até passei no IP3 há poucas semanas, mas sabe que o IP3 é um inferno.
É o caótico, agora com obras pior ainda.
É caótico. Agora, acontece que aqui há uns anos O nosso inefável primeiro-ministro disse uma coisa como isto: não podia haver progressão na carreira dos professores, porque ou havia progressão na carreira dos professores ou se construiu o IP3. Ora, passaram uns anos, não houve progressão na carreira dos professores, coisa que eu não defendo, mas também não há IP3. E aí eu digo que tem se construído tantas estradas pelo país, mas há algumas que fazem mais falta do que outras, como se costuma dizer. Portanto, o que o sindicato vai fazer? Vai distribuir uns panfletos aos automobilistas, o que não é difícil, porque eles acabam por estar sempre parados nas filas que se formam por causa das obras. Vai distribuir aos automobilistas a dizer: "Não temos culpa. Não há IP3, mas a culpa não é nossa, porque nós também continuamos sem obra".
O dinheiro não foi pra eles, basicamente.
O dinheiro não foi pra eles, mas não foi também pra ninguém. É uma ação sindical que mostra a habilidade de Mário Nogueira, e apesar de eu achar que ele devia ter saído, e se fosse só por isso não lhe daria uma nota positiva, dou uma nota positiva e vou acompanhar o 16. Acho que esta ação sindical é daquelas que não perturba ninguém, não há alunos sem aulas, e tem um efeito mediático.
Importante, depois daquela conferência de imprensa em que partiu o prato.
Partiu a fruta.
Da fruta. Esta também acaba por marcar, portanto 16 aqui para Mário Nogueira por parte do Paulo Ferreira e do José Manuel Fernandes. Júlio, também estás generoso com o vencedor que escolheste? Não.
Então, conta-nos tudo.
Tem a ver, ainda no âmbito da educação, com uma notícia que deste fim de semana veio no Público, que a nova Universidade Europeia vai investir 85 milhões num novo campus de educação em Lisboa, o que é ótimo pro país e é bom pra Lisboa, mas é sempre em Lisboa. E isto vem ao encontro de quê? E a nota negativa é já um dois pra falta de planeamento e estratégia que há em Portugal. É que isto é mais uma prova evidente de que tudo se faz em Lisboa, tudo se constrói em Lisboa, e com razão, porque é em Lisboa onde estão as pessoas, as oportunidades e pra onde vai o país inteiro. E isto são mais infraestruturas que vão criar mais gente a ir para Lisboa. Num país tão pequeno, se houvesse planeamento e estratégia, este tipo de instituições são coisas que deviam ser distribuídas pelo país para fixar pessoas noutras cidades, noutros locais, noutros regiões, e que não se faz. Há já o sucesso evidente de universidades públicas como a do Minho, Trás-os-Montes, de Aveiro, que são um sucesso, mas depois são cidades que não têm capacidade pra reter todos os jovens que são formados nestas universidades. E depois tudo converge de novo a Lisboa. Estes investimentos enormes, neste caso é um privado, e um privado faz aquilo que quer, mas se Portugal tivesse regras e tivesse, sobretudo, planeamento e estratégia, provavelmente haveria aqui uma dispersão que faria do país um país mais igual e, sobretudo, mais desenvolvido. Isto não acontece e vamos ter um bom investimento, de facto, e é ótimo, em Lisboa, pra onde vai convergir mais gente. Isso está tudo ligado, porque depois, como não temos também um bom investimento na ferrovia, não há comboios a ligar o país, tudo torna mais difícil. Fizemos estradas, estradas e estradas. Ao contrário do que pensávamos, as estradas eram pra ligar o litoral ao interior, mas não, serviram foi pra trazer as pessoas do interior todas pro litoral mais depressa e ali se fixarem. Isto aqui vai dar ao mesmo, e por isso é que surgem agora propostas de se andar a 30 km/h na cidade de Lisboa, de ter que se tirar os carros, tirar o trânsito, não haver trânsito ao fim de semana. Agora esta proposta, como falou o Miguel há pouco, de tirar carros 80% de Lisboa, porque não continuamos a pensar no país, cada um pensa na sua cidade e depois temos um país desigual. É um bom investimento, é ótimo, é uma grande infraestrutura, é mais um contributo, com certeza, pra o ensino, pra educação e provavelmente mais tarde pra saúde, como diz aqui, mas a verdade é que o país continua muito desigual e como se está a ver agora até por esta questão da descentralização e destes pacotes financeiros, dos envelopes financeiros pra saúde, que afinal não são bem assim, o país nunca mais avança, nunca mais distribui e tem problemas o país, que não cresce de forma igual, e tem problemas Lisboa, que como se vê as propostas que hoje existem pra Lisboa é precisamente o excesso de gente, o excesso de carros, porque converge tudo pra lá, porque os investimentos são lá todos feitos e as oportunidades estão todas em Lisboa. Eu estou a querer tratar bem da vossa cidade, mas não adianta nada. Mas é um dois, nem é pro investimento, que é ótimo, mas é pra falta de planeamento e estratégia. Tu dizias isso, falta de planeamento e estratégia. Claro, há anos não fazem isto.
Ricardo Antunes, se ao menos houvesse um conselho de cidadãos de Lisboa, talvez as coisas corressem de outra forma?
É verdade, este conceito de conselho de cidadãos é muito interessante. Ontem até foi o Miguel Pinheiro que me alertou pra isso e eu já estava à espera que o no bom mau e o vilão pudesse queimar em parte este tema, mas eu decidi falar na mesma. Isto por quê? Eu acho que Carlos Moedas até trouxe a olfacto de ar fresco, que as pessoas achavam, porque já havia uma governação socialista na cidade há muito tempo. E de facto, ele tem a vantagem de, em pouco tempo, ter colocado as coisas a andar, pelo menos aquilo que eram as suas principais medidas. E o que tem graça, neste caso, é que ele colocou a andar esta assembleia de cidadãos, que já tinha sido contestada em algumas circunstâncias lá fora. Mas queria chamar a atenção aqui pra um ponto que o Miguel falava há pouco no bom, mau e o vilão Esta assembleia de cidadãos que ganhava tudo em ser aberta, é fechada aos munícipes que não estão lá dentro. Há uma discussão que é fechada. E esta ideia de que assim as pessoas conseguem discutir mais à vontade é um pouco incompreensível quando estamos a falar de uma assembleia de cidadãos. É óbvio, por exemplo, o grupo Bilderberg tem a Chatham House Rule, não se sabe bem o que se passa lá dentro e depois no fim atribui-se a alguém. Alguém disse isto, alguém disse aquilo. Mas eu não consigo perceber o que é que ade mal em o João, arquiteto, e a Maria, condutora da Uber, estarem a debater se há carros ou não na avenida, ou para usar o lema do próprio Conselho de Cidadãos, a Margarida, 17 anos, e a Mariana de 82, porque são os extremos desta coisa. Por exemplo, não estamos a falar de ter o Elon Musk, o Mário Centeno e a Christine Lagarde, como às vezes acontece nesses fóruns, a discutir as bitcoins e tudo o que eles dizem cá fora é notícia, acaba por perturbar alguma discussão que possa haver nessa matéria. Não, são cidadãos comuns a discutirem a cidade. E se eles não têm disponibilidade para serem filmados ou para discutirem essas ideias abertamente, eu acho que também não servem para aquilo. Além de ser tudo uma grande lotaria, porque a forma como são escolhidos, não há formas corretas e utilizando um sorteio, isso sempre acontecia. Isto transformou-se numa espécie de Grande Oriente Alfacinha ou a grande loja do Moedas, uma coisa meio maçônica.
Não estás a sugerir que vai tudo de avental, não?
Podia ser uma boa hipótese, ir tudo de avental ou pelo menos com um manjericão na mão, pelo menos nas reuniões no mês de junho. Mas o ponto aqui é, além disto tudo, há partes daquilo que saiu. Sobre esta matéria, só mais uma coisa. Na página da autarquia, há um grande perguntador e explicador sobre como funciona o Conselho de Cidadãos. E de facto, não diz lá que aquilo tem que ser transmitido em streaming. E eu reparei, um daqueles jornalista ativista, aqueles conceitos muito estranhos, nem sequer vou dizer o nome dele, que é para depois não receber 52 e-mails, mas um grande defensor das bicicletas, quase fanático, chamava a atenção para isto. Que antes dizia lá que toda a sessão ia ser transmitida em streaming. E como a internet não esquece, o que eu fiz? Como não confiei naqueles prints, porque tenho que confirmar a informação, fui a uma máquina, um aparelho, uma ferramenta chamada Wayback Machine, e fui a esse mesmo site com o acesso a 4 de abril, porque estava disponível nessa ferramenta. Pois não é que a 4 de abril, na parte da transparência, estava lá escrito o seguinte: "As sessões são divulgadas em streaming nas plataformas da CML". Não só a Câmara e a equipa de Carlos Moedas tinham lá esta indicação, e bem, porque isto era aberto, a discussão era aberta, era filmada, toda a gente ia assistir, como a tirou sorrateiramente. Retirou-a de lá. Isto é incompreensível num órgão que se pretende ser transparente, aberto a toda a gente, só lá podem estar 50 pessoas. A cidade tem 500 mil pessoas que passam aqui todos os dias, vivem aqui todos os dias, não se percebe. A outra coisa era aquilo que o Miguel também falava no Bom Mai e o Vilão, que é: eu não percebi muito bem se aquilo era o Conselho de Cidadãos, se era um bocadinho pessoas a lerem o programa do Fernando Medina. Porque, na verdade, 80% dos carros a menos na área metropolitana de Lisboa e a redução, quase ausência de carros de Lisboa, era algo muito parecido com o que o adversário do Carlos Moedas propunha. Depois, aquilo que o Miguel também falava, um jardim em cada cruzamento, faz-me lembrar uma política começada com António Costa e continuada por Fernando Medina, que é uma praça em cada bairro, era precisamente este conceito. Depois, foi também proposta o Provedor do Munícipe, proposta que foi aprovada, recomendação na Assembleia Municipal, no mês de abril, há um mês, com os votos contra precisamente do PSD e do CDS, coligação de Novos Tempos e de mais alguns partidos. Depois, superquarteirões pedonais. Ora, mais uma vez, a política de Fernando Medina, a rua é sua, de andar a pintar ruas de cor-de-rosa, amarelo e verde para ganhar espaço para os peões. Isto, por um lado, é fechado e é uma espécie da tal loja maçônica de Moedas, por outro, lá dentro, deve haver uma grande conspiração, porque afinal de contas, aquilo que os cidadãos querem é muito próximo daquilo que era a visão de cidade de Fernando Medina e não a visão de cidade de Carlos Moedas. Isto para mim são dois pontos negativos para esta experiência. Eu sei que lá fora, eu fui ver em particular no Conselho de Paris, também é à porta fechada, ou seja, só a intervenção inicial e as conclusões é que são à porta aberta, mas às vezes nós temos a oportunidade para fazer diferente e fazer melhor, quando copiamos a ideia. E neste caso, não me parece que seja isso.
E por isso vem uma nota negativa, Rui Pedro.
Não, vou dar um 10 a Carlos Moedas. Nós temos que ser compreensivos e ainda há a hipótese de melhorar. E pode ser que na próxima reunião já seja aberta, que haja serviços de streaming para toda a gente poder ver, porque ganha-se muito. Às vezes não é só a ideia final, o processo que chega a essa ideia é fundamental.
Ganha-se muito, disseste tu, Miguel Pinheiro, e Marcel também concorda quando olha para a guerra na Ucrânia.
É, parece que sim. O presidente da República teve mais uma intervenção infeliz. Disse que Portugal é um beneficiário líquido da situação vivida a nível internacional, por ser visto como longínquo da guerra na Ucrânia. E depois defendeu que o inteligente, como sabemos, o nosso presidente da República é muito inteligente, diz que o inteligente é saber aproveitar essa ocasião E Marcelo também se regozijou com os números do turismo em Portugal, que serão já consequência do fato de estarmos mais longe geograficamente do que está a acontecer da guerra na Ucrânia. Enfim, nós já sabemos, lembramo-nos que no começo da pandemia tivemos uma ministra da Agricultura a dizer que o coronavírus podia ter consequências positivas para Portugal. Depois, afinal, não foi bem assim. Tivemos um secretário de Estado da Internacionalização a dizer que nós ganhamos com a COVID-19 e agora temos o presidente da República a voltar com esta conversa, mas agora aplicada à guerra. Eu já peço tão pouco, mesmo no Natal. Não sei, nunca vos disse isto, mas eu peço muito poucas coisas ao Pai Natal todos os anos. E eu aqui só pedia aos nossos responsáveis políticos que deixassem de procurar sempre saídas fáceis para os problemas de Portugal. Estamos sempre à espera que uma desgraça no país dos outros nos ajude a resolver os nossos problemas. Se calhar podiam concentrar-se em perceber por que nós somos um país mais pobre do que os outros e depois tomar as decisões difíceis, porque um país que está sempre à espera de ganhar o Euromilhões não vai lá, porque ganhar o Euromilhões é mesmo só uma vez muito de vez em quando. Por isso, não vale a pena ficarmos à espera que isso aconteça. O que eu recomendo a Marcelo Rebelo de Sousa é que aproveite estes poucos anos que lhe restam de mandato e faça o seu papel, use os votos que recebeu para alguma coisa, em vez de ser para este tipo de declarações e ajude a explicar a todos por que é presidente de um país pobre. Por que Marcelo Rebelo é presidente de um país pobre? Explique-nos isso. Explique-nos por que nós não conseguimos tornar-nos num país mais rico, apesar de estarmos na União Europeia e termos essa sorte. Portanto, para Marcelo Rebelo de Sousa vai aqui o chumbo direto que o José Manuel costuma dar. Vai um quatro, porque de facto já não há paciência para este tipo de conversa. Marcelo está sempre a ver: "Quem é que me está a ouvir neste momento? Como é que eu posso agradar à pessoa que me está a ouvir neste momento?" Olha, vou dizer isto: mais um disparate, também é só mais um.
Ó Miguel, mas essa forma de estar está-se a tornar claramente o nosso modo de vida. É viver de fundos externos e de desgraças externas, basicamente.
Houve aí uma altura que eram os ataques terroristas no norte de África.
Certo, e a Primavera Árabe, isso tudo. E o turismo ganhou claramente com isso.
Ainda nos lembramos quando a ministra da Agricultura, caiu Carmen Trindade, e bem, quando ela disse que podíamos favorecer da COVID-19.
Exato, o Miguel recordou isso.
Foi? Ok.
Exatamente.
Estava desatento. Desculpe, senhor professor, estava desatento.
Os membros do governo que tiveram essas infelicidades tiveram que vir pedir desculpas. Vamos ver se Marcelo Rebelo de Sousa também vai reconhecer que foi infeliz.
Vamos ver. E vamos ver também, Paulo Ferreira, no Explicador, como é que está a correr este primeiro dia de vacinação para a quarta dose.
É verdade, quarta dose para quem tem mais de 80 anos. Foi o anúncio feito na semana passada pela Direção-Geral de Saúde. Vamos ver por que, com o Miguel Prudêncio, investigador do Instituto de Medicina Molecular, e como, como é que está a correr com o Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas.
Muito para saber então depois do Jornal das Nove.