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E o Vencedor AM na Rádio Observador e também em vídeo no YouTube e nas redes sociais do Observador, hoje com a Judite França, António Costa e o Nuno Gonçalo Poças. Hoje, neste E o Vencedor fica uma promessa: vamos tentar perceber quem será o novo Pedro Sánchez desta Europa do século XXI, mas vamos começar por um chumbo. Tiago Antunes, chumbado para Provedor de Justiça. E Nuno, havia notícias, demos notícia, que esta eleição poderia estar tremida e tremeu mesmo.
Tremeu.
Preste a prover.
Tremeu e travou.
Tremeu, depois era isso, tremeu e travou. Tremeu e caiu.
Tremeu e caiu.
Tremeu e caiu.
Assim é que é.
Título: Tiago Antunes tremeu e caiu.
Tremeu e caiu o Provedor. E continuamos sem Provedor e agora, corrijam-me se estiver errado, mas o PS vai apresentar um novo nome, não é?
Sim.
Pois, e agora espera-se que corra melhor. O Carlos Guimarães Pinto hoje escreveu um tweet que eu acho que resume muito bem a situação. Independentemente das diferenças ideológicas, o PS não tem falta de pessoas capazes de desempenhar o cargo de Provedor de Justiça.
E não precisam de ser do PS.
Sim, mas mesmo que façam questão que seja alguém do PS. Estou a me lembrar aqui, pelo menos assim de repente, de um ou dois.
Queres deixar uma sugestão?
Não, eles que pensem sozinhos. Não pagam pra isso.
Isto também é serviço público.
Pois, e ainda arranjas maneira de eles serem também travados na assembleia e caírem.
Pois, não tenho nada a ver com isso. Mas, de facto, aquela reunião na comissão, aquela inquirição ao Tiago Antunes, com aquele momento com o Rui Rocha. O Rui Rocha o confronta com uma série de fatos relativamente àquelas coisas todas do Câmara Corporativa, do Miguel Abrantes, não sei o quê, não sei que mais. Teve ali um problema: é que tudo aquilo que foi ali apontado pelo Rui Rocha não foi negado.
Espera aí, tens que enquadrar.
Não sei se temos tempo. Não é chegar à burra e dar um beijo, como se costuma dizer.
A Câmara Corporativa é uma coisa do tempo da velha cachucha.
Não.
As pessoas que estão no carro, provavelmente não sabem quem é o Tiago Antunes. Depois não sabem o que é a Câmara Corporativa.
Então estamos aqui a falar de quê?
Fala.
O Tiago Antunes foi meu professor.
Bem, não tínhamos que ir tão longe.
Podemos começar por aí, nos idos anos de 2003, 2004, talvez 2003, acho que é.
Tu és novo. Também eu.
E mesmo assim foi há 23 anos, imaginem o quão velhos vocês não são.
Exato. O António está caladinho.
Não, o António andou na escola com os fenícios.
Mais ou menos isso.
Acho que isto não vai acabar bem pro teu lado.
Mais ou menos isso.
O Tiago Antunes foi um antigo membro de gabinetes no tempo de José Sócrates, foi secretário de Estado no tempo de António Costa.
Esteve em Bruxelas com a Isabel Opreia.
Exatamente, um destacado membro do Partido Socialista.
Não sendo militante.
Sim. É um jurista e um constitucionalista respeitado. Foi indicado pelo PS pra Provedor de Justiça e nessa reunião parlamentar, o deputado Rui Rocha, da Iniciativa Liberal, eleito pelo círculo de Braga. Estou a ser bastante completo, Ricardo.
Muito bem. É por isso que a Rádio Observador é a Rádio Observador.
Exatamente. Confrontou o doutor Tiago Antunes com o facto ou o alegado facto de ele ter sido, durante o mandato de José Sócrates, uma das pessoas que estava por trás de um blog, que era uma das redes sociais da altura, pra quem não se lembra, chamado Câmara Corporativa, que todos os textos eram assinados por um personagem chamado Miguel Abrantes, que era uma canalhice e que usava notícias falsas, insinuações, acusações, informações muitas vezes sigilosas e que só podiam vir de gabinetes governamentais. E face a essa acusação, o doutor Tiago Antunes, naquela reunião parlamentar, não recusou e fez questão apenas de dizer que não se arrependia de nada do seu passado. E portanto, eu acho que nós ficamos mais ou menos esclarecidos. E de facto, para o exercício de um cargo como o de Provedor de Justiça, que é um outro garante dos direitos, liberdades e garantias das pessoas.
É o defensor do cidadão.
E algum controle, exatamente. É o doutor Paquete Oliveira de nós todos. O doutor Paquete Oliveira foi provedor da RTP, já agora, doutor Ricardo Conceição.
Acho que não é preciso ir tão longe.
Pronto. E pelos vistos, apesar das insistências do também ilustre doutor Hugo Soares, ainda esta manhã, não reuniu a maioria dos votos que precisava.
Que aqui nesta rádio manifestou algum desconforto com a escolha do Partido Socialista.
Pois eu aí não chego, o meu saco não aguenta o Hugo Soares e, portanto, não chego. Há muita informação que eu acumulo.
Já selecionas.
Mas tenho os meus limites, sim. Já tenho 40 anos, Ricardo.
Claro. Bom, temos que ouvir o António também.
Sim. Estava aqui pensando no que ia dizer. Acho que não vou. Se tens 40 anos, pronto, está bem, eu perdoo-te. Se tens 40 anos.
Depois deste enquadramento miúdo.
Miúdo.
Eu vou dizer que há um aspecto que tem sido pouco sublinhado. É que depois destes meses todos de negociações, isto é uma enorme derrota para José Luís Carneiro. Vamos lá ver. Andamos meses a discutir quantas pessoas, quantos membros é que deveria ter o PS, o Chega e o PSD. A distribuição de lugares que atingiu esta coisa, como vocês há pouco sublinhavam, não precisavam de ser pessoas do PS ou do PSD. Dizias há pouco que é uma pessoa muito respeitada, não exatamente em todos os lugares, nem para todas as funções, como se comprovou esta tarde. E a verdade é que aquela audição parlamentar foi, de facto, eu diria que há um antes e depois neste processo, apesar do que se foi dizendo no espaço público, sobretudo no comentário, nas redes sociais, mas nas redes sociais ou por deputados, ou por pessoas que estão mais atentas ao fórum político.
E aqui o voto é secreto.
E aqui o voto é secreto. E portanto isso leva-me a outro aspecto, mas depois deste processo todo, aquela audição parlamentar mostrou a sua utilidade e mostrou como as audições parlamentares, de facto, se forem levadas a sério, são mesmo importantes. E nós às vezes desvalorizamos aquele momento. Por exemplo, os reguladores têm que ir ao Parlamento, não é voto vinculativo, mas têm que ir. Neste caso, era uma audição que preparava os deputados para a votação, para votarem de forma mais informada sobre aquela pessoa. Percebe-se que aquela inquisição serviu para nos fazer recordar ou fazer recordar melhor aos deputados, a todos, provavelmente coisas que já tinham sido metidas dentro de uma gaveta, não escondidas, mas esquecidas. Mas na verdade, o principal derrotado neste processo, para já, é mesmo José Luís Carneiro, mais do que o próprio Tiago Antunes.
Porque este era um cargo dado de bandeja.
De bandeja. Teve tempo para escolher, já estava mais que escolhido, já estava mais que decidido que a Provedoria seria um nome apontado pelo PS. Tocavas num ponto importante. Veremos que nome é que vai agora aparecer. Ainda por cima, tive eu próprio, obviamente, jornalisticamente falando, a oportunidade de falar com membros do PS e alguns recordavam. Isto mostra que António Costa, o presidente do Conselho Europeu e antigo primeiro-ministro, continua com força dentro do PS, porque associavam Tiago Antunes ainda a uma ala costista que afinal ainda tinha relevância no quadro destes equilíbrios que nós sabemos que os partidos têm e as lideranças partidárias têm que gerir. Portanto, veremos se vai insistir no nome com este perfil político, digamos assim, e com exercício político, seja nas redes sociais ou nas antigas redes sociais, os blogs, ou em funções executivas ou noutro perfil. Isso eu acho que é um aspecto, de facto, importante disto. E depois, de facto, fica aqui uma sensação de que José Luís Carneiro preparou mal isto. Preparou mal este trabalho.
Vamos deixar já as notas para a segunda parte, mas ainda vamos ouvir aqui a Judite.
Eu acho que, de facto-
Desculpa, Judite. Segundo ponto, será que foram mesmo só os deputados do PSD que...
Não, pelas contas não pode ser.
Não, é do PS que rejeitaram.
Rejeitaram Tiago Antunes.
Pelas contas, não. E eu acho que dentro do PS foi-se ouvindo que era da ala costista, que não era sequer da ala de Pedro Nuno Santos, portanto, por que a escolha agora? Não era da ala José Luís Carneiro. E de facto, o que aconteceu nos últimos dias e o prova é a importância das redes sociais neste contexto e dessa audição que teve sobretudo repercussões depois em Twitter e em blogs. Em blogs já não teve, mas no Twitter, exatamente dizendo que o problema de Tiago Antunes era um, ter esse passado no tempo de José Sócrates, numa altura em que a comunicação social teve grandes dificuldades em lidar com a governação de José Sócrates. E agora, com António Costa, também era o responsável pela comunicação das medidas governativas.
Sobre Tiago Antunes, que já não vai para provisor.
Sim. E eu acho que a ligação que se pode fazer é não só no núcleo duro do governo de António Costa, Tiago Antunes tinha a responsabilidade pela comunicação das medidas governativas. Nem sempre foi uma época muito fácil entre a relação entre o poder e os jornalistas, mas se nos lembrarmos do tempo de José Sócrates, então, e tendo em conta que Tiago Antunes tinha responsabilidade direta nesse ataque à oposição e à comunicação social via esse blog anônimo onde participavam várias pessoas e Tiago Antunes não desmente que era um deles com um pseudônimo. Disse até na tal audição que há pouco o Nuno falava, na réplica ao Rui Rocha, disse: "Isso é outro campo. Não me arrependo de nada do que fiz, isso é outro campo." O problema é que não é um outro campo, porque um Provedor de Justiça um dia pode ter de defender a liberdade de imprensa e o direito à informação e não pode esquivar-se a essa pergunta, por exemplo. Tiago Antunes não é culpado de nada, mas há uma necessidade de transparência sobre o passadoPara ter o cargo de Provedor de Justiça. E o Provedor de Justiça é basicamente a última fronteira entre o cidadão e o Estado, o cidadão comum e a máquina do Estado. É o lugar onde se vai à Provedoria de Justiça quando o Estado falha, e por isso é preciso alguém que nunca tenha tido a função de fazer uma defesa cega do Estado.
É, do Estado.
Não, do governo.
Do poder incumbente. Do partido.
E Tiago Antunes teve essa função durante muitos anos. Isso não o torna má pessoa, não é nada disso, mas é uma escolha muito discutível e como dizia o António, com tantos nomes para escolher, escolher este que claramente tinha aqui uma mala pata, acho que foi só uma perda de tempo.
Então vamos a notas.
Eu à escolha do José Luís Carneiro dou uma negativa, dou um seis.
Nuno?
Dou um oito, só pela expectativa de poder repetir o exame.
Pois eu dou um oito a José Luís Carneiro, não a Tiago Antunes.
António, queres falar também sobre o acesso à informação, sobre quem financia os partidos?
Quero, mas nós não sabemos.
Não.
Eu gostava de falar sobre quem financia os partidos, mas é preciso que soubéssemos quem é que financia os partidos.
Não sabemos e não se quer. E há a vontade de que não saibamos.
Aliás, estávamos aqui a entrar e estavam a noticiar que o PS, Pedro Delgado Alves, propôs uma alteração à lei para permitir isso. O que está aqui em causa? Percebeu-se, a partir de um pedido de esclarecimento da Entidade para a Transparência das Contas dos partidos à CADA, à Comissão de Acesso a Dados, em que medida é que terceiros, nomeadamente jornalistas, mas um cidadão, poderiam não aceder ao registo, não apenas das doações, mas aos nomes associados às doações. Isto é, saber se a pessoa A doou € 5 mil, 10 mil, ao partido A, B ou C. A CADA, a resposta que deu fazendo uma interpretação talvez restritiva, não entro sequer na dimensão mais jurídica.
A CADA, que é a Comissão de Acesso-
De Acesso aos Dados Administrativos. Já tinha dito
Sim, é só para reforçar isso.
Estás muito picuínhos hoje.
Um bocadinho. Os jornalistas conhecem bem essa marca.
A comissão que avalia, digamos assim.
CADA. Que no fundo-
Determina, decide
...pode julgar se aquela informação, aquele documento, pode ser público ou não.
Nomeadamente quando os governos ou entidades públicas entendem que esses documentos, dados, são reservados. E nessa interpretação a esse pedido de esclarecimento, determinou que, por um conjunto de razões, os dados têm que ser depositados, eles estão lá. Há registo entregue sobre os doadores e as verbas que foram entregues aos partidos, mas não pode haver o escrutínio público jornalístico com o objetivo de divulgação aos cidadãos em geral, como é evidente. Isso é, de facto, um retrocesso enorme por várias razões. Porque os patamares de escrutínio de uma entidade de fiscalização das contas é diferente, obviamente, de jornalistas e do cidadão em geral, de associações, de outras entidades que entendam fazer esse escrutínio. Porque nós percebemos a falta de meios que existe na entidade para fazer um escrutínio e normalmente também percebemos que é no seguimento de trabalho jornalístico que a entidade aloca, dá prioridade a determinada fiscalização porque é alertada e parece que também é o nosso trabalho, não só, mas também. Limitar esse escrutínio, de facto, é estranho e aparentemente o esclarecimento com esse sentido foi do PCP, do Bloco e do Chega. Estava na expectativa para perceber o que diria o partido do governo principal, o PSD. Ainda bem que o PS, ou um deputado do PS, não tenho claro para mim se é uma iniciativa do deputado ou especialmente do parlamentar e do partido, mas ainda bem que o deputado Pedro Delgado Alves toma esta iniciativa, porque senão, de facto, nós sabemos que há uma coisa em várias dimensões. Nós precisamos perceber o rastro de dinheiro. Isto é mesmo muito importante para a saúde da nossa democracia. Podermos aceder, podermos fazer o cruzamento, sabermos os conflitos de interesses que existem.
A bem da transparência.
Obviamente. E é estranho que os partidos que tanto legislam sobre transparência por tantas entidades, arranjem maneira de ter um modelo que se feche e que não é nada transparente.
Eu não tenho muito a dizer sobre isto. Para mim é quase uma questão de preto ou branco, que é o mecanismo de transparência. Quer dizer, não cabe na cabeça de ninguém que aquilo não seja de acesso público e que não seja possível saber. Não sei como é que ocorreu a alguém, ainda bem que de facto fez notícia sobre isto e pode ser que haja aqui um volte-face.
Eu acho que de facto é bastante inacreditável que isto aconteça em pleno século XXI. E espero que depois de
Noticiado como foi que haja aqui um volte-face qualquer.
Ainda temos aqui dois a três minutos para as previsões do FMI, António.
Mas temos que dar nota disto. Eu dou 14 ao Pedro Delgado Alves por ter tomado essa iniciativa.
É por isso que vocês são comentadores.
E não te esqueças do Churchill.
Vai o Churchill.
É para ainda termos o Churchill.
Rapidamente sobre o FMI, de facto saíram as previsões. É preciso notar que são obviamente mais negativas do que eram as últimas.
É chamar o FMI aqui ao Parlamento?
Mas é o Conselho de Estado, porque já foi o BCE ao Conselho de Estado, quem sabe não vem aí o diretor-geral para falar com o presidente. Mas é preciso notar que mesmo com uma degradação das previsões, elas são feitas com dados anteriores ao início da guerra, há ali um efeito, porque obviamente é até setembro, portanto, eles acrescentaram alguma informação, mas a maior parte dos dados é anterior. E o que é preocupante é que obviamente tudo isto está muito dependente do prazo. Não só do prazo para o fim daquele conflito, como do prazo, e que não se sabe qual é, para reconstruir as infraestruturas, nomeadamente de gás, refinarys mas também gás, que repõem uma normalidade no mercado. Mas nesse quadro mais difícil, é mesmo preciso ter presente que há três cenários para o FMI: o corrente, o adverso, com o abrandamento mais significativo, e o severo. E no severo, o FMI antecipa uma situação próxima de uma recessão global, o que aconteceu quatro vezes desde a década de 80, obviamente com a pandemia, nomeadamente, e com a crise de 2008. Portanto, é um cenário que não é o mais provável, mas já é hoje admissível dependendo do desfecho desta situação. E portanto, eu acho que é um tema que nós em Portugal não ficaríamos imunes, obviamente, a essa situação.
Queres deixar alguma nota ao FMI?
Se calhar deixo um 12 ao alerta, porque foram suficientemente realistas e transparentes para nos colocar no sítio certo onde estamos.
Nuno Gonçalo Poças, quem é o Churchill do século XXI?
Não fui eu que disse.
Mas podias ter sido.
Não, eu não me meto nessas coisas. Eu tenho a minha boa dose de conservadorismo.
Não te metes em sarilhos, como diria-
E, portanto, normalmente não me meto em alhadas
... Pacheco Pereira.
Exato. Também se pôs numa boa, por acaso, mas não é o tema de hoje. A esquerda em geral, a portuguesa em particular, é sempre muito pródiga e muito lesta a chamar de fascista tudo aquilo que mexe, normalmente. Sei lá, Cavaco Silva, Passos Coelho, Freitas do Amaral, Sá Carneiro, Mário Soares, o Papa João Paulo II, o Papa Bento XVI, Ronald Reagan, Thatcher, Helmut Kohl, se calhar algum de nós.
Quem sabe?
E ao mesmo tempo, enquanto faz-
Nomeadamente eu, Jesus Nuno.
Já me aconteceu.
Ocasião soberana para dizer: "Fascista é a tua tia."
"Fascista é a tua tia," exatamente. Pedro Santana Lopes uma vez disse isso ao Fernando Rosas: "Salazar é a sua tia," assim é que foi. Mas "fascista é a tua tia" é uma frase cunhada-
E o José Sócrates também disse uma coisa parecida no Parlamento.
"Mansa é a tua tia," disse o José Sócrates. Mas ao mesmo tempo.
Quem é o Churchill?
Calma, ao mesmo tempo que faz estas coisas todas, normalmente também se encanta, e está sempre muito preocupada com o lado certo da história. E enquanto vai apontando o dedo para o lado, normalmente apaixona-se por todo o tipo de gente sanguinária, Enver Hoxha, Stalin, Pol Pot, Ho Chi Minh, Mao Tsé-Tung, sei lá, tudo e mais um par de botas. José Sócrates, Lula da Silva e tanta gente. E agora descobriram, nas palavras da Ana Sá Lopes, que escreveu um artigo no Público em que se referia a isso diretamente, descobriram em Pedro Sánchez a nova santinha da ladeira do esquerdismo europeu. Sucede que eu não tenho ideia do Churchill-
Não vais enquadrar a santa da ladeira
Não, a santa da ladeira não.
Vou fazer enquadre.
Se quiseres. Mas eu não tenho ideia do Churchill estar embrulhado em escândalos de corrupção, de nepotismo, prostitutas, cocaína, acordos com terroristas. Eu também sei que a esquerda portuguesa também sempre foi muito apaixonada por etarras e coisas do gênero, vide Francisco Louçã. Mas para quem está sempre tão preocupado com o lado certo da história, é encantador que se descubra sempre, como é que eu hei de chamar, um espantalho qualquer útil para nos explicar a todos como nós estamos todos errados. E provavelmente daqui a uns tempos vamos descobrir outro Churchill qualquer, porque afinal este também não era assim tão bom, nós estávamos um bocado enganados. E eu tenho uma nota para isto que é um nove, que é uma negativa, mas é uma negativa alta porque pode ser doença. E portanto, também não quero estar aqui a ofender.
Pode ser doença. Fica dado o nove, não sei se queres dar o nove à esquerda ou ao Churchill. É à esquerda, não é?
À esquerda, o Churchill, coitado.
Não, ao Churchill e o Sánchez.
O Churchill era bêbado e fumava e como deve ser, tinha vícios bons.
Diz lá Churchill Sánchez. Não dá.
Churchill Sánchez, três tristes tigres.
Fica para treinar aí no carro. E há mais "Vencedor" amanhã e é pela fresca. Deixa-me só confirmar quem é que está cá amanhã. É a Ana Salés, que se vai juntar ao José Manuel Fernandes, ao Paulo Ferreira e ao Bruno Vieira Amaral, depois das 20h30 no "Io Vencerò".