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Sr. Deputado Jerónimo de Sousa, retive mais uma vez, como tenho feito disciplinadamente desde a sua intervenção no encerramento da Festa do Avante, as múltiplas preocupações que revela e que terão expressão no próximo Orçamento Estado e à qual procuraremos corresponder no âmbito da apreciação conjunta que temos em curso. Agora, relativamente a este programa de recuperação e resiliência, é uma oportunidade única de não fazermos aquilo que a União Europeia nos impõe, mas de dizermos à União Europeia o que é que nós desejamos fazer. E é por isso que trouxemos esse programa aqui a debate. E se o Sr. Deputado tiver em conta, nos documentos que entregámos, partilhámos na passada segunda-feira, entre investimento no conjunto das vulnerabilidades sociais, na escola pública, nas qualificações, nos transportes públicos, temos cerca de 6,6 mil milhões de euros previsto neste programa. Não falta ambição de responder às necessidades concretas do nosso povo e às suas necessidades sociais, e elas estão espelhadas na proposta do programa que aqui apresentamos. Sra. Deputada Catarina Martins, sinto-a insegura relativamente àquilo que virá a ser a aprovação final do que o Conselho deste programa de recuperação e resiliência. Contudo, chamo a atenção que este programa não está adiado. O Conselho Europeu já o aprovou em julho passado. Só espero que o Parlamento Europeu o vote favoravelmente e que os eleitos do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu contribuam para a aprovação tão rápida quanto possível deste programa. Uma nota concreta sobre o que disse em matéria de recursos humanos no Serviço Nacional de Saúde. Hoje temos mais 5216 profissionais do que tínhamos no início do ano. Só nos médicos temos mais 691 do que tínhamos no início do ano e como sabe, no próximo mês teremos ainda mais, porque fruto do atraso do fim do internato geral, há um atraso na possibilidade de entrar para especialistas que ainda não completaram a formação como especialistas. Sra. Deputada Cecília Meireles, viu que leu com atenção a visão estratégica apresentada pelo professor António Costa Silva, e fico muito satisfeito com isso. Mas vejo que o seu líder ainda não lhe forneceu a documentação concreta que nós já lhe entregámos ao CDS na passada segunda-feira e onde concretiza as prioridades e quantifica mesmo as prioridades. Portanto, quando passarmos ao debate daquilo que está agora em debate, gostaríamos também de contar com a contribuição positiva do CDS-PP. Sra. Deputada Inês de Sousa Real, relativamente àquilo que é o programa que estamos aqui a apresentar, ele prevê, no conjunto de investimentos para o Serviço Nacional de Saúde, em particular da resposta à população idosa, cerca de 1,5 mil milhões de euros. Relativamente à questão dos resíduos, como sabe, este programa não é contabilizável os resíduos e é por isso que tem que ser articulado com outros programas, designadamente o PT 2030. Da mesma forma, tem que ser agilizado com o PT 2030, o que diz respeito também ao investimento em material circulante a que se referiu a Sra. Deputada Mariana Silva. E aquilo que nós dizemos é que entre o PT 2030, a Connect Europe e este programa, iremos fazer este investimento que está previsto para a renovação do material circulante na CP. Sr. Deputado André Ventura, não haja dúvidas, eu espero mesmo que haja impostos europeus, porque se não houver impostos europeus, serão os impostos nacionais a pagar este programa de recuperação. O senhor escolherá se é a Europa a pagar ou se somos nós a pagar. Muito obrigado.
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