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O país está desde a meia-noite em estado de emergência, o que quer dizer que esta guerra contra o novo coronavírus se faz cada vez mais em dois planos. Um primeiro plano, o da prevenção da escalada do surto. Por um lado, com medidas apertadas de contenção, que fazem parte do decreto de lei apresentado ontem pelo senhor primeiro-ministro ao país. E em segundo, à doença, com a preparação do sistema de saúde às novas fases da epidemia. Continuamos, por isso, a robustecer a resposta do Serviço Nacional de Saúde no que toca a equipamentos, formação e acesso. O centro de contato SNS 24 é, e continua a ser, a porta de entrada dos utentes no circuito Covid e, como tal, continuamos a melhorar a capacidade de resposta deste serviço. É no SNS 24 que, em caso de suspeita de infecção pelo novo coronavírus, entramos em contato com a linha de apoio ao médico, que depois faz o correto encaminhamento dos utentes validados como suspeitos. É graças a este circuito que tem sido possível evitar uma procura descontrolada dos serviços de urgência. Por isso, pedimos a todos que continuem a respeitar este circuito. Não se desloquem às urgências por razões de Covid sem a orientação prévia do SNS 24. Os tempos de resposta ainda não são os que gostaríamos que fossem, mas continuamos a adaptar e a melhorar um processo cujo dinamismo é do conhecimento de todos. Tivemos na linha LAM, Linha de Apoio ao Médico, um número recorde de chamadas diárias, 4150 chamadas atendidas com 40 médicos voluntários em atendimento simultâneo. No que toca a equipamentos, há várias linhas de encomendas a serem trabalhadas pelo Ministério da Saúde, algumas das quais articulando já as disponibilidades das instituições e das empresas, quer em termos de equipamentos de proteção individual, que incluem máscaras, por exemplo, quer em termos de ventiladores ou de monitores. E aproveito esta oportunidade para agradecer toda a solidariedade que tem chegado ao Ministério da Saúde por parte da sociedade civil e que estamos a articular num plano global de resposta. Foi criado no microsite covid19.min-saude.pt um campo para poderem continuar a fazer chegar os vossos contributos externos. Aumentar a testagem também é uma prioridade e estamos a englobar novos laboratórios na rede. O mercado tem respondido com soluções, algumas divulgadas na comunicação social, mas todas estas respostas têm de passar pelo crivo de segurança do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge. A fiabilidade em matéria de testagem é determinante. O reforço dos equipamentos é uma preocupação, já que é a melhor forma de proteger e garantir a segurança dos nossos profissionais de saúde, que como temos dito, são a primeira linha na frente de combate. Mas há também outras linhas e não são menos importantes. Falo, por exemplo, dos cuidadores informais, das pessoas que trabalham em lares e que estão não só a zelar pela sua saúde individual, mas também dos mais vulneráveis, dos nossos idosos. Todos são cruciais neste processo. O nosso sucesso no combate à epidemia depende da nossa capacidade de resiliência individual. E é importante que não esmoreçamos, que não descuremos a nossa segurança e a de terceiros e que continuemos a respeitar as orientações da Direção-Geral de Saúde. Muito obrigado.
António Lacerda Sales, secretário de Estado adjunto da Saúde. Agora Graça Freitas, a diretora-geral da Saúde.
Secretário de Estado e trabalhando na vertente preventiva, quero aqui recordar a todos que é obrigatório o isolamento, e eu agora repito, é isolamento, mas é obrigatório, de pessoas doentes e de pessoas a quem as autoridades de saúde disseram para ficar em casa. Portanto, não é uma opção facultativa e estas pessoas têm que compreender que constituem um risco para a sociedade e que têm que, de facto, ficar isoladas pelo período que lhes foi dito pelos médicos e pelas autoridades de saúde. Depois, mais uma vez, o nosso apelo aos mais vulneráveis de entre nós. Sabendo que todos podemos ser atingidos pelo vírus, alguns estão em maior vulnerabilidade, porque têm menor capacidade de se defender contra o vírus. E esses são, como sabemos, os idosos e são, como sabemos, as pessoas doentes. Eu vou dar alguns exemplos. Não quer dizer que todas estas pessoas adoeçam e se adoecerem, também não quer dizer que fiquem mal. Quer dizer que são apenas mais vulneráveis. Os hipertensos, os diabéticos, as pessoas com doença cardiovascular, as pessoas com doença oncológica. E por que estamos a mencionar estes doentes e outros que tenham o seu sistema imunitário deprimido? Porque estas pessoas também carecem de maior isolamento Precisam, de facto, de contactar o mínimo possível com outras. Não quer dizer que não possam tentar fazer a sua vida normal, as suas compras, vir à rua, dar um passeio, como disse o senhor primeiro-ministro, higiênico, mas não o fazer em contacto com outras pessoas. Por outro lado, estas pessoas precisam ser cuidadas e, portanto, a sua rede familiar de apoio deve manter com elas a atenção que merecem, vivam sozinhas ou vivam acompanhadas. Mas, mais uma vez, o agregado familiar também deve ser contido nos contactos com os seus doentes e com os seus idosos. Portanto, evitar demasiada proximidade física, obviamente, evitar contacto físico ao máximo, reduzir ao indispensável, criar dentro das próprias habitações zonas onde uns se sentem e outros se sentem separados. Isto não é difícil, de facto. Manter os idosos protegidos é muito importante. Manter os doentes protegidos é muito importante. Por outro lado, temos a questão dos lares, as residências coletivas. Também aqui temos que aprender, de facto, a lidar com esta situação. Quero deixar desde já um apelo: que os lares se organizem de alguma forma para poder, perante um caso de um doente internado nesse lar, que manifeste sintomas como febre, tosse, dificuldade respiratória, ser automaticamente retirado de uma zona coletiva e posto num quarto sozinho até fazer um teste. É uma medida de contenção para evitar a propagação dentro dos lares. Por outro lado, ao receberem um utente novo no lar, podem fazê-lo, mas, idealmente, esse utente vem da comunidade, pode vir infectado, terá que permanecer em isolamento também durante 14 dias. Portanto, um grande apelo. Sabemos que os lares têm muitas pessoas que têm dificuldade às vezes com espaço, mas é imperativo ter zonas onde se possam isolar quer as pessoas que adoeçam dentro do lar, quer as pessoas que possam entrar de novo e que independentemente de fazerem teste ou não à entrada, terão que cumprir 14 dias de isolamento. Portanto, podem continuar a admitir pessoas que necessitam, não podem ou não devem barrar sua entrada. Vamos é ter estas precauções, nomeadamente quem entra num lar, fica em quarentena durante 14 dias.
A mensagem de Graça Freitas com uma grande preocupação para os lares de idosos. Também a secretaria de Estado já tinha referido essa questão na sua intervenção inicial da necessidade de cuidar dos setores de risco e das pessoas que trabalham em lares de idosos e também dos cuidadores informais. E aqui Graça Freitas a detalhar ainda mais essas especificações, a sugerir aos lares para criarem salas de isolamento, para que quando surja um paciente com sintomas suspeitos de coronavírus, possa ser isolado. Aqui uma mensagem muito direcionada, sobretudo para instituições que lidam com pessoas dos grupos de risco. Recordo que há já cerca de meia centena de pessoas com mais de 80 anos que estão confirmadas com coronavírus. É um dos principais grupos de risco.
À capacidade de resposta, ou melhor, à nossa capacidade de poder ir ao exterior, porque todos os dias estamos a fazê-lo, dado que o mercado interno é insuficiente e, portanto, necessitamos de ir ao exterior buscar respostas, quer em termos de equipamentos, quer em termos de ventiladores, quer em termos de monitores, um conjunto de material. Estamos a estudar um conjunto de respostas e que são adaptadas caso a caso e também no tempo, com o dinamismo que o próprio surto vai tendo. É verdade que a comunicação social tem divulgado a saída de um avião que eventualmente poderá vir a chegar domingo. Esse ou outro avião, não especificamente, não concretamente esse avião. É verdade que estamos a reforçar esta nossa capacidade de resposta e é verdade que estamos a ir ao exterior, nomeadamente à China também, buscar este material que há pouco lhe acabei de referir. Se não for esse avião, irá outro avião. Não haverá garantidamente falta de resposta, é isso que lhe posso dizer.
Que é domingo? Teremos nova-
Também não lhe consigo dizer se é domingo, se é segunda-feira. Garantidamente, no princípio da semana, esse plano estará articulado, nomeadamente à chegada de resposta de materiais para podermos responder de uma forma adequada àquilo que são as nossas necessidades. Isso eu garanto-lhe que sim.
O secretário de Estado aqui a dizer que Portugal estará prestes a receber mais materiais de proteção, que tem sido uma aposta garantir que o Sistema Nacional de Saúde tem materiais para responder ao surto.
Obrigatório ser crescente, ou seja, depende da quantidade de pessoas que foi criada, quer em contexto laboral, quer em contexto dos médicos da linha de apoio ao médico e depois os médicos dos hospitais que recebem estas pessoas. E, portanto, todos que têm indicação para fazer teste, fazem. Como sabe, a maior parte desses testes são negativos e apenas uma certa percentagem é positiva. Eu estou a olhar para o relatório de hoje, que diz que 850 pessoas aguardam teste, quer dizer que se ainda aguardam teste e pelo menos 235 foram positivos, foram feitos mais de mil. Mas o que eu lhe quero dizer é que este número varia conforme a necessidade de testar pessoas e há critérios neste momento para serem testadas em função quer dos sintomas que apresentem e nos profissionais de saúde ou outros cuidadores, em função do risco que possam ter tido da exposição. Portanto, este número pode variar, porque o número não é exatamente igual todos os dias de necessidade, está bem?
Graça Freitas a dar conta do número de testes realizados. Diz que foram feitos mais de mil testes, mas que estes critérios também vão variando de dia para dia, consoante os grupos que as autoridades de saúde entendam que devem ser alvo de análises. Este aumento de análises vai levar também a uma confirmação do maior número de casos. Atualmente, no boletim divulgado esta manhã, estão 850 pessoas a aguardar os resultados das análises laboratoriais. Entre os mais de mil casos, Portugal tem mais de mil casos confirmados, são 1026 vítimas mortais e há essas 850 pessoas que aguardam ainda os resultados das análises, agora que já vão também existindo mais centros de rastreio, depois de essas análises estarem a ser feitas apenas nos hospitais de referência e também no Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge.
Vou tentar responder e espero não me ter esquecido de nenhuma pergunta. Os 9 mil testes é a capacidade instalada que nós temos neste momento. Não quer dizer que estejamos a fazer 9 mil testes, já tinha dito à sua colega, mas se fosse necessário fazer ao dia de hoje 9 mil testes, seriam feitos. Outra coisa que é muito importante termos esta noção é que existirem os testes já é importante, mas depois o Instituto Ricardo Jorge tem que garantir a qualidade desses testes para sabermos que estão a medir o que é suposto medir. E depois, a Direção-Geral da Saúde diz as prioridades, quem é que deve fazer primeiro os testes, se toda a gente, se gente em determinadas circunstâncias, de acordo com o risco, de acordo com a ocupação, de acordo com os sintomas, os critérios técnicos para fazer testes. Os testes têm três patamares: a sua existência, a sua qualidade e depois a população a quem se destinam. E é assim que nós em todo o mundo gerimos os testes. Depois, em relação aos protocolos de entrada e aos protocolos de saída, nós hoje vamos lançar uma norma nova para os serviços se orientarem e a indicação genérica é que quem entra em Portugal deve ficar ou vai ter que ficar, de facto, em isolamento profilático durante 14 dias. Essa vai ser a indicação genérica. Dito isto, as autoridades de saúde competentes da região por onde estas pessoas vão, podem sempre fazer uma avaliação mais fina do risco e tomar medidas que excecionem esta regra. Mas regra vai ser, para entrar em vigor na próxima semana, que quem entra em Portugal pode ter que ficar de quarentena, sendo que as autoridades de saúde depois fazem o afinamento do risco.
Graça Freitas aqui a dar conta que na próxima semana vai surgir uma nova indicação para que quem entre em Portugal fique de quarentena, mas que esse risco vai ser depois também avaliado pelas autoridades de saúde, consoante a idade e o passado clínico de cada pessoa.
Voltamos à mesma questão. Nós, neste momento, entre kits e meios mais tradicionais e testes, temos uma capacidade para fazer 9 mil. Estão-nos a chegar, de diferentes sítios, outras metodologias, outro tipo de kits, outro tipo de reagentes, outro tipo de testes. Têm que passar pelo filtro da qualidade do Instituto Ricardo Jorge. Só quando o Ricardo Jorge diz: "Sim, senhora, estes têm qualidade para medir o que é suposto que meçam", é que entram nesta nossa capacidade de fazer testes. Portanto, os 9 mil podem passar para 10 mil, para 11 mil, para 12 mil, mas tem que haver controle de qualidade, disso tem que haver, disso não abdicamos. Quanto ao protocolo de entrada e saída, estamos exatamente a pensar nessas circunstâncias. Coisas tão simples até como aquelas pessoas que nem é entrada, nem é saída. Quem vai levar, por exemplo, alimentos à casa de uma pessoa que está isolada e que precisa ser alimentada. O que deve fazer? Onde é que põe o saco? Como é que leva o saco? Como é que toca a campainha? Todas essas coisas estão, de facto, a ser trabalhadas para que as pessoas se orientem melhor e sim, respondendo à sua pergunta, vão sair normas e vai sair muita informação que pode ser divulgada por vós para, de certa forma, ajudar. As pessoas com bom senso já estão a fazê-lo, mas de qualquer maneira, alguns conselhos ajudam. Já agora, faço aqui um apelo que é apenas de higiene geral, não custa nada começarmos, os que tivermos que vir à rua, antes de entrar em casa, sobretudo se vivermos acompanhados, deixar os sapatos à porta e calçar uns chinelos do lado de lá. São pequenos gestos, mas que minimizam e que são medidas de prevenção. São pequeninos gestos que somados podem fazer a diferença.
Graça Freitas aqui a falar desta questão dos testes, que Portugal tem capacidade para realizar 9 mil testes, mas também com estas informações sobre os protocolos a adotar e a dizer que a Direção-Geral de Saúde vai avançar com várias normas nos próximos dias sobre a questão de quarentena, também para novos utentes de lares, por exemplo, para pessoas que entram em Portugal, mas também uma série de indicações para coisas mais simples, palavras de Graça Freitas, como entregar sacos de compras. Todas essas normas vão ser divulgadas pela DGS para que se cumpram as melhores indicações internacionais.
Vou começar por responder em relação à Madeira. Neste boletim, nós contabilizamos os casos que são reportados no sistema eletrónico. Dito isto, o que é que se passa na Madeira, de certeza absoluta, à data? Há, de facto, dois casos que estão completamente confirmados, um que pode ter entrado no sistema depois da meia-noite e como vocês sabem, nós fechamos o boletim à meia-noite e portanto, para acertarmos os dias, é assim que é feito. E há mais quatro casos que deram positivo na Madeira, nos laboratórios da Madeira, e como vocês sabem, também inicialmente, os casos têm que ser testados novamente no Ricardo Jorge para termos a certeza. Portanto, há aqui quatro que estão a aguardar o segundo teste, que é feito pelo Ricardo Jorge. No total, darão os seis de que estão a falar. Portanto, depois este procedimento de ir fazer a segunda prova ao INSA acaba por deixar de existir. É só para os primeiros casos, para termos a certeza que os laboratórios estão afinados e que estão a fazer bem o diagnóstico. É uma medida de segurança. Portanto, de facto, seis em estadios diferentes, não em divergência de números.
Graça Freitas ainda a avançar com mais pormenores sobre a realização dos testes, isto porque é também o aumento do número de testes que pode dar mais dados, mais casos confirmados em Portugal e à medida que essa capacidade de realizar testes se for disseminando, há a possibilidade de sabermos também com maior aproximação à realidade, o número de pessoas infetadas. Neste momento são 1020, mas essa capacidade dos centros de rastreio irem realizando estes testes de despiste de Covid-19 vai também ajudar as autoridades a perceber com maior aproximação à realidade, isto porque muitos dos pacientes, já agora, mas também no futuro, vão ser tratados em casa, vão ter apenas sintomas ligeiros, não vão precisar de cuidados hospitalares e, portanto, é preciso que façam ainda assim esse despiste para confirmar a infeção.
E essa resposta será também uma resposta complementar muito importante. Existem neste momento cerca de 450 respostas de cuidados intensivos em privados, que a somar às 1124 respostas do Serviço Nacional de Saúde, como veem, poderá ser extremamente importante para combate a este surto. E por isso, dizer-lhe que qualquer resposta será sempre feita de uma forma integrada com o setor privado. E sim, não foram ainda chamados, porque ainda não houve essa necessidade, mas garantidamente, se o dinamismo do surto assim evoluir, claro que serão chamados. Muito obrigado.
António Lacerda Sales, aqui a dar a resposta à utilização do sistema de saúde privado. Agora uma pergunta do Observador.
Sobre o uso de máscaras e luvas, sobretudo pelo risco de serem mal utilizadas. Por que a opção não é, em alternativa, ensinar as pessoas a utilizarem corretamente os materiais de proteção?
Muito bem. Essa poderá ser uma opção se, e quando houver material de proteção para toda a gente. Neste momento, é inútil dizermos que há material de proteção para 10 milhões de pessoas, todos os dias, várias vezes ao dia e utilizados corretamente. Portanto, o uso das máscaras deve ser parcimonioso e deve ser feito de acordo com prioridades. Eu quero referir aqui um grupo de que nós não temos falado, mas que é extremamente importante. As máscaras na população em geral devem ser usadas pelos doentes imunodeprimidos. Portanto, se virem na rua alguém com uma máscara, não olhem para ela como um potencial Covid ou alguém que está a utilizar mal um equipamento, pode ser uma pessoa que, pela sua situação de imunodepressão, necessite de uma barreira entre ela e o exterior. E essas pessoas habitualmente estão habituadas a usar máscaras. No futuro, havendo para todos, com medidas pedagógicas, poderá ser considerada uma medida útil. À data, não havendo material para toda a gente, porque não há, não vale a pena dizermos que há, nós agora temos que proteger os cuidadores, os profissionais de saúde, os bombeiros, as pessoas que prestam serviço a outros e que esses outros podem estar infetados e todo o nosso esforço está canalizado para esse setor. Para a população, o que nós pedimos é distanciamento social, isolamento em casa, de preferência, e obviamente afastarem-se. Se e quando houver máscaras para todos, concordo que teremos que fazer grandes planos para ensinar a utilização correta dessas máscaras.
Graça Freitas aqui a responder ao Observador sobre a utilização correta de máscaras. A dizer que não há máscaras para toda a população e que, para já, o objetivo tem que ser os profissionais que estão na primeira linha de combate ao coronavírus.
Estão a ser tomadas muitas medidas de reforço do Serviço Nacional de Saúde. Medidas ao nível técnico, ao nível de recursos humanos e garantidamente que essa questão da alocação de recursos financeiros nunca se colocará, aliás, como temos vindo a repetir. E, portanto, com certeza que esta é, e se já era uma prioridade deste governo, o Serviço Nacional de Saúde, numa situação destas, esta prioridade torna-se ainda com maior acuidade. E, portanto, nunca será por questões do ponto de vista financeiro que não haverá recursos técnicos ou recursos humanos. E esses recursos estão a ser montados em escala, quer ao nível regional, quer ao nível local. Este plano de articulação ao nível regional e ao nível local é fundamental para que todas as unidades de saúde, todos os hospitais, todos os centros de saúde sejam devidamente equipados, quer tecnicamente, quer em recursos humanos, para poder responder a estas necessidades.
Última pergunta enviada pelo Porto Canal.
António Lacerda Sales a dar conta de que os meios estão a ser coordenados para que possam dar a resposta que for precisa no momento em que for preciso e que estes recursos estão a ser montados em escala. Agora uma última questão.
Acho que é muito importante. Se chegássemos ao ponto de todos usarem, nunca as pessoas fiquem com a falsa sensação de segurança. Portanto, a medida mesmo essencial não é usar uma máscara, é o distanciamento social, é não estarmos a menos de um metro, um metro e meio uns dos outros. Essa é a principal medida, porque as máscaras podem ter um efeito demasiado tranquilizador e as pessoas pensarem: "Estou a usar uma máscara, então posso estar em contacto direto com os meus amigos, com os meus vizinhos, com as pessoas da rua". Não, não é assim. O distanciamento social é a principal medida, muito mais do que a utilização de uma máscara. A outra pergunta tinha a ver com a situação em Felgueiras, em Lousada. Como sabem, a situação está estável. Os meus colegas de saúde pública, as equipas de saúde pública fizeram um trabalho gigantesco de detetar os contactos, de isolar os contactos das pessoas e, portanto, a situação é considerada controlada. Foram tomadas medidas comunitárias, fecharam-se, de facto, estabelecimentos, fecharam-se escolas, isolaram-se os contactos, trataram-se os doentes. Portanto, neste momento é uma situação que está controlada, sob observação. Portanto, ainda não passaram aqueles 14 dias de segurança e nesses 14 dias podem acontecer e podem aparecer novos casos. Portanto, é uma população que continua sob vigilância ativa das autoridades de saúde.
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