A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta sexta-feira a detenção em Sintra de um casal estrangeiro procurado no Reino Unido por crimes de burla e branqueamento de dinheiro durante a pandemia da Covid-19.

Os detidos, um homem com 41 anos e uma mulher com 42, são “suspeitos de terem abusado de subsídios governamentais destinados a apoiar financeiramente empregadores e trabalhadores durante a pandemia do coronavírus”, refere a PJ em comunicado.

Segundo as autoridades, os suspeitos estavam envolvidos em “vários programas de manutenção de postos de trabalho e apoio ao rendimento dos trabalhadores por conta própria”, tendo apresentado “mais de 300 pedidos fraudulentos, num valor superior a 1,5 milhões de libras esterlinas” (cerca de 1,8 milhões de euros).

[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]

“Os pedidos eram efetuados em nome de um cúmplice e depositados em contas bancárias em nome dos detidos, ou por eles controladas”, refere a PJ.

O casal, procurado pelas autoridades do Reino Unido, é acusado também da posse de “bens de origem criminosa obtidos através das suas atividades fraudulentas” e incorre numa pena de 14 anos de prisão.

Os dois detidos foram presentes para primeiro interrogatório no Tribunal da Relação de Lisboa, que ordenou a prisão preventiva e extradição.