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É um sinal de força, é um sinal de energia, é um sinal de empenho, é um sinal de vitória, é um sinal de futuro aquilo que está hoje aqui a passar. Caras e caros amigos, caras e caros portugueses, façamos um exercício de honestidade. Vamos abstrair-nos daquilo que dizem aqueles que servem um interesse partidário ou económico e que, portanto, falam por interesse próprio. Vamos exigir a todos honestidade. É ou não verdade que há muito tempo não havia uma liderança política que conseguisse juntar, agregar e fazer convergir tanta capacidade como aquela que se reúne aqui hoje? Três partidos políticos, centenas de cidadãos independentes, qualificados e dinâmicos, juntos nesta convenção por Portugal, juntos pelo futuro, juntos pela ambição, juntos pelo inconformismo, mas, sobretudo, juntos para fazermos entrar em funções um novo governo que vai transformar para melhor a vida de Portugal e dos portugueses. Esta aliança tem três pressupostos: uma nova atitude, um novo objetivo e novas políticas. Primeiro, uma nova atitude: seriedade, competência e sentido de responsabilidade. A seriedade leva-nos a não prometer aquilo que sabemos que não podemos cumprir. As pessoas estão fartas de promessas não cumpridas. A campanha eleitoral faz-se pra esclarecer, não se faz pra leiloar. Que futuro podemos esperar de quem governa com o objetivo inconfessado apenas de perpetuar o seu partido no poder? De quem diz querer fazer hoje o que não fez ou não quis fazer nos últimos oito anos. Não é credível. Como não é credível prometer tudo a todos e enganar as pessoas de forma intencional e imatura. É preciso, de fato, uma nova forma de fazer política. Não é preciso uma política que se diz nova, mas traz consigo a velha forma de enganar as pessoas. Portugal, como muitos aqui disseram hoje, precisa de competência, não precisa de aparência. A competência leva-nos a mobilizar os melhores pra tarefa de governar. Como já fizemos esta semana, quando mobilizamos uma equipa do melhor que há na nossa academia, nas nossas empresas, na vida pública, ao nível dos economistas. E como fizemos aqui hoje, juntando pessoas com qualificações diversas, mas sempre na linha do melhor que há em Portugal. Nós quisemos e queremos trazer pra vida pública, pra aquilo que é mais importante, que é tratar da vida de todos, os melhores, os mais dinâmicos, os mais capazes, aqueles que têm mais competência. E é isso que podem esperar de mim como primeiro-ministro. É escolher pro governo os melhores, aqueles que estão em melhor condição de projetar e executar as políticas de todos os ministérios. É que, como também aqui se disse já, governar não é entrar em aventuras. Governar é tratar de alocar recursos que são escassos pra resolver problemas que são profundos. O governo não é um laboratório de experiências. Não se governa com repentismos, com ziguezagues, com ligeireza, com voluntarismos imaturos. Caras e caros amigos, acabou por cair um dos governos mais incompetentes que tivemos em Portugal. Ruiu por dentro, autodestruiu-se. O governo caiu porque foram caindo muitos dos seus membros. O secretário-geral do Partido Socialista foi um deles. Saiu por incompetência, por incúria, por perda de autoridade política. Os portugueses sabem, portanto, qual é a opção que tem o Partido Socialista e sabem também, cada vez mais, qual é a opção que têm da alternativa que nós nesta aliança protagonizamos. Repito, faremos da competência o nosso compromisso de honra. O sentido de responsabilidade conduz-nos a uma nova ambição para Portugal. Temos de exigir, todos, temos de exigir a nós próprios dar o máximo. O máximo de esforço e de coragem, com realismo, mas com ousadia. Não podemos adiar o país e perder gerações. Sá Carneiro disse um dia que Portugal era um país em que os mais velhos não tinham presente e os mais novos não tinham futuro. A frase é antiga, mas a sua mensagem é atual.
Primeira referência a Sá Carneiro no discurso de Luís Montenegro.
Temos de dar aos mais velhos, pensionistas e reformados, a atenção e a solidariedade que merecem. As minhas raízes, a minha experiência de vida, a minha formação humana, acadêmica e cristã, permitem-me dizer de forma simples, sincera e com todo o compromisso o seguinte: esta é a altura de nos reconciliarmos com os pensionistas e os reformados de Portugal.
Montenegro a dizer que se quer reconciliar com os pensionistas portugueses.
Sei bem que muitos têm as suas dúvidas e mesmo algum receio em apostar em nós. Não vou discutir as razões pelas quais isso possa acontecer. O que vou é dizer, de uma forma muito clara, que os valores do humanismo, da dignidade, da solidariedade que nós temos nesta candidatura, que eu tenho como alicerce das minhas convicções políticas, serão a orientação para que tenhamos os poderes públicos a evitar o isolamento, a evitar a solidão e muitas vezes a pobreza das pessoas com mais idade.
A dirigir-se diretamente à população mais velha.
Vamos, por isso, valorizar as pensões seguindo os critérios da lei. Vamos valorizar mais aquelas que são as mais baixas. E vamos mesmo aumentar o valor de referência do complemento solidário para idosos para oitocentos e vinte euros numa primeira legislatura e para ser igual ao valor do salário mínimo nacional numa segunda legislatura.
Promessa de Luís Montenegro. Tinha prometido propostas, aqui está uma.
A isto juntaremos políticas de envelhecimento ativo e o reforço dos apoios na compra de medicamentos. Estamos a preparar o nosso programa, no qual iremos contemplar um apoio de cem por cento em situações de comprovada insuficiência económica para tratamento das patologias mais crónicas.
Continua com medidas para a população mais idosa, é disso que está agora a falar Luís Montenegro.
Os nossos compromissos são sérios, são justos e são exequíveis. Da mesma maneira, já agora, que foram noutros governos, que já aqui foram lembrados, de Francisco Sá Carneiro a Francisco Pinto Balsemão, de Durão Barroso e Santana Lopes a Pedro Passos Coelho. Mas a história democrática de Portugal registra nos governos do professor Cavaco Silva a maior valorização de sempre da capacidade e do rendimento dos pensionistas e reformados em Portugal com a atribuição do décimo quarto mês. E eu só lembro isto pra dizer que nós estamos aqui com o nosso legado porque vamos fazer e materializar as nossas intenções e os nossos compromissos com o mesmo sentido de responsabilidade. Caras e caros amigos Se há desafio para enfrentar e vencer no nosso país, é o de dar futuro aos nossos jovens. Praticamente todas as intervenções, mesmo todas as intervenções, elencaram este desafio. É caso para dizermos que nós falharemos, nós todos, não é só o próximo governo, nem é só a AD. Nós, Portugal, falhará enquanto nação, se não dermos rapidamente aos jovens de Portugal mais oportunidades profissionais, melhores salários e o orgulho no país para ficarem cá a ajudar a fazer crescer Portugal e a dar condições de vida àqueles que mais precisam.
Fala agora dos mais jovens.
Nós temos mesmo de parar a fuga do nosso talento pro estrangeiro. Nós precisamos alimentar e reter a energia, a força criadora, o empreendedorismo da nossa juventude. Nós temos de acabar, eu não quero exagerar, mas é preciso sinalizar isto. Nós temos de acabar com este autêntico crime social, que é não conseguirmos fixar em Portugal os nossos jovens e não tirarmos deles o fruto do esforço que eles próprios tiveram quando se qualificaram.
Medidas para os mais jovens têm sido, de facto, um tema central nesta convenção da AD ao longo de todo o dia.
Esta já não é uma questão partidária, é mesmo um desígnio nacional. E deixem-me dizer-vos uma outra coisa. É um desígnio por todas as razões e, como aqui lembrou a doutora Linor Beleza, também por uma questão de igualdade de oportunidades. Os jovens portugueses têm direito a ter uma vida ao lado das suas famílias e dos seus amigos. Os pais e os avós de Portugal têm direito a ter uma vida com os seus filhos e os seus netos por perto. Nós temos direito a manter esta alma, esta chama de identidade, que são as pessoas, são a nossa comunidade, são o nosso maior valor, são a nossa maior riqueza.
Sala novamente de pé para aplaudir Luís Montenegro, que fala agora sobre os mais jovens e sobre a necessidade de reter talento.
Por isso, nós propomos uma taxa de IRS máximo de 15% pra os jovens até os 35 anos. Por isso, nós propomos a isenção de IMT de imposto de selo na aquisição da primeira habitação. Por isso, nós propomos a garantia do Estado na parte necessária a assegurar um financiamento bancário de 100% do valor de aquisição pra os jovens em Portugal.
Uma nova medida apresentada por Luís Montenegro. As duas primeiras já tinham sido apresentadas também por Nuno Melo e já tinham vindo a ser referidas ao longo das últimas semanas. Agora, esta medida mais recente apresentada por Luís Montenegro.
E por isso, não só, mas também, nós damos prioridade à sustentabilidade ambiental e à transição energética. Caras e caros amigos, numa palavra, a nossa missão é juntar as famílias portuguesas. Nós não podemos, nós não vamos falhar aos filhos de Portugal. Nós não vamos falhar às famílias de Portugal. E também não falharemos às mulheres portuguesas, que ainda continuam a ver o seu trabalho menos valorizado que o dos homens, que prejudicam muitas vezes as suas carreiras profissionais por dificuldades de as conciliarem com a vida familiar, que têm sido lançadas na insegurança e na intranquilidade causadas pela instabilidade nas urgências de obstetrícia e de pediatria. Eu não combinei com a doutora Linor Beleza, mas este assunto está nas prioridades da AD, está nas prioridades do próximo governo, porque nós não podemos aceitar que as mulheres portuguesas estejam intranquilas, inquietas, sem saber se vão ter o atendimento nos hospitais quando têm necessidades urgentes e prementes. Nós não podemos aceitar uma situação destas em Portugal.
Novamente, sala de pé, já com bandeiras de Portugal também entre alguns dos militantes que vão sendo acenadas em cada aplauso.
Caras e caros amigos, cinquenta anos depois do 25 de abril e quarenta anos depois do nosso processo de adesão à União Europeia, é mesmo a altura de nós mudarmos o chip. Nós temos de mudar a nossa mentalidade. Nós não podemos ficar amarrados aos mínimos olímpicos, a fazer o mínimo que é exigível ao comodismo Nós não podemos eternizar o país na subsidiodependência. O projeto socialista nivela por baixo e quer o máximo de portugueses a ficarem subsidiodependentes do Estado. Mas o pior do projeto socialista é que também querem que Portugal fique nesse ciclo vicioso de ficar subsidiodependente da Europa, e nós não nos resignamos a essa fatalidade! Isso não é uma fatalidade.
Criticar uma gestão do país sustentada em fundos europeus e dizer que quer fazer diferente, Luís Montenegro. Ainda a sala de pé, a aplaudir, já com as bandeiras de Portugal.
Portugal precisa de correr, de aproveitar as oportunidades pra um dia ser contribuinte líquido da União Europeia. Nós não podemos ser eternamente aqueles que estão sempre à espera só de serem elegíveis pra receber uma ajuda. Isso é pouco, essa cultura de poucochinho, nós temos de erradicar de Portugal. E é por isso que, como ainda dizia aqui, há pouco, o Pedro Santana Lopes, que como alguém disse, e muito bem: "É muito bem-vindo neste regresso a casa", como ele disse, não há possibilidade de nós fazermos este percurso sem colocarmos a nossa economia a crescer, e a crescer muito mais do que aquilo que os socialistas foram capazes de fazer. Nós temos de virar esta página de empobrecimento. Temos de desbloquear o país dos constrangimentos que as empresas, que a sociedade sente na criação de riqueza. E também, como lembrou aqui o Carlos Moedas, fiéis aos nossos princípios e aos nossos valores, à livre iniciativa, à valorização do trabalho, à dignidade da pessoa, à igualdade de oportunidades, no fundo, ao humanismo. Reafirmei esta semana uma das nossas grandes prioridades estratégicas, de que vos falou hoje de manhã também o Nuno Melo. Baixar a carga fiscal, baixar os impostos sobre o rendimento do trabalho, das pessoas e das empresas. Baixar o IRS é fundamental pra revigorar a classe média. E não há um país desenvolvido se não houver uma classe média forte, pujante, com meios, com instrumentos e com o retorno do seu esforço e do seu trabalho.
Referindo agora a redução da carga fiscal, sistema também já abordado de manhã por Nuno Melo, reduzir o IRS em todos os escalões.
E é preciso também aumentar a produtividade em Portugal. Por isso, nós propomos a isenção de contribuições e impostos sobre os prêmios de desempenho até ao limite de um vencimento mensal. Este 15º mês não tributado representa a ideia de que vale a pena fazer mais e melhor e de que o mérito é premiado. Da mesma maneira, pra que não haja confusões, baixar o IRC não é baixar os impostos sobre os patrões. Baixar o IRC é criar uma nova dinâmica econômica, é criar condições pra atrair investimento. É, no fundo, dar instrumentos às empresas pra que elas possam inovar, arriscar, produzir, ganhar na competição do mercado e possam pagar mais salários e melhores salários. E só pagando melhores salários é que nós vamos conseguir fixar em Portugal os nossos recursos humanos, a começar pelos mais novos. Eu sei, o meu adversário direto é contra a baixa de impostos. Nisso está a ser coerente. Não é um daqueles casos onde ele promete fazer o contrário daquilo que fez, nem é um daqueles casos onde, de repente, ele diz exatamente o contrário daquilo que dizia antes. É mesmo claro, e os portugueses devem saber. Nós entendemos a descida dos impostos fundamental pra dar melhor capacidade à classe média, pra dar maior rendimento e, portanto, melhores salários às pessoas pra elas poderem ter aqui os seus projetos. E também defendemos menos impostos sobre as empresas pra haver mais investimento, mais inovação, mais competitividade das nossas empresas. E o Partido Socialista acha o contrário, acha que se devem fazer outras coisas que não isto. É, portanto, importante que os portugueses saibam Que o Partido Socialista e o seu candidato querem subtrair às pessoas, às famílias e às empresas o máximo de impostos. Mas querem fazer isso para quê? A história não pode ficar a meio. Querem fazer isso para depois as amarrarem aos subsídios e às ajudas. Empobrecer para enfraquecer. Enfraquecer para amarrar. Amarrar para perpetuar. Este é o esquema do socialismo português da atualidade. É este o esquema.
Recorrer novamente à subsidiodependência, dizer que o Partido Socialista conduziu o país para esse desígnio, para essa condição, melhor dizendo.
De um lado, este socialismo é um esquema de pobreza, de estagnação e de infelicidade. Do outro, do nosso lado, a baixa dos impostos é a estratégia para criarmos mais riqueza, para pagarmos melhores salários e para darmos condições para que as pessoas possam, efetivamente, ter projetos felizes e possam ficar a viver e a executar esses projetos junto das suas famílias. Esta diferença é aquela, ou é uma das que mais está hoje, de forma evidente, na soberania que o povo terá de escolher. Eu já nem vou dizer quem é que tem razão. Eu vou apenas dizer aos portugueses que ainda bem que os dois projetos são tão diferentes e tão alternativos. É mais fácil escolher assim e nós aceitaremos a escolha que os portugueses vão fazer. No nosso caso, da Aliança Democrática, esta escolha é instrumental. A escolha pelo crescimento da economia, a escolha pela diminuição da carga fiscal, são instrumentais para a criação de riqueza. E a criação de riqueza é, por sua vez, instrumental para nós promovermos e alcançarmos a justiça social. Aquilo que nós temos hoje com esta governação de oito anos, onde todas as oportunidades foram dadas ao Partido Socialista, aquilo que nós temos hoje como resultado, de facto, devia fazer corar de vergonha qualquer pessoa que é ideologicamente de esquerda. Estes governos, com os resultados que obtiveram na saúde, na educação e na habitação, nem dos princípios da esquerda foram dignos, porque no fim do dia, tudo proclamações, tudo grandes garantias, como dizia aqui há pouco a doutora Leonor Beleza. Sempre uma retórica de: somos os pais e as mães dos serviços públicos, somos os pais e as mães da oferta do acesso universal àquilo que é mais básico na vida das pessoas. Mas por trás dessa retórica, está o pior momento da nossa história democrática ao nível da saúde, da educação e da habitação.
A alinhar problemas que deixa a governação socialista, diz Montenegro.
É que há, de facto, uma diferença entre dizer, querer fazer e depois executar. Todos nós assistimos nos últimos anos a tanta proclamação, aqueles PowerPoints todos, aqueles filmes, aquilo que o Francisco José Viegas aqui há pouco lembrava, aquelas afirmações categóricas do ainda primeiro-ministro e do seu sucessor à frente do Partido Socialista, que não será primeiro-ministro, a dizer que nos 50 anos do 25 de Abril vai haver casa digna para todos. Tanta pompa, tanta circunstância, deixem-me até dizer, muitas vezes, tanta soberba. A forma como eles falam dos adversários, parece que só eles é que têm o exclusivo da preocupação social. Eu não faço juízos quanto à preocupação, mas faço juízos quanto ao resultado. Nós podemos ter toda a preocupação, mas resultados, nós temos muito mais do que o Partido Socialista alguma vez teve. Muito mais! E vamos ter ainda mais no futuro.
Puxar dos galões, diz Montenegro, e puxar também por esta sala do Centro de Congressos do Estoril, novamente completamente de pé, está completamente cheia.
Por isso, caras e caros portugueses, eu quero assumir já alguns dos compromissos que nestes domínios nós vamos executar com a legitimação que receberemos do povo no dia 10 de março Já agora, Pedro Santana Lopes, em complemento, eu não tenho medo do juízo dos portugueses. Pelo contrário, eu só quero governar na base da confiança dos portugueses. Eu quero governar na base da confiança dos portugueses. Eu não quero trair a confiança dos portugueses. Eu quero governar, porque quero que as pessoas estejam com o Governo.
Grita-se "vitória" na convenção da Aliança Democrática.
Por isso, para além de todas as propostas que nós vamos apresentar de transformação estrutural do país, com a sensibilidade social, a consciência social de quem mais do que apregoar, quer materializar na vida concreta de cada indivíduo, de cada criança, de cada jovem, de cada mulher e homem em Portugal, nós assumimos, eu assumo aqui solenemente, que o próximo governo da Aliança Democrática vai aprovar nos primeiros 60 dias de exercício do seu mandato, um plano de emergência para executar nos anos 2024 e 2025 na área da saúde.
Mais uma promessa de Luís Montenegro, um plano de emergência para aprovar nos primeiros dias de governação. Plano dedicado à saúde.
Com três eixos. O primeiro, no âmbito das consultas de medicina familiar, onde quero destacar o encurtamento dos prazos de marcação dessas consultas, a implementação da teleconsulta como alternativa ao atendimento presencial quando for possível, e assegurar um enfermeiro e um médico de família, recorrendo, para esse efeito, aos profissionais do Serviço Nacional de Saúde, a alguns profissionais que estão aposentados e que estejam disponíveis e também à capacidade do setor privado e do setor social.
Garantir que vai recorrer ao setor privado e ao setor social para ajudar a resolver problemas no SNS.
No âmbito das urgências, vamos redefinir a rede e o sistema de incentivos a todos os profissionais. E vamos, efetivamente, promover uma maior conjugação com os cuidados de saúde primários, onde queremos assegurar a consulta no próprio dia, o atendimento no próprio dia, quando se trate de uma doença aguda. É preciso, dentro desta reformulação, como disse há pouco, não perder de vista a situação que é hoje insustentável e inaceitável nas áreas da obstetrícia e da pediatria.
Agora medidas concretas para as urgências. Propõe mudar mesmo, redefinir a forma como se organizar a rede hospitalar.
Finalmente, ainda dentro de um plano de emergência e na circunstância das consultas e das cirurgias de especialidade, vamos atribuir automaticamente um voucher de consulta ou de cirurgia sempre que se atinja o tempo máximo de resposta garantido. Ou seja, sempre que esse tempo que está definido for ultrapassado uma hora, o utente recebe o voucher para escolher o prestador de serviço e para ir à procura da resposta que o Estado não conseguiu garantir.
Vouchers para quem estiver a esperar mais do que uma hora do que o tempo médio de atendimento por um serviço no SNS. A proposta de Luís Montenegro, três medidas para o setor da saúde, para medicina familiar, para urgências e agora com esta proposta para dar vouchers aos utentes que tiverem de esperar demasiado tempo.
A saúde, como disse, precisa de alterações estruturais, que demoram mais tempo a implementar e também mais tempo a produzir efeito. Mas este plano de emergência tem uma meta traçada: até ao final de 2025, acabar com as listas de espera que excedem o tempo máximo garantido e dar uma resposta de medicina familiar a todos os utentes de Portugal.
Mais uma garantia, até 2025 acabar com as listas de espera que excedem o tempo máximo exigido.
Na mesma sessão, também vos quero transmitir e aos portugueses que nos mesmos 60 dias vamos encerrar o tema da recuperação integral do tempo dos professores, nos termos que já propusemos em setembro, quando não havia eleições. Não somos daqueles que só consideraram justa esta reivindicação depois do dia 7 de novembro. E reitero: isto não é uma resposta, ou não é pelo menos apenas uma resposta, a uma reivindicação justa dos professores. Isto é, sobretudo, uma resposta à injustiça que há hoje em Portugal nos estudantes. Eu não posso conformar-me, como Primeiro-Ministro, que haja na escola pública quem tem professor e quem não tem professor. Essa é uma falha que nós não podemos admitir.
A falar agora de educação, mais concretamente dos professores e da evolução do tempo de carreira desses profissionais.
E sim, vamos introduzir a avaliação no final de cada ciclo de aprendizagem. E sim, vamos ter uma escola com menos burocracia. Vamos ter uma escola com um verdadeiro programa de recuperação de aprendizagens. E vamos também ter uma escola que tem de estar apta a receber estudantes estrangeiros. Hoje já aqui foi recordado. Eu já estive, para ser preciso, em 305 concelhos de Portugal. Eu só não estive na Ilha das Flores e na Ilha do Corvo, nos Açores, porque o tempo não permitiu. Mas nestes 305 concelhos, eu já estive em muitos hospitais, em muitos centros de saúde e também já estive em muitas escolas. Na grande maioria das escolas, a taxa de estudantes estrangeiros já ronda os 20%, mas as escolas não estão preparadas, não têm disponibilidade e instrumentos pro acolhimento que é necessário desta população estudantil. Estes são novos portugueses que nós temos de tratar com a mesma dignidade e com os mesmos direitos de todos os demais. É esta a nossa cultura. Finalmente, uma medida que é transversal do ponto de vista dos seus efeitos. É transversal porque motiva uma educação com mais apetência pra qualificação, é uma medida transversal porque permite uma melhor conciliação da vida profissional com a vida familiar das famílias, é uma medida que, na nossa opinião, contribui pra decisão de muitos jovens casais poderem ficar em Portugal, tal como já fizemos, também não acordamos agora pro assunto, no nosso projeto de revisão constitucional, nós temos de implementar em Portugal o acesso universal e gratuito às creches e ao pré-escolar. É o projeto dos zero aos seis anos que tem um último efeito: está comprovado que os países que apostam num sistema universal de acesso à educação dos zero aos seis anos têm uma propensão pra, no médio prazo, terem melhores crescimentos econômicos, melhor desenvolvimento social, uma sociedade mais justa, uma sociedade que garante mais oportunidades. Uma última menção que queria fazer. Não é possível falarmos de tudo, mas eu quero que não haja nenhuma dúvida. Nós não vamos mesmo prometer tudo a todos, mas vamos salvaguardar aquilo que é essencial. No caso das forças e serviços de segurança, eu não vou prometer agora qual é a valorização do seu estatuto remuneratório que vamos fazer, mas vou assumir o compromisso de que a vamos promover. Eu vou assumir o compromisso de que o nosso governo vai encetar, logo de início, negociações com os representantes sindicais das nossas forças e serviços de segurança pra podermos projetar com sentido de responsabilidade, com capacidade de cumprir os compromissos, a valorização do seu estatuto, não só remuneratório, mas também das condições do exercício da respectiva atividade. Sou daqueles que não têm dúvidas. Nós precisamos de forças e serviços de segurança com autoridade, com valorização, que garantam a ordem pública, que garantam a nossa segurança e que sejam respeitados enquanto detentores da autoridade do Estado. Caras e caros amigos, portuguesas e portugueses, termino dizendo-vos o seguinte: de mim, da Aliança Democrática, não esperem aventuras, nem esperem radicalismos. Não esperem mesmo que desate a prometer tudo a todos, nem esperem que vamos criar a ilusão de decisões que depois não vamos tomar. Os últimos vinte e cinco anos já mostraram várias vezes que os exageros de hoje se pagam amanhã. Eu confio muito na sabedoria e na ponderação dos portugueses Eu sei que, apesar de todas as tentativas, os portugueses não se vão deixar levar e enganar por jogadas de eleitoralismo infantil e pelo disfarce da incompetência recente. Eu sei que os portugueses estão muito mais atentos do que muita gente, às vezes, diz e afirma na esfera pública. Eu sei também que em cada português, em cada família, em cada instituição, em cada empresa, há muita capacidade e há muita vontade de fazer mais, de produzir mais, de atingir melhores resultados. O problema de Portugal não está nos portugueses. O problema de Portugal, nos últimos anos, tem estado no governo ou na falta dele. Os portugueses já deram muitas demonstrações de capacidade, como hoje se percebeu aqui, nesta sala, e desta sala pro país, e em muito país que também nos seguiu pela via digital. Nós temos energia, nós temos história, nós temos conhecimento, nós temos tradições, nós temos uma grande riqueza natural, nós temos identidade, nós temos língua, nós temos património, nós temos um grande povo e nós temos alma, a alma de Portugal. Nós temos de fazer brotar toda esta capacidade. Aquilo que se pede a um governo é que não desperdice este capital. Aquilo que se pede a um governo é que pegue no potencial, pegue na capacidade, pegue naquilo que cada português tem pra oferecer ao seu país, à sua comunidade, pegue nisso e transforme em criação de riqueza, que, por sua vez, vai promover a justiça social. Eu quero dizer aos portugueses: nós temos isto tudo, só não temos ainda um bom governo, mas os portugueses podem confiar que esse bom governo está a caminho. Eu quero dizer, olhos nos olhos, aos portugueses: podem confiar em nós. Podem confiar nesta equipa, podem confiar neste projeto, podem confiar que o futuro começa agora e que nós vamos ser os responsáveis por, no futuro, tirar Portugal do sítio em que os socialistas o mergulharam. Esta aliança é uma aliança de confiança, é uma aliança que dá confiança e que recebe confiança. É uma aliança com Portugal, com os portugueses, com o futuro. Viva Portugal, viva Portugal, viva Portugal. Viva Portugal!