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Relatório do jogo. Gil Vicente 0, Futebol Clube do Porto 1. Nona jornada do campeonato. Nove jogos, nove vitórias, 27 pontos em 27 possíveis para o Futebol Clube do Porto. O segundo melhor arranque de sempre para os Dragões na história do campeonato e o melhor desde que as vitórias valem três pontos. Muitas razões para a felicidade. Hoje, quem foi o bom de bola, Luís Pinto Coelho, nesta nona jornada em casa do Gil Vicente? Melhor jogador do Porto.

Sim, vou dar a dois jogadores. Vou dar ao Kvior. Eu acho que fez uma exibição muito consistente, muito forte nos duelos, muito discernimento, muita qualidade depois no passe, na primeira fase de construção. Foi o jogador que eu mais gostei do setor defensivo do Porto, sempre muito assertivo nas suas decisões. E depois a Borja Sáenz, que decidiu o jogo, obviamente. O Porto ganhou 1 x 0, um jogo pela margem mínima. Quem faz o gol tem sempre uma importância grande na partida e o Borja, até porque merece, porque passou momentos difíceis da sua vida pessoal e esta época tem tido uma preponderância grande. Já leva quatro gols no campeonato, para um extremo é um bom número e hoje deu a vitória ao Porto.

E um a menos. Houve alguém que mereça esse epíteto de pior jogador da equipe do Porto? E por quê, também, Luís?

Eu não diria que houve exibições negativas, mas vou falar aqui dos dois laterais, quer Alberto Costa, quer Zaidu, não me pareceram muito exuberantes. Os jogadores que tenham, em termos ofensivos, criado desequilíbrios. Foram exibições seguras, mas não exuberantes, e muitas vezes os laterais do Porto têm essa capacidade, até principalmente o Alberto. E hoje, talvez até pela qualidade do adversário, resguardaram-se um bocadinho mais, não tiveram exibições empolgantes, de encher o olho. Foram mais contidos, mais conservadores, e olhando para todas as exibições, foram aquelas, se calhar, menos vistosas.

E o ouro do bandido, quem é que roubava a equipe adversária? O melhor jogador do Gil Vicente, quem sabe até já a contar a partir de janeiro.

Olha, eu vou falar também aqui de dois jogadores. O Murilo eu acho que é um jogador de uma qualidade tremenda e não tivesse ele tido azar, eu penso que ele teve duas lesões bastante graves, uma delas ele teve quase um ano parado e poderia ter sido um jogador para atingir outros patamares. Agora já está numa idade um pouco mais avançada, mas é um jogador sempre de muita qualidade. E depois o Santi García do meio-campo do Gil, que eu acho que é um jogador claramente de clube grande. E eu não me importava nada de o ter no Porto, até já escrevi sobre isso, porque acho que é um jogador muito bom tecnicamente, alta intensidade, forte fisicamente também, define sempre bem e hoje, mais uma vez, fez uma exibição muito boa, principalmente na primeira parte, esteve muito em jogo. São dois jogadores que eu gosto muito do Gil. O Murilo já com uma idade mais avançada, mas o Santi García claramente.

O Murilo experiência, o Santi García futuro.

Sim, sem dúvida isso.

E que mensagem gostarias de deixar ao teu querido mister Francisco Farioli? Análise à estratégia, às substituições e também ao recorde hoje atingido, o segundo melhor arranque, na verdade, nestes moldes, o melhor arranque de sempre do Futebol Clube do Porto, desde que a vitória vale três pontos.

Sim, ganhar é sempre importante e dar uma resposta positiva depois de uma derrota é fundamental. E nove jogos, nove vitórias, obviamente que não se pode atacar o Farioli, porque tem tido ótimos resultados. Eu acho é que o Porto tem uma identidade muito definida, muito vincada. E acho que, às vezes, essa identidade tão vincada também é contraproducente. O Porto muitas vezes fica muito amarrado, liberta-se pouco e falta sempre um bocadinho de criatividade. Obviamente que sem Pepe e Zé, sem o William Gomes, que são jogadores que acrescentam um bocadinho isso, fica mais difícil. Mas eu acho que Farioli tem que ter atenção a isso, porque quando os jogos estão muito amarrados, libertar um bocadinho os jogadores. E não é por acaso que o Porto é a equipe da liga que tem menos dribles efetuados, porque arrisca pouco nisso, no um para um. É uma equipe muito robótica, faz muito bem isso, mas por vezes isso também precisa de ser um robô um bocadinho mais criativo em certos momentos do jogo, mas o mais importante, obviamente, foi conseguido e o arranque do campeonato é excelente.

E para finalizar, o prognóstico de final de jogo, à boa moda do futebol português, a nota, a exibição da equipe, Luís Pinto Coelho.

Eu dou um suficiente mais. Acho que pela vitória e pelo contexto da vitória contra um adversário difícil e vindo de duas derrotas, que abalam sempre um bocadinho, e também é um jogo no meio da semana, por isso há aqui um contexto que não era muito favorável ao Porto, e o Porto conseguiu o mais importante, a vitória, e contra um bom adversário. Por isso, um suficiente mais para a vitória do Futebol Clube do Porto.

Está feito e entregue o relatório do jogo do Luís Pinto Coelho. Análise à vitória do Futebol Clube do Porto em casa do Gil Vicente. Nona jornada do campeonato, nove jogos, nove vitórias, 27 pontos. É líder isolado do campeonato. Luís Pinto Coelho, pode também ouvi-lo aqui com notas de 0 a 20 aos protagonistas do dia no mundo do desporto. E o Campeão É, na Rádio Observador. Um grande abraço, Luís. Um bom descanso e até breve.

Grande abraço.