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Diogo Varela, tu que estás no local, encontraste o rosto de Frederico Varandas.
É verdade, Miguel. Agora, numa altura em que se canta o hino do Futebol Clube do Porto, e posso dizer-te, também para fazer esse panorama a todos os nossos ouvintes, vários adeptos galgaram a zona do jardim aqui na Rotunda do Marquês e subiram mesmo para a zona da estátua. Estão lá no alto, equipados com bandeiras e a fazer a festa em cima da estátua do Marquês de Pombal. Não literalmente lá em cima, mas cá embaixo, já na zona da estátua. Tu falavas dessa questão do melão.
Eu não falei disso. Eu falei do rosto de Frederico Varandas, Diogo.
Exato. Já aqui descortinei um bocadinho a história, mas é verdade. Nós há pouco tivemos acesso a esse momento curioso e foi um dado que se falou também ao longo da temporada, o bate-bocas entre André Villas-Boas e também o próprio Frederico Varandas, os presidentes do Futebol Clube do Porto e do Sporting. E eu tenho aqui comigo o responsável por esse melão, que tem a imagem de Frederico Varandas. Conte-me tudo, a história do melão, como é que começou, onde é que o comprou.
O melão não há muito a contar. É um melão normal. Compramos no Continente. Gastámos €10 no melão, porque tinha que ter três quilos, em relação ao tricampeonato. Não há muito a dizer. E tinha que ter a cara do Varandas este ano, não há hipótese. O gajo fala demais, não sabe estar calado e nós provámos que somos os melhores.
Sente que o presidente do Sporting também contribuiu para esta conquista do Futebol Clube do Porto?
Não, quem contribuiu para a conquista do Futebol Clube do Porto são os adeptos, são as casas do Futebol Clube do Porto, que fazem muito e a minha malta não vê, são os jogadores, é o staff, é a equipa técnica, o Farioli, o Villas-Boas, que este ano fez um trabalho excepcional. O Varandas pode falar o que quiser, nós somos melhor que eles, este ano.
Falou-me aqui de um melão de três quilos. O que é que agora vai acontecer ao melão?
À partida, iremos abrir a parte de cima do melão e vamos comer. Temos que comer a cabeça do Varandas, portanto.
Muito bom. Em relação a esta festa que está a haver na Rotunda do Marquês de Pombal, o que é que nos pode exprimir, o que os seus olhos também veem?
É aquilo que nós sentimos todos os dias. Nós somos campeões. Isto é o Porto. A diferença entre estes adeptos e os adeptos do Porto lá de cima, é que nós estamos a 300 km e é uma alegria 300 vezes maior. Não há muito a dizer. Somos 300 vezes mais felizes, mas também somos 300 vezes mais tristes cada vez que perdemos.
Mora aqui em Lisboa?
Sou de São Lourenço.
Há quatro anos, o Futebol Clube do Porto até se sagra aqui campeão em Lisboa, venceu no Estádio da Luz com esse golo de Zaidu. Como é que foi também a festa há quatro anos?
Há quatro anos foi diferente, porque nós estávamos no estádio, vimos o Zaidu marcar e em vez de virmos do lado de cima da Casa do Porto, na Avenida da República, viemos do Estádio da Luz. Enfiaram-nos no metro até aqui e tivemos ainda mais gente, porque também houve muitos adeptos do Porto que ficaram cá embaixo a festejar conosco. Mas é uma alegria imensa ser campeão. Provámos que somos a melhor equipa, fomos a mais consistente. Provámos que não precisamos dos comunicados, não precisamos de nada para sermos os melhores.
Sente só que, se calhar, o momento menos da temporada pode ter sido aquela queda na Liga Europa? Havia a expectativa também para o Porto ser campeão europeu?
Esse é dos passos mais importantes que tivemos para ser campeões. Sabíamos que tínhamos que abdicar de alguma coisa. Portanto, nós tínhamos que saber o que nós queríamos. Queríamos ser campeões ou queríamos ganhar a Liga Europa. As duas eram difíceis. Nós queríamos ser campeões.
Ora bem, aqui também, Miguel Cordeiro, esta mensagem muito curiosa, esta história de um melão que tem esse rosto de Frederico Varandas, o presidente do Sporting Clube de Portugal e que, pelos vistos, vai ser cortado para também ser deliciado aqui pelos adeptos do Futebol Clube do Porto, que, como te disse, continuam a fazer a festa aqui na Rotunda do Marquês de Pombal, em Lisboa. Já treparam essa zona da estátua, estão lá no alto a fazer a festa, com muitos cascóis, muitas bandeiras, adereços azuis e brancos. Grita-se e ouve-se também: "E quem não salta é campeão." O Futebol Clube do Porto celebra também aqui por Lisboa essa conquista do 31º título de campeão nacional de futebol masculino.