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Rádio Observador, muito bom dia. É já no sábado, a final da Taça da Liga. Não é uma final qualquer, é sempre uma final, um jogo decisivo, mas esta tem um particular interesse. É a primeira vez que Sporting Clube de Braga e Vitória Sport Club se encontram num jogo derradeiro numa competição. Nunca aconteceu, apenas em várias eliminatórias, quer da Taça de Portugal, em quartos-final ou até mesmo oitavos-final de uma Taça da Liga, neste caso em formatos anteriores, mas numa final é a primeira vez. Há muita história, há muita rivalidade e muita tradição ou não estivéssemos a falar de um dos melhores derbies de Portugal, se não mesmo da Península Ibérica, o derby do Minho. Para isso, tenho comigo ao telefone dois antigos jogadores, quer de Sporting Braga, quer de Vitória Sport Club. Estou a falar de Quim Berto, ex-jogador do Vitória, lateral esquerdo e também lateral direito, um defesa, e também Barroso, antigo médio do Sporting de Braga. Muita história entre estes dois jogadores por esses relvados de Portugal continental. Mais uma vez, muito bom dia aos dois.

Bom dia.

Bom dia.

Começo pelo Barroso, tem 288 jogos com a camisola arsenalista. Pergunto-lhe, e já olhando para um jogo que muitos, como já referi, qualificam como um dos melhores derbies de Portugal ou até mesmo da Península Ibérica, o que é que este derby tem de diferente dos outros e quais são os ingredientes especiais para este derby de sábado?

Bom dia, Antes mais bom dia e obrigado pelo convite. Sem dúvida nenhuma que são derbies muito antigos, muita rivalidade, grandes clubes. No Minho tem grandes equipas, incluo também Gil Vicente, o Moreirense, porque tem clubes de grande qualidade. E é o Sporting de Braga e a Vitória de Guimarães, dois clubes sempre rivais que lutaram por sempre por algo mais que não só que um bom campeonato, mas também Taças de Portugal e agora também Taça da Liga. Com certeza, na teoria, o Sporting de Braga acaba por ser favorito, mas depois na prática as coisas podem não ser bem assim. O Guimarães também vai fazer tudo para ganhar e com certeza vai ter uma palavra a dizer. Agora estou confiado que o Sporting Braga pode estar neste momento em vantagem, porque de facto está como equipa com uma grande capacidade, com grande moral, mas sabemos que estes derbies sempre imprevisíveis.

Já lá iremos, até porque o Braga eliminou o Benfica ontem à noite por 3-1. Volto agora atenções para o Vitória, que eliminou o Sporting na meia-final, mas também eliminou o Futebol Clube do Porto no Dragão. A equipa vitoriana foi a primeira a vencer a turma de Farioli este ano em competições internas. Pergunto-lhe, Quim Berto, o que é que este derby tem de especial para os outros? E aqui posso incluir outros derbies da Península Ibérica, o derby de Madrid entre o Atlético e o Real. Também pode ser o derby de Lisboa entre o Sporting e o Benfica. E que ingredientes e que fator especial tem este Braga-Vitória, que é a primeira vez que se encontram numa final de uma competição.

Bom dia a todos. Bom dia ao meu caro amigo Barroso. Um derby é sempre um derby, mas de qualquer forma há que enaltecer esta primeira final entre o Vitória e o Braga, independentemente de ser uma competição que no nosso tempo, que o Barroso sabe tão bem como eu, não existia. Mas sendo uma final e sendo um derby, há aquela expressão que nós vitorianos e o Braga também e os sócios do Braga também pensam assim: "Podemos perder para todos, menos para o Braga" e vice-versa. Mas sabendo que o Vitória vai defrontar uma grande equipa, um Braga que nos últimos anos, desde a era Salvador, tem sido um Braga de ano para ano, cada vez mais e melhor, a lutar por objetivos completamente diferentes dos de Vitória. O Vitória é um clube em transformação, é um clube que nem de perto nem de longe está no mesmo segmento do Braga, mas é sempre uma final e a partir do momento em que o árbitro apita, julgo eu que qualquer jogador que veste esta camisola do Vitória vai jogar sempre para ganhar, porque o Vitória nunca esteve numa final com o Braga e sendo estas duas equipas e a rivalidade que já vem de muitos anos para cá, será sempre um jogo diferente, porque nos últimos anos temos vindo sempre a assistir ao Benfica-Sporting ou Braga-Benfica e assim sucessivamente, e são sempre os mesmos a ganhar. Este ano pode haver aqui uma equipa diferente e espero que essa equipa diferente seja o Vitória.

O Vitória, e não só, também o Sporting de Braga, que por exemplo, em jogos em casa e também vice-versa, sempre criam um ambiente muito difícil para o adversário. Lembramo-nos do quase como um inferno do Alfonso Henriques ou também aquele ambiente bastante eletrizante no Municipal de Braga. Pergunto-lhe, Quim Berto, e tendo em conta que esta final vai-se realizar num ambiente neutro, no Estádio Doutor Magalhães Pessoa, em Leiria, se esse ambiente, neste caso 50/50, pode contribuir para uma final cada vez mais bem disputada, competitiva entre as duas equipas.

Isto é relativamente aos associados. O Vitória tem uma massa associativa que quem é de Vitória não é de mais nenhum clube. E quando estes sócios partem para aquilo que é o Vitória, independentemente do desenrolar de cada época que passe, e sabemos de antemão que nos últimos anos não tem sido fácil para o Vitória, mas os sócios do Vitória nunca abandonam esta equipa, nunca abandonam o clube, marcam-se sempre presente, independentemente de ser hoje uma final que em massa e esse tais 50/50, em termos de massa associativa por parte do Braga e do Vitória, que vão estar presentes. Eu acredito que, acima de tudo, vai ser uma festa bonita, que seja uma festa, acima de tudo, que se jogue dentro do campo, que se jogue nas bancadas, de forma que este jogo, dentro desta rivalidade que existe, não haja problemas acima daquilo que é o jogo de futebol e que seja, acima de tudo, um dia de festa e que as equipas que vão participar nessa final, acima de tudo, recolham aquilo que é a emoção que vem das bancadas.

Barroso, faço-lhe a mesma questão e tendo em conta que o Braga já tem este troféu, aliás, tem mais do que um troféu deste exemplar no museu, é um ambiente que não é desconhecido para a equipa de Carlos Vinicius, pergunto-lhe se, neste caso, a experiência do Braga em finais desta prova pode ser fator-chave para trazer o troféu para a cidade dos arcebispos.

Sim, esse acaba por ser o grande objetivo do Sporting Braga. Sabemos que numa final, as coisas são no jogo, as coisas podem se desenvolver tanto para um lado como para outro, porque as coisas numa final, às vezes nem sempre as melhores equipas ou a melhor equipa no momento ganham. Eu espero que seja o Sporting Braga, com todo o respeito pelo Vitória de Guimarães. Sabemos que o Sporting Braga quer meter mais uma taça no seu museu, dedicar à sua massa associativa, que é enorme e que vai dar um grande apoio, sem dúvida nenhuma, ao presidente, que também tem feito, de facto, um grande trabalho no clube e vai, com certeza, ser um grande espetáculo de futebol, sem grandes problemas. Assim eu espero, e o Sporting Braga vai, como eu disse há pouco, na teoria, eu penso que o Sporting Braga acaba por estar em alguma vantagem, algum favoritismo, mas sabemos que nas finais as coisas muitas vezes não são assim, na prática, no campo, não é assim. O Vitória de Guimarães também tem jogadores de qualidade e portanto vai ser um encontro muito difícil para ambas as equipas. O Quimberto quer que o Guimarães ganhe, eu quero que o Sporting Braga vença, sem dúvida nenhuma. Isso é normal, há que respeitar os dois clubes, cada um para o seu lado. E vamos ver, espero sinceramente que o Sporting Braga vá conquistar mais uma Taça da Liga, que é muito importante para o crescimento do clube e para o trabalho que o António Salvador tem feito no clube, penso que será uma grande final. E o Minho estará de parabéns de qualquer das maneiras.

Precisamente. E vamos, antes de fazer as últimas considerações acerca desta partida, puxar um pouco a fita atrás para as décadas de 80, 90, até mesmo ao início dos anos 2000, onde tanto o Barroso como o Quimberto jogaram. O Barroso esteve 11 temporadas ao serviço do Braga, sem contar, neste caso, com os escalões de formação. Foram 54 gols como jogador do Braga na posição de médio. Pergunto-lhe quais são as melhores recordações que tem destes jogos frente ao Vitória?

São sempre jogos muito difíceis. O Vitória de Guimarães houve tempos em que tinha, de facto, excelentes equipas. O Sporting Braga naquela altura também oscilava com boas equipas, com muitas dificuldades financeiras de ano para ano, dependia muito dos anos. O que é certo é que depois de António Salvador aparecer no clube, as coisas nesse aspecto nunca mais, antes pelo contrário, começaram sempre a crescer.

E já agora, também memórias frente ao Quimberto.

Sim, vários jogos. Penso que não me consigo assim lembrar, mas é natural que tenhamos feito vários jogos e vários derbis, tanto em Guimarães como em Braga, sempre quentinhos, ou tanto ganhava ele como tanto ganhava eu. Portanto, eram sempre jogos muito difíceis e imprevisíveis. Isso é que eu posso garantir, que são sempre jogos muito imprevisíveis.

E só para terminar, um momento que destaca mesmo, que se lembre, um único, um gol, uma assistência, o ambiente à volta do jogo, um momento que destaque.

Não, todos são bons momentos contra o Vitória de Guimarães, são sempre bons momentos, jogos muito difíceis, agressivos, sempre muito disputados, cada um a lutar por seu clube e, portanto, não destaco em especial nenhum, sempre bons momentos. Acho que há que ter respeito aos clubes e são dois grandes clubes e neste momento o Sporting Braga, na minha opinião, está claramente por cima, mas nesta final, como já disse, na teoria pode estar melhor, mas depois na prática acho que as coisas podem se complicar e penso que os jogadores do Sporting Braga e a equipa técnica saberá interpretar essa situação, porque nas finais nem sempre os melhores ganham. E a prova disso tem sido esta própria final, onde as equipas que teoricamente chamadas grandes pensavam que poderiam estar na final, e o que é certo é que são os dois clubes do Minho e que merecidamente estão na final os dois.

Faço a mesma questão ao Quimberto. Esteve cinco temporadas e meia ao serviço do emblema vitoriano. Foram 12 gols, jogava tanto como lateral esquerdo como lateral direito. Pergunto-lhe quais são as melhores memórias que recorda destes derbis minhotos e, já agora, também dos frente a frentes frente ao Barroso.

No passado não havia tanto desequilíbrio como há agora. O Barroso tem toda a legitimidade para dizer que o Braga na era deste presidente teve uma evolução tão grande que deu um salto, porque no passado, e o Barroso sabe muito bem, o Vitória era o quarto maior clube português, deixou de o ser porque foi ultrapassado e está agora a anos-luz do Sporting Braga, porque o Sporting Braga teve uma evolução tão grande e com este presidente, António Salvador, vê-se isto aqui aos olhos de todos. Hoje em dia, o único senão que tenha acontecido na era do Sporting Braga, na era de António Salvador, é que o Braga ainda não conseguiu chegar ao título do Campeonato Português. Está mais perto, provavelmente nos próximos anos, mais ano, menos ano, poderá conseguir isso, independentemente das dificuldades que possa ter.

Mas voltando essa memória, qual para si o momento que o mais marcou em derbies frente ao Braga?

Eu lembro-me de um jogo, todos eles eram bem disputados, com grandes equipas, mas eu lembro-me de um jogo onde a gente ganhou no Estádio Primeiro de Maio por 3 x 1 e sei que nesse jogo eu fiz um grande gol, que era o Rui Correia que estava na baliza. O Barroso provavelmente também estaria nesse jogo. Eu não te posso dizer em que ano é que foi. Foi nos anos 90. Eu lembro-me disso e esse gol até está nos meus melhores momentos como jogador, porque são aqueles jogos onde a gente queria estar sempre presente e nós nunca fugíamos a essa responsabilidade, porque jogar com o Braga é um jogo especial, porque era aqueles derbies onde todos nós queríamos participar e quando havia essa oportunidade, e eu tive essa oportunidade ou várias oportunidades de disputar esses derbies, até como capitão, cumprimentando muitas vezes o Barroso, porque também era capitão do outro lado. Mas foram sempre jogos muito quentinhos, muito bem disputados, onde o equilíbrio valia sempre para as duas equipas e não tendo agora este desequilíbrio tão grande de uma equipa para a outra. Mas deixa-me dizer e reforçar aqui, eu acho que este jogo que vai acontecer no sábado é o jogo do ano para o Vitória. Porque nós sabemos que se o Vitória conseguir ganhar esta final, é a sua primeira Taça da Liga, independentemente depois dos objetivos que possa seguir para a frente.

Dá outra confiança ao técnico Luís Pinto, até porque é um técnico que, neste caso, veio do Tondela, subiu a equipa de divisão. Ao início havia muitas interrogações à volta do técnico, mas lentamente o Vitória foi dando resposta. O caso, por exemplo, dessa vitória no Dragão frente ao Futebol Clube do Porto. Em outros jogos também onde a equipa de Guimarães mostrou essa competitividade com Luís Pinto ao leme. Pergunto-lhe se uma possível conquista da Taça da Liga poderia dar esse balão de oxigênio ao técnico Luís Pinto, que, por exemplo, outros técnicos nunca tiveram nos últimos anos.

Logicamente que isso seria sempre uma mais-valia para aquilo que aí venha, porque nós sabemos que o Vitória tem passado muitas dificuldades este ano. É uma equipa que no jogo passado saiu 80, mas depois passa para o oito. É um clube em transformação.

Muito inconstante.

Essa é a palavra adequada para isto, porque nós sabemos que o Vitória nos últimos tempos vendeu os seus melhores jogadores, onde Luís Pinto teve que socorrer-se na equipa B, onde a equipa B está a jogar numa terceira liga. Quer dizer, há uma transformação tão grande, porque costuma-se dizer que sem ovos não se faz omeletes. E nós olhamos até hoje para o banco do Sporting Clube do Braga, é para a esquerda, para a direita, é para trás e para a frente, há sempre soluções. E o Vitória, nesse aspecto, não tem as mesmas soluções que o Braga tem. E partindo desse princípio, o favorito para esse jogo será sempre o Sporting Clube de Braga. Acho que o Vitória não tem nada a perder, mas tem muito a ganhar, porque é um jogo que é uma final, quando se joga uma final, joga-se para ganhar. O Vitória tem essa oportunidade, acredito que as coisas possam acontecer, independentemente do adversário que vai disputar, seja uma das melhores equipas ou senão a melhor equipa a jogar futebol no Campeonato Português. E partindo desse princípio, acho que o Vitória tem que agarrar esta oportunidade com unhas e com dentes.

E já agora, para terminar, antes de passar novamente a conversa para o Barroso, que jogador destaca deste Vitória? Há o extremo que veio do Paris Saint-Germain, Camara. Também temos Savio, Nelson Oliveira, sempre um avançado bastante experiente. Também na defesa, há Rodrigo Abascal, há Miguel Nóbrega. Pergunto-lhe, neste momento, que jogador destaca da equipa do Luís Pinto?

Olha, eu gostaria de destacar algum jogador, eu poderia te dizer algum jogador, mas eu acho que o melhor destaque para esta equipa é o seu coletivo. Porque se nós vamos aqui destacar algum jogador

Estamos a falar de gente jovem e onde nós podemos estar a ser até injustos com outros jogadores. Por isso, eu vou destacar sempre o coletivo do Vitória, ao contrário do Sporting Clube de Braga, que tem individualidades como Ricardo Horta, Salazar e outros mais.

Já lá iremos. Por isso, Barroso, até porque o Quimberto teve agora a lançar alguns nomes, Rodrigo Salazar, também Ricardo Horta, homens mais ou menos do miolo desse 11 de Carlos Vinicius, que bem se viu ontem e, neste caso, Rodrigo Salazar faz um grande jogo, não só pelo segundo golo que marca, como também a assistência para o Paul Victor. Pergunto-lhe se é no meio-campo e no meio-campo para a frente que pode estar a chave de um jogo que pode ser muito preso ao início, por esse medo de sofrer golo muito cedo, mas que pode ser desconstruído a partir não só do Ricardo Horta, mas também do Rodrigo Salazar ou também do Mário Dorgeles.

Sim, o Sporting Braga tem individualidades muito fortes. Como disse o Quimberto e bem, é o jogo do ano para o Vitória de Guimarães, mas o Sporting Braga também tem que fazer com que seja o jogo do ano para ganhar essa final. Com certeza, o Sporting Braga vai tomar conta do jogo e vai ter que ter cuidado com as transições dos jogadores do Guimarães, jogadores jovens, rápidos, que são perigosos e nunca pode vacilar nessa situação. Sabemos que muitas vezes os jogos são decididos até às equipas individualmente. As equipas às vezes ficam muito retadas e individualmente as coisas podem ser decididas a qualquer momento. Claro que o Sporting Braga tem jogadores como o Dorgeles, o Salazar.

Também há na defesa o Airambi, que tem evoluído bastante, o central das camadas jovens da seleção de Malta.

É uma grande aquisição do Sporting Braga, o central. Tem jogadores rápidos, mas espero que às vezes cometam alguns erros individuais. Mas ontem estiveram muito bem e, portanto, o Sporting Braga tem que contar, sem dúvida nenhuma, com essa vontade do Vitória de Guimarães.

E já agora, o desempenho de Carlos Vicens. É a primeira temporada que o técnico espanhol faz como treinador principal, veio da equipa técnica de Pep Guardiola. Algumas questões ao início, à semelhança também do técnico Luís Pinto, acerca não só do modelo tático, como também, neste caso, da utilização de alguns jogadores em determinadas posições. Pergunto-lhe que avaliação faz até o momento do técnico espanhol.

Eu penso que é uma boa avaliação, porque não é fácil implantar um modelo que o Sporting Braga, e até em Portugal, estão muito habituados, com muita posse de bola, muita segurança, muita qualidade no passe, muita qualidade na desmarcação. E quem jogar a bola, e nós sabemos que normalmente as equipas que têm a bola, as outras equipas andam muito atrás dela e é muito cansativo. Uma equipa que não tenha bola é muito difícil não a ter, porque o desgaste é muito e quem tem a bola tem sempre essa dinâmica. É muito desgastante para a equipa adversária. E no início, claro, custou um pouco porque a equipa foi-se adaptando e penso que no outro jogo as coisas não saem tão bem, mas penso que a equipa tem vindo a evoluir muito bem e acredito perfeitamente que o Sporting Braga, continuando assim, vai ser uma equipa que poderá lutar pelos objetivos, que é conquistar o título nacional. Será difícil, mas é o grande objetivo do António Salvador, do clube e dos adeptos. Agora, claro que também temos que dar algum desconto, porque não é fácil implantar um novo modelo onde uma equipa vem de um modelo de jogo e depois mudar para outro, mas acredito que o Sporting Braga poderá perfeitamente, dentro de pouco tempo, estar muito melhor ainda, porque tem evoluído desde o início da época.

Estamos no final do nosso tempo desta quase que antevisão, ainda a dois dias dessa grande final, desse derby minhoto entre o Braga e o Vitória. Começo novamente por si, Barroso. Resultado e, neste caso, marcadores dos golos desta partida em Leiria.

O resultado para mim é o menos importante, o mais importante é trazer a taça, é ganhar. O resultado, independentemente do que possa acontecer, penso que o Vitória de Guimarães tem a preparação a mesma. Costuma-se dizer que não se é para jogar, é para ganhar, mas é um resultado imprevisível. Eu acredito que o Sporting Braga poderá ganhar, tendo o espírito competitivo ideal para o jogo, sabendo que vai ter uma equipa muito forte também que vai criar muitos problemas, mas eu acredito que o Sporting Braga vá perfeitamente ganhar esta final. Agora eu não jogo, nem o Quimberto também não. Os jogadores é que têm que sentir que têm de ir mesmo jogar para ganhar e espero que o Sporting Braga ganhe para dar uma alegria aos seus adeptos e ao seu presidente, à sua direção, porque começam de facto o trabalho que têm desenvolvido no clube.

A minha última pergunta é mesmo para si, Quimberto. A mesma questão, resultado e marcadores dos golos, quer Braga ou também de Vitória?

O resultado é o nome do Vitória, é trazer a vitória. Entendes? Esse é o resultado. Não te vou dizer que vai ficar 2 x 1, 2 x 0, 1 x 0. Eu acho, acima de tudo, o mais importante é que seja um dia para as duas equipas, um dia de grande responsabilidade, de profissionalismo de ambas as partes, que o ambiente em redor do jogo seja um ambiente muito positivo para as duas equipas e que independentemente da equipa que possa ganhar, que eu espero que seja o Vitória

Que seja acima de tudo um dia de festa, porque é a primeira final entre estas duas equipas e partindo desse princípio, eu acredito que está tudo preparado para que seja um grande jogo de futebol entre duas grandes instituições. Partindo desta situação, eu espero acima de tudo que o Vitória consiga fazer um jogo muito conseguido, porque vamos defrontar a melhor equipa, neste momento, do Campeonato Português, independentemente do lugar que se encontra, mas sem dúvida que é uma equipa que está muito evoluída, com grandes jogadores. É onde o Vitória vai ter que correr, mas mesmo muito para ultrapassar este adversário muito difícil que se chama Sporting Clube de Braga.

Fica tudo dito desta antevisão. Só aqui uma pequena curiosidade, até porque sabemos que estes dias de Derby Minhotos são de grande emoção, de grande paixão, de grande festa. Ora, às 11h da manhã desse sábado, no campeonato feminino, há um Vitória-Braga também. Neste caso, é no campo do Vitória. A equipa de Guimarães está em sexto lugar com 10 pontos e a equipa do Braga está em sétimo com nove, ou seja, para além da final da Taça da Liga, também há este dado. Às 11h haverá esse encontro entre as duas equipas femininas e às 20h então esse derradeiro jogo da Taça da Liga entre vitorianos e bracarenses. Municipal de Leiria também terá esse relato e emissão especial aqui na Rádio Observador. Quimberto Barroso, mais uma vez, muito obrigado por esta entrevista e muito bom jogo no sábado em Leiria.

Cumprimentos.

Cumprimentos.

Muito obrigado.

Obrigado.