Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Bem-vindo ao Carpool do Observador.
Obrigado pelo convite e agradeço a oportunidade.
Muito obrigada. Estamos aqui em Gaia. Onde é que eu me sento?
Bem-vindos a Vila Nova de Gaia. Vão conhecer mais e melhor Vila Nova de Gaia nesta viagem.
E bem que precisamos. Esta candidatura surge depois de 12 anos de gestão socialista, com o legado de Eduardo Vitor Rodrigues, que saiu devido a uma questão com a Justiça. É um legado pesado para quem vem a seguir ou está tranquilo com isso?
Eu, quando decidi ser candidato à Câmara Municipal de Gaia, foi em nome do futuro do conselho. E foi isso que levou o Partido Socialista também a apoiar a minha candidatura e anunciá-la publicamente em dezembro do ano passado. Sou candidato à Câmara Municipal, como disse, em nome do futuro da terra onde vivo desde sempre. E também não sou candidato contra ninguém. O que me motiva 100% nesta candidatura à Câmara Municipal é sentir que posso contribuir para um projeto de desenvolvimento para Vila Nova de Gaia. Claro está, com ponto de partida. E este ponto de partida é um ponto de partida com muita obra feita, principalmente em algumas áreas, que tornaram Gaia, Vila Nova de Gaia, uma referência nacional. Mas antes de falar da obra feita em determinadas áreas, que são referência nacional, queria falar também das contas certas. As contas certas que permitem aos candidatos às Câmaras Municipais, agora em 2025, e permitem a mim e à candidatura que lidero, que é uma candidatura do PS com o apoio do PAN, o Partido Animais e Natureza, que decidiu apoiar-nos.
Podemos falar um bocadinho mais sobre.
Sim, mas revela que esta candidatura pode assumir compromissos maiores para o futuro de Vila Nova de Gaia, porque a Câmara Municipal hoje tem um orçamento que não está capturado por dívidas. É um orçamento que tem uma dívida muito curta, das dívidas mais pequenas da Área Metropolitana do Porto, ou seja, não pesa naquilo que é o orçamento municipal, como também, ao longo dos 12 anos, a Câmara Municipal conseguiu pôr as contas no verde e com isso também baixar os impostos. Há 12, 13, 14 anos, Vila Nova de Gaia, para além de ter um prazo de pagamento a fornecedores que era o mais elevado do país, para além de ter dificuldades em pagar os salários aos seus funcionários, para além de ter sido obrigada a encerrar empresas municipais, tinha impostos no máximo.
Mas depois de ouvir esse pequeno resumo daquilo que o levou a candidatar-se e as condições em que se candidata, posso concluir que esse legado, então, é mais positivo do que negativo.
Sem dúvida.
Independentemente da forma como Eduardo Vitor Rodrigues abandonou a autarquia, teve de abandonar a autarquia.
Eu não comento casos judiciais e sempre fiz uma separação daquilo que é a política da Justiça e a Justiça da política.
A minha questão é se, por exemplo, Eduardo Vitor Rodrigues marcar presença na sua apresentação de candidatura, como aconteceu, traz mais benefícios do que causa prejuízo.
É assim, isso é uma leitura que cabe a cada cidadão fazê-la. O Eduardo Vitor Rodrigues esteve presente na apresentação da minha candidatura à Câmara Municipal de Gaia. É um militante do partido e é um autarca que, como disse, deixou obra muito forte em determinadas áreas.
Mas deixe-me perguntar-lhe já agora, é mais fácil fazer campanha, já percebi que está totalmente em modo de campanha, quando há uma obra para apresentar, assente na obra que foi feita, mesmo não sendo incumbente, que isso acontece muito quando as candidaturas são de alguém que lá estava. Se sente essa facilidade em fazer uma campanha quando há muita obra para apresentar dos 12 anos de governação do PS?
Nós temos noção que a obra da Câmara Municipal nos últimos 12 anos não foi excelente em todas as áreas, mas nenhum presidente de Câmara chega ao fim de 12 anos a dizer que fez uma obra fantástica em todas as áreas. Houve prioridades e houve um ponto de partida. O ponto de partida foi tenebroso, foi o ponto de partida mais difícil do país. Foi pôr em ordem as contas da Câmara Municipal de Gaia. Eu estava há pouco a recordar que os Gaienses pagavam impostos no máximo anos a fio, de IRS, de IMI, de IMT, e a Câmara Municipal de Gaia, nesse tempo, teve que pedir ajuda à troica dos municípios. Portanto, esse tempo acabou, felizmente, os últimos 12 anos viraram a página, e hoje partimos não só com obra feita em muitas áreas que são referência nacional, em muitos setores, como também com as contas da Câmara Municipal num patamar que permite aos candidatos, e permite-me a mim, como candidato a presidente da Câmara Municipal, abraçar e apresentar novidades para os próximos 12 anos, que obviamente representam grande investimento, mas que só é possível porque a Câmara hoje tem orçamento e margem, liquidez e tesouraria para isso.
Vamos falar de algumas dessas prioridades ao longo da nossa viagem. Mas já que estamos aqui e que já passei por vários buracos desde que entrámos no carro há uns muito poucos minutos, tem como uma das suas prioridades arranjar as ruas de Gaia. Tem dito isso várias vezes. O que se passa para as ruas de Gaia estarem nas condições em que podemos ver, por exemplo, ali atrás?
Senti há pouco. O que sentimos é o desnível das tampas. Não são buracos, mas é o desnível das tampas na faixa de rodagem, o que também é um problema. Mas de facto, Vila Nova de Gaia tem ruas que não estão em bom estado, e algumas delas em mau estado. Só que estamos a falar de um concelho particular, e acho que é importante que quem acompanhar esta entrevista possa conhecer a dimensão de Vila Nova de Gaia. Vila Nova de Gaia tem um território que é quatro vezes superior ao do Porto. Quatro vezes superior ao do Porto. Aqui cabem os concelhos do Porto, de Matosinhos e muitas vezes Espinho. O território que sobra depois da área do Porto, da área de Matosinhos, dá muitas vezes o concelho de Espinho. Ou seja, é um concelho gigantesco, com uma frente de rio, uma frente de mar, que também são únicas no país. Vila Nova de Gaia tem uma rede viária secundária de 1500 km. Ora bem, ter todas as ruas em bom estado é uma tarefa praticamente impossível. E eu não assumo esse compromisso de pôr todas as ruas em bom estado, porque sei que não há orçamento municipal para isso. Sei que há necessidade de fazer um esforço maior e o meu compromisso, como candidato à Câmara Municipal e como futuro presidente da Câmara, é ir mais longe no investimento na reabilitação dos arruamentos. E vamos duplicar a reabilitação dos arruamentos. E quem nos está a ouvir perguntará assim: "Bom, mas então se o orçamento é limitado, como é que podes ir mais longe? Como é que a Câmara pode ir mais longe?" Com duas receitas extraordinárias. A taxa turística em Gaia ainda é inferior à taxa turística do Porto. Queremos aumentar a taxa turística em Gaia, não para o valor que é praticado no Porto em 2025, mas sim aquele que será praticado em 2026, porque os candidatos à Câmara do Porto já anunciaram que uma boa parte que irá aumentar a taxa turística. Com isso vamos arrecadar alguns milhões.
Para ficar equivalente à do Porto, o objetivo.
Sim, o objetivo é ter a taxa turística alinhada com a do Porto e a do Porto certamente alinhada com a de Vila Nova de Gaia. Mas o nosso objetivo aqui é, ou alinharmos a taxa turística com a taxa turística do Porto, arrecadarmos mais quatro milhões de euros de receita ao fim de quatro anos, uma média de um milhão de euros por ano, e vamos também lançar, porque o prazo está a se esgotar, o do concurso do estacionamento pago no centro urbano de Vila Nova de Gaia, e com isso arrecadar algumas dezenas de milhões de euros, cerca de 20 milhões de euros, que somados aos quatro milhões de euros do aumento da taxa turística, permitirá à Câmara Municipal de Gaia, que hoje investe 24 milhões de euros na reabilitação de arruamentos, investir não 24, mas 48 milhões de euros.
Estamos aqui a chegar. Esta é uma das ruas principais, Avenidas principais de Gaia. E estamos aqui a chegar perto de Santo Ovídio, local aprovado para a paragem do TGV. Vamos começar pelo início. É fundamental que o TGV passe em Gaia. Isso é um ponto assente.
Que passe é inevitável, porque não consegue ligar Porto a Lisboa sem atravessar Vila Nova de Gaia. O debate que se instalou foi sobre a construção da estação.
Parar em Gaia.
Sim, em Vila Nova de Gaia. Eu julgo que a pergunta é mais nesse sentido.
Exatamente.
Sim, a estação em Vila Nova de Gaia, do meu ponto de vista, faz mais sentido do que ter uma estação no Porto. Porque para levar a linha de alta velocidade, numa primeira fase, ao Porto, e depois certamente que, como sabe, o objetivo é estender a linha até à Galiza, a ligação a Vigo. Mas Vila Nova de Gaia é o concelho mais a sul do distrito do Porto e é o que está mais interligado com os restantes concelhos da área metropolitana do Porto, que pertencem ao distrito de Aveiro. Ou seja, olhando para a área metropolitana do Porto, rapidamente se verifica que pela sua dimensão territorial, pela sua dimensão populacional, pelo sistema de mobilidade que Vila Nova de Gaia tem, as pontes rodoviárias, as pontes ferroviárias, Vila Nova de Gaia representa aqui um eixo, uma centralidade no sistema de mobilidade da área metropolitana. E para os concelhos mais a sul da área metropolitana do Porto, uma estação em Vila Nova de Gaia representa uma proximidade e uma grande oportunidade de desenvolvimento. E, obviamente, para Vila Nova de Gaia, o nosso projeto de desenvolvimento também tem na estação de alta velocidade um dos grandes motores.
Estava a perguntar-lhe se acha, por causa do consórcio ter a nova proposta, ter como objetivo ou ter pensado a demolição de 135 habitações aqui em Vila Nova de Gaia, como é que vai lidar com isso?
Bom, nós temos noção que haverá demolições ao longo de praticamente todos os concelhos que serão atravessados pela linha de alta velocidade. É algo inevitável, até porque o custo de não se demolir nenhuma habitação entre Porto e Lisboa seria um custo se calhar insuportável para o país e inviabilizaria o projeto de alta velocidade. A questão que se coloca aqui é que só muito recentemente, na segunda quinzena de julho, é que o consórcio, a quem está concessionada a obra, informou o município da inevitabilidade de poder demolir no máximo, estamos a falar do número máximo de demolições, de 135 habitações, armazéns e indústrias. Portanto, um conjunto máximo de 135 demolições. A nossa intervenção política aqui é no sentido de que o Governo, que é quem é o responsável pela obra de alta velocidade no país, através das Infraestruturas Portugal, que é a entidade pública que lançou o concurso, intercedam junto do consórcio para que o consórcio regresse aos números que tinha apresentado no estudo prévio deste troço de alta velocidade.
Que rondavam Quantas demolições?
Menos de metade.
Que já é um número mais aceitável para a autarquia.
Foi um número que foi compreendido e não mereceu o protesto que está a merecer agora. Eu próprio e o Partido Socialista lideramos esse protesto, quando na segunda quinzena de julho soubemos da intenção do consórcio.
Mas há um mês, mais ou menos, foi comunicado que foi colocada a primeira pedra para a construção de 90 habitações aqui em Laborim. A Câmara deu também conta da reabilitação de outras casas municipais. Considera que foi feito o suficiente nos últimos anos? Se vencer a Câmara Municipal de Gaia, acha que tem nas mãos um bom ponto de partida para implicar habitação?
A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia conseguiu o maior contrato com o Instituto da Habitação, com o IHRU, do país. Conseguiu um contrato de 146 milhões de euros, para construção de habitação pública para renda acessível. Ou seja, a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, através deste contrato, tem todas as condições de, até 2029, construir 1100 habitações e colocá-las na renda acessível, renda que as pessoas podem pagar. Nós temos milhares de famílias em Vila Nova de Gaia. É precisamente aqui.
Aqui.
Milhares de famílias em Vila Nova de Gaia, que precisam de uma habitação pública e de uma renda que podem pagar de acordo com o seu rendimento. E este esforço que está a ser feito de 1100 habitações, é algo que é exequível.
Mas deixe-me recuar um pouco. Esse investimento, que foi aprovado.
Tem que ir aqui para a direita que a rua não tem saída.
Desculpe.
Mas se fôssemos em frente, ia conhecer um parque urbano que foi construído há três anos, com a minha iniciativa, mas quando era presidente de junta.
Podíamos ter passado lá. Estava a dizer-lhe que esse investimento de 143 milhões de euros, não é?
O contrato assinado entre o IHRU e a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.
Exatamente. Tinha como primeiro objetivo a construção de praticamente 2000 casas até 2026, e tem havido algumas críticas de não se ter chegado nem perto do objetivo. Acha que ainda é possível pelo menos esse patamar ser atingido neste um ano e pouco que falta?
O objetivo não foi imediatamente atingido, mas não foi só em Vila Nova de Gaia, foi praticamente no país todo, porque os decretos e as portarias apontavam para valores de metro quadrado, que já não eram praticados no mercado. E não houve a procura que se contava quando o legislador definiu os preços por metro quadrado para a construção desta habitação. Houve alterações, houve uma redefinição de valores que sim, mereceu resposta do mercado e por isso é que agora está em força. Nós podíamos ir a seis freguesias neste momento, que têm obra de habitação pública a ser construída, e com isso, isso é muito visível e mostra que se está a caminhar a passos largos para o objetivo. Até porque as nossas urbanizações sociais, que são da responsabilidade da Câmara Municipal, onde temos 3300 famílias. Todos os anos, têm uma média de 150 habitações que ficam disponíveis. E nós queremos colocar também essas habitações, reabilitá-las e colocá-las também neste programa de renda acessível. Ou seja, não só construir de raiz, através desse contrato com o IHRU, de 146 milhões de euros, mas também colocando na renda acessível as habitações das urbanizações sociais, que vão ficando disponíveis todos os anos, com cerca de 150.
E há espaço na sua proposta para reabilitar edifícios devolutos ou o preço é bastante mais elevado do que a nova construção?
Eu tenho ouvido um pouco por todo o país candidatos a prometer milhares de casas públicas, numa espécie de corrida para ver quem é que promete mais casas públicas. Mas isto tudo numa perspectiva muito eleitoralista. Como disse, eu já fui autarca, já fui presidente de junta e sempre primei a minha atuação com compromissos exequíveis. Nunca quis apresentar números, nem fazer promessas e assumir compromissos que não tenha a certeza que possa cumprir. Neste momento, até 2029, Vila Nova de Gaia tem todas as condições para construir 1100 habitações. Quem prometer mais do que isto está a mentir aos gaienses, e isso eu não quero fazer. Sabemos, e sei, que 1100 habitações não responde a todas as necessidades. Responderá a uma boa parte, mas acho que é preferível assumir que quando o governo abrir novamente uma linha de financiamento, ou quando a própria Comissão Europeia, através do quadro comunitário de apoio ou de um programa específico, como foi este o PRR, abrir a possibilidade dos municípios e dos países, os Estados-membros, se candidatarem novamente à construção de habitação pública, Vila Nova de Gaia estará preparada para ir a jogo e para ter novamente o maior contrato do país.
Antes de mudarmos aqui de assunto, estamos a chegar a outro sítio. Gostava só de lhe fazer duas perguntas, que também vêm um bocadinho à boleia da atualidade nacional. A primeira é se os inquilinos dos bairros municipais que não paguem renda devem ser despejados.
Bom, eu quero circunscrever a minha resposta à realidade de Vila Nova de Gaia. Sou candidato a presidente de Câmara. Nós temos casos muito pontuais de não pagamento de renda e, portanto, isso não é tema De campanha em Vila Nova de Gaia e não sendo um problema, também não queria estar aqui a transformar a situação num caso mediático ou até dar-lhe alguma dimensão política.
E uma Câmara Municipal deve demolir de imediato qualquer construção ilegal que surja no município?
De imediato, não. Repare, eu sou um político humanista. Tenho um respeito enorme pelas pessoas, pelas famílias. Eu também cresci num meio de classe média baixa e de classe baixa e sei o esforço e o sacrifício que muitas pessoas fazem para sobreviver. E nunca se pode tomar uma decisão de demolição de uma habitação precária, chamemos barracas, de ânimo leve. Há aqui uma componente social que tem que ser a primeira ação do autarca. O autarca tem que encontrar todo tipo de respostas que protejam as famílias.
Antes de tomar a decisão.
Porque dentro de uma casa há crianças, há menores, há idosos desprotegidos que precisam de auxílio e só em última instância é que se pode partir pra uma situação dessas. Não excluo, mas nunca seria a minha primeira opção.
Muito bem. Parei aqui para me dar uma ajuda. Estamos a chegar à Avenida Vasco da Gama, à Nacional 222, não é?
Muito bem, exato. Por cima.
Pela direita, não é?
Eu diria por cima.
Exato. Paramos aqui, porque durante vários anos foi prometido que passaria por aqui o metrobus.
Sim, está aqui.
Exatamente.
A faixa dedicada.
Exatamente. Considera que isto é um metrobus ou isto é uma faixa para autocarros normais, que neste momento é o que está a passar aqui mesmo à nossa frente, nem de propósito.
É uma faixa dedicada. Vai reparar que a seguir a este semáforo é uma faixa dedicada ao autocarro e tem servido milhares de gaianenses que residem ou trabalham nesta zona do concelho e que precisam muito desta deslocação.
Mas nem é um metrobus? Ou considera que é?
Convém recuar e perceber que para todos os automobilistas, veículos ligeiros, e agora no caso concreto, nos autocarros.
Agora estamos nós na faixa do bus.
Sim, agora estamos na faixa dedicada ao autocarro, chamada o bus. A rapidez em que o autocarro se desloca da Avenida da República, que é uma avenida central em Vila Nova de Gaia, até ao seu destino, Oliveira do Douro, Arco de Chardão, por exemplo, é muito mais rápido do que era antes desta obra. Porque antes desta obra, antes da construção de duas faixas dedicadas ao autocarro, uma em cada sentido, era muito mais difícil atravessar por causa do trânsito. Quem optava ou era obrigado a recorrer ao autocarro, demorava muito mais tempo nesta deslocação. E hoje isso não acontece. E agora nós estamos aqui na Avenida Vasco da Gama e num troço de 1 km, já nos cruzamos com dois autocarros. O que diz bem que é um serviço frequente aqui.
Mas concorda que não é um metrobus e nem sequer tem intenções de trazer o metrobus aqui para ficar, ou sim?
Este serviço funciona. Vila Nova de Gaia tem um problema grave, e eu tenho batido muito pela solução deste problema, e é um tema dominante desta campanha eleitoral em Vila Nova de Gaia, que se chama Unir. Unir, que é o serviço de autocarro, que é a concessão que a Área Metropolitana fez a Vila Nova de Gaia e Espinho, ou seja, um concurso público internacional. Houve aqui uma alteração legislativa e uma alteração da política de transportes do serviço de transportes em autocarro no país e também na Área Metropolitana do Porto. E neste caso, a Área Metropolitana do Porto dividiu a região em lotes e o lote Gaia-Espinho foi a concurso público internacional e houve um concorrente que apresentou a proposta mais baixa, venceu o concurso. Esse concorrente iniciou a operação em dezembro de 2023, mas de lá até agora falha constantemente carreiras e horários e prejudica diariamente milhares de gaianenses na deslocação pro trabalho e pra escola ou pros seus afazeres. Isso é um problema grave que o conselho tem. Nós temos um serviço de transporte de primeiro mundo, que é o metro. Temos um serviço de transporte também que eu considero de primeiro mundo, que é o serviço STCP em Vila Nova de Gaia. A STCP, o Serviço de Transportes Coletivos do Porto, opera em Vila Nova de Gaia, mais concretamente na zona do centro urbano, depois todo o restante concelho é servido pela tal rede Unir, que tem um operador que falha constantemente carreiras e horários. A nossa posição é muito clara e já foi anunciada várias vezes. A entidade Metropolitana Transportes, a quem compete fiscalizar e representar o Estado nesta concessão, do nosso entender, tem que substituir rapidamente este operador por um outro operador que tenha capacidade pra servir este território gigante. Estamos a falar de um concelho.
E acredita que essa solução, substituir o operador, é suficiente para resolver o problema?
Tem que substituir por um operador que garanta a qualidade e garanta a resposta que é o contrato assinado entre a Área Metropolitana e quem venceu o concurso. O operador que aqui está não foi uma escolha política. O operador venceu um concurso público internacional porque apresentou a proposta mais baixa, mas não tem sido minimamente capaz de cumprir o contrato que assinou.
Então a câmara que agora acessa funções, não tem nenhuma responsabilidade nisso, ao seu ver?
A Câmara Municipal procurou. Houve um tempo inicial, esse tempo inicial esgotou-se. O operador continuou a falhar e a Câmara Municipal foi pressionando a Entidade Metropolitana para que ela tomasse uma decisão junto ou pressionasse o operador para que, de uma vez por todas, passasse a cumprir o contrato e deixasse de falhar nas carreiras e nos horários. Isso não tem acontecido. Entramos agora num período eleitoral e julgo que competirá à próxima Câmara Municipal, já totalmente legitimada por estas eleições, dizer à autoridade metropolitana de transportes e à entidade que fiscaliza esta operação da Rede Unir, que tem de substituir o operador que neste momento opera.
Deixe-me voltar um bocadinho atrás. Ao contrário do PAN, por exemplo, o Bloco de Esquerda e o LIVRE optaram por fazer uma candidatura própria, coligados. Fez algum esforço para tentar ir buscar o apoio destes partidos?
O diálogo do Partido Socialista localmente, com os partidos políticos da área do centro-esquerda, acontece desde há muito, mas o momento mais próximo que tivemos foi no 25 de abril de 2024, quando procuramos ter uma comemoração mais significativa. Aliás, a intenção era que houvesse um desfile que partisse de Vila Nova de Gaia em direção ao Porto, para o palco habitual das comemorações do 25 de Abril. E esse diálogo aproximou os partidos do centro-esquerda.
Não o suficiente para este apoio.
Diria que-
Mas tentou e não conseguiu ou nem sequer houve essa tentativa?
Não houve um avanço nesse sentido. Claramente, houve intenção do LIVRE e do Bloco de Esquerda de avançarem conjuntamente. Foi isso que senti desde a primeira hora e, portanto, as conversações nem sequer acabaram por acontecer. Houve um diálogo, uma troca de impressões, mas não houve negociação, não houve conversações. Mas também não me parece que seja relevante no plano autárquico, porque eu sou daqueles que acredita, até há estudos de opinião que apontam nesse sentido, que as pessoas votam cada vez mais no candidato e no seu projeto e naquilo que o candidato representa, do que propriamente no partido político.
Então, e olhando para o que o candidato representa e não só para o partido político, o que está disposto a fazer naquilo a que costumamos chamar o day after? Uma câmara municipal, como sabemos, ganha-se com um voto a mais. Poderá ser presidente de câmara com um voto a mais, mas sem maioria absoluta. Com quem é que prefere sentar-se à mesa se esse dia chegar e se for mesmo eleito?
Bom, eu estou confiante na vitória. Cada dia que passa sinto mais confiança. É o feedback e é o retorno que eu tenho todos os dias quando contacto com as pessoas, com as instituições, e vou-me fazendo, às vezes, essa pergunta. Se a vitória não for uma vitória de tal forma expressiva que determine uma negociação ou para os quatro anos com outro conjunto de vereadores eleitos, ou até através de uma negociação pontual, dossiê a dossiê, orçamento a orçamento. Eu acho que essa decisão eu só posso tomar depois das eleições. A campanha está, neste momento, muito perto.
É para ali, não é?
Sim, estamos aqui na rotunda da saída da A32 em Olival e agora vamos entrar no sentido.
Da Praia.
Sim, pela esquerda.
Porque depois vamos à piscina da Granja.
Exatamente, sim. E vamos entrar depois na A29 e seguimos para a Granja. Mas estava lhe a dizer que dependerá muito da campanha, daquilo que for também o resultado de cada partido. Há oito candidatos à Câmara Municipal. Terei que esperar pelo resultado de cada partido, perceber também, através do resultado, aquilo que são as prioridades dos gaianos em determinadas áreas e o comportamento dos candidatos e dos partidos políticos, para depois formular, se houver essa necessidade. Espero que não. Espero que o resultado dê uma estabilidade governativa, mas se não der, respeitarei da mesma forma, como é evidente. Quer ganhe por um voto, quer ganhe por maioria absoluta, respeitarei totalmente a vontade dos gaianos e mesmo que represente mais dificuldade de governação, a minha responsabilidade e a minha missão passa por respeitar esse resultado, nem que isso obrigue a uma negociação permanente com os vereadores eleitos pelos partidos de oposição.
E coloca, à partida, alguma linha direita, a linha vermelha nessas negociações ou não?
Sim, há linhas vermelhas, mas eu também não sei se esses partidos vão eleger vereadores. E essas linhas vermelhas estão muito identificadas com aquilo que são os princípios do partido que represento e, acima de tudo, aquilo que é a minha forma de estar na política e os meus princípios e valores.
Está a falar do Chega?
Estou a falar dos partidos mais extremistas.
E Luís Filipe Menezes não é uma linha vermelha?
É assim, o doutor Luís Filipe Menezes é candidato a presidente da Câmara Municipal de Gaia, mas não sei se ficará como vereador no dia das eleições Eu conto ser eleito presidente de Câmara, como disse há pouco, estou confiante.
Então pergunto-te de outra forma.
Primeiro é preciso saber se o dr. Luís Filipe Menezes, perdendo, se fica como vereador.
Mas o resto da equipa não é uma linha vermelha.
O resto da equipa não é uma linha vermelha, dependerá muito dos vereadores em causa, que sejam eleitos. Eu quero recordar que o dr. Luís Filipe Mendes já foi presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, saiu para ser candidato à Câmara Municipal do Porto, demitiu-se da presidência da Câmara Municipal de Gaia para ser candidato à Câmara Municipal do Porto, e quando apresentou a sua candidatura à Câmara Municipal do Porto, disse que esteve cerca de 15 anos em Vila Nova de Gaia a fazer uma comissão de serviço, porque o sonho dele sempre foi ser presidente da Câmara do Porto e que foi sempre dormir ao Porto. Ou seja, fez questão mesmo de diminuir e desvalorizar Vila Nova de Gaia. E na altura foi muito criticado. E eu conheço muitos sociais-democratas e muitos simpatizantes e militantes do CDS que não perdoam ao dr. Luís Filipe Menezes essa traição a Vila Nova de Gaia.
Mas chegou a dizer que as pessoas tinham boa memória, salvo erro, foi esta a expressão que usou. Só têm boa memória para o que aconteceu de mau na governação de Luís Filipe Menezes?
Não, claro que não. Todas as governações têm aspectos positivos. O dr. Luís Filipe Menezes, na altura em que não tinha vontade de ser mais presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, recandidatou-se em 2009. Podia não se ter recandidatado. Já tinha 12 anos à frente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e apesar disso, quis continuar a ser presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, mas não para ser presidente da Câmara de Gaia, mas sim para aproveitar a Câmara de Gaia para uma rampa de lançamento para outros voos, como se veio a provar quando se candidatou à Câmara Municipal do Porto. Governar Vila Nova de Gaia, pela dimensão do Conselho, determina uma dedicação exclusiva, sete dias por semana, de muitas horas por dia, a este Conselho gigantesco, que tem muitos desafios e é uma missão altamente exigente. Eu tenho 48 anos, sinto que a minha carreira, o meu trajeto político e as funções que exerci e aquilo que provei no exercício dessas funções e também esta vontade e este sentido de responsabilidade, colocam-me com a frescura política, intelectual e física, que são absolutamente necessárias para governar este município gigantesco.
Acha que neste momento, o Luís Filipe Menezes já não tem essa frescura?
Não queria estar a fazer esse comentário. Eu falo de mim, não quero falar dos meus adversários, não preciso. Foi como disse no início da nossa conversa. Eu fui anunciado como candidato à Câmara em dezembro do ano passado. E nessa altura, não imaginava quem seriam os candidatos dos partidos de oposição, ou seja, o candidato em nome do futuro, por um projeto de futuro para Vila Nova de Gaia, e não contra qualquer partido ou qualquer candidato.
Continuamos numa autoestrada. Pretende a abolição das portagens em três autoestradas aqui da região. Quais é que são e o que é que isso traria a Vila Nova de Gaia?
Vila Nova de Gaia é atravessada por algumas autoestradas. As autoestradas em causa são a A29, onde estamos. A32, onde passamos há pouco, e a A41. A29 atravessa a orla marítima de Vila Nova de Gaia, ou seja, atravessa aquilo que são as freguesias da orla marítima de Vila Nova de Gaia, melhor dizendo. É uma autoestrada citadina. Tem um pórtico numa zona que já é cidade e no nosso entender, já não faz sentido manter esse pórtico. Por isso, defendemos a abolição dessa portagem. Na A32, a A32 foi construída e foi prometida sem portagens. Na altura, o governo inaugurou-a e colocou portagens. Essa autoestrada foi construída para ser uma alternativa também à Estrada Nacional 222, que tem em horas de ponta um trânsito muito condicionado. E se a A32 não tivesse portagem em Vila Nova de Gaia, seria uma verdadeira alternativa, como foi prometida na altura da sua construção, à Estrada Nacional 222. Os gaianos sabem do que estou a falar, principalmente entre a zona industrial de Avintes e o nó do IP1 em Vilar de Andorinha. E também na A41, que é a chamada Circular Regional do Exterior do Porto, que foi construída com a promessa de que iria desviar o trânsito da VC de Gaia e da VC do Porto. Tem uma travessia sobre o Douro, também em Vila Nova de Gaia, e tem das portagens mais caras do país. Para fazer poucos quilómetros de Vila Nova de Gaia até à fronteira entre Valongo e Paredes, pagamos de ida e volta €7,20. Ou seja, não só não veio desviar o trânsito da VC de Gaia e da VC do Porto, como também com as portagens mais caras do país, acaba por ser um desincentivo.
Acha que as pessoas utilizariam muito mais e não haveria tanto trânsito noutras zonas?
Sem dúvida. Eu também queria fazer aqui um parêntesis que é fundamental, que é: perguntarão assim quem está a acompanhar esta entrevista. Mas por que não foram abolidas estas portagens em janeiro deste ano? A Assembleia da República, em 2024, aprovou a abolição de portagens nas ex-SCUT, nos lenços, sem alternativa de qualidade e segurança. Desde a Via do Infante até a A28 no distrito de Viana do Castelo. E deixou de fora os lanços, como disse, sem alternativa e sem segurança. Essa foi a maioria possível. Foi uma proposta do Partido Socialista que teve oposição do PSD e do CDS na Assembleia da República. Portanto, por vontade do PSD e do CDS, não havia abolição de portagens nenhumas. O Partido Socialista conseguiu formar uma maioria para aprovar a abolição das portagens nas ex-SCUT, nos lanços sem alternativa de qualidade e segurança. E também foi uma oportunidade para desfazer o mito do custo para o Estado da abolição de portagens. Ou seja, andamos durante décadas a ouvir os ministros das finanças assustar o país e a Assembleia da República de que a abolição de portagens levaria a um rombo no orçamento de Estado. E agora chegou-se à conclusão que, afinal, a abolição destas portagens, em janeiro deste ano, vai representar um custo para o Estado inferior a 150 milhões de euros. E claro está que isto vai, obviamente, representar poupança para as famílias, poupança para as empresas, e vai potenciar o desenvolvimento de algumas regiões que precisam muito desta decisão da abolição de portagens. E o que queremos em Vila Nova de Gaia é exatamente isso. É que, ao longo dos anos, apesar da Câmara Municipal ter conseguido captar para Vila Nova de Gaia muito investimento, eu quero recordar que o investimento que está em curso em Vila Nova de Gaia e que está no pipeline é muito superior àquele que já é praticado no Porto. Vila Nova de Gaia passou a ser nos últimos 10 anos, conseguiu inverter aquilo que era a tendência de investimento entre Porto e Gaia, neste momento lidera. Só não temos mais empresas, e eu quero te chamar aqui também a atenção de que o investimento que precisamos é de bens transacionáveis, é chamado de indústria produtiva, que invista em Vila Nova de Gaia. E essa indústria não investe mais em Vila Nova de Gaia, não instala aqui as suas unidades produtivas, porque o custo das portagens é elevadíssimo na A32 e na A41. No caso da A29, é por ser uma autoestrada citadina. A pórtico está na cidade de Vila Nova de Gaia e não devia estar instalado na cidade de Vila Nova de Gaia. Na A32 e na A41, representará uma grande poupança para as famílias que moram no centro geográfico e no Sul interior de Vila Nova de Gaia, mas também representa uma grande oportunidade para que muitas empresas optem por investir em Vila Nova de Gaia nessas regiões do concelho.
Estamos então a caminho da Granja, um dos sítios que escolheu para esta entrevista. Já que temos alguns minutos até lá chegar, gostava de recuar aqui um bocadinho, ir ao fato de ter sido presidente de junta, como disse há pouco. E estava a dizer que lhe trouxe muita coisa, que aprendeu muito com isso. Gostava de lhe perguntar do lado oposto, se não acha que o percurso político por vezes também é prejudicial pelo que as pessoas acabam por dizer dele. Como sabe, foi criticado quando foi para secretário de Estado por ter saído da presidência da junta. Acha que isso lhe pode ser cobrado?
Olhe, eu não ouvi, não li nenhuma crítica. A oposição neste momento está a tentar explorar uma situação que ocorreu há três anos, mas na altura eu não recebi nenhuma crítica e, pelo contrário, recebi mais de mil mensagens a felicitar a nomeação. Pode ir por cima, sim. Também pode dar por aqui, mas pode ir por cima. A felicitar-me pela nomeação como secretário de Estado da Juventude e do Desporto. E senti também que as pessoas que confiaram em mim para presidente de junta de freguesia ficaram muito orgulhosas da minha nomeação como secretário de Estado da Juventude e Desporto. É um não tema, é um não assunto, que só surge agora por parte de algumas vozes, porque não têm praticamente nada para atacar no meu trajeto político, tentam atacar esse ponto, mas como disse, é um não assunto.
Não é algo que o afete minimamente.
Não, minimamente.
Tem dito, acho que, salvo erro, chamou já populista a Luís Filipe Menezes por causa de uma proposta e pediu-lhe mais rigor. Considera que a campanha em Gaia está a ser feia ou acha que estas questões fazem parte?
Bom, não deviam fazer parte. Eu tenho uma forma de estar na política que eu costumo dizer muitas vezes, eu faço política com fair play. Eu não tenho nenhuma inimizade política. Eu faço política dessa forma e gosto muito de debater propostas e detesto debater pessoas, porque julgo que a política perde muito quando um político debate pessoas. Neste caso concreto, eu vejo que a candidatura da AD e da IL estão numa estratégia de mimetização da minha campanha. Ou seja, eu avancei com a proposta da abolição de portagens e a seguir veio o candidato adversário também apresentar uma proposta de abolição de portagens. Depois, não contente por ter imitado a proposta, acusou-me de ter votado contra uma proposta na Assembleia da República, que foi apresentada por um suposto deputado. E eu aí apulei para a seriedade e para o rigor, porque a pessoa que o meu adversário disse que era deputado, não era deputado Não sendo deputado, não pode apresentar nenhuma proposta na Assembleia da República e como não houve proposta, não foi votada. Portanto, era tudo falso. Essa acusação me foi feita pelo principal adversário. E eu respondi dizendo que não só era tudo falso, mas que o meu comportamento na Assembleia da República foi sempre coerente. Aliás, foi através desse episódio, que também me lembrei que em abril de 2024, o Bloco de Esquerda apresentou um projeto de lei na Assembleia da República que propunha abolição de portagens e também aqui na A29, em Vila Nova de Gaia, eu votei a favor. Portanto, tenho um comportamento coerente, mas, na verdade, o ponto de partida para esta proposta de abolição de portagens foi a conquista que o país teve em janeiro deste ano com a abolição das portagens das ex-SCUT.
Estamos a chegar à Piscina da Granja. Por que escolheu esta paragem?
A Granja é um lugar especial, um dos lugares especiais de Vila Nova de Gaia. Estamos aqui no sul.
Estou a fazer a...
Sim, no sul de Vila Nova de Gaia, na sua costa de mar. Este lugar, como disse, é um lugar especial, com muita história e que será uma aposta também no próximo mandato. Mas acima de tudo, a piscina tem a ver com um dos principais programas que queremos implementar em Vila Nova de Gaia. É um programa transformador. Queremos que as nossas crianças entre os cinco e os 10 anos de idade, possam, de forma gratuita e duas vezes por semana, ter aulas de natação, aprender a nadar, aprender a andar de bicicleta e iniciar a sua formação musical. É um programa que casa o desporto com a cultura, neste caso, natação, ciclismo e música. E temos um público-alvo máximo de 23.800 crianças entre a idade pré-escolar e primeiro ciclo. Acreditamos que ao fim de quatro anos, possamos ter 50% destas crianças neste programa, ou só na natação, ou só na música, ou na natação e na música, ou no ciclismo e na música. Estamos a falar de um conselho que já deu vencedores ao ciclismo nacional e também uma das medalhas de ouro dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 é um Gaiaense. Todas essas razões são bastantes.
A sua veia de Secretário de Estado da Juventude e Desporto ainda não saiu.
Nem vai sair.
E quer trazê-la um pouco para Gaia.
Nem vai sair. O desporto será uma das prioridades nos próximos anos. Quer ao nível da infraestrutura, dar continuidade àquilo que tem sido a infraestrutura desportiva, mas também nos programas transformadores.
Estava aqui a tentar acabar com a ótima vista com que estivemos ali na praia.
Na praia da Granja.
Mas creio que ficamos com essa vista e agradeço muito a disponibilidade para estar conosco aqui neste carpool. Espero que tenha tido uma boa viagem e boa sorte para a campanha.
Sim, muito obrigado. Obrigado pela oportunidade. Mais uma vez, bem-vinda a Vila Nova de Gaia.
Muito obrigada.
Teve a ocasião de perceber a dimensão do conselho e os seus desafios. E fica aqui o convite novamente ao Observador para regressar a Gaia sempre que quiser.
Muito obrigada.
Obrigado.
Até à próxima.
Obrigado.