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Rádio Observador, Desporto. À sétima jornada do campeonato, o Sporting já escorregou por três vezes. Estrela da Amadora fora, Famalicão também fora, Arouca em casa nesta sétima jornada, antes da pausa de praticamente três semanas para os compromissos das seleções. Frederico Varandas operou uma revolução na equipa durante o mercado de verão, mas a pressão de clube grande leva à contestação natural quando os resultados não aparecem. Falamos desta crise de resultados do Sporting e tentamos perceber se há sinais de uma crise mais profunda em Alvalade. Recebemos três notáveis sportingistas: José Dias Ferreira, Eduardo Barroso e Cristóvão Norte. Bom dia, bem-vindos à Rádio Observador. Eduardo Barroso, começo por si. Consegue identificar um problema central neste Sporting?

Muito boa tarde. Cumprimentar os senhores, sobretudo o meu amigo Dias Ferreira. Meu amigo disse que o Sporting escorregou três vezes, então vamos pôr as coisas corretamente. O Sporting foi obrigado a escorregar três vezes. O Sporting tem três empates. Eu aqui não vou falar em coisas que o jornalismo de esgoto de alguns programas dizem que foi roubos. Não, critérios. Vamos a factos: os dois pontos na Amadora. Os dois pontos na Amadora, há um critério de não considerar que o Quaresma foi agarrado, que deu o segundo gol, que nos deu o empate. Segundo critério, em Famalicão. Um pênalti escandaloso e uma expulsão do Gil Dias que não foi feita, que é uma coisa inacreditável, depois de então vermos o que se passou neste Porto-Benfica, em que uma palmadinha na nuca deu direito a uma expulsão. Portanto, em Famalicão, um pênalti escandaloso e uma expulsão que foi perdoada a um jogador que deu uma joelhada no jogador do Sporting e lhe apertou o pescoço. Terceiro resultado, com o Arouca. Uma expulsão sem qualquer critério. Quando eu digo sem qualquer critério, é que o critério que não foi aplicado à agressão que foi vítima o Altamira e que dava vermelho direto, foi aplicado ao Debast, como entrada de bico, que de facto bateu no pé e nem sequer foi uma coisa tão perigosa como aquela que aconteceu no jogador do Porto. Portanto, critérios de arbitragem inacreditáveis. E volto a dizer que são critérios, não estou a dizer que foi uma cabala ou que foi uma perseguição. Portanto, o Sporting perde seis pontos em três jogos, onde critérios de arbitragem o prejudicaram de uma maneira escandalosa. É isso que vocês estão a falar e é isso que vocês deviam dizer. Isto são factos. E se compararmos o que se passou no jogo do Porto-Benfica, em que uma palmadinha na nuca deu direito a um segundo amarelo, quando o Gil Dias que prende a perna do jogador do Sporting, que dá uma joelhada na barriga do jogador e que lhe aperta o pescoço, nem sequer leva um amarelo pra ser expulso.

Eduardo Barroso, só para perceber, a minha pergunta tinha sido se consegue identificar o problema central do Sporting. O problema central é a arbitragem?

O problema do Sporting foram critérios de arbitragem que prejudicaram o Sporting de perder mais seis pontos neste momento.

Era apenas para tentar perceber se era isso que me estava a dizer ou se identifica também algum problema dentro da estrutura do Sporting, dentro da equipa de treinador.

Claro, mas qual problema de estrutura? O Sporting fez aquilo que devia ter feito. Nós elogiamos a nossa direção. A direção achou que era a altura de fazer a renovação dos jogadores, com custo a pagar, como é evidente. Temos um treinador que é perseguido nos meios de comunicação social de uma maneira inacreditável, por ser um homem simples, por ser um homem humilde, por não ser um milionário, espero que venha a ser no futuro. E de facto, na minha opinião, é um homem sério e é um homem que eu acho que merece continuar à frente do Sporting. Portanto, estou a identificar três factos. Três factos, e não estou a dizer que fomos roubados, porque eu não tenho esse tipo de linguagem. Estou a dizer que há critérios. Na Amadora, fizemos uma primeira parte excepcional, onde podíamos ter marcado três ou quatro gols. Não marcamos, foi culpa nossa, mas depois o Quaresma é agarrado de uma maneira escandalosa e não é marcado e sofremos o gol. Em Famalicão, temos um pênalti que não houve ninguém que não dissesse que foi pênalti e houve uma expulsão perdoada. E agora no jogo do Arouca é a mesma coisa. E é muito importante que tenham passado estas coisas no jogo do Porto pra se ver que os critérios são diferentes. Portanto, é muito fácil ser treinador de uma equipe que tem sete vitórias, quando a tática é sempre muito fácil. Bolas paradas e Diogo Costa. Bolas paradas e Diogo Costa resultam em sete vitórias pro Porto. O Sporting é das equipes que melhor joga futebol neste momento na Primeira Liga, tem tido umas segundas partes difíceis. Claro que tem erros próprios, claro que temos alguma culpa nos resultados que tivemos, mas é um facto concreto que houve análises de arbitragem, critérios de arbitragem. Então, no caso do Arouca, é escandaloso, porque quem não expulsa a entrada sobre o Altamira e depois vai expulsar o Debast por uma entrada muito menos perigosa, que é uma entrada, de facto, que pode ser considerada, eu até admito, uma entrada para vermelho. Mas tendo em vista o critério do árbitro, não faz sentido ter sido vermelho face à entrada sobre o Altamira. Estou a lhe dizer, portanto, e é a primeira vez que vejo um sportinguista dizer isto com esta clareza publicamente, os seis pontos que nós perdemos foram seis pontos onde houve critérios de arbitragem que se terem aplicados como costumam ser noutros jogos

Não nos tinham retirado esses pontos. É a minha opinião e isto tem que ser claro.

Claro, sim. Ficou claro, Eduardo Barroso. Deixe-nos ouvir aqui também José Dias Ferreira e Cristóvão Norte. José Dias Ferreira, nós falávamos aqui na meia hora anterior também sobre a situação do campeonato. Eu gostaria de perceber consigo se esta questão de mudar tantos jogadores no plantel do Sporting é algo que sempre que acontece em qualquer clube, fala-se sempre da questão do tempo. É preciso também dar tempo para consolidar aquilo que são as ideias do treinador, da equipa técnica e também aquilo que os novos jogadores trazem à equipa. Acha, por isso, natural esta situação também de resultados ou de, talvez em alguns momentos de jogo ou em alguns jogos, uma prestação um pouco abaixo do que se já viu fazer um Sporting de Rui Borges?

Está a fazer a pergunta a mim?

Sim, José Dias Ferreira.

Em primeiro lugar, um abraço ao meu amigo Eduardo Barroso e ao Cristóvão Norte também, que conheço há vários anos também pessoalmente. Portanto, saudar ambos. E dizer que praticamente subscrevo na totalidade aquilo que o Eduardo Barroso começou por dizer. Talvez o dissesse numa linguagem que o Eduardo Barroso diz que não usa, mas que eu já tenho usado algumas vezes, porque acho que é a única forma que traduz o que acontece. Mas enfim, passemos por isso, que é o menos importante. Eu também, como disse há pouco na outra intervenção que fiz no outro painel, acho que manifesto alguma preocupação, mas não ponho nenhuma em dúvida a qualidade, porque há uma coisa que eu tenho a obrigação de analisar as coisas de outra maneira. Uma vez que andei lá por dentro vários anos, foram muitos, e que vivi aquilo que costumam dizer que é viver os balneários, essas coisas assim à pressão. Portanto, tenho a obrigação de ter mais contenção e não me portar como qualquer simples adepto que olha para isto e só quer é ganhar e que rapidamente rapa no lenço branco, esquecendo tudo o passado que este treinador tem. São feitas várias análises acerca deste treinador e as suas manifestações são idênticas. O Sporting no ano passado perdeu o campeonato exatamente com os mesmos pontos que tinha tido no campeonato anterior, em que foi campeão, o que significa que apareceu uma equipa, o que é normal em futebol e até às vezes é desejável, é desejável que as coisas não sejam sempre o mesmo a ganhar, que a competitividade também é interessante para todos os referentes e para todos os lados. E, portanto, o Porto foi melhor, com ajudas ou sem ajudas, foi melhor, ganhou o campeonato merecidamente e acho que não há nenhum sportingista que cá por dizer que o Porto não foi o vencedor justo. Mas o que é preciso é realmente saber o que é que o treinador fez e o que é que tem, porque nós não podemos dizer que o Rui Borges é bom quando ganha por uns resultados, inclusivamente na Europa, com adversários, porque foi uma coisa que se criou o ano passado também, foi que o Sporting nunca ganhava os grandes. Não, ganhou o vencedor da Liga dos Campeões, bateu-se até ao fim com o que foi finalista. Portanto, fez grandes exibições de futebol e depois às vezes também joga mal. Normalmente, a seguir às provas europeias, as equipas nunca rendem o mesmo, etc. Há uma série de fatores que devem ser considerados e não pode haver reações que ao mínimo desembaraço. Eu tenho dito e continuo a dizer que nós nos habituamos mal. Quer dizer, habituámo-nos uns anos a ganhar campeonatos quase 20 em 20 anos e agora que ganhamos campeonatos nos últimos anos, já somos uma exigência e qualquer resultado queremos logo mudar de treinador, etc. Isso não pode acontecer, porque o grande erro que o Sporting fez ao longo desses 40 anos de ausência de resultados, foi exatamente a constante mudança de treinador, para não falar nas constantes mudanças de direção ou administrações. E, portanto, o que é preciso é que esta estabilidade se mantenha e que seja dada também alguma paciência perante o treinador e perante os próprios jogadores. Eu olho para os jogadores que o Sporting adquiriu e acho que não são inferiores àqueles que lá estavam e que são grandes jogadores. Eu, por exemplo, pergunto, e para os sportinguistas têm que ter calma com estas situações, porque estão sempre a queixar: "Ah, por que não jogam na formação?" E têm que pensar, por exemplo, que se o Pote ter permanecido, o Flávio Gonçalves se calhar não aparecia e tinha que ser emprestado e andar por aí. E hoje o Flávio Gonçalves é praticamente um jogador indispensável na equipa do Sporting. Portanto, isto são tudo coisas que se têm que ponderar e não ser de um momento para o outro que eu rapo o lenço para dizer adeus ao treinador. Isto não se pode passar atualmente e a nossa administração, eu estou muito à vontade para dizer isto, a nossa administração tem realmente resistido a essas coisas baratas de perder a estabilidade e perder o controle das coisas quando algo corre mal. O que há que fazer é manter alguma serenidade e pronto, e seguir para frente. É evidente que é isso que temos que fazer, a reflexão com calma e manter a serenidade, porque o Sporting tem uma boa equipa e tem um bom treinador. Esta é a minha opinião. Admito perfeitamente que haja quem não goste do treinador. Agora, o que não admito é as pessoas que não gostam do treinador pelo que eu disse. O Eduardo Barroso é por ser humilde, por ser trabalhador e por não ter um discurso propriamente que a gente vê. Essa é a minha análise.

Sim. Vamos ouvir aqui também Cristóvão Norte. Na sua opinião Um problema que se pode identificar dentro do Sporting, um problema individual de alguém, de treinador ou de direção, ou se é uma questão também de tempo e de alguma conjectura e de alguns critérios de arbitragem, como já aqui foi referido?

Boa tarde a todos. Cumprimento esses dois grandes eméritos sportinguistas. É um privilégio para mim conversar com duas figuras distintíssimas do Sporting Clube de Portugal, embora a minha opinião não seja inteiramente coincidente. Eu compreendo o que o Eduardo Barroso diz e subscrevo. É um facto que houve decisões arbitrais que foram prejudiciais para os interesses do Sporting e se fizermos uma comparação, o jogo de ontem ilustra bem que esses critérios não estão a ser uniformemente aplicados, o que obviamente cria desigualdade de oportunidades e pode-se refletir nos resultados. A reflexão que eu creio que devemos fazer é outra. Nós tivemos um fim de época passada atribulado, a partir da eliminatória com o Arsenal, com muitas dificuldades, por força das lesões, dificuldades de excesso de jogos, alguma desmotivação da equipa que redundou naquela derrota inexplicável na final da Taça de Portugal frente ao Torreense. Isso enfraqueceu as condições de afirmação do treinador. Nós já tivemos, por exemplo, em 2005, com o José Peseiro, uma época em que poderíamos ter ganho tudo e numa semana perdemos a final da Taça UEFA, perdemos o campeonato e isso conduziu a um enfraquecimento da posição do treinador e a uma desconfiança que se projetou para a época seguinte. Desta feita, eu creio que estamos numa posição semelhante. Agora, para mim, as decisões que foram tomadas não facilitaram as condições de êxito do próprio treinador. É que nós não fizemos uma renovação de plantel, nós decretamos uma revolução desse mesmo plantel. E uma revolução de plantel, como foi dito e bem, exige tempo, exige que sejam recuperadas novas dinâmicas, que seja construída uma nova identidade, que emerjam jogadores com liderança. Ora, um treinador com desconfiança por parte dos adeptos tem maior dificuldade em realizar isso. E eu também creio que aquilo que se tem passado nalguns jogos, em termos de vantagens e não as sabermos segurar, é um pouco resultado dessa circunstância. Primeiro, porque a tendência já é anterior e continua a se verificar, de a equipa quando está a ganhar, vem para trás. Há uma estatística que foi publicada que o Sporting, em posição de vencedor, esteve 146 minutos sem fazer remates à baliza no campeonato. E também o facto de não termos um central imperial que domine o espaço aéreo, o que conduz a quando a equipa faz marcha atrás, as suas maiores vulnerabilidades sejam expostas. Eu acho que isso é uma lição para o futuro, sobretudo, porque o problema, do meu ponto de vista, não é para aqueles que entendem que é um problema de treinador, não é exclusivamente um problema de treinador. É um problema mais global de uma transformação radical da equipa. E eu diria que noutras épocas, no futuro, perante esta circunstância e perante até o desequilíbrio do Campeonato Português, que conduz a que qualquer empate seja uma derrota, porque as equipas perdem poucos pontos e o Porto, como se vê, é uma equipa de alta intensidade e que vai ganhando jogo atrás de jogo, mesmo sem ter, se calhar, do ponto de vista individual, uma equipa com a capacidade do Sporting, deve-nos levar a ser mais prudentes nisto. A imagem que eu olho é um bocadinho esta: nós tínhamos uma grande equipa, não fomos campeões, podemos discutir por quê, mas era indiscutível, para mim, que éramos a melhor equipa em Portugal. Nós pegamos um bocadinho. Nós apostamos tudo no Euromilhões quando tínhamos uma boa equipa. Eu acho que as revoluções só se devem fazer se nós não temos nada a perder. Nós tínhamos muito a perder. Eu percebo que tem que haver renovações, seja por força da expectativa dos jogadores, seja para dar oportunidade a outros, seja para criar novas dinâmicas e sangue novo. Mas eu creio que era mais avisado da nossa parte, se nós tivéssemos feito isso com duas ou três peças, ao invés de fazermos uma alteração que a sala de máquinas da equipa foi substituída. O coração pensante da equipa, também. E isso coloca-nos numa posição de fragilidade, que eu creio que teremos maior dificuldade em sair. Dito isto, a época, estamos em setembro, não há uma sentença.

Era isso que eu ia perguntar. Ouvindo o que está a dizer, há aqui quase uma toalha já um bocadinho a tocar no chão, ou não?

Não há.

Eu estou a perguntar, eu não estou a dizer.

Não há uma toalha, mas eu creio que nós devemos perceber aquilo que fizemos bem e que fizemos mal. Dito isto, como se disse aqui, e bem, nós temos jogadores de inegável qualidade. Pior era se tivéssemos feito isto e tivéssemos ido buscar jogadores que não tivessem qualidade para projetar o nível que nós felizmente nos habituamos, e é verdade, durante muitos anos nunca tivemos jogadores desta qualidade. Agora temos. E, portanto, isso dá-nos a oportunidade. Agora, ainda assim, eu devo dizer que na avaliação que eu faço, as decisões não foram as melhores no sentido do risco que decidimos individualmente correr. Eu acho que era preciso menos risco e as condições

De sucesso seriam maiores. Mas isso não quer dizer que nós não possamos ter sucesso e que não tenhamos mão de obra humana para construir uma grande equipa, abrir um novo ciclo e ser uma equipe completamente competitiva e que lute pelo campeonato e por uma grande afirmação europeia.

Muito bem. Para uma última ronda, temos cinco minutos que preciso ouvir a todos, porque depois desta pausa para três semanas para seleções, há dois compromissos importantes para o Sporting. Deslocação a Braga no início de outubro, 09/10, e depois o jogo em França frente ao Lens, já a contar para a Liga dos Campeões. Eduardo Barroso, é importante, é fulcral para o Sporting conseguir bons resultados nestes dois jogos, para o Sporting e também para o Rui Borges.

Deixe-me só comentar as palavras acirradas e calmas.

Claro que sim.

O Cristóvão Norte para dizer o seguinte: estamos a falar do Sporting que nos últimos seis anos foi três vezes campeão? É desse Sporting com esta administração, com esta direção, que estamos a falar? Nos últimos seis anos fomos três vezes campeões e ganhámos a Taça de Portugal? Veja se eu percebo. Depois o exemplo que deu o Cristóvão Norte, e muito bem, em relação ao José Peseiro. Foi das maiores injustiças que o Sporting pôde fazer no passado. O José Peseiro nunca devia ter saído do Sporting por ter perdido o campeonato com o empurrão do Rudisão ao Ricardo e por já estarmos a jogar a jogar de rastos a final da Taça UEFA quando estávamos a ganhar 1 x 0 no intervalo. Esses erros é que não podem ser repetidos. E de fato, isso é cada cabeça a sua sentença. Eu não estou a dizer que precisemos ter que mudar ou não mudar de treinador. O que eu estou a dizer é que este treinador é um homem competentíssimo, é um homem sério, é um homem que é perseguido por não ser rico, por não ser milionário, por ser de Bragança, de Miranda do Douro. É uma coisa horrorosa, sobretudo nalguns programas que são jornalismo de esgoto, que nos perseguem inteiramente. E eu só falei dos critérios de arbitragem e não falei os termos.

Eduardo, estamos a chegar ao final do nosso tempo, queria ouvi-lo sobre esse jogo de Braga. Acha que o Sporting tem condições para...?

O jogo de Braga é um jogo importante, é um jogo que temos que ganhar, como temos que ganhar todos os jogos. Não podemos arranjar uma epidemia de Covid. Eu tenho agora duas pessoas da família com Covid. Até posso lá ir a Alvalade pegar Covid a toda a gente que é para poderem adiar o jogo, porque é evidente que o timing do jogo é horrível para nós. É horrível para nós. Vamos ter os jogadores fundamentais longe do país e portanto vai ser muito difícil. Mas eu volto a dizer, o Sporting não perdeu nesta época. Fez uma pré-época fantástica. Está a jogar um futebol, sobretudo nas primeiras partes, e até se encontrar em vantagem, muito bom. É o melhor futebol. Infelizmente, nós não podemos ter a tática do Porto, que é bolas paradas e Diogo Costa. Não temos a força das bolas paradas, nem temos o Diogo Costa, mas estamos a jogar um futebol que é dos melhores football. Estamos a um ponto do Benfica e o Marco Silva é um gênio. E termino com isto: é preciso que nós nos concentremos nos factos que aconteceram nos três empates que nós tivemos. Critérios de arbitragem, a comparar com o que se passou neste clássico, que se passou nas Antas. São inacreditáveis o Sporting que foi prejudicado. Na Amadora, foi prejudicado em Famalicão e foi prejudicado com Marrocos em situações em que não teríamos perdido esses pontos. Portanto, para mim, o Sporting vai ser campeão na mesma este ano. Vamos lutar por ser campeões, não vai ser campeão. O Sporting vai lutar para ser campeão até ao fim. Vai ser o Sporting à imagem do Sporting dos últimos seis anos, em que fomos três vezes campeões nacionais. Precisamos de combater essa ideia do manto verde, porque o manto verde está a se revelar de facto o manto antiverde de uma maneira escandalosa e temos que ter calma. E eu confio nesta administração para eles poderem tomar as decisões. Posso até nem concordar com algumas delas. Também é normal, porque cada cabeça a sua sentença, mas com serenidade e não podendo arranjar uma epidemia de gripe para a equipe nos adiar e o jogo de Braga, temos que ir a Braga com os jogadores que tivermos. Mas não vale nada disto. Começamos a Liga dos Campeões muito bem, começamos novamente a Liga dos Campeões muito bem e temos que ter calma e não acender a esses programas inacreditáveis que nos procuram fragilizar, que só procuram a desgraça, o sangue, ainda por cima em termos muitas vezes que são perfeitamente impróprios de programas de rádio.

Ficou a mensagem. Eduardo Barroso, José Dias Ferreira, Cristóvão Norte, muito obrigado. Rádio Observador. Desporto.