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Esta quinta-feira, no Explicador da Rádio Observador, falamos sobre um dos temas que mais debate tem suscitado nos últimos dias: a vacinação contra a Covid-19 dos mais novos. Assim, para discutir o tema, convidamos para se juntarem às manhãs de 360, Alberto Caldas Afonso, pediatra e diretor do Centro Materno-Infantil do Norte, Jorge Amil Dias, presidente do Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos, e também Miguel Prudêncio, investigador do Instituto de Medicina Molecular. A moderação é do Paulo Ferreira e do Júlio Magalhães. Paulo.

Bom dia, bem-vindos todos. Jorge Amil Dias só vai estar conosco neste Explicador na segunda metade. Vamos esperar por ele. E, por outro lado, também Miguel Prudêncio vai ter que sair um pouco mais cedo. Vai ser uma gestão de tempo da vossa participação, mais rigorosa do nosso lado, mas a decisão está tomada. A Direção Geral de Saúde deu então luz verde à vacinação das crianças abaixo dos 12 anos. Miguel Prudêncio, começando por si, até para depois cumprir os seus compromissos. Pergunto-lhe se esta decisão da DGS é, de fato, a que faz mais sentido e se está bem sustentada.

Muito bom dia, muito obrigado pelo convite. Esta decisão da DGS está sustentada naquilo que são os números de casos de infecção em crianças nesta faixa etária, que conduziram a internamentos hospitalares e a internamentos em cuidados intensivos. E esses números indicam, tal como nós já sabíamos, que os casos graves de doença nestas crianças não são frequentes, mas também não são inexistentes. E, portanto, existem algumas crianças, sobretudo as que têm comorbidades, mas não apenas as que têm comorbidades, que efetivamente correm o risco de desenvolver formas de doença que requerem hospitalização e, em alguns casos, felizmente ainda mais raros, necessitar de cuidados intensivos. Portanto, perante esta realidade, a DGS vem recomendar a vacinação destas crianças com o objetivo claro de reduzir ainda mais e proteger ainda mais estas crianças de um risco que já não é, felizmente elevado, mas que pode ser ainda mais diminuído através da vacinação e desta forma, justifica-se a vacinação das crianças nesta faixa etária.

E acha que o fato de termos esses números e esses dados que acabou de elencar, deve orientar em termos logísticos, dando prioridade, de fato, às crianças que têm essas comorbidades?

Sem dúvida. De resto, isso foi também a indicação do Centro Europeu de Controle de Doenças, no seu comunicado, há uns dias atrás, e também a própria DGS vem dar prioridade às crianças com comorbidades, porque os números indicam que realmente, são principalmente essas crianças que correm um risco de necessitar de hospitalização e de ter complicações da Covid-19. Portanto, desta forma, a mim me parece claríssimo que a prioridade deve ser efetivamente dada a crianças com essas comorbidades, sendo que o restante desse grupo etário, portanto, as crianças saudáveis nesse grupo etário, também beneficia da vacinação, mas obviamente que as crianças com risco maior devem ser priorizadas.

Muito bem. Alberto Caldas Afonso, bem-vindo também, pediatra, diretor do Centro Materno-Infantil do Norte. Pedia-lhe também que olhasse para esta decisão da DGS, para a forma como está sustentada e para este equilíbrio entre custos e benefícios, se quisermos.

Muito bom dia e obrigado pelo convite. Nós temos tido a oportunidade de falar sobre esta matéria. Obviamente, que a decisão técnica, do nosso ponto de vista, é baseada nas fortes evidências científicas, robustas evidências científicas. Aliás, se reparar, andamos três meses atrás. Quando foi para os 12, aos 18 anos, foi a mesma história. Já na altura nós, porque acompanhamos, é nossa obrigação, porque temos uma responsabilidade muito grande. Nós somos o centro, conjuntamente com o Hospital Dona Estefânia, que mais segue estas crianças, que mais interna estas crianças, que mais interna as crianças, mesmo em nível dos cuidados intensivos. Temos uma responsabilidade muito grande. Estamos no terreno e temos experiência sobre isso, o que nos obriga a estar super atentos, a fazer o network com os colegas de outros países, com os mesmos tipos de responsabilidades. Conhecíamos bem o que é aquilo que estávamos a falar. E já nessa altura dizíamos, e eu disse, tive a oportunidade de dizer, é fácil de constatar isso, que para o fim do ano, aquilo que eu esperava naquele momento, era que isto ia acontecer, porque a evolução era muito nesse sentido. A vacina é segura.

Alberto Caldas Afonso. Desculpe, acha que a Europa e o país, Portugal e a Europa acordaram tarde para isto, podia ter sido mais cedo ou veio no momento certo?

Veio no momento certo. O previsível era que fosse nesta altura, porque os estudos, é importante. As agências do medicamento, quer europeias, quer dos Estados Unidos, que faz o reconhecimento, tinham que ter o dossiê completo e tinham que ter toda a informação para poder tomar a decisão. Mas lembro que em julho, a Sociedade Americana de Pediatria, muito preocupada com aquilo que antevia, pedia que a agência americana, o mais rápido possível, mal tivesse o dossiê, para se pronunciar sobre ele, porque isto já era mais que previsível. E contrariamente àquilo que muitas pessoas que têm opinado, que não estão no terreno, que não veem os doentes, que não têm responsabilidade pelos doentes, tentarem desinformar, criar instabilidade nas famílias, é que é, do meu ponto de vista, lamentável. Felizmente, como também vimos, a partir dos 12 anos, as famílias são responsáveis, sabem o que é o melhor para os seus filhos. Não tenho dúvida nenhuma que é o que vai acontecer agora. Nós todos os dias somos contactados pelas famílias: "Quando é que vai ser possível? Como é que acha que isto vai começar? Nós queremos ter a nossa ceia de Natal tranquilamente, venham cá os avós para estar em casa tranquilamente". Mas acima de tudo, e os dados são muito objetivos Até este momento, na última semana, tivemos 450 casos de crianças positivas. Nós até este momento tivemos 68 mil crianças infectadas, 220 hospitalizações, 21 em cuidados intensivos. E se nós estimarmos que das 640 mil crianças que estão nesta faixa etária, cerca de metade já foi positiva para a doença, ainda temos 300 mil. E com esta incidência, vai dar um número ainda muito acrescido de hospitalizações e de internamentos em cuidados intensivos. Portanto, as vantagens para as crianças, diretas, só pela doença em si, são inquestionáveis. Depois, temos também vantagens diretas pelas questões daquilo que muitas vezes é menos falado, que são os riscos indiretos, que é a questão do aproveitamento escolar, da escolaridade destas crianças, que tem sido muito interrompida ao longo destes dois anos. Isto vai ter custos, seguramente. Nós temos a maior urgência metropolitana do país. Aquilo que nós assistimos, de situações que são perfeitamente atípicas em termos de incidência, de perturbações de natureza mental, de depressão, de ansiedade, nesta faixa etária. E tudo isto está associado à infecção por COVID e àquilo que está relacionado com a infecção por COVID, ou seja, há vantagens claramente diretas e, portanto, virem com outros tipos de argumentos não faz sentido nenhum.

Muito bem, Miguel Prudêncio, como disse agora Carlos Afonso, cerca de 40% das crianças já terão tido COVID. Isto não retira, de qualquer modo, importância a esta decisão?

De maneira nenhuma. Eu, de resto, concordo com tudo o que foi dito na intervenção anterior. Efetivamente, o facto de terem havido essa percentagem de crianças que já esteve infetada, significa que, como eu dizia há pouco, felizmente, o número de casos graves da doença a requererem hospitalização ou internamento em cuidados intensivos é baixo, mas tal como eu também disse, não é nulo. E se nós pudermos reduzir ainda mais um risco, que já não é elevado, e proteger algumas crianças que, inevitavelmente, seguindo a lógica dos números e da estatística, inevitavelmente, aquilo que é estimado é que se de 300 mil crianças que ainda não tenham contactado com o vírus, que venham a contactar, isto pode conduzir, segundo os números da própria DGS, a 600 a 900 hospitalizações, das quais 10% podem vir a necessitar de cuidados intensivos. E, portanto, é um número ainda apreciável de crianças que estão em risco, risco esse que pode ser minimizado e, portanto, perante a possibilidade de minimizar esse risco, eu julgo que a vacinação está justificada pelos próprios números e pela realidade do terreno, tal como foi tão claramente explicada na intervenção anterior.

Miguel Prudêncio, teria alguma razão com essa evidência toda para que a DGS não divulgue os pareceres técnicos que estiveram na base desta decisão?

A minha opinião pessoal sobre esse assunto é que esses pareceres deviam de ser divulgados e deviam ser divulgados o quanto antes, precisamente porque eles, com toda a certeza, contêm, por escrito, aquela informação que entretanto tem sido divulgada. Nós ouvimos a entrevista, por exemplo, do professor Manuel Carmo Gomes, na RTP há dois dias, em que ele apresentou alguns destes números de que estamos a falar. Eu estou em crer que estes números estão vertidos no parecer e no relatório das autoridades e, portanto, acho que havia todo o interesse em divulgar esse parecer, em divulgar esse relatório, na medida em que ele, com certeza, virá clarificar algumas dúvidas que, porventura, ainda possam subsistir em algumas pessoas. E julgo que é o tipo de informação que faz sentido que seja partilhada, como de resto acontece na generalidade dos países. E, portanto, sendo um parecer técnico, ainda que não vinculativo, eu julgo que é de todo o interesse que ele seja do conhecimento de todos.

Muito clara essa posição, Miguel Prudêncio. Aproveito para despedir de si, vai ter que sair por compromissos. Agradeço-lhe a presença neste Explicador.

Eu é que agradeço o convite. Muito obrigado.

Muito obrigado. Entretanto, temos já conosco também Jorge Mil-Dias, que é presidente do Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos. Esteve a partir de agora disponível. Jorge Mil-Dias, bom dia. Bem-vindo também a este Explicador. Começava por lhe pedir uma apreciação genérica da pertinência da decisão da Direção-Geral de Saúde de dar luz verde à vacinação das crianças abaixo dos 12 anos.

Olá, muito bom dia. Muito obrigado pela oportunidade de participar neste debate. Eu, pessoalmente, e a direção do Colégio de Pediatria, assumimos que não comentaríamos a decisão da Direção-Geral de Saúde. Na fase de debate, enfim, de argumentos num sentido ou noutro, representei a direção e representei o Colégio de Pediatria em elencar argumentos e questões que deveriam ser devidamente ponderados. Nunca me atrevi a fazer uma recomendação e respeito a decisão da autoridade de saúde e não quero comentar a decisão. Todavia, há questões que eu gostaria que fossem devidamente respondidas. Como já foi hoje aqui mencionado, de facto, há um número enorme de crianças que já contactaram com o COVID. Isso quer dizer, e os números que têm sido aventados andam na ordem dos 70 mil casos de crianças que contactaram com COVID, que felizmente levaram a um número reduzido de internamentos por COVID e muito menor ainda de internamentos em cuidados intensivos.

Vale a pena recordar que a Sociedade de Infectiologia Pediátrica tem feito um registo e um levantamento dos dados de internamentos de crianças e, de facto, durante o ano, e crianças além dos 12 anos, e os números que hoje aqui foram aventados, nomeadamente o número de internamentos, é de todo o grupo pediátrico e não exclusivamente dos 5 aos 12 anos.

Até aos 18 anos, Jorge Amílcar Dias, esses números?

Exatamente. E, portanto, curiosamente, o registo da Sociedade de Infectiologia Pediátrica revela que cada um dos hospitais que participou nesse registo, internou desde o início do processo, desde março do ano passado. Portanto, o número. Não participou neste registo, que só esse hospital reporta mais do que todos os outros, ou reporta mais do dobro de todos os outros hospitais juntos. Me parece um número um pouco assimétrico. Mas voltando especificamente ao grupo dos cinco aos 11 anos, a Sociedade de Cuidados Intensivos Pediátricos descreve que também num registo que tem envolvido todas as unidades, registra quatro internamentos em cuidados intensivos. Portanto, vale a pena não comparar batatas com ameixas, porque, de facto, se estamos a falar do grupo etário dos cinco aos 11 anos, então os números que devemos usar como referência têm que ser desse grupo etário. Não faz sentido estar depois a ir buscar crianças de outras idades que já foram cobertas por programa de vacinação e que seria uma discussão separada. Mas voltando aos 70 mil casos, aproximadamente, de crianças que terão contactado com o Covid e que levaram a um número muito reduzido de internamentos. Se é verdade que há um estudo do INSA que mostra que-

Jorge Amílcar Dias, só pra clarificar, está a dizer que 70 mil crianças desta faixa etária foram contaminadas com Covid até agora?

São os números que o professor Carlos Gomes mencionou há poucos dias, cerca de 68, 70, enfim.

É que há pouco já falámos aqui, e Alberto Carlos Afonso, peço-lhe também que no fundo se tire de limpo estes dados. Há pouco falámos de 300 mil.

Não, aquilo que eu disse é que até este momento foram registados 68 mil crianças infetadas, 220 mil hospitalizações e 21 em cuidados intensivos. Sendo que cerca de 300 mil, do universo das 640 mil, já foram infetadas, ou seja, temos 300 mil potencialmente a poder ter doença. E de acordo com a incidência que temos das 68 mil crianças infetadas, aquilo que a comissão técnica afirmou, que haveria uma possibilidade muito real de 600 mil hospitalizações para estas 300 mil e 60 em cuidados intensivos. Mas eu não queria estar aqui a interromper o doutor Jorge Amílcar, mas a questão que está a falar-

Fui eu que interrompi, força.

Eu provavelmente preferia não ter sido interrompido.

Eu não queria estar a interromper, mas os dados que deu da Sociedade de Infectiologia não têm o registo da totalidade das principais unidades. Portanto, não podemos comparar batatas com alhos, é verdade, principalmente quando não tem a informação toda.

Jorge Amílcar Dias, continuando agora o seu raciocínio, podemos inferir que acha que esta decisão é desproporcionada em relação ao benefício que ela vai trazer?

Se me permitir concluir o meu raciocínio, foi esse o meu acordo em participar neste debate. De facto, dos 70 mil casos positivos, muito provavelmente bastante menos do que o número real de crianças infetadas, porque este é o resultado dos testes. Não foram testadas, haverá algumas positivas que não foram identificadas. Mas então teremos que estas crianças, que provavelmente adquiriram imunidade natural pelo contacto com o vírus e não impactaram em internamento ou em doença severa e muito menos em mortalidade, significa que o processo de imunização natural das crianças está a ocorrer há muito tempo, sem peso significativo nos cuidados hospitalares e sem mortalidade. Portanto, aquilo que já está a acontecer há muito tempo, desde o início da pandemia, é que as crianças estão naturalmente a ser imunizadas e estão naturalmente já a adquirir anticorpos e, portanto, defesa natural contra o Covid. O que levanta um outro problema, ou melhor, antes de ir a um outro problema, o que questiona se temos neste momento mais de 20% da população infantil até aos 12 anos, e é deste grupo que agora estamos a falar, se temos uma porcentagem tão grande naturalmente vacinada e sem consequências severas, se valerá a pena estar a implementar um programa que custa recursos, que poderá, eventualmente, num ou noutro caso, causar alguma iatrogenia, quando, de facto, estamos a resolver naturalmente o problema. Por outro lado, coloca-se também uma questão que julgo que será muito importante, que é o que fazer ao nível escolar. Temos ouvido dizer que a saúde mental, que é um problema grave, mas de facto o problema da saúde mental não é por causa da doença nas crianças, é por causa da intoxicação e toda a gente só pensa em termos de Covid. É um problema real, mas decorre de um estado de pânico global e não diretamente pela doença infantil comum Como é evidente. Por outro lado, a perda de dias de aulas decorre das normas da Direção Geral de Saúde. E o que se vai acontecer não decorre de haver crianças doentes, decorre de normas que exigem que cada vez que aparece um caso positivo, toda a gente vai pra casa. Se fizessem isso com a varicela, com VSR, com outras doenças infecciosas infantis, as escolas tinham fechado há muitos anos porque já estava tudo parado. A medicina sempre se guiou por doentes e não por testes positivos. E é essa lógica que temos de recuperar, porque se tivermos agora crianças que têm imunidade natural, por que vamos tratá-las de forma diferente das crianças que receberam especificamente a vacinação? Parece que isto é absurdo.

Miguel Prudêncio. Deixe-me ouvir Alberto Caldos Afonso. Alberto Caldos Afonso, temos aqui duas perspectivas bem diferentes.

Sim, temos, obviamente que temos.

Talvez por isso haja o secretismo do parecer técnico.

Não, acho que ele devia ser o Rui Magalhães.

O Júlio Magalhães.

Desculpe. Não, esse secretismo é que levante esta manta. As coisas são claras, são transparentes. Aliás, como o colega anterior falou, não o doutor Jorge Amil, já não me recordo o nome do colega.

O Miguel Prudêncio.

O Miguel Prudêncio.

Que, entretanto, já não está no explicador.

A maior parte dos países tem esse dossiê público. Aliás, acabou de sair, há cerca de 15 dias, um extenso dossiê sobre as vantagens claras da vacinação no Canadá, que eu pedia às pessoas, sugeria ao doutor Jorge Amil que o lesse, mas como no Canadá e em outros países. Portanto, nós estamos a falar em evidências científicas. E estamos a falar, quando diz que houve quatro crianças em cuidados intensivos. O doutor Jorge Amil não está no terreno, infelizmente. Só eu aqui no CM tive mais de quatro nos cuidados intensivos. Portanto, vamos falar de coisas que são realidades. Eu continuo a ter internamentos e essa é a realidade. Vá falar com as famílias. Eu sei o que pensam as famílias. Portanto, isto é uma questão objetiva e clara pras nossas crianças. A questão da saúde mental não teve a ver. Nós temos a maior urgência de pedopsiquiatria do país e tivemos uma incidência superior a 40%. E não teve a ver exclusivamente pela questão do bicho-papão. Não, teve a ver com aquilo que aconteceu e com medidas que podem ser equacionadas, podemos modificá-las a partir do momento que as crianças estão vacinadas. Aí, sim, acho que a DGS deve rever esta situação. Mas até este momento, as medidas que estão tomadas pela DGS são corretas. E, portanto, implicou que um número muito considerável de crianças do primeiro ciclo tiveram que interromper com grande frequência a sua atividade escolar. Há 400 surtos nas escolas. Portanto, nós parece que estamos a ver dois países diferentes. Agora, as evidências científicas são de tal maneira robustas. Repare, não percebo. E volto a dizer a mesma coisa: se voltarmos atrás, quando foi dos 12 anos, os argumentos eram os mesmos. Aliás, na altura, ainda começaram com a questão da miocardite e depois viram que não tinham feito o trabalho de casa, que não tinham lido, e depois agora já nem falam do mesmo.

Alberto Caldas Afonso, penso que estão claros os pontos de vista diversos sobre esta decisão da DGS.

Para terminar.

Para terminar mesmo, estamos já para lá do nosso tempo.

Para terminar: o que importa é dar uma mensagem clara às famílias e não criar ruídos desnecessários. A vacina é muito importante pra os seus filhos, é segura e eficaz. E ainda bem que o meu país proporciona isto às nossas crianças. Tomara eu que todos os países do mundo, este é que devia ser o nosso grande desejo, que todos os países do mundo tivessem acesso a esta oportunidade.

Alberto Caldas Afonso, fica claro o seu ponto de vista, tal como o do Jorge Amil Dias, a quem agradecemos a ambos a participação neste explicador. E também a Miguel Prudêncio, que teve que sair mais cedo, mas também nos trouxe aqui a sua visão sobre esta decisão da DGS.

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