Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
"Ideias Feitas" na Rádio Observador com Alberto Gonçalves. Olá, Alberto, bem-vindo.
Olá, Ricardo. Boa tarde.
E hoje queres regressar às vacinas para a Covid.
Juro que não queria. Era uma coisa que eu tento me esquecer que aconteceu, não as vacinas especificamente, mas todo aquele período. Mas o jornal Sol trouxe uma notícia hoje em manchete e eu gostaria de pegar nela. Eu devo começar por dizer que fui vacinado contra a Covid, de forma obviamente voluntária. Ninguém me obrigou. Acreditei que a vacina podia trazer alguma proteção contra o vírus. Ainda hoje continuo a acreditar que isso possa ter acontecido. Também digo que na altura estranhei a rapidez com que se conseguiu a dita vacina e que desconfiei um bocadinho da segurança de um produto criado e testado em poucos meses. Em qualquer dos casos, deixei escrito em numerosas crónicas e em numerosos "Ideias Feitas", se calhar excessivos até, que o modo como se tentou impor a vacina em Portugal e em dezenas de países foi absolutamente intolerável do ponto de vista da liberdade individual, sobretudo quando se foi percebendo que os efeitos positivos da vacina não eram exatamente aqueles que nos tinham sido apresentados. E quando o testemunhei, isso ainda foi pior. Testemunhei os efeitos negativos da vacina em pessoas que me são próximas ou muito provavelmente os efeitos negativos da vacina em pessoas que me são próximas, porque é impossível provar que foram os efeitos da vacina, mas parece muito fortemente que sim. Mas pronto, depois a Covid passou, aquelas restrições grotescas passaram e eu também segui com a minha vida e, sobretudo, nunca pertenci àqueles teóricos das conspirações para quem a vacina foi desenvolvida para exterminar a humanidade e que ainda hoje andam por aí a atribuir a cada pessoa que morre de forma menos clara ou com uma causa não tão evidente, atribuem à vacina a morte do infeliz em questão. Apesar de tudo isto, ser contra a vacina ou a favor da vacina, ou procurar ter uma posição mais ou menos racional sobre a vacina, não implica que se ignorem os factos. E os factos que foram divulgados hoje no jornal Sol, mas alguns já eram conhecidos desde 2021 e até na altura foram divulgados parcialmente no Observador, são os seguintes: à época da Covid, eu devo dizer, são parêntesis, os factos que se conheciam eram os contratos feitos a nível europeu da União com as farmacêuticas. Agora, o que o Sol revelou foram pormenores de documentos assinados pelas autoridades portuguesas, sobretudo pela senhora diretora-geral da Saúde, a então diretora-geral da Saúde, Graça Freitas. Dizia eu que à época da Covid, a então ministra da Saúde, a doutora Marta Temido e a doutora Graça Freitas, asseguraram publicamente aos portugueses que as vacinas contra o coronavírus ofereciam condições de segurança e eficácia absolutas. Infelizmente, as autoridades políticas e de saúde, pelos vistos, mentiram aos cidadãos, porque nos documentos oficiais, o Estado português assinou pelo menos 17 contratos com as multinacionais que produziam e forneciam as vacinas. E o Estado português reconheceu formalmente, de forma repetida, a existência de dúvidas e incertezas. Reconheceu nesses contratos, tanto em relação aos efeitos adversos como à capacidade real das vacinas para impedir a transmissão ou contágio pelo vírus. A frase: "O Estado membro participante reconhece que os efeitos a longo prazo e a eficácia da vacina não são atualmente conhecidos", aparece de forma explícita em pelo menos quatro contratos assinados com a Pfizer e com uma outra multinacional, que agora não me recordo qual é, não quero dizer erradamente qual seja. E esses contratos foram rubricados pela doutora Graça Freitas entre dezembro de 2020 e setembro de 2021. E em todos esses acordos, admite-se que poderão existir efeitos adversos da vacina, estou a citar, "que não são atualmente conhecidos". Além disso, ficava estabelecido que caso se provem lesões ou danos causados pelas vacinas, caberia ao Estado português indenizar as pessoas afetadas, não às farmacêuticas, bem-entendido. E diz também o Sol que só até 31 de dezembro de 2022, e só evidentemente em Portugal, o Infarmed, a autoridade reguladora do medicamento, detalhou ter recebido mais de 39 mil queixas relativas às vacinas Covid-19, para um total de 28 milhões de doses administradas. Desses casos, 8.500 e pouco foram classificados como graves. Há 142 mortes suspeitas, 309 episódios de risco de vida e mais de 2 mil pessoas com incapacidades. O que se pode concluir de tudo isto? Desde logo, que as autoridades políticas e da saúde, cujos rostos eram as duas senhoras referidas, mas não se esgotavam, obviamente, nas duas senhoras, não apenas mentiram conscientemente às pessoas, como mentiram sabendo que podiam estar a afetar seriamente as vidas dessas pessoas. Parece-me, e acho que não é uma idiossincrasia pessoal, parece-me grave, muito grave, até se calhar é capaz de ser um crime, e é um crime cujos culpados jamais serão punidos ou sequer julgados. Quem é de certeza punido são os desgraçados que ficaram doentes ou coisa pior por causa das vacinas e serão os cidadãos em peso que um dia talvez sejam chamados a pagar as respetivas indenizações. A doutora Temido, a doutora Graça Freitas e todos aqueles que alinharam na mentira continuam por aí, vacinados ou não, mas de certeza impunes. E pronto, que tudo lhes corra bem. É só o que eu posso desejar. A ti posso desejar, Ricardo, um bom fim de semana, já que é sexta-feira. Um abraço.
E para ti também, Alberto. Um abraço e bom fim de semana.
Bom fim de semana, Ricardo. Até segunda.