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Esta semana no Isto Não Passa na Rádio, o tema é: Canções para ir e voltar. Que boa forma de abrir o Isto Não Passa na Rádio esta semana. São os Led Zeppelin, escolha do Tiago Pereira, "Bring It On Home". Eu sou o Nelson Ferreira. Olá, Tiago.

Estou aqui um pouco abananado.

Eu adorei este início. Primeiro, qualquer música dos Led Zeppelin, ou muitas das músicas dos Led Zeppelin, poderiam servir para o tema desta semana, canções para ir e voltar.

Ir e voltar.

De que perspectiva? Quando emigramos e regressamos ao nosso país?

Pode ser. Mas a desculpa prática foi-

Regressar ao trabalho, não? Depois das férias.

A desculpa prática foi, para quem não tenha reparado e para os outros que repararam, a recordação. Nos Estados Unidos, o programa de Jimmy Kimmel ficou suspenso indefinidamente e depois voltou. Essa semana voltou.

Estavas à espera que voltasse?

Não. Não estava.

Foi uma surpresa quase maior o regresso do que a suspensão.

Money talks, baby.

Claro!

De maneiras que nós escolhemos este tema.

Parece-me bem.

E eu decidi escolher esta canção. É a última canção, a canção que fecha o álbum Led Zeppelin II, 1969, que talvez seja a melhor amostra de tudo aquilo que os Led Zeppelin gravaram, talvez seja a melhor amostra do O poderio rock'n'roll desta gente e talvez o disco que mais tenha influenciado depois malta da pesada. É uma canção que demonstra muito bem talvez as maiores influências dos Led Zeppelin. Esta canção é um original do Sonny Boy Williamson. A primeira parte tem um lado, sobretudo, de homenagem, porque é blues clássico. O Robert Plant até tem ali uma voz meio distorcida, meio manhosa. Tem aquela harmónica. Depois, é o John Bonham a destruir o mundo e a mudar o eixo da Terra. E os outros três vão atrás.

Tem havido muitos rumores e notícias falsas sobre o regresso dos Led Zeppelin.

Eu acho que é, sobretudo, a última.

Do Robert Plant e do Jimmy Page poderem ingressar numa tour mundial.

Eles não devem estar nada preocupados com isso.

Não sei se isso se vai verificar.

E porque é que eu escolhi esta canção? Porque esta canção, no fundo, é ir e voltar. É um senhor que está a dizer: "Bebé, espera que eu já vou para casa".

Exato. Eu tinha aqui uma canção também parecida com isso, não sei se vamos ter tempo para ela, que é o Leonard Cohen.

Machismo tóxico nesta canção? Muito provavelmente.

Pois.

Grande malha.

O Leonard Cohen tem uma parecida nesse tema, que é o "Coming Back to You". Também a tinha aqui, vamos ver se ainda a conseguimos ouvir ou não. Ainda assim, queria mostrar-te a Marta Ren, portuguesa, a nossa soul sister portuguesa.

Sista!

Sista. Que editou um fabuloso disco em 2016, o "Stop, Look, Listen". Ela passou a editar também por uma belíssima editora, que é a Record Kicks, que se dedica mais a estas sonoridades soul. Depois, passados uns anos, eu creio que foi em 2019, lançou uma música chamada "Worth it". Eu olho para ela do ponto de vista de uma canção para comeback. Esta poderia ser, porque quando as pessoas estão fora, no caso do Jimmy Kimmel ou de outros exemplos que falámos aqui no início, podem duvidar de si próprias. "Serei suficientemente bom? Será que eu valho a pena?"

Claro.

É um bocadinho isso que ela fala aqui nesta "Worth it", mas também por causa do instrumental e de toda a sonoridade desta canção, dá-me um lado de comeback. Era uma canção que não me importava nada que tocasse, se eu um dia for protagonista de um qualquer comeback. A voz de Marta Ren em "Worth it". "Am I worth it? Is it worth it?" Será que valeu a pena? Eu valho a pena?

Alguém me responda!

Ela acaba de dizer: "Spread your wings". É quase um elevate yourself.

Vai, amiga.

Vai, amiga, nós estamos contigo. Marta Ren, gosto muito desta canção, gosto muito da Marta Ren. Soa uma música para um comeback nesta canção.

Bonito.

Comeback é também o título da próxima canção que o Tiago Pereira escolheu e é dos Five Stairsteps.

Five Stairsteps, os cinco degraus. Era um grupo de rapaziada de Chicago, das coisas da soul. Eram irmãos todos, portanto era uma espécie de Jackson 5.

Sem um pai abusador?

Não era um Jackson.

Desculpa, não sei. Não conheço o pai dos Five.

Alegações.

Stairsteps.

Alegadamente. Portanto, Chicago Soul é uma canção de 67. Se a cantiga dos Led Zeppelin é uma espécie de: "Amor, eu vou já, eu vou regressar", esta é: "Amor, por favor, volta". Entendes?

É um apelo, não é?

Esta é mais uma súplica. Tem graça também que estes Five Stairsteps, mais a atirar para o fim dos anos 70, regressam. Há um dos manos que vai à sua vida e depois os outros quatro regressam com mais uma rapaziada, com outro nome, The Invisible Man's Band, ainda também na mesma onda, mas também tiveram, eles próprios, na vida real, um comeback. Portanto, isto é metalinguístico. Entendes?

Ok.

Estás a perceber a dinâmica?

Sim.

Pronto, então agora podes soltar o som.

Tu sabes que eu adoro esta onda dos Delfonics, dos Four Tops. Agora já tenho mais uma banda, os Five Stairsteps. Não conhecia.

Estas harmonias.

Sim, gosto muito. Faz-me lembrar essas duas bandas, os Four Tops e os Delfonics.

Às vezes gostava de ter um grupo destes.

Para quê?

Imagina, sempre que acontecia qualquer coisa no meu dia, eles apareciam.

E começavam.

Pronto, mais assim.

Ias ter o teu vocal, os vozes da rádio.

Por exemplo, Boyz II Men.

Ok.

Imagina.

Estava toda uma outra conversa.

Era ótimo.

Gostas de Elvis Costello?

Tu não gostas?

É que eu tenho andado a descobrir um bocadinho melhor o Elvis Costello, porque eu não o conhecia assim muito bem, quer dizer, conhecia a carreira, o nome. Mas ouvi-lo mesmo, ouvir as coisas antigas que ele fez.

Certo.

Eu há dias encontrei uma canção chamada "Pump It Up". "You Got to Pump It Up", não é essa. É uma canção de 1978 do Elvis Costello com os The Attractions, depois começou a assinar a solo, mas no início da carreira andava sempre com os Attractions atrás. E eu gostei muito desta canção, também me dá um live qualquer de canção para um regresso. Pelo menos tem essa mensagem de elevate yourself também, de dar alguma essa ideia de também estares um bocado inflamado ou inflacionado no teu ego. É para isso que esta canção serve e eu acho que quem vai embora e depois pode ter um regresso, esta poderia ser uma banda sonora para esse momento.

E é uma canção que também tem pelo menos uma outra versão, uma gravação alternativa pelos Mudhoney, ali no início dos anos 90.

As coisas que tu sabes.

É verdade, sim senhor.

O que é que tu foste fazer neste programa?

É as coisas do grunge. Eu já tive outras vidas.

Obrigado por isso, Tiago.

Ora essa.

I've been up to the roots, heading in pretty routes. Listening to the music, thinking that, this and that. She said, "That's that, I don't wanna chitter-chat". Turn it down a little bit or turn it down flat. Pump it up, when you don't really need it. Pump it up, until you can feel it. Down in the pleasure center, helpin' or heaven-sent. Listen to the propaganda, listen to the latest slander. This happened on the avenue, she wouldn't understand. Pump it up, until you can feel it. Pump it up, when you don't really need it. She's been a bad girl, she's like a chemical. Though you try to stop it, she's like a narcotic. You wanna torture her, you wanna talk to her. All the things you bought for her, putting up your temperature. Pump it up, until you can feel it. Pump it up, when you don't really need it. Out in the fashion show, down in the bargain bin. You put your passion out, under the pressure pin. Fall into submission, hitting the transmission. No use wishing now for any other sin. Pump it up, until you can feel it. Pump it up, when you don't really need it. Pump it up, until you can feel it. Pump it up, when you don't really need it. Pump it up, until you can feel it. Pump it up, when you don't really need it. Don't really need it. Don't really need it. Don't really need it.

No "Isto Não Passa na Rádio" desta semana, canções para ir e voltar. Um bocadinho inspirados pela história de Jimmy Kimmel e do seu talk show, que também foi e voltou. Há outras maneiras de olharmos para este tema. Esta ideia do comeback tem sido explorada com as nossas escolhas na primeira parte. E o Tiago Pereira escolheu uma canção chamada "Voltas para Trás", das PegaMonstro.

"Voltas para Trás". Entre PegaMonstro e Maria Reis, deve ser das coisas que já mais vezes trouxe aqui. Enfim, cada um com a sua. Então, "Voltas para Trás", que é do álbum "@", de 2015, é a quintessência, como dizem os intelectuais, da canção sobre ir e voltar. Por quê? Porque é uma cantiga, é uma espécie de banda sonora ou é uma canção que ilustra uma relação. Aquilo não há nem dá, aquilo vai e vem e ele diz que ela coisa e aquilo não está fixe. Não está fixe, mas continua. Epá, por amor de Deus, entendam-se!

É uma relação tóxica, Tiago?

Não sei.

Tanto ir e voltar.

Não, isso não quer dizer que seja tóxico, mas pode ser. Mas é uma canção que é um pingue-pongue constante, emocional, que é uma coisa muito esgotante. Já a canção não é nada esgotante.

Voltaste a dizer, palavras que não guardei. Eu acho que

Se eu perder o que é que eu perdi? Estou sempre de mãos dadas ao meu lado. És tão meu amigo, assim de surpresa não dá. Eu quero estar contigo. Não queres nada mais, não queres estar para mim. Não queres nada mais, não queres estar para mim. Não queres nada mais, não queres estar para mim. Não queres nada mais, não queres estar para mim. Para mim, para mim, para mim. Sabia o mundo se levanta. Se há alguém a pousar a tua cabeça. Não basta dizer para que eu topo. Se tu deixas para mim e volto ali detrás. Quero direito por dias todos. Estou sempre a fazer de conta. Tu queres ser comigo. Não queres nada mais, não queres estar para mim. Não queres nada mais, não queres estar para mim. Não queres nada mais, não queres estar para mim. Não queres nada mais, não queres estar para mim. Não queres nada mais, não queres estar para mim. Não queres nada mais, não queres estar para mim. Não queres nada mais, não queres nada mais, não queres nada mais, não queres nada mais, mais, mais, mais.

Pega monstro, no Isto Não Passa Na Rádio, a banda fetiche do Tiago Pereira.

Parece que tivesse aqui uma guitarrista a partir isto tudo.

É óptima a Maria Reis. Estavas a dizer que ela venceu um prémio este ano, não foi? Na SPA?

Sim.

Como tu. Então tu e Maria Reis são vencedores este ano.

Não fui eu, fomos nós.

O Pop Up, prémio de melhor programa de rádio da Sociedade Portuguesa de Autores. Dá direitos de autores o programa, agora recebes?

Não recebo nada.

Bem me parecia. Só uma estatueta.

Não, é uma... sim.

Ainda não vi a tua estatueta. Depois manda uma fotografia. É bonita? Está em tua casa?

Foi o álbum, o álbum da Maria Reis. Não, está aqui na firma.

É da rádio, não é?

Não é meu.

Muito bem.

É nosso.

Muito bem.

Isto fica-me muito bem.

Está óptimo.

O álbum Suspiro ganhou o prémio na categoria de Música Popular. Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores.

Parabéns.

Parabéns, Maria Reis. É um grande disco.

E Leonard Cohen, gostas de Leonard Cohen?

Não, gosto. Não é isso que eu ia dizer.

É um amor-ódio, não é?

Não, gosto. O que eu ia dizer é que-

Tu gostas, mas achas um safado.

Ele é um grande safado. É dos maiores safados da história dos safados. O Leonard Cohen é o bullshitter profissional mais dengoso, mas com mais classe.

Ele e o Bryan Ferry.

Não, o Bryan Ferry, eu sou apaixonadíssimo pelo Bryan Ferry.

E não tanto...

Uma coisa absurda.

Ok.

Sim.

Está bem.

E já o vi ao vivo. Não é de o ver ao vivo na rua. É em palco.

E querias saltar para o palco?

Sei lá. O homem é extraordinário.

Olha, eu fui buscar uma canção do Leonard Cohen chamada Coming Back to You, que achei também apropriada para esta ideia de regresso.

Eu gosto muito do Leonard Cohen.

Eu sei.

A única coisa é que ele nunca ganhou um prémio da Sociedade Portuguesa de Autores, é só isso.

Como é aquela história? Quando eu estava a pesquisar esta música, voltei a cruzar-me com a história do Chelsea Hotel, que ele tem um encontro imediato no elevador com a Janis Joplin. E ela estava à procura do Kris Kristofferson.

Olha só. Eu só cá vou a estas.

Olha aquele de Chelsea Hotel. E ele diz-lhe: "Não, sou eu". À Janis Joplin.

O que eu quero dizer é: o Leonard Cohen era um bocadinho como aquela canção dos Led Zeppelin, que nós ouvimos na canção, que no início é: "Bebé, eu vou já para casa". Ele diz isso, mas ele já leu 72 livros.

Sim.

E os clássicos. Entendes?

Já leu os clássicos.

Ele começa a gravar discos.

É um homem vivido.

Exato, não é um jovem.

Vamos a ela. Coming Back to You, de Leonard Cohen. Maybe I'm still hurting, I can't turn the other cheek. But you know that I still love you, it's just that I can't speak. I look for you in everyone and they called me on that too. I lived alone, but I was only coming back to you. Oh, they're shutting down the factory now, just when all the bills are due. And the fields, they're under lock and key, though the rain and the sun come through O safadão do Leonard Cohen em "Coming Back to You". Canções para ir e voltar. Ele escreveu esta para o álbum "Various Positions". Sugestivo. É um álbum de 1984. E de resto, ele estava sem editar desde 1979, creio. Depois surge em 1984 este "Various Positions", que tem a "Dance Me to the End of Love" e tem a "Hallelujah". Talvez duas das canções mais conhecidas do Leonard Cohen. Tem também esta "Coming Back to You".

Espiritual e espirituoso, é isso que eu tenho a dizer.

Gostei muito.

Mas era o maior.

Então não era. Gosto muito. E agora vamos para El Gran Combo de Puerto Rico.

El Gran Combo de Puerto Rico. Salsa de Porto Rico. Não tenho muito mais a dizer. Como dizem, na terra dos próprios, é uma agrupación.

Um agrupamento.

E, portanto, aquilo vai evoluindo.

Um conjunto.

Esta canção chama-se "Regresa Ya" e é do álbum "Romântico y Sabroso" de 1982.

Belíssimo título.

É música tropical e tem uma quadra que diz: "Regresa a mí, vida mía, nada debe reprochar". Não sei o que quer dizer reprochar, mas deve ser alguma coisa não de boas. "Te devolveré tu reino y te adoraré en mi altar".

Está ótimo o teu castelhano. Vamos a eles? Estou curioso. Quero ouvir.

Sube-o.

"No me castigues más, te lo pido. Es tu reino, mi alma. Pide, te daré lo que tú quieras. Ven y dame la calma. Pide, todo será a tu manera. Es tu reino, mi alma. Toma mi amor, mi corazón. Ven y dame la calma. Mi amada, sigo esperando por ti. Cómo ansío tu regreso ya. Si supieras que te espero, llevo tantas noches, no me harías esperar más. Cómo ansío tu regreso ya. Unos son muchos, otros son pocos, ay, bendito, y yo sin nada. Cómo ansío tu regreso ya. Ven, regresa, reina mía, qué vacío está tu altar. Cómo ansío tu regreso ya. Vuelve, que tú sabes que no hay otro, otro que te quiera más". Muchacha.

Esta malta do Caribe canta bem este tipo de temática, não é?

Sim.

Já vou, meu amor, estou aqui.

Fui investigar melhor a letra, por causa da palavra "reprochar".

E então?

Já sei o que é. O que ele está a dizer é que não a vai censurar, criticar ou culpar.

Ok.

Porque o que ele diz na canção é que o alvo desta sua paixão, a pessoa em causa, foi-se embora. Vais e vens, não percebes que eu estou aqui e quero te dar todo o amor e tu não queres saber e depois vais-te embora, estás sempre à procura. Ele diz: "Buscando yo no sé qué". E depois ele diz: "Regresa a mi vida, nada debes reprochar".

Anda que está tudo bem.

Eu estou disposto a esquecer.

Exatamente. Lembrei-me de trazer uma música chamada "Renascer", que era muito apropriada para este tema, que é do Bardo. É um dos meus discos favoritos deste ano, chama-se Bardo. Norte-americano, com origens latinas, claro, e que tinha essa "Renascer" com Combo Chimbita, um outro combo.

Isto podia ser o nome de um picante.

Era, Combo Chimbita. Ouçam essa música que é espetacular. Já passou aqui no Isto Não Passa na Rádio, creio que num programa de abril.

Claro.

E vamos fechar como?

CSI.

Vê lá.

Qual era o CSI? Já não me lembro.

Não sei. Mas eu vou cortar porque eu quero ouvir isto de início. "Who Are You", os The Who. De resto, é uma grande canção, muito apropriada. Acho que qualquer pessoa que faça um comeback devia usar esta.

Estás a ver? É disto que eu falo quando digo que há momentos na vida que devia ter uma banda sonora que toda a gente ouvia.

Exato.

Imagina que tu voltas e isto está a dar, toda a gente ouve isto.

"Who are you?"

E vais tu, Nelson, de regresso.

Só para dizer que é o oitavo álbum dos The Who, é o último em que participa o Keith Moon, o baterista da banda morreu apenas três semanas depois do lançamento deste "Who Are You?". É também o título deste disco, que fecha com esta canção. E eu devo dizer que não sei se há melhor canção no mundo para um regresso. Para ir, mas também para regressar, principalmente para a parte do regressar. Aqui ficam os The Who no fecho do Isto Não Passa na Rádio. Eu e o Tiago Pereira estamos de regresso há uma semana. Pode ser, Tiago?

Vamos a isso.

Um abraço.

Até para a semana.

Come on, tell me who are you? Who are you? Oh, who the fuck are you? Who are you? Who are you? Who are you? Who, who, who, who? Who are you? Who, who, who, who? Who are you? Who, who, who, who? Who are you? Who, who, who, who? I really wanna know. Who are you? Who, who, who, who? I really wanna know. Who are you? Who, who, who, who? Come on, tell me who are you. Who are you? Who, who, who, who? 'Cause I really wanna know. Who are you? Who, who, who, who? I know there's a place you want, where love falls from the trees. My heart is like a broken cup, I only feel right on my knees. I spill out like a sewer hole, yet still receive your kiss. How can I measure up to anyone now, after such a love as this? Well, who are you? Who are you? Who, who, who, who? Come on, tell me who are you. Who are you? Who, who, who, who? Oh, I really wanna know. Who are you? Who, who, who, who? Tell me, tell me, who are you. Who are you? Who, who, who, who? Come on, come on. Who are you? Who, who, who, who? Oh, who the fuck are you? Who are you? Who, who, who, who? Who are you? Who are you? Who, who, who, who? Oh, tell me, who are you. Who are you? Who, who, who, who? I really wanna know. Oh, I really wanna know. Come on, tell me who are you. You, you, oh, you.