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Última chamada para o voo com destino a São Miguel, Açores.

Corre, Maria! Olha a mala, cuidado. Corre!

Estou a correr o mais rápido que consigo.

Vamos perder o avião.

Não vamos nada. A porta de embarque para o voo com destino a São Miguel, Açores, encontra-se encerrada.

Já estamos, Maria.

Obrigada por viajar com a nossa companhia aérea. Desculpa, mas nós temos um correspondente nos Açores.

Pois é, temos o Rui Paiva.

E de certeza que ele vai estar lá. Ele não ia perder a oportunidade de ver os melhores surfistas nacionais na Ribeira Grande. Vou ligar-lhe.

Então pronto, pelo menos a reportagem fica assegurada, mas também de qualquer das formas podemos acompanhar o campeonato em direto na EPTV ou na MEO Beach Cam.

Então olha, senta-te e descansa um bocadinho.

Quarta paragem, Praia do Areal de Santa Bárbara. E Maria, alias Ribeira Grande Pro, teve aquela imprevisibilidade meteorológica dos Açores.

É verdade, João, nós não estivemos por lá, perdemos o avião, não quero falar sobre isso.

É melhor não, Maria.

Exatamente, mas o nosso correspondente Rui Paiva contou-nos que logo pela manhã houve ameaça de chuva, mas depois, com o passar das horas, o tempo abriu e ficou um autêntico dia de verão, com bastante sol e algum vento, que até dá jeito para formar ondas.

E Maria, como já é hábito, esta quarta etapa recebeu os melhores surfistas do país. As ondas estiveram pequeninas, mas ainda assim todos garantem que foram dias intensos e acima de tudo de muita competição e com mais alegrias para uns do que para outros.

Pois é, é sempre assim em campeonatos como estes. Teresa Bonvalot e Tomás Fernandes levaram a licra amarela para os Açores, mas será que as coisas mudaram nesta etapa? A Rádio Observador conta-lhe tudo. Estivemos lá e acompanhámos o regresso da primeira liga do surfe português à Ribeira Grande. Prontos para surfar esta onda conosco e recordar tudo o que se passou nesta etapa?

A Ribeira Grande recebeu a quarta etapa da competição da Liga MEO Surfe. E este ano, com novidades. A prova decorreu noutra zona do Areal de Santa Bárbara, o que criou um ambiente mais familiar e potenciou ainda mais o cartaz da natureza.

É verdade, João. As edições passadas nesta praia aconteceram junto à entrada principal, onde existe mais movimento por causa dos restaurantes e dos bares e das pessoas a entrar e a sair. E desta vez tudo foi mais pacífico.

E quanto às ondas, Maria? Durante a final apareceram boas ondas, mas nem sempre foi assim. Foi um pouco de extremos. No sábado, a prova até foi adiada pela falta de ondas.

Ainda assim, o presidente da Associação Nacional de Surfistas, Francisco Simões Rodrigues, garante que teve as melhores ondas da competição nos hits finais.

Desta vez viemos aqui ao Canto Poente da Praia de Santa Bárbara e aqui inseridos até no resort. E acho que correu muito bem. Tivemos uma prova, obviamente, com ambiente de verão, com água quente, as ondas a quebrarem perto de terra, portanto o espetáculo também na cara, entre aspas, de quem está aqui a assistir.

Apesar da imprevisibilidade, Francisco Simões Rodrigues sublinha que voltar aos Açores está nos planos.

Acho que atualmente temos uma cobertura geográfica da Liga MEO Surfe bastante interessante. Está numa solução equilibrada do ponto de vista território. Temos a limitação de sermos só cinco etapas, portanto, não dá para ir a todo lado, mas a vinda às ilhas, e neste caso aqui em específico aos Açores, está no nosso plano.

E o presidente da Associação Nacional de Surfistas contou à Rádio Observador que ficou muito contente pela mudança que referiste, João, para outra zona do Areal de Santa Bárbara.

Sim, e ganharam os atletas, ganhou a organização, o surfe português e, claro, a Ribeira Grande.

Isso mesmo. Esta etapa contou com o apoio da Câmara Municipal da Ribeira Grande e o vereador José António Garcia reconhece que a Liga MEO Surfe tem muita relevância para a região.

É um evento muito importante, na medida em que trazer aqui uma etapa do campeonato nacional é dar uma projeção diferente à Ribeira Grande.

E Maria, não sei se sabes, mas na Ribeira Grande criaram o título de Capital do Surfe e além dos eventos e de acolherem cada vez mais escolas, criaram também uma rotunda do surfista.

Claro que sabia. O Rui, o nosso enviado especial, fez questão de nos contar todos os pormenores. Mas apesar de tudo isto que referiste, João, o vereador José António Garcia reconhece que ainda há muito trabalho pela frente.

Não basta dizer apenas Capital do Surfe ou colocar esse naming numa placa qualquer. É preciso que se trabalhe nesse sentido.

E Maria, chegamos à minha parte favorita deste episódio.

Sabes que eu também espero o episódio inteiro por isto.

Vencedores. Vamos a eles.

Ondas surfadas, buzina final e temos vencedor. Um nome que ainda não tinha passado aqui pelas nossas reportagens, Francisco Ardonhes.

É sempre especial. Realmente, eu nunca tinha ganho uma etapa da Liga MEO e já não ganhava um campeonato também há muito tempo. Tinha ficado perto várias vezes, então agora ganhar é especial. E ainda mais uma final com o Gui, que foi uns 30 minutos sempre a rodar na prioridade e uns a passar para primeiro e outros para segundo. Acho que isso torna as coisas ainda mais especiais.

Foi a primeira vitória de Francisco Ardonhes, mas não foi uma vitória fácil.

Não, e precisamente pelas condições atmosféricas que referias no início do episódio.

Foi um bocado um desafio, mas eu acho também que me favoreceu um bocadinho. O mar esteve pequeno, às vezes havia alturas que deixava de haver ondas e acho que nós tivemos sempre de lidar um bocado com isso. Acho que é um bocado o mindset que nós temos quando o campeonato para e volta a arrancar, acho que é preciso estarmos bastante focados para as coisas correrem bem.

E se a competição masculina continua renhida.

Sim, entre Tomás Fernandes e Guilherme Ribeiro, que já conhecemos bem.

Precisamente. Na competição feminina, há alguém que se tem mantido consistente nas vitórias e que, Maria, já não é uma surpresa.

Até aposto que consigo adivinhar o nome que vais dizer.

Venha ela, Teresa Bonvalot.

Sinto-me contente por mais uma vez levar o título antecipadamente aqui nos Açores. A última vez foi há dois anos, o ano passado não vim, e voltar aqui aos Açores e levar a vitória e o título acho que será junto ao topo do bolo.

Teresa Bonvalot que, com esta vitória, já garantiu o título de campeã nacional da Liga MEO Surfe 2024.

Era nesta parte que entravam os confetes, o barulho de festa.

Um fardo de tambores.

É, não é?

Podemos meter aqui uma buzina?

Eu gosto quando há festa. Acho que este episódio merecia, até porque quando temos campeões.

Estou a sentir-me ainda pior por termos perdido o avião, João.

Como tu estavas a dizer, a Teresa Bonvalot conseguiu garantir o título de campeã nacional e numa praia que lhe traz boas memórias.

Esta praia tem um carinho especial no meu coração. Já ganhei aqui a liga há dois anos. Ganhei aqui um KS, também 3000. Já venho aqui há muitos belos anos, KS também há não sei quantos anos. Sempre foi um sítio que sempre gostei muito. A água mais quentinha, que sabe bem, e normalmente temos sempre ondas boas e dá sempre para divertir ao máximo.

O lado emocional pesa sempre muito e sabemos que a Teresa Bonvalot celebrou muito esta vitória.

E Maria, sabes o que é que eu também vou celebrar muito?

O quê, João?

O facto de não termos de ir de avião para o bom petisco Peniche Pro.

Nem me digas nada. Eu já te pedi para não falarmos mais sobre isso.

Ok, pronto.

O bom desta etapa é que é em Peniche, precisamente, e até dava uma caminhada agradável pela Costa Vicentina.

Não estou a imaginar. Um bocadinho a pé, um bocadinho andando. Vamos só dizer que temos encontro marcado para os próximos dias 25 a 27 de outubro. É melhor.

Precisamente. Ainda falta, mas a Rádio Observador vai até à Praia dos Supertubos para acompanhar a quinta e última etapa da Liga Melsurf 2024. Vemo-nos por lá.