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Pranchas apostas, muita concentração e vamos surfar mar adentro rumo à Liga MEO Surf 2025. A 15ª edição do maior campeonato português de surf está mesmo aí à porta, quase a molhar-nos os pés. É já para a semana e desta vez, em ondas diferentes, nas ondas da Rádio Observador, recebemos o presidente da Associação Nacional de Surfistas, Francisco Rodrigues. Bem-vindo, Francisco.

Olá.

O Francisco Rodrigues é uma das figuras incontornáveis quando se fala de surf português. É uma presença muito assídua nos best of da Rádio Observador, que tem vindo a acompanhar todas as etapas da liga e, por isso, é uma análise imprescindível nesta altura em que falta praticamente uma semana até o arranque da nova temporada. Como é que é ver o regresso da Liga MEO Surf? Como é que estão a correr os preparativos para este pontapé de saída?

Antes de mais, agradeço obviamente o convite e todo o trabalho que já vimos a fazer aqui a favor do melhor surf nacional. Mas, acima de tudo, para nós, nesta fase, é quase como um descarregar de uma série de expectativas, uma série de esforços que foram sendo feitos ao longo deste período do inverno, naquela que é a montagem da Liga MEO Surf, que é a principal competição do surf português, onde se disputam os principais títulos nacionais. É um misto de expectativa, mas também de alívio. Ver o bebê finalmente na rua e, acima de tudo, dar a voz e dar o palco a quem merece, que não somos nós, não é a organização, são obviamente os melhores surfistas portugueses, encabeçados naturalmente pelo Guilherme Ribeiro e pela Teresa Bonvalot, os campeões nacionais em título. Mas agora é a altura de dar a voz e dar as ondas a eles, porque eles é que são os grandes responsáveis por estarmos todos aqui, por estarmos a conversar sobre isto. E acima de tudo, também são eles os responsáveis por proporcionar um grande espetáculo dentro d'água.

E vamos certamente ter um grande espetáculo novamente este ano. Foi com isso que contámos na edição passada e é para isso que a associação está a trabalhar, para que ocorra este ano também. E Francisco, será que já nos podes revelar alguma coisa que se espere de diferente em relação à temporada passada este ano para a Liga MEO Surf 2025?

Nós costumamos dizer que os grandes responsáveis pelas novidades são exatamente os surfistas. Isto pode parecer clichê, mas não é, porque a realidade é que isto é um comboio em andamento, portanto, a evolução dos surfistas portugueses e principalmente um daqueles que é um dos grandes desígnios da Liga MEO Surf, que é o confronto de várias gerações. O Guilherme, todos os outros, que são os mais experientes, neste caso, no masculino, a Teresa e todas as outras, que são as mais experientes também no feminino, que são tipicamente aquelas pessoas com quem nós olhamos e pensamos: "Vão ser eles a ganhar". Mas o que nós encontramos é que todos os anos os mais novos começam a se intrometer pelo meio. E nós vimos o ano passado. Nós já vimos o Francisco Ordonhas.

E a Gabriela Diniz.

E a Gabriela Diniz, a Maria Salgada, enfim, são surfistas mais novos que já começam a chegar à frente e nas vitórias das etapas, como dizias, e bem, o ano passado a Gabriela arrancou muito bem, exatamente aqui no Allianz Figueira Pro, mas não se restringe a estes. Vai haver também a presença, por exemplo, de um Jaime Vezelco, que foi considerado o melhor júnior da edição de 2024. Vamos ver se em 2025 acompanha aquilo que o Francisco Ordonha fez de vencer uma etapa. E todos os outros. As inscrições já fecharam para a primeira etapa.

Ok.

Vemos o Matias Canhoto, que também nesta linha de raciocínio dos mais novos, inscrito e a voltar em força à Liga MEO Surf. E no plano dos inscritos, essa sim, uma grande novidade, Frederico Morais. Frederico Morais vai competir no Allianz Figueira Pro. Ele que está agora num período de regresso ao treino e à competição de alto nível. Já participou agora aqui no WCT em Peniche, mas está numa fase de recuperação depois da lesão muito profunda que teve e com uma recuperação excecional. Está de absolutamente parabéns, ele e a equipe dele, que envolve o pai dele. A família Morais está absolutamente de parabéns e vão com certeza procurar na liga não só as vitórias, mas também esta importância do ritmo acelerado, que é necessário para, depois de uma fase mais adiantada, atacar as competições internacionais. E depois, do nosso lado, enquanto organização, uma novidade que nós já revelamos, que foi com o nosso novo patrocinador da Quicksilver.

Precisamente.

Fizemos a ligação a uma competição internacional com bastante prestígio, não só na Europa, mas também a nível mundial, que é o Quicksilver Fest, que se realiza em Hossegor, no Sudoeste francês, que vai ser algures entre setembro e outubro, a data ainda não está 100% definida. E a Liga MEO Surf, pela primeira vez, vai apurar um convite, um no masculino e um no feminino, para a participação nessa competição. E aqui como os surfistas portugueses, com uma alavanca ou com fast track de acesso a essa competição, que os vai colocar debaixo do spotlight, numa competição de tanto prestígio e com tantos valores internacionais, acaba por ser também a liga a proporcionar uma experiência adicional, também para eles muito importante, não só em termos de evolução, mas também para a sua consolidação enquanto carreiras no momento presente. Acredito que é com certeza uma das grandes novidades deste ano.

São ótimas notícias, até porque cada vez mais vemos nomes portugueses no mundo da história do surf. E há pouco falavas das revelações dos mais novos. Tu, ao fim de 15 edições, ainda te surpreendes?

Com certeza, mas é fácil de perceber. Eu já tenho um percurso dentro da Associação Nacional de Surfistas bastante longo e antes de assumir a liderança enquanto presidente, vi o iniciar da geração do Frederico e do Vasco Ribeiro. Na altura, por coincidência, foi mais ou menos no meu início, eu vi exatamente o Frederico e o Vasco encostarem às cordas, entre aspas e com todo o respeito, muitos deles grandes amigos meus, mas vi-os encostar os mais velhos que lideravam o surf português desde então. E passados cerca de 10 anos, nestas tais 15 edições que nós vamos iniciar agora a 15ª edição da Liga MEO Surf, nós vimos nos últimos anos exatamente isso acontecer na geração seguinte, que é a geração liderada, entre aspas, pelo Guilherme Ribeiro, pelo Joakim Chaves e pelo Afonso Antunes. É quase como se visse ao longo deste processo todo que o ciclo do surf português tem um período de renovação, ou um ciclo de renovação de 10 anos, e acaba por ser uma surpresa para nós ver que o tal confronto de gerações que nós achamos que é importante acontecer-

É estimulante até para os mais velhos.

É estimulante, exatamente, até para eles. Porque não há outra maneira de eles melhorarem e vencerem contra eles próprios do que também serem atacados pelos outros que tipicamente vêm de trás. Falámos um pouquinho também já nisto noutras situações, que são os tais microobjetivos que estão no "in between" no processo de serem campeões nacionais. A liga, felizmente, está altamente bem encaixada nas carreiras dos surfistas portugueses, não ocupa espaço de outras prioridades que têm, designadamente as competições internacionais. E estes microobjetivos é que fazem com que a aceleração do melhoramento enquanto surfistas seja mais rápida. Agora sim, um pouco do desporto. Isto é um pouco das nossas vidas. Às vezes não é só ir do ponto A para o ponto B. Há vitórias pelo caminho que são importantes na nossa construção enquanto pessoas, neste caso aqui em específico, enquanto desportistas.

O percurso interessa.

A liga, neste aspecto, acho que faz um serviço muito grande ao surf português. Toda a gente aprecia, graças a Deus. Eu digo sempre, as novidades estão do lado dos surfistas e se eu vir um Matias, se eu vir um Jaime Vezelco, uma Maria Salgado ou uma Teresa Pereira, a Teresa Pereira do Porto, uma surfista do Porto que já tem sido também versada por todas as outras como um dos grandes valores do surf português. Qualquer um deles chegarem-se à frente, ganharem etapas ou irem às finais com os mais experientes, para nós é um sinal de orgulho e é um sinal não só na perspectiva de organizador da Liga MEO Surf, mas também na perspectiva enquanto português, porque quer dizer que qualquer coisa de melhor está a sair das nossas "prizes", das nossas ondas.

Precisamente. E vamos tocar nos nomes femininos que acabaste de referir, porque no ano passado vimos uma clara afirmação e ascensão do surf feminino. É inegável, a fasquia tem estado cada vez mais elevada. Enquanto presidente da Associação Nacional de Surfistas, quais achas que foram as maiores conquistas da edição passada?

É difícil dizer isso, porque eu acho que a resposta a essa pergunta tem que ser vista nos seus vários níveis. Acima de tudo, há uma certeza: a edição de 2024, do ponto de vista de qualidade de ondas, foi uma das melhores de sempre. Nós tivemos duas etapas excepcionais.

Com ondas quase perfeitas.

O Allianz Figueira Pro, que vai começar agora, no dia 28 de março, também outra vez nas ondas do Cabedelo. O ano passado foi uma coisa incrível, do início ao fim, sempre condições perfeitas. Todas as competições acredito que foram alimentadas por boas condições numa lógica de treino, com condições diferentes entre elas, porque também não serve fazer os campeonatos todos com ondas iguais, também serve fazer com ondas diferentes e preparar os surfistas portugueses para voos mais altos e para representarem a todos nós e a quem nos ouve.

E mais diferentes, não é? Fundos de areia, fundos mais rochosos.

Nós acreditamos que temos atualmente um bom aspecto geográfico, obviamente que com a limitação de fazer as cinco etapas por razões diversas, mas a principal, obviamente, é o espaço na agenda do calendário dos vários tipos de surfistas que nós temos em competição. Porque temos os mais velhos masculinos, temos os mais velhos femininos, depois temos os juniores, depois as competições das seleções nacionais. Depois ainda há um período em que nós não devemos fazer as competições, seja no pico do inverno, porque é complicado, ou seja, no pico do verão, porque há poucas ondas. Encaixando isso tudo numa perspetiva anual, não sobra assim tanto espaço para fazer mais etapas. Naturalmente, os recursos também são limitados, não podíamos ambicionar fazer 10 etapas, mas isso seria irrealista. Há muitos anos que fazemos a Liga MEO Surf em cinco etapas e acreditamos que a estrutura é equilibrada. Dentro desta limitação, temos uma cobertura muito boa. Vamos ao Norte, vamos ao Centro, temos aqui a zona também de Lisboa, com as duas localizações, que são provavelmente as maiores surf cities que existem em Portugal.

Ericeira é triste.

No Centro vamos à Figueira da Foz, no Norte vamos na região do Porto, a etapa urbana no meio da cidade. Vamos às ilhas, nos Açores. Acho que temos que dar um devido pedido de desculpas e de respeito-

À Madeira

...aos madeirenses, com quem eu tenho uma ligação muito boa e gosto muito, e também aos algarvios, que este ano regressámos com uma etapa do escalão júnior. Não podemos ir a todo lado, mas a liga faz o que pode e acredito que é positivo e equilibrado.

Tem sido muito positivo. E daqui, como referia, já podemos ouvir as ondas da Figueira da Foz a chamarem-nos por mais emoção, até porque, como há pouco referíamos, a edição passada contou com ondas praticamente perfeitas. Foi assim uma abertura de campeonato ideal. Achas que nesta época pode-se esperar um mar igualmente perfeito com as condições meteorológicas que temos vindo a ter ultimamente?

É uma pergunta sem resposta.

Mas a praia do Cabedelo é certamente uma boa praia para a prática de surf.

Sem dúvida nenhuma, e as condições ao dia de hoje, se as previsões que nós vemos nas cartas hoje forem verdade, porque nós não sabemos, elas estão sempre a mudar, as condições vão estar boas. Vai haver ondas maiores do que o ano passado, acho que isso é importante.

Isso pode ser entusiasmante, uma onda maior?

Claro que sim. Nós, quanto maiores estiverem as ondas dentro das condições possíveis para uma determinada praia, porque há praias que não funcionam se as ondas estiverem muito grandes. Não dá, não aguentam. É como se houvesse uma capacidade de carga da praia que não pode ser ultrapassada. Ao dia de hoje vemos condições boas. Nós estamos a passar por uma fase do nosso inverno completamente atípica, com este conjunto muito grande de tempestades. O que as previsões dizem, o que as cartas meteorológicas dizem, é que vai acabar nos próximos dias, e assim esperamos para que também aqui as ondas portuguesas brindem as estrelas do surf nacional com as condições ideais.

Precisamente, e temos encontro marcado para daqui a pouco mais de uma semana. Quais são as metas da liga e da Associação Nacional de Surfistas para o futuro do surf em Portugal, em termos de expectativas e desafios?

É muito objetivo. Nós estamos numa fase, e respeitando todo o trabalho excelente que Tiago Pires já fez no passado e que Frederico Morais faz atualmente. Tiago Pires já encerrou sua carreira, o Frederico está numa fase final também da sua carreira, pela idade que tem, naturalmente. Neste momento o objetivo é muito claro: que o Frederico ainda tenha capacidade, energia e motivação para chegar lá novamente, mas que vá acompanhado por outro surfista português. E naturalmente, uma coisa que neste momento ainda só aconteceu à condição, que foi a Teresa Bonvalot, que foi alternate numa das temporadas da elite do surf mundial e que ainda conseguiu competir em algumas etapas, mas queremos conquistar essa vaga em permanência e colocar a bandeira portuguesa na elite do surf mundial, tanto no masculino como no feminino. E acho que essa é uma meta que não é da Liga MEO Surf, é uma meta da comunidade toda do surf português, onde a Liga MEO Surf se insere e onde vocês, o Observador, naturalmente, também já se inserem. E acredito que também vão estar conosco a bater palmas no aeroporto quando isso acontecer.

Com certeza. Estamos a isto de pegar todos em pranchas e começarmos a surfar convosco.

São nossos convidados.

Muito obrigada, lá estaremos, com certeza. Até porque é uma modalidade muito bonita para quem aprecia, no sentido em que há muito fair play. Há competitividade e o espírito de competição sente-se no mar. São renhidos, mas há um fair play muito bonito de se ver, que torna ainda mais atrativa esta modalidade. Francisco Rodrigues, não podíamos deixar de ir embora sem um desafio, como é tão característico. Vou fazer-te cinco perguntas sobre a Liga MEO Surf 2024 e se conseguires acertar todas as respostas, fica aqui a promessa de que até o final da época eu tento me meter em pé em cima de uma prancha.

Vou cobrar a promessa.

Vamos a isso. Francisco, em 2024, na época passada, quem foram os vencedores da primeira etapa?

Foi a Gabriela Diniz e o Tomás Fernandes.

Foi Tomás Fernandes, está certo, mas foi a Teresa Bonvalot.

Na primeira etapa não foi a Gabriela Diniz?

Queres ver que tu é que me vais ganhar nisto?

Vamos ver.

A culpa não é minha, depois vem aqui o audioárbitro garantir quem acertou pra saber se eu vou ou não meter-me em cima de uma prancha. Estou, Francisco?

Maria, viste a partida ou não?

Não me digas.

Eu dei-te uma pista, até comecei a dizer o Guilherme. Claro que não foi o Guilherme, foi o Tomás Fernandes que ganhou a primeira etapa.

Então o que tu me estavas a dizer?

E depois a outra estava a brincar contigo.

Então?

A Gabriela Diniz ganhou o Allianz Figueira Pro em 2023. Estás pouco atenta.

Fogo, apanhaste-me.

Claro que foi a Teresa Bonvalot, ela foi campeã nacional de participação na etapa dos Açores.

É verdade. Olha, tu é que me apanhaste na onda, é caso para dizer isso.

Faz parte, é o nosso espírito da praia brincar uns com os outros, e aqui trocar um bocadinho as voltas.

E a Rádio Observador já faz parte das brincadeiras.

Boa.

Vamos à próxima pergunta. Da primeira para a última etapa, quem teve a melhor onda e o melhor score do dia?

Isso é impossível. Da primeira pra última? Isso não consigo dizer.

Então vamos só à última. A última está mais presente na tua memória.

Na última foi o Afonso Antunes. Eu até me lembro da onda. Foi um tubo que ele fez pra direita.

Pronto, contra isto eu não posso discutir.

E a onda este ano chama-se Pruu Best Wave. Um novo patrocinador nosso. As melhores ondas vão ser também caracterizadas pela energia da Pruu.

Estamos ansiosos por elas. Vamos à terceira pergunta, Francisco. Em que etapa é que as condições meteorológicas estavam tão adversas que tiveram que suspender as provas?

Tivemos duas etapas com dois dias parados, sem ondas. E foi na Ericeira, o Allianz Ericeira Pro, e o Allianz Ribeira Grande Pro. Curiosamente, no Allianz Ribeira Grande Pro, fizemos um dos dias mais divertidos do surf nacional de sempre. Por quê?

Conta-nos tudo.

Porque foi durante o sábado. Juntamos os surfistas portugueses todos num momento de praia, churrasco, onde sentas treinadores, surfistas, juízes, patrocinadores, organização, outros convidados. Fizemos um churrasco modo praia, exatamente a ligar, porque às 16h começava o jogo de Portugal e depois vimos todos o jogo em conjunto, num cenário idílico, no Santa Barbara Eco Resort, na Ribeira Grande. Pegamos naquilo que era um dia à partida com baixa expectativa e que pouco ou nada ia acontecer, e foi com certeza um dos momentos de maior convívio do surf português e a apoiar também a seleção portuguesa de futebol. No final do dia, toda gente adorou o dia e foi muito positivo também pra Liga MEO Surf, pra mostrar também aquilo que já dizias há pouco, aquilo que é um bocadinho do nosso espírito, que é quando toca a buzina, estamos todos a competir uns contra os outros e cada um a fazer as suas funções, mas quando não há ondas, também sabemos dar as mãos e fazer valer aquele que é o espírito de praia.

E é um grande sentido de comunidade que se faz sentir. No final de cada prova, podemos partilhar para aqueles que não têm possibilidade de se deslocar até às praias, mas no final de cada prova, há ali um momento em que todos se sentam, se riem juntos, descomprimem. Já vi jogarem matraquilho, já vi beberem uma bebida fresquinha e é a prova de que é uma modalidade muito especial e agora cada vez mais importante pra Rádio Observador também, que tem estado a acompanhar de perto esta modalidade. Vamos à quarta pergunta. Francisco, em que etapa é que a Teresa Bonvalot se sagrou campeã nacional?

Facílimo. Allianz Ribeira Grande Pro.

Está certíssimo. E pra terminar, a pergunta mais difícil: qual foi a melhor etapa da Liga MEO Surf 2024?

Eu tenho que acompanhar a vontade dos surfistas. Eles designaram que foi o Allianz Figueira Pro, e portanto Eles é que sabem, eles é que estiveram dentro d'água e, portanto, eu tenho que acompanhar a escolha deles, sem obviamente desprimor nenhum. Principalmente o Somersby Porto Pro de 2024, que teve ondas excepcionais. Acho que talvez em termos de qualidade de ondas tivessem sido essas as duas melhores etapas, mas se os surfistas escolheram a Figueira, que direito eu tenho de escolher outra coisa qualquer?

As expectativas estão muito altas pra esta etapa que arranca já daqui a pouco mais de uma semana. Muito bem, Francisco Rodrigues, presidente da Associação Nacional de Surfistas, muito obrigada por teres aceitado o nosso convite. A Liga MEO Surf 2025 promete ser uma onda de entusiasmo e crescimento pra o surf nacional. Escutamos aqui o presidente da Associação Nacional de Surfistas a preparar terreno pra um campeonato de tirar o fôlego, onde a excelência e a paixão pelo mar são os protagonistas. Que esta temporada seja um tubo perfeito, cheio de surpresas e com a energia de quem se deixa levar pela força do mar. Nós temos encontro marcado nos próximos dias 28, 29 e 30 de março, na Praia do Cabedelo, na Figueira da Foz, com Teresa Bonvalot e Guilherme Ribeiro a defenderem os títulos conquistados em 2024. Vemo-nos por lá?

Muito obrigado e são todos os nossos convidados. Ao longo do país inteiro, venham visitar-nos, venham bater palmas àqueles que são os valores nacionais, e aqueles que vão liderar também a nossa bandeira além-portas, como já vão fazendo ao longo do tempo. Muito obrigado a todos e vamos a isso. Que seja uma boa época pra todos.

E os mais corajosos que tragam as suas pranchas. Vamos todos juntos aproveitar e surfar esta onda. Muito obrigada, Francisco.

Obrigado.