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Minuto 90 com Diogo Varela, mais uma vez aqui a acompanhar os últimos minutos deste jogo Espanha-Bélgica, que já há novidades.
Olá, Rita. Há novidades e são fresquinhas. A Espanha marcou mesmo há instantes. Estamos agora com 89 minutos. O gol foi há um minuto. Mikel Merino, e ainda por cima de más memórias para nós, portugueses, foi o nosso carrasco na ronda anterior, foi o autor do único gol que eliminou Portugal nesses oitavos de final da competição, o Campeonato do Mundo. Merino, que contra nós marcou aos 90, agora a Bélgica marca aos 88 e, para já, dá vantagem aos espanhóis por duas bolas a uma. Na marcha do marcador, Rita, a Espanha também marcou primeiro, por Fabián Ruiz, ao minuto 30. Ainda na primeira parte, a Bélgica empatou praticamente na primeira oportunidade de gol, o gol de Charles De Ketelaere, ao minuto 41. A segunda parte esteve um bocadinho morna, mas eis que Mikel Merino, novamente lançado a partir do banco, fez aos 88, como disse, o gol que para já coloca a Espanha nas meias-finais da competição. Irá defrontar a França, que ontem bateu sem qualquer problema a seleção marroquina. Entretanto, Rita, sete minutos extra.
Pois é, estou a ver que sim. Vamos lá ver se cumprem. Normalmente são 10. São sempre mais três.
Vamos ver. Entretanto, a Espanha já recuou linhas. É a Bélgica que tenta chegar novamente ao empate, embora neste jogo a Espanha esteve sempre mais perto de estar na frente, como é agora o caso, do que propriamente a Bélgica ter aqui uma palavra a dizer. Como eu disse ainda há bocadinho, a Bélgica, o único gol que marca foi numa das raras ocasiões que teve, um belo cruzamento vindo da direita e a finalização de cabeça por De Ketelaere. Curiosamente, Rita, foi o único gol sofrido pela Espanha neste Campeonato do Mundo. A Espanha até então não tinha sofrido qualquer gol nesta edição e mantém essa invencibilidade, mas sofreu ao minuto 44 o único gol. Ui, atenção! Quase que marcava a Bélgica. Aparecia em situação de finalização Romelu Lukaku, o cruzamento de Saelaemaekers e lá estava o número nove, o melhor marcador da seleção belga, Romelu Lukaku, em termos históricos, não conseguiu corresponder ao cruzamento. Mas dizia-te este dado curioso do site Zero Zero, a seleção espanhola que ficou a 26 minutos de bater o recorde de sempre, de mais tempo sem sofrer gols numa única edição.
Cá está o recorde. Há sempre um recorde.
Por 26 minutos.
Sempre.
Já viste? É um recorde que vem desde 1990, o Campeonato do Mundo, que aconteceu em Itália e foi precisamente Itália a estabelecer o recorde. A seleção transalpina ficou 517 minutos até sofrer o primeiro gol. Espanha estava a 26 de bater esse recorde.
De bater esse recorde, mas não conseguiu. E temos aqui uma Espanha que, não sei, a sensação que me dava é que as pessoas não acreditavam muito, mas ainda assim está a chegar longe.
Imagina, é que é um caso um bocadinho estranho. Sim, numa altura em que já estamos com 90 mais três, muito mal aproveitado este contra-ataque para a Espanha. Quatro para um, havia total superioridade numérica e a seleção de Luis De La Fuente simplesmente não aproveitou. Respondendo à tua questão, Rita, imagina, a seleção espanhola não está a ter um Campeonato do Mundo verdadeiramente deslumbrante.
Como costuma, não é?
Sim.
São muito vivaços.
Os adeptos do futebol, naturalmente, ficaram mal habituados, aqui entre aspas, à seleção espanhola. Era uma seleção que entrava sempre para vencer, embora a Espanha, e pode parecer estranho, Rita, só tem um Campeonato do Mundo, que foi o de 2010. A Espanha nunca tinha ganho um Campeonato do Mundo e desde lá para cá também nunca mais venceu. Vamos ver se é este ano, 2026, que volta a triunfar, mas é uma seleção espanhola que joga sempre bem, tem aquele famoso tiki-taka.
Normalmente, chega sempre ali perto do fim. E já não é a primeira vez que Portugal perde contra a equipe que depois se torna vencedora ou campeã do Euro ou do Mundial.
Sim.
Pode não acontecer no último.
Em 2010, nós fomos eliminados pela Espanha, que depois sai campeã do mundo. Aliás, esse jogo, creio que é em 2010, somos eliminados com um gol que até era fora de jogo, do David Villa.
Isso já não me lembro.
Tenho que confirmar se é nesse mundial.
Mas sim, o Nuno Santos está ali atrás a dizer que sim.
Ele diz que sim, exato. Obrigado ao Nuno.
Boa memória.
A seleção de Carlos Queiroz, Portugal, perde por 1x0, com o gol de David Villa, exato, estou aqui a confirmar. Minuto 63, um gol que se tivesse vídeo arbitragem, teria sido anulado por fora de jogo. E Portugal até perde esse Campeonato do Mundo, essa seleção de Carlos Queiroz, de forma um bocadinho injusta. Mas enfim, é o que é. Nem sei se não é o único gol que Portugal sofre ou dos poucos gols que sofre, e é o suficiente para irmos de vela, como se diz na Gíria.
Pois é. Foi o suficiente, neste caso, neste campeonato, foi mesmo o suficiente, foi um gol da Espanha que nos meteu fora.
Aqui também, sim, é verdade, não foi o primeiro, nós já tínhamos sofrido gols.
É possível haver uma final França x Espanha, certo?
Não, França x Espanha não, porque vão se encontrar agora nas meias-finais.
Pois é.
E eu já estou a assumir que a Espanha vai encontrar a França.
Este jogo diz em nós.
Atenção, porque Há falta sobre o guarda-redes Unai Simón. Já agora, Rita, que falamos em guarda-redes, tenho que realçar o minuto 88, o tal golo que pode colocar a Espanha nas seminais frente à França, porque no golo de Mikel Merino há um total demérito do guarda-redes belga, que não começou na baliza, começou Thibaut Courtois. Courtois depois lesiona-se, é substituído.
Pensei que tinha começado como atacante e foi parar à baliza.
Não, começou na baliza, foi substituído por lesão. Entrou o suplente, Zenner Lamens, guarda-redes que até é contratado por Rui Amorim, na altura no Manchester United, e dá uma barraca de todo o tamanho. É muito mal batido no gol espanhol, Zenner Lamens, ele que estava em campo há pouco tempo, desde o minuto 71, ou seja, estava em campo há 17 minutos e sofre um frango, como se diz na gíria do futebol. Defende pra frente, não agarra a bola e aproveita Mikel Merino para marcar. Já só faltam 30 segundos.
Mãos de manteiga. Pois é, faltam 30 segundos. Não são 30 segundos, serão 30 segundos mais três minutos. À vontade.
Tu há pouco contavas-me as curiosidades das alcunhas das duas seleções.
Há uma curiosidade sobre a origem da fúria, ou seja, o famoso apelido Fúria Espanhola, ou La Furia Roja. Surgiu nas Olimpíadas de Antuérpia, precisamente na Bélgica, em 1920. A alcunha foi inicialmente cunhada por um jornalista neerlandês, após os espanhóis demonstrarem uma garra e intensidade impressionantes para buscar um empate contra a Suécia. Eu estou a ler na internet.
Deu para perceber. Entretanto, acabou o jogo, está confirmada a semifinal entre Espanha e França.
Não é só dos ermanes, é um bocadinho nossa também. Não é.
Antes fôssemos nós. A Espanha cai, é eliminada nestes quartos de final frente à seleção belga e vamos ter aqui uma autêntica final antecipada Espanha-França.
E mais uma vez podemos perder, se calhar perdemos contra a campeã do mundo. Portanto, vamos ver.
Vamos ver.
Vamos então à pérola do jogo.
Vou dar aqui a pérola ao Fabian Ruiz e vou aqui também agradecer ao nosso Nuno Santos, não só por ter marcado ao minuto 30.
Que é uma pérola.
Não o Nuno Santos, mas o Fabian Ruiz.
Mas é uma pérola também.
Também o Nuno Santos é uma pérola, é verdade. O Fabian Ruiz marca ao minuto 30, mas ele é um verdadeiro talismã para a seleção espanhola. Por quê, Rita? Porque Fabian Ruiz hoje realizou o jogo número 46 ao serviço da seleção espanhola e ele nunca perdeu um jogo quando atuou.
Isso é espetacular.
Espanha, neste caso, nunca perdeu desde que Fabian Ruiz tem atuado. Portanto, está aqui um autêntico talismã e além de talismã fica também ele a pérola do encontro.
E vamos agora ao joker, o improvável deste jogo.
O improvável vai para o autor do gol belga, o Charles De Ketelaere. É improvável, porque consegue fazer o único gol que a Espanha sofreu até o momento neste campeonato do mundo, o suficiente para destronar o tal recorde que vem de 1990 da seleção italiana.
E agora vamos à sentença.
Sentença: vamos ter uma belíssima meia final, Rita. Espanha, França. É uma meia final deliciosa.
Que quase parece uma final.
É, no fundo, é uma final antecipada e para a Bélgica é a sentença de cair nos quartos de final deste campeonato do mundo. Não é que tenha sido uma má campanha de todo por parte da seleção belga. Já passou a geração de ouro, na altura com o Roberto Martínez, enquanto selecionador, mas cai aos pés da, a ver vamos, futura ou não campeã do mundo.
E agora a mentira, Diogo Varela.
A mentira. Vou dar aos 90 minutos propriamente ditos, Rita. Esperava-se que esse Espanha-Bélgica fosse um jogo um bocadinho mais entretido e não foi. Foi enfadonho durante muitas alturas, aqui quase a adormecermos, um futebol pouco praticado, não só por Espanha.
Felizmente não foi de madrugada.
Ainda bem. Não só por Espanha, mas também pela própria Bélgica. Podiam ter sido 90 minutos mais animados. A minha mentira vai para os tais 90 minutos pouco conseguidos de parte a parte entre Espanha e Bélgica.
Foi o Minuto 90 com o Diogo Varela. O próximo jogo, Diogo, é já amanhã com Noruega.
Inglaterra e Noruega. Às 22h.
Grande jogão, às 22h. Até amanhã.