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"Momentos de Glória", com os melhores momentos dos nossos políticos e também figuras públicas. Hoje políticos, não é, Carla?
Hoje políticos. Com um tema sensível, difícil: as nomeações políticas. Não no governo, nem na Câmara de Lisboa, mas aqui na vossa terra natal, no Barreiro.
Ah.
Senhor presidente.
Ui.
Não podia deixar de trazer hoje aqui a esta reunião, um tema que ficamos a conhecer há pouco tempo, que foi a nomeação da nova assessora do senhor vice-presidente Rui Braga. Devo lhe dizer que é uma nomeação politicamente difícil de engolir.
"Devo lhe dizer".
Ora vai. Estamos a ouvir aqui-
"Devo-lhe ou devo lhe dizer"?
É um sapo.
Estamos a ouvir Gonçalo Camacho, que é vereador único do Chega, a trazer este caso politicamente difícil de engolir de Gabriela Soares, que tinha um cargo executivo numa junta. Terá passado a assessora. Digo terá, porque o presidente da Câmara do Barreiro, Frederico Rosa, não vê as coisas assim.
Senhor vereador, eu diria que o senhor vereador não faz ideia do que está a falar. Eu percebi que estava a ler muito nervoso, estava a tremer. A Gabriela Soares não é nenhuma assessora de ninguém. É técnica superior de carreira. Não foi nomeada assessora de ninguém. O desconhecimento com que fala é normal. Não precisa de estar a tremer, pode estar à vontade. Isto é um assunto simples. E não é assessora de ninguém. Vamos, por isso, foi mais um tiro ao ar.
Mas é assessora ou não é assessora?
Não é assessora, é funcionária pública.
Ah.
E ficava esclarecido, podia ter ficado por aqui. Podia, mas não era a mesma coisa. E sabem quando uma discussão começa a ir buscar coisas do passado?
Vou lhe dar o exemplo de uma: câmaras no aeroporto que apanharam deputado do Chega a roubar malas. Essas são factuais. Vê-se, é uma notícia. E aí temos uma panóplia para começar a falar sobre isso.
Mas o que o Barreiro tem a ver com isso? Não meta o Barreiro nessas coisas.
Aqui estamos a ouvir o vice-presidente Rui Braga. E ele começou a dar exemplos. Mas então o vereador do Chega também tem outros para dar.
Senhor vereador, se quiser falar do Chega e das malas, e não sei o quê, também podemos ir ao seu partido, que há muitos casos desses. Ainda agora tivemos o assessor da ministra da Justiça, que foi apanhado naquela questão da pedofilia. Está a falar sério? Está a falar sério? Quer falar da Casa Pia? E do Sócrates, e por aí fora? Querem falar mesmo disso? Querem?
E falar de Barreiro, quer?
Vocês têm uns 50 anos de histórico disso. 50 anos.
E foram por aí fora, agora com outra vereadora socialista, Sandra Costa.
Se falou aí do processo Casa Pia, diga-me lá o nome de um dirigente ou de um militante do Partido Socialista que tenha sido acusado no caso Casa Pia. Houve vários que foram identificados, mas nenhum foi acusado. Ó senhor vereador, mas posso lhe falar do deputado municipal em Lisboa que está sentado no banco dos réus por ter solicitação de prostituição infantil. Isso não o envergonha? Num partido que tem seis anos, que tem 60 deputados na Assembleia da República. Senhor vereador, eu estou a falar. Não lhe ensinaram que quando uma pessoa fala, a outra cala-se? Não aprendeu isso nos bancos da escola? Devia ter aprendido.
Está quentinho. Começar a assistir às reuniões.
Está tudo on-line, Bruno, tu não sabes o que andas a perder, homem.
Então entra mais uma vez o vice-presidente e vereador Rui Braga, com outra tática, aquela do: "Diga um, diga um".
Não percebi só quando estava a dizer o que é que foi escrito na revista Sábado. Agradecia o esclarecimento para lhe poder responder, senhor.
Muito obrigado. Senhor vereador? Senhor vereador, não se lembra o que a revista Sábado publicou?
Sabe que a gente está tão à vontade que quero mesmo que você diga.
Pois.
E continua.
Senhor vereador, mas se quiser eu mando-lhe o link da revista Sábado.
Ah, muito obrigado. Links. Senhor vereador, eu costumo ler e saber quase de cor documentos oficiais da Câmara. Não faço gestão, nem exerço a distribuição de dinheiro público nos meios de comunicação social, nem no Facebook, nem no TikTok, nem na revista Sábado, nem em meio de comunicação nenhum. Mas tomei nota que o senhor ficou preocupado com a notícia. O que dizia a notícia, senhor vereador?
Pois é, diga.
Vereador, faça o favor.
Senhor vereador, como eu lhe disse, se quiser eu mando-lhe o link da notícia.
Seja consequente, diga, tenha coragem, diga o quê. A gente estamos à vontade, vá.
Mas eu disse o que dizia a notícia.
Olhe, ficamos a saber duas coisas hoje, parece que é evidente aqui para todo. Documentos oficiais não sabe e notícias de mexericos também não sabe. Portanto, o senhor pega de ouvido e vem para aqui e diz que é revista Sábado e acha que tem muita credibilidade em evocar um meio de comunicação social como a Sábado. Sobre este ponto de vista, estamos apresentados, senhor vereador.
Isto é que é estilo.
Isto foi assim. Envergonhados com isto, o presidente da Câmara do Barreiro não está, antes pelo contrário.
Senhor vereador, estou tão satisfeito que agora também aqui temos o chiqueiro do Chega. Você estava sempre tão calado. Estou mesmo satisfeito, pensava que a gente era uma coisa à parte. Fizemos um orçamento, votámos um orçamento, o senhor nem abriu a boca no orçamento. Caladinho. O documento mais importante do ano, caladinho. Eu assim: "Não me digas que calhamos aquele Chega envergonhado". Já percebi que já picou, já está aí assim todo animado. Ainda bem. Dá sempre prazer combater quem quer ofender a democracia. Sempre.
E pronto, assim foi, mais um dia no escritório.
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