Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Na sexta-feira ouvimos Cristiano Ronaldo queixar-se de perseguições, mas esquecemo-nos de dizer que ele tem, pelo menos, um grande defensor.

E estou, como sabes, muito à vontade para dizer isto, porque quando muitos te metralhavam, principalmente aqui no teu país, defendi-te como ninguém e aqui, com todo o respeito, os teus empregados de mídia não entram na equação.

Rui Santos, comentador desportivo, defendeu Cristiano enquanto outros o metralhavam. E assume-se como o maior defensor do jogador português, porque os funcionários da média livre são pagos para dizer bem de Ronaldo e Rui Santos diz bem de graça.

Portanto, Cristiano, se estivesse no teu lugar e sabes como te admiro e sempre te defendi das pedradas que te enviam sem respeito algum por quem és.

É uma carta aberta. É uma carta aberta na televisão. Defende das metralhadas, defende das pedradas. E que pedradas são essas? São as críticas de quem é tão livre para criticar Cristiano Ronaldo quanto Rui Santos é livre para o elogiar. Muito bem. Dizia o poeta que sempre que o homem sonha, o mundo pula e avança, mas há quem ache que já chega de pulos e de avanços.

Se eu pudesse mandar no mundo e perguntassem: "Você quer mais evolução tecnológica, científica?" Eu diria: "Não, chega. Chega, já estou satisfeito".

Mas nalgumas áreas do nosso conhecimento faz sentido, na área da saúde, por exemplo.

Não, nada. Chega. Nós temos que morrer de alguma coisa, temos que morrer em idade, não direi saudável, como dizia o outro, mas em idade decente.

Pronto, já chega.

Chega de modernices.

Não, para quê? Não tentem fazer mais. Isto é o que diz Miguel Sousa Tavares. Parem, está ótimo. Imaginem o homem das cavernas. O quê? Construir casa? O quê? Temos aqui uma gruta.

Ainda bem que ninguém defendeu isto há 100 anos. Ainda bem para Miguel Sousa Tavares. Se calhar o Miguel Sousa Tavares já não estava vivo.

Uma pessoa estava tão bem a fazer sangrias, agora para que estar a pensar em inventar coisas e a descobrir curas? Não. Está perfeito, não mexe mais.

Eu, por mim, parava. Chega. Já temos carros suficientemente bons, aviões suficientemente bons, internet suficientemente boa. Chega. Agora vamos tratar de corrigir os erros que cometemos e não continuar a avançar por este caminho que ninguém sabe onde leva.

Nada de inovações porque não sabemos onde levam. Essa é a natureza das inovações. Mas, Miguel Sousa Tavares, só inovações que venham juntamente com futurologia. O que acontece é que a natureza das inovações é que nunca sabemos onde nos levam. Como aquela empresa farmacêutica que desenvolveu um medicamento para a pressão arterial e depois acabou por revolucionar a vida íntima de muita gente. Nunca sabemos onde é que as coisas nos levam. Vida íntima, amor. Sabem o que é o amor? É arranjar a fruta.

De repente eu começo a arranjar a fruta para o João.

Não posso.

Juro. E até hoje ele diz: "É das coisas melhores da vida, é a fruta arranjada por ti".

O João não é o filho da Cristina Ferreira, é o namorado. Aqui está uma coisa que nunca imaginámos Cristina Ferreira a fazer, a arranjar a frutinha para o namorado. Nem imaginava Ana Guiomar, a entrevistadora, uma coisa destas.

Não é fascinante isto?

Fascinada, mas ver-te a fazer isso.

Porque não imaginavas que eu fizesse isso. O amor não tem nada a ver com... Porque nós achamos que as mulheres fortes e líderes não podem nunca fazer gestos de carinho ou pôr uma mesa ou o que quer que seja para o seu companheiro. Há coisa mais bonita do que essa? Ou coisas que ele não faz, por exemplo...

Calma, chega.

Temos que cortar a fruta.

Não queremos saber mais.

Faz genérico.

Eu confesso que arranjar a fruta é a coisa que eu mais gosto de fazer para os meus filhos, mas isto é outro campeonato. Imaginar aqui a Cristina Ferreira a cortar morango, a descascar a banana, a descaroçar a cereja, a abrir o ananás. Tudo por amor. Mas além da fruta, também há muito amor no peixe.

Há sempre peixe, não é?

Eu adoro peixe.

Gosta?

Gosto de chuchar cabeças. E amo-nos, entendo muito bem.

É a fruta e é o peixe, uma alimentação saudável.