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Ora bem, vamos lá a isto?

Vamos lá. Força!

Força. É segunda-feira.

Vamos lá. Cristiano Ronaldo esteve na Casa Branca pela mão do príncipe herdeiro do regime saudita. Isso, ouvimos todos nos últimos dias, valeu muitas críticas ao craque, mas nada aqui como uma voz isenta, sem qualquer interesse na matéria, para mediar esta polêmica e, no fundo, para fazer também aqui uma análise distanciada.

"Mas ele visita a Casa Branca, pronto. Explosão nuclear emocional. Hipócritas. Vocês são uns hipócritas. De repente instalou-se uma histeria tão grande, mas tão grande, que até assusta. Até parece que o Cristiano tinha anunciado o fim do mundo".

Seus hipócritas.

Esta voz é-me familiar.

É familiar. Kátia Aveiro diz-vos alguma coisa?

Sim.

É uma.

A irmã de Cristiano, que ia dar um sermão aos infiéis. Um sermão de seis minutos e meio nas redes sociais.

Eu gostava de ouvir mais, então. Se são seis minutos e meio, é muito pouco tempo.

Mas como é possível as pessoas criticarem assim o craque?

"Modéstia à parte, imaginem achar que um homem de 40 anos, que há 20 anos carrega Portugal nas costas, saiu da pobreza, construiu um império sem cunhas, sem favores, sem empurrões, sem roubar um tostão a ninguém. Vocês acham mesmo que ele vai perder um neurônio da preocupação dele porque uns quantos indignados profissionais, ditos profissionais, decidiram fingir escândalo?"

Ora bem, em relação ao resto, ao trabalho, à origem pobre, o mérito que ele tem, não haverá dúvidas. Agora, carregar um país às costas há 20 anos. Enfim, eu diria que o país é um bocadinho mais de 11 contra 11 e não fica melhor ao Ronaldo.

Deve ter aquelas costas feitas de um oito.

Mas mesmo que Ronaldo não perca um neurônio com quem o critica, o mesmo não se pode dizer da família.

Da irmã.

E quanto àquela de sem empurrões, é muito subjetivo. O cartão vermelho, no outro dia, foi por quê?

Já nem me lembro, Bruno. Lembras-te?

O pau que rolou.

Foi uma cotovelada.

Sim, exato.

Foi assim: "Epá, larga-me!"

Não foi empurrão, não. Mas isto não é menos do que uma crucificação que estão a fazer a Ronaldo, que faz lembrar outra, obviamente essa outra-

Menos importante

...menos relevante para a história da humanidade.

"Este país, infelizmente, tem muito que aprender. O nosso país. A inveja e o se acharem mais inteligentes que os outros. Está feio. Está feio para o nosso cartaz de visita. Faz lembrar, agora falando de religião, como Cristo foi traído por Judas. O meu país, infelizmente, é um país de Judas".

Agora digam lá, quantos golos é que Jesus Cristo marcou na carreira?

E quantos é que Judas evitou?

Exato.

Mas eu ouvi dizer que Judas foi para outro clube. Era um pesetero, no fundo, a troco de 30 moedas de prata.

E consta que era bom a jogar de cabeça. E digam lá ainda, é que ainda por cima Jesus Cristo abandonou a carreira aos 33.

É verdade.

Enfim, malta sem valores, obviamente. Mas Kátia Aveiro não é a única a sentir-se com autoridade por estes dias para dar sermões. Nuno Markl teve um AVC, sabemos, está a recuperar no hospital, e aqui vai um abraço ao Pedro, que é um bom lista. Que regresse muito depressa, nós gostamos de concorrência forte.

É verdade.

E ele faz falta, como é evidente. Mas felizmente que Nuno Markl está rodeado dos melhores especialistas que só lhe querem bem.

"E não, o Nuno não está numa cama de hospital por azar, nem porque faz 789675 coisas ao mesmo tempo".

O influencer Gustavo Santos, que nas horas vagas também é médico especialista em doenças cardiovasculares, já fez o diagnóstico.

"O Nuno está na cama de um hospital porque não faz uma: cuidar de si. Pálido, flácido, pré-obeso e pró-vacinas com orgulho. Não dá. Ninguém aguenta. É ver pessoas destas a cair todos os dias".

Vocês acham o Nuno Markl assim tão pálido?

A cair que nem tordes. Aquilo que mais me impressionou neste vídeo foi o 789.600.

Coisas que ele faz.

Faz. Não, mas sobretudo, esta coisa de ser pró-vacinas tem uma agravante clínica: é que ele é com orgulho, o Nuno Markl. Porque sem orgulho, a coisa ainda podia passar.

Escondido, envergonhado.

Com orgulho.

Estivesse num armário.

Acaba de qualquer um. Bom, Gustavo Santos, Kátia Aveiro, já tivemos aqui protagonistas sérios, decisivos para a vida pública do país. Vamos, para descontrair e para fechar, passar à malta do entretenimento. João Cotrim de Figueiredo foi à CNN e também ameaçou levantar-se da cadeira.

Esta dava para xingar, mas não nos deixam levantar da mesa. E teve graça, eu não sabia o que é que eu ia trazer, mas de repente, porque à tarde estava a ouvir as declarações dos meus estimados concorrentes e que de facto fogem às perguntas como o Diogo Cruz, fez-me lembrar um rap, talvez o primeiro rap daqui verdadeiramente famoso em Portugal.

"Poeta de Karaokê". Escrevi um artigo sobre isso.

"Sam the Kid, poeta de karaokê", adivinhaste. Aquele senhor leva um prémio, não sei qual é. Porque tem aquele famoso verso: "Dizem que cantam hip-hop, mas não dizem nada. Vêm com poesia, mas é só fachada". Já deve ter ouvido.

Chique.

Deixa só o Sr. André começar.

Não, não podemos levantar-nos.

São poetas de karaokê.

No símbolo, não.

Felizmente, não se levantaram.

Gingou outra vez.

Gingou. Eu gostava de ver o João Cotrim de Figueiredo com as calças caídas, a grafitar a cena.

Naquela mesa, em que estava também o Pedro Costa, o Francisco Rodrigues Santos, na CNN, o Cotrim de Figueiredo parece que conhece Sam the Kid e quem adivinhou foi o Francisco Rodrigues Santos.

Pois é, ele sabia!

É o betinho da direita que conhece os rappers do país.

Eu apoio esse plano do Bruno, mas tem de levar o Santana Lopes também.

Os dois a grafitar comboios.