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8 da manhã. Os colégios privados continuam a liderar o ranking das escolas. Os dados relativos ao ano passado mostram que há apenas três instituições públicas nos primeiros 50 lugares.

São algumas das conclusões do ranking elaborado pelo Observador em parceria com a Nova SBE, com base nos dados oficiais avançados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação. À semelhança do ano anterior, este ranking inclui apenas as escolas que realizaram pelo menos 20 exames nacionais. E Carlos Pedro, há poucas novidades no topo da tabela.

Que é dominada pelo norte do país. O Grande Colégio Universal, escola privada no Porto, ocupa a primeira posição no ranking das escolas secundárias portuguesas. Só no norte de Portugal estão sete das primeiras 10 escolas. Se considerarmos as notas dos exames nacionais, este domínio é quebrado na quinta posição com a Academia de Música de Santa Cecília, também uma escola privada habituada aos tops. Ao todo, no top 50, encontramos 23 escolas no norte do país, 22 na região da Grande Lisboa, quatro escolas no centro do país e ainda uma no Algarve.

Sendo que se mantém a tendência de queda no ranking das escolas públicas.

Exato. Para encontrarmos a primeira escola pública, temos de descer na tabela até à linha número 44. É a Escola Básica e Secundária de Vale do Tamel, na freguesia de Lijó, concelho de Barcelos. Apenas 6% das 50 melhores médias nos exames nacionais correspondem a dados de escolas públicas. Na cauda da tabela, o cenário é diferente para os públicos. Nas 10 últimas posições, oito são ocupadas por escolas públicas, com destaque para a região da Grande Lisboa. Na última posição, surge a Escola Secundária da Baixa da Banheira, no concelho da Moita, no distrito de Setúbal.

Carlos Pedro, com alguns dos destaques do ranking das escolas referente a 2025, que conta ainda com outro indicador, a equidade, aquela que serve para perceber se as escolas têm funcionado como elevador social. Também neste parâmetro nota-se um domínio das escolas a norte do país, mas com predomínio das públicas e não das privadas.

Este vai ser o tema do Explicador desta manhã. Contamos com o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, Flint Lima, e com o investigador na área da educação, Pedro Freitas. O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia remete para a Direção Nacional da PSP mais explicações sobre as intervenções das últimas semanas nos protestos pela habitação.

Paulo Santos está em defesa dos agentes da PSP e lembra que no terreno os polícias limitam-se a cumprir ordens superiores. Se são ordens operacionais ou políticas, só o diretor nacional pode explicar.

As populações têm que entender e, normalmente, quando se faz apreciações a quente, ficam sempre um pouco inquinadas. Mas a verdade é que a PSP, os operacionais da PSP, têm dado provas daquilo que é o seu profissionalismo e todos sabemos da complexidade e da exigência da missão. Mas não nos esqueçamos de uma coisa: os profissionais no terreno cumprem as ordens que são emanadas superiormente. Agora, se as ordens são dadas politicamente ou operacionalmente, isso caberá dizer ao senhor diretor nacional da Polícia de Segurança Pública.

Declarações do presidente da ASP ontem à noite, durante o protesto junto à residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa. Recorde-se, os agentes da PSP e os militares da GNR saíram à rua para reivindicar melhores condições de trabalho e avisam que os protestos vão continuar, isto se o governo não apresentar em breve novas propostas negociais.

Carla, amanhã há uma nova manifestação pelo direito à habitação em Lisboa. Vai partir do Largo do Carmo até à Praça do Rossio, isto durante a tarde.

O protesto está marcado para começar às 16h. Foi a decisão tomada na Assembleia Popular de ontem. Os manifestantes admitem também voltar a montar tendas no Rossio, mas essa decisão só vai ser tomada hoje, numa nova votação. A PSP garante, entretanto, que está a preparar o acompanhamento desta manifestação. É o que explica o porta-voz da PSP, Sérgio Soares.

Estamos a fazer a nossa avaliação, recolhendo informações, recolhendo notícias, para depois podermos fazer o melhor planeamento para acompanhar com segurança, garantindo a ordem pública. Nós, da nossa parte, esperamos que, e como temos feito, temos numa primeira fase, portanto, a nossa primazia tem sido pela via do diálogo. Nós esgotamos nas várias manifestações a via do diálogo. Aliás, encetamos esforços para levar até ao limite a via do diálogo, da mediação, da sensibilização, para demonstrar aos promotores e aos manifestantes que estavam a manifestar, tanto na Praça Dom João I, no Porto, como na Praça Dom Pedro IV, em Lisboa, que têm todo o direito à manifestação. Todavia, há limites impostos pela lei.

São explicações do porta-voz da PSP, Sérgio Soares. Já no Porto, os manifestantes pela habitação voltam a propor uma reunião presencial com o presidente da Câmara. Sugerem agora que seja no Teatro Rivoli, a 9 de novembro. A noite foi de novos protestos, tanto em Lisboa como no Porto, mas sem tendas montadas e sem registro de incidentes.

Da habitação para a saúde, a campanha de vacinação contra a gripe está a decorrer a um bom ritmo, mas há dificuldades no acesso às vacinas nas farmácias para quem não tem direito à vacinação gratuita.

A presidente da Associação Nacional de Farmácias explica que a redução do número de vacinas se deve a constrangimentos na produção. O processo de fabrico começou mais tarde e houve dificuldades industriais. Emma Paulino explica também que é importante distinguir os dois contingentes. Para quem tem direito à vacina gratuita, através do Serviço Nacional de Saúde, não são esperadas dificuldades. Já no contingente privado, a disponibilidade é menor e as dificuldades de acesso já são visíveis.

Importa aqui fazer uma distinção entre aquilo que é o contingente do Serviço Nacional de Saúde para a campanha de vacinação, para a qual foram selecionados grupos específicos da população, que são grupos mais frágeis e que, portanto, mais beneficiam da vacina, e o contingente privado, que é aquele contingente que está disponível nas farmácias comunitárias para pessoas que, apesar de não serem elegíveis para a vacinação gratuita do Serviço Nacional de Saúde, têm uma prescrição para a vacina da gripe. E é para este segundo contingente privado que há efetivamente uma redução do número de vacinas disponível quando comparamos com anos anteriores.

Em entrevista à Rádio Observador, Ema Paulino anuncia um reforço no próximo mês, ainda que com um número reduzido de vacinas.

Para o contingente privado, para aquelas pessoas que normalmente se dirigem a uma farmácia comunitária com uma prescrição, realmente este ano houve uma redução do número de vacinas disponível a nível internacional, porque houve um percalço ao nível da produção que levou a que fossem produzidas menos vacinas. Estima-se que ainda poderá haver um reforço de número de vacinas disponibilizado agora durante o mês de novembro, embora também seja relativamente reduzido. Efetivamente, para o contingente privado, já se observam muitas dificuldades.

Apesar destes constrangimentos, o balanço geral da campanha é positivo. De acordo com Ema Paulino, o número de vacinas administradas até agora é superior ao registrado no mesmo período do ano passado, tanto contra a gripe como contra a Covid-19. Em Israel, está confirmada a vitória do partido Likud, de Benjamin Netanyahu, mas sem maioria no Parlamento. Os resultados finais das eleições de terça-feira foram conhecidos ao início da madrugada. O bloco liderado pelo primeiro-ministro conquistou 53 deputados, contra 48 da oposição, liderada pelo general na reserva Gadi Eizenkot. Com todos os votos contados, os dois ficam aquém dos 61 lugares necessários para garantir a maioria no Parlamento. Já os partidos árabes conseguiram um resultado histórico com 19 deputados eleitos e podem ser, por isso, decisivos para a formação do próximo governo. Os resultados vão ser agora oficialmente entregues ao presidente de Israel, a 4 de novembro. A tomada de posse do novo Parlamento está marcada para o dia 10 de novembro. São agora 08h09. Já a seguir, há novo episódio de Momentos de Glória. Primeira Carla, que outras notícias marcam esta manhã? Há novas informações sobre o acidente ferroviário em Espanha, em Toledo, que fez pelo menos 69 mortos. Sabe-se agora que a colisão entre os dois comboios terá acontecido a uma velocidade estimada entre os 160 e os 200 km/h. É a conclusão do primeiro relatório técnico ao acidente da manhã de quarta-feira. A velocidade exata só há de ser confirmada depois de serem consultados os dados das caixas negras. Há um português entre os desaparecidos. A Guarda Nacional Republicana vai intensificar, a partir de hoje e até domingo, o patrulhamento e a fiscalização nas estradas com maior tráfego no continente, e isto no âmbito da Operação Todos os Santos 2026. Esta operação pretende reduzir a sinistralidade, garantir a fluidez do trânsito e apoiar também os utentes. Isto quando se assinala o Dia de Todos os Santos, que tradicionalmente leva as pessoas a visitar os cemitérios. No futebol, o Benfica está na Final Four da Taça da Liga. Venceu ontem o Gil Vicente no Estádio da Luz por 4x1. Com este resultado, o Benfica vai agora jogar com o Futebol Clube do Porto. O outro jogo da Final Four vai opor Sporting e Famalicão. O Famalicão venceu ontem o Braga nas grandes penalidades. Hoje está de regresso o campeonato. O Sporting joga no terreno do Casa Pia. A partida está marcada para as 20h15. Vai ter relato e comentários em direto aqui na Rádio Observador.