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Esta é a Tarde Política da Rádio Observador, jornal das 17h, com o jornalista Luís Soares.

É o jornal das 18h já.

Ainda são 17h59. Bora lá.

O governo considera que as manifestações pela habitação serão mais eficazes se se mantiverem dentro do limite da lei, ideia defendida pelo ministro da Presidência na conferência de imprensa, no final da reunião do Conselho de Ministros. António Leitão Amaro dá a garantia de que o governo está a ouvir os manifestantes, no entanto, ressalva que é possível haver manifestações em concordância com a lei.

Liberdade e lei. Manifestação pacífica e ordem pública. Tudo isto é compatível, nós estamos mesmo a ouvir. Não é preciso ultrapassar os limites da lei na manifestação pra que a manifestação seja ouvida. A ultrapassagem dos limites da lei cria um problema à sociedade toda. Eu diria, é muito mais eficaz uma manifestação dentro dos limites da lei, porque a discussão então é apenas e só sobre o mais importante, que é aquilo sobre o que as pessoas estão a manifestar.

António Leitão Amaro foi também questionado sobre se o governo sente um sentido de urgência na pasta da habitação e se estaria disponível para dialogar com os vários partidos em negociações que ultrapassem a especialidade da nova lei do arrendamento. O ministro da Presidência cita as palavras do Presidente da República para explicar que o governo está sempre disponível para dialogar.

A democracia é um espaço de construção, não é um espaço de violência, é isso que faremos. E, portanto, esse caminho é um caminho que é para seguir, sempre com disponibilidade para dialogar, com disponibilidade para construir, com abertura para nós e os outros, com liberdade e dentro da lei, divergirmos quando isso acontecer.

Declarações de António Leitão Amaro no final da reunião do Conselho de Ministros, em que o ministro da Presidência avisou também que se a oposição for irresponsável sobre o orçamento do Estado, quem vai pagar o preço serão os portugueses.

O movimento A Acampada de Lisboa vai voltar a montar tendas e promete pernoitar na Praça do Rossio no sábado.

Vai ser no final da manifestação, que começa às 16h, no Largo de Camões, em Lisboa. Em comunicado, a organização do protesto anuncia que a manifestação vai seguir até ao Rossio, onde vai voltar a montar tendas e a passar a noite na praça. O comunicado diz que nada tira os manifestantes da rua, nem a vontade de lutar. A manifestação tem o mote "Não temos casas, ficam as tendas".

O maior sindicato da PSP e a Associação de Profissionais da GNR, a ASPP e a Associação de Profissionais da GNR, estão a esta hora em protesto nas ruas de Lisboa. Há uma manifestação para pedir melhores salários e revisão de carreiras.

E é um protesto que acontece neste mês marcado por várias manifestações pelo direito à habitação, protesto que é o culminar de várias ações que a ASPP e a APG fizeram em todo o país. O repórter Miguel Pina Andrade está a acompanhar esta manifestação, que sai do Largo do Camões, em Lisboa. E Miguel, agora em direto, vai terminar este protesto na residência oficial do primeiro-ministro.

Isto porque tanto os agentes da PSP como os militares da GNR querem pressionar o governo, também Luís Montenegro, a responder às principais reivindicações, aquelas que motivaram este protesto. A concentração no Largo de Camões estava marcada para às 17h30. Neste momento, já se começaram aqui a juntar algumas boas dezenas de pessoas que pertencem à manifestação. Há bandeiras da ASPP e também da Associação dos Profissionais da Guarda e também muita gente veste T-shirts com a palavra "cumpram". Isto porque os sindicatos dizem que o governo ainda não apresentou nada concreto relativamente ao acordo assinado em 2024, também esta outra das razões que motiva esta manifestação, que está ligeiramente atrasada devido a um espetáculo que até há poucos minutos entretia os muitos turistas que a esta hora passeiam pelas ruas de Lisboa. Como dizia, o objetivo desta manifestação é chegar à residência de Luís Montenegro por volta das 20h, isto porque estas duas associações sindicais têm uma reunião com o gabinete do primeiro-ministro marcada para às 20h15. Em cima da mesa estarão certamente as principais reivindicações, como os aumentos salariais, as melhorias nas condições de trabalho e também uma revisão das carreiras. Luís, o início desta marcha até o Palácio de São Bento estará muito próximo.

E o Miguel Pina Andrade vai acompanhar este protesto, que junta o maior sindicato da PSP e a Associação de Profissionais da GNR, a ASPP e a APG, que vai terminar na residência oficial do primeiro-ministro em São Bento.

O deputado e membro da direção do PS, Luís Testa, diz que Francisco Assis está errado sobre a participação de deputados socialistas nas manifestações pela habitação.

O eurodeputado Francisco Assis disse esta manhã, aqui na Rádio Observador, que era absurdo ter deputados do PS a juntarem-se às manifestações pela habitação e que sinais como esses eram dados no passado por outros partidos. Em resposta a esta crítica, o deputado e membro do Secretariado Nacional, Luís Testa, garante a Francisco Assis que as manifestações contavam com a presença de muitas pessoas que confiam no PS.

Francisco Assis está errado. Está claramente errado. O Partido Socialista sempre esteve muitas vezes ao lado dos manifestantes e há uma coisa que eu quero dizer ao Francisco Assis: naquela manifestação em concreto, em frente à Assembleia da República, havia muitas pessoas como o Francisco Assis

Muitas pessoas como o Francisco Assis. Porventura, com menos capacidade para comprar casa, mas havia muitas pessoas como o Francisco Assis.

Luís Testa, em entrevista à Vici Soares da Rádio Observador. O deputado socialista tem sido o porta-voz para o tema da habitação, diz que a viabilização do orçamento de Estado na votação final não está dependente das propostas aprovadas na especialidade, mas sim do cumprimento das quatro exigências iniciais feitas pelo Partido Socialista.

Luís Testa é o convidado da Vici Soares, que vamos poder ouvir aqui na rádio depois das notícias das 19h. O presidente da Assembleia da República enviou à Comissão de Transparência uma queixa apresentada pelo deputado do Bloco de Esquerda, Fabião Figueiredo. Isto depois de André Ventura ter publicado um vídeo do deputado Fabião Figueiredo, gravado no Parlamento sem conhecimento do próprio.

E o deputado do Bloco de Esquerda acusa o presidente do Chega de não exercer o mandato de deputado nas condições de confiança que a lei pressupõe. A acusação surge depois de André Ventura ter publicado um vídeo nas redes sociais, no qual pretende mostrar que o parlamentar bloquista finge que coxeia, depois de ter dito que foi agredido pela polícia durante a carga policial de sábado no Rossio. Fabião Figueiredo pediu a Aguiar Branco a abertura de um inquérito à captação e divulgação de imagens dele nos corredores do Palácio de São Bento. O presidente da Assembleia da República enviou a queixa para a Comissão da Transparência porque acredita que deve ser avaliado o respeito pela dignidade do deputado e também a utilização das instalações parlamentares. Aguiar Branco reitera que os deputados têm uma ampla liberdade de atuação, mas considera que tem de haver espaço para ponderação dos direitos individuais dos deputados, designadamente à imagem, à honra e também à reserva da vida privada.

E há outras notícias a marcar a tarde desta quinta-feira.

Desde logo, uma retificação. As autoridades espanholas retificaram o número de vítimas mortais do acidente ferroviário de ontem. A Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários divulgou que o número de mortes se mantém nos 69. Anteriormente, o Ministério dos Transportes tinha divulgado uma subida do número de vítimas mortais para 74. Sessenta e nove é agora o número oficial de vítimas mortais. Esta tarde, o rei Felipe VI esteve a visitar feridos no hospital de Toledo. No final, sublinhou a ideia de que o país voltou a sofrer um golpe duríssimo, depois de dois acidentes ferroviários no mesmo ano. Felipe VI exige a adoção de medidas para que algo semelhante não volte a acontecer.

Há uma investigação em curso. Esta investigação deve terminar como e por que aconteceu esta catástrofe. Devem ser estudadas medidas que devem ser adotadas para que isto não aconteça de novo.

O pedido do rei de Espanha, depois de ter visitado os feridos hospitalizados no Hospital Universitário de Toledo, continua mais de 600 operacionais no local do acidente a trabalhar nas operações de resgate. O Banco Central Europeu decidiu não mexer nas taxas de juro, apesar da pressão inflacionista. Assim, a taxa de juro dos depósitos mantém-se nos 2,5%, ainda que a presidente do BCE sublinhe que é preciso estar atento à evolução dos vários indicadores. Os analistas antecipam que na próxima reunião de política monetária, o BCE deve ser obrigado a aumentar as taxas de juro. Isto também no dia em que Christine Lagarde confirmou que vai deixar a presidência da instituição, do BCE, já no próximo dia 7 de fevereiro. Ricardo, trago outra vez música, depois do jornal das 17h45 às 18h.

Mais despesa.

É, exatamente, é isso. Porque já é conhecido o cartaz do Festival Primavera Sound. Entre os cabeças de cartaz estão os The Chemical Brothers, Ellie Williams, Kim Petras, Metronomy e também Lola Yang.

O Festival Primavera Sound, que é no Parque da Cidade, no Porto, é um sítio incrível para um festival, e o festival costuma ser bom. Quando é que vai ser?

Vai ser em junho do ano que vem, entre 10 e 13 de junho. Os nomes dos 55 artistas e bandas que atuam nesta 14ª edição foram anunciados hoje. No próximo ano, o Primavera Sound volta a ter três dias principais. Além dos cabeças de cartaz, o festival conta ainda com nomes como Marina Sena, Clã, Branco, Mães Solteiras, Cassete Pirata, entre muitos outros.

Já há bilhetes à venda?

Já há bilhetes para os quatro dias do festival, que custam €190 os quatro dias. Está também disponível um passe VIP que custa qualquer coisa como €300. Depois haverá também bilhetes diários, mas o valor ainda não foi divulgado. Será divulgado quando os vários artistas forem divididos pelos vários dias. Haverá então o bilhete diário também para comprar.

YouTube, Primavera Sound, outros festivais. Uma pessoa não ganha para isto.