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Momentos de glória.

Momentos de glória, meus amigos. O futebol não é uma ciência exata, lamento desiludi-los. Não sei se já sabiam, mas se achavam que era, não é. Podemos ter certeza disso.

Uma profunda gratidão e reconhecimento pela forma como estes atletas envergam a camisola de Portugal. Eu pude estar com eles nestes dias, senti a força que têm e a vontade que tinham de agradar a todo o povo português, de agradar a todos aqueles que apoiaram Portugal.

O primeiro-ministro sentiu a vontade, mas houve quem não tivesse sentido o mesmo.

Desde o início até agora, achei que vocês podiam dar muito mais, porque lá atrás estávamos aqui a falar e eu estava a dizer isso, que vocês estão num patamar muito elevado e quase todos vocês são considerados os melhores do mundo. Eu acho que com a qualidade e com o talento que vocês têm, podiam dar muito mais.

Opiniões. Ricardo Quaresma aqui a comentar, parece que não concorda com o primeiro-ministro. Vamos deixar o primeiro-ministro responder.

É um conjunto de atletas, uma organização que prestigiam Portugal, promovem Portugal, mostram ao mundo a qualidade que nós temos a fazer as mais diversas coisas. No caso, a jogar futebol, mas não só.

Mas não só. Ricardo Quaresma.

Ninguém nos segura agora.

Ele até entende o primeiro-ministro e a posição do primeiro-ministro.

Não estaria aqui a dizer que não concordava contigo. Sendo assim, mas eu entendo, estás a defender o nosso país, a nossa seleção. Conheço a tua personalidade e fazes bem em defender.

Pronto. Aqui era Quaresma a falar com o Rúben Dias, que um dia até pode ser-

O Rúben Dias não foi um dos que lá esteve. Então esse percebe-se que tenha cuidado com a língua.

E que esteja a defender o país. Rúben Dias, que até tem perfil para primeiro-ministro, nunca se sabe. Um dia, quem sabe? Mas houve mesmo comentários de comentadores de futebol à prestação do primeiro-ministro.

Temos é alguma dúvida se o Luís Montenegro viu o mesmo campeonato que nós vimos.

Eu tenho que começar pelo Luís Montenegro. Num país em alerta vermelho e com tudo a arder.

Tem palavras bonitas do Primeiro-Ministro, mas dá a perceber que não viu nada daquilo que aconteceu com a seleção portuguesa.

Também, mas começar pelo facto de Luís Montenegro se deslocar pela terceira vez para ir ver um jogo de futebol, num campeonato do mundo, num país a arder e em alerta vermelho. Pelos vistos, se calhar pensava que era amuleto e ia dar sorte. Se calhar não foi amuleto e deu azar.

Que aquilo não é espaço para eles, não é palco para eles.

E se calhar acrescenta que não dá só azar à seleção, mas desde que o conheço comprova que se calhar não dá apenas azar à nossa seleção.

Pedro Fatela, comentador da Sic Notícias, aqui com uma apreciação sobre a estratégia. Isto é um comentário político, aqui uma mistura. Aliás, como é típico de Portugal, mistura entre política e futebol. E entretanto, no país das maravilhas.

Mas é um orgulho incrível pelo desempenho. Acho que a equipa esteve muito bem organizada, muito bem sincronizada defensivamente. Com bola tivemos bons momentos. Acho que na segunda parte podíamos ter tido mais chegada ao último terço, mas em geral é um jogo que sinto um orgulho incrível, porque mostra todo o trabalho feito pelos jogadores, pela nossa seleção, para poder jogar com uma equipa como a Espanha olhos nos olhos e acho que tivemos um bocadinho de azar, que a sorte não esteve do nosso lado.

Um bocadinho. Um pouquinho.

Isto foi olhos nos olhos. Nós dissemos umas verdades à Espanha. Atenção.

Somos muito diretos e frontais. É um bocadinho de azar. Isto é muito bonito, mas vamos lá ouvir o Quaresma novamente.

Eu estou farto de dizer isto. O Martinez a mim nunca me encheu o olho. Gosta, não gosta, não quero saber quem é que vai gostar, se ficam chateados ou não. Nós temos que ter muito mais alegria e muito mais vontade nisto. E o Martinez desde que chegou, eu nunca vi a nossa seleção a fazer um grande jogo. A realidade é esta.

Pronto, jogamos olhos nos olhos, mas não encheu o olho ao Quaresma. Na transmissão em direto da RTP, quando a seleção perdia por 1 x 0, o jornalista não aguentou.

Não é querer matá-lo, como ele diz.

Pau que Cristiano Ronaldo dizer que o queremos matar. Podem dizer que criticamos. A questão é que na seleção de Portugal não pode haver lugares cativos. Vitinha não falhou um passe, saiu. Bruno Fernandes não está a ter um grande jogo. Gonçalo Ramos entrou muito bem frente à Croácia, não saiu do banco. Não é fácil de explicar isto. Eu não consigo.

Pronto.

Não consegue.

Tem de conseguir explicar um dia. Quanto a Cristiano Ronaldo, que papel terá a desempenhar no futuro?

Eu acho que o Cristiano Ronaldo tem um grande papel a desempenhar para o futebol português, para o desporto português e para Portugal. O Cristiano Ronaldo é hoje a maior referência de Portugal e da portugalidade no mundo. É um ativo que nós não podemos, de maneira nenhuma, desperdiçar na promoção pelo mundo daquilo que é a nossa capacidade, daquilo que é a nossa forma de estar e de ser.

Uma vez mais, alguém não concordou.

Colocando Cristiano Ronaldo como o exemplo maior de Portugal, quando se calhar ele é o exemplo maior da Arábia Saudita, é preciso dizê-lo, porque é na Arábia Saudita que ele se transforma num embaixador fortíssimo. Não estou pôr em causa a portugalidade dele, mas caramba. Luís Montenegro deveria, como o Pedro disse, estar em Portugal a tratar dos incêndios ou na Turquia a preparar a Cimeira da NATO.

Caramba. Olha, a política não é uma ciência exata, o futebol não é uma ciência exata.

Então quando se misturam as duas, ui.

Se calhar menos com menos dá mais.