Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Ora bem, este fim de semana, como sabemos, houve o congresso do PSD, realizou-se na Anadia e a presidir aos trabalhos esteve o madeirense Miguel Albuquerque, que meteu na cabeça uma coisa estranhíssima: queria cumprir os tempos das intervenções e o calendário. Isso, obviamente, foi fazendo vítimas pelo caminho. Uma delas foi Sebastião Bugalho.
Para saudar a vencedora do Nobel da Paz.
Já passou o tempo.
Tenho a certeza que não.
Aqui não há estrelas. Para a frente.
Aqui não há estrelas, senhor presidente, porque somos sete lá em Bruxelas, somos todos iguais.
Aqui são as estrelas do Rei Peloso.
Muito bem.
Agora para a frente, que este partido não foi fundado sobre consensos nem beijinhos na boca.
Ora bem. Portanto, Sebastião Bugalho, uma vítima. Outra vítima foi Hugo Soares, que ainda por cima quis apanhar o presidente do Congresso distraído.
Aproveitar enquanto o nosso presidente rezingão ainda se está a sentar para vos deixar uma última palavra.
Espero que seja a última. Já passaste dois minutos do tempo.
A culpa é do Ronaldo.
A culpa é do Ronaldo. Este som apareceu aqui fora de tema. Mas continuando aqui no pulso forte de Miguel Albuquerque. Depois tivemos Carlos Moedas, ou deveremos dizer Charles Coins, my friend, que também foi apanhado.
Em condições muito difíceis.
I am your best friend, mas já passaste quase dois minutos.
Só mais um minuto.
Só mais um?
Meus amigos.
Só mais um. Pronto, e assim foi durante todo o congresso. Esta ideia de ter cumprido tempos é de facto uma coisa que não cabe.
Jusui Miguel Albuquerque.
Também.
O vencedor é fases de Miguel Albuquerque.
Sem dúvida. Quem está de regresso ao PSD é Pedro Santana Lopes, ele que saiu do partido há uns anos, aliás, fundou outro partido, o Aliança. Agora voltou e disse isto.
Sempre achei horrível essa coisa de sair e voltar. Sempre. E não gosto muito de mudar de opinião nessas matérias.
Saíste. Não devias ter saído, mas ainda bem que voltaste, porque o bom filho à casa torna. Não contes esta parte que estava fora do discurso.
Estava fora o tempo. Bom filho à casa torna.
Estão a ver como a preocupação com os tempos passou a estar na cabeça de toda a gente. Bom, mas vamos ao que realmente importa num congresso realizado na Anadia.
De manhã, Águas da Coria. À tarde, Espumantes da Anadia.
Obrigado, Jorge, pela hospitalidade e por teres organizado uma feira do vinho ao mesmo tempo que acontece este congresso.
Não é nada. No fim do dia.
Se calhar não era preciso que ninguém soubesse desta. A feira do vinho.
O que pode explicar muita coisa que se possa ter passado ali. Bom, o que é certo é que o congresso foi anunciado e estava previsto começar num tom, depois terá mudado de tom quando na sexta-feira o Parlamento chumbou o pacote laboral. E sobre este tema, obviamente, há muitas leituras. Rui Rocha, por exemplo, da Iniciativa Liberal, recorre àquela analogia do pato.
Se anda como um pato, se grasna como um pato e se tem penas como um pato, é provável que seja um pato. Se vota como o PS, se defende o mesmo que os comunistas e se é aplaudido pela CGTP, André Ventura é xuxa.
Mas será que André Ventura sempre pensou que as leis laborais estão bem como estão e não precisam de mudança? Vamos recuar apenas cinco meses, até ao dia 27 de janeiro, ao debate eleitoral para as presidenciais que André Ventura fez com António José Seguro.
Então, José Seguro, se calhar não vai gostar de ouvir, os socialistas também não. Eu acho que nós precisamos de outra lei laboral, porque já chega de termos esta coisa que se chama os sindicatos em todo o lado, de tipos que não trabalham há 20 anos e há 30, a chamarem-se a eles próprios líderes sindicais. O problema que temos em Portugal é que temos leis dos anos 70 e 80. E nós precisamos de uma economia moderna, como diz António José Seguro, vibrante, mas não há economia vibrante com leis da União Soviética e com leis do tempo do PREC. Não há lei laboral assim.
Diz qualquer coisa.
E então? Exato. Portanto, desde aqui até ao punho erguido no Parlamento, em direção à delegação da CGTP, como vimos na sexta-feira, como repararam, foi um tirinho, foram cinco meses. Joana Amaral Dias, para perceber isto, vai buscar inspiração ao que se passa na seleção de futebol.
O Congresso do Montenegro entra mais ou menos como Robert Martínez. Entra pelo fio e já à espera, já se ouve lá atrás as faquinhas a afiar quem é que é o Jorge Jesus ou outro qualquer que venha substituir. Ventura limpou o chão com Montenegro, que vai chegar exangue a este congresso.
E o congresso lá se realizou. Agora passando do futebol falado, ou continuando, se quisermos, no futebol falado, assim é que é. Diogo Dalot é jogador da seleção, ele foi o porta-voz na conferência de imprensa de sábado. Ele fez algumas acusações para o ar e parece que se meteu ali em trabalhos.
Mencionou aí que é óbvio ou sabe que há quem não queira que a seleção vença ou que seja bem-sucedida. Gostava que concretizasse um pouco.
Concretizasse como assim?
Essa ideia.
Quem é que não... Amigo, isso é, não sei. Não te vou dizer uma ou duas pessoas. Como é lógico, há imensas pessoas que não querem ganhar ou que não querem que Portugal ganhe. Se eu tiver que nomear muitas pessoas, nunca mais saímos daqui. Mas como é lógico, isso faz parte. Nem é minha função estar aqui a nomear pessoas, tanto que querem bem como querem mal. A minha função é ir ali, treinar bem. Eu não posso estar aqui a tentar nomear ou dizer quem é que disse isto ou aquilo, porque não sou comentador.
Então olha, joga.
Afinal não é comentador. E certas más-línguas até dizem que alguns dos que não querem que a seleção ganhe entraram em campo no último jogo. Eu tenho alguns nomes, mas não vou estar aqui a citá-los.
É melhor, Paulo. Tu proteges.