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Momentos de Glória.

Ora bem, parece que na quarta-feira houve um debate quinzenal na Assembleia da República, ou teria sido antes mais uma edição da Comic Con.

Olho pro deputado André Ventura e faz-me lembrar o Lucky Luke e do outro lado, olho pro Partido Socialista, o deputado Zé Luís Carneiro, e faz-me lembrar o Quick e Gonzalez.

Pronto, aqui os desenhos animados todos.

Comic Con, muito bom.

Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, foi ele que abriu as hostilidades e obviamente não ficou sem resposta.

Isto é que eu ainda não tinha visto, e agradeço-lhe por isso, deputado Hugo Soares, de caricaturar os líderes da oposição, embora líder da oposição só haja um, na verdade, mas de caricaturar os líderes da oposição com algumas personagens. E eu estava me a lembrar que também há uma personagem pro deputado Hugo Soares. Não sei se se lembram do Cebolinha. Havia o Cebolinha. Quem era o Cebolinha? O Cebolinha era aquele que nunca trazia nada de novo, nem fazia nada de novo, mas queria sempre ser o maior da rua dele, queria sempre ser o mauzão lá da rua. Queria sempre fazer tudo pra desviar a atenção dos outros, inclusive roubar coelhos, que era o que fazia o Cebolinha. E o senhor deputado Hugo Soares vem aqui como se fosse algum valentão da verdade, mas mostrou pela sua intervenção que é só uma muleta do governo.

Roubar coelhos.

Antes esse que o Cascão. O Cascão é que era desagradável.

Era muito desagradável.

O Cascão era o que não tomava banho.

Era o que não tomava banho.

Exato.

Era um menino porco.

Como era representado na banda desenhada com aqueles simbolizinhos.

Tão bom. Adorava ler, Mônica.

Mas por falar em coelho, Pedro Passos cruzou-se com André Ventura.

Boa ligação.

Boa. Essa foi muito boa.

Essa foi muito boa. Eles tiveram juntos aquela muito badalada apresentação de um livro, e Pedro Passos Coelho quis saber da família.

Ouvi dizer que vai ser pai?

Não. É uma notícia falsa.

Pois é, que pelas redes sociais andava uma alegada foto de Ventura com a mulher a mostrarem, não é verdade, sabemos agora, a mostrarem um teste de gravidez positivo. Afinal, é falsa. Esta, pelo menos, sabemos que não foi o CHEGA que pôs a circular nas redes sociais. E por falar em CHEGA, mais uma ligação. Está tudo ligado.

Muito forte.

O deputado Rodrigo Tasha continua a usar linguagem popular, linguagem simples, para ilustrar os seus pontos políticos.

Aquilo a que chamamos um subsídio deve ser atribuído a quem dele precisa no momento de necessidade. Não se deseja, não se pode admitir que essa atribuição desse subsídio se torne num instrumento temporário para se tornar num instrumento definitivo, aquilo a que vulgo chamamos a mama. E o que acontece? É sim. Não vale a pena virmos com outra conversa. O Estado, em determinados quadrantes sociais, tem alimentado a mama.

Os outros partiram-se a rir, lógico.

Claro. Os subsídios comparados à mama. Que é uma prática de bebês recém-nascidos.

Vem da Primeira República, pelo menos, esta referência à mama.

Em cartoons por aí fora. Mas atenção, se isto é para os recém-nascidos, os mais velhos também inspiram metáforas.

Porque aquilo que se tem vendido a nível de subsídio não é um auxílio legítimo, desejável, com o qual todos concordamos, sejamos nós do CHEGA ou de qualquer outro partido político, para se transformar numa eterna bengala de consolação para que não se faça nada.

Pronto, da mama passamos à bengala. Próprio a terceira idade.

É, exatamente.

Temos aqui a vida toda representada. E por falar em seniores e em bengalas, Quim Barreiros tem uma teoria muito própria.

Os homens, depois dos 78, dos 80, 81, não precisam de nada, eles são os campeões. Eu não preciso de nada disso. Eu não preciso de Viagra, eu ainda faço, eu ainda aconteço. Ouve, é só garganta. Não tem mais nada. Quando nós somos todos iguais.

É só garganta.

Bad Bunny deu dois concertos em Lisboa.

Lá está mais uma ligação.

Garganta.

Garganta e o coelho, o bunny do início.

E o bunny, ligação com o coelho, está tudo ligado. E ele tem uma casita. Dizem que tem uma casita, o Bad Bunny.

Sim. Anda sempre com ela.

Que é um espaço nos bastidores, para onde são convidados alguns VIPs e alguns fãs. Não há imagens dessa casita que possam confirmar que ela existe mesmo. E Rita Pereira explica por que não há imagens.

Outra curiosidade: por que ninguém tem imagens dentro da casita? Porque mal nós chegávamos à entrada da casita, tínhamos que entregar os telemóveis, eram guardados lá com uma pessoa responsável. Portanto, ninguém podia entrar com telemóvel, com câmera, com o que quer que fosse. Era literalmente para curtir. E eu curti muito. Vesti-me toda a rigor quando soube que ia pra casita, dei uma de latina guapa. Eu só queria representar bem Portugal.

Espero que vocês tenham sentido muito.

Diferinho que curtiu.

Que curtiu muito e espero que se tenham sentido muito bem representados. Por Rita Pereira, que curtiu imenso ali.

A guapa latina.

E olhe, quem curtiu depois no final foi o Estádio da Luz todo. Querem saber o que se ouviu por lá? Depois vá que vocês conhecem.

Anda chutos. Eu sabia.

Só com uma guitarrinha, o Paulo Lípo foi lá.

Porque falaram do Mini-Mousse, também não sabia que também tinham feito a versão aqui.

Casita.

Casita. Minha casita.

Anda Bad Bunny.

Mi casita. Talvez faça uma versão.