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Ora bem, vamos ainda ao Ministro da Administração Interna e a uma das explicações que deu na quarta-feira, a questão central importantíssima do tanque e da piscina.

Está aqui a casa que não teve qualquer alteração e está aqui aquilo que é um tanque. Sucede, porém, que depois, num fim de semana que eu não estive, acabou por ser ladeado de terra e deixou de poder ser considerado um tanque, mas será um tanque novamente. Muito obrigado a todos pela vossa atenção.

Luís Neves aqui a explicar a questão do tanque que virou piscina e Rui Rocha está muito preocupado com isto.

Olá, malta, só mesmo para avisar de um fenómeno que está por aí a acontecer e que pode ter consequências graves. Parece que há piscinas que aparecem nos terrenos dos proprietários de um dia para o outro contra a vontade dos proprietários. Imaginem, vocês deixam um balde com água ou têm um tanque e no dia seguinte aparece-vos lá uma piscina. Agora, não é só a piscina, é que a piscina depois já tem escada e já traz também robô de limpeza. Vejam bem depois as consequências que isto pode ter.

É o ex-líder. É um fenómeno, isto. Acontece a muita gente.

Cuidado.

O ex-líder da Iniciativa Liberal não fica só pelo alerta, ele também deixa conselhos adequados perante esta ameaça.

Portanto, estamos no verão, muita atenção a estes fenómenos, tenham cuidado com o sol, tenham cuidado com o calor e se vos aparecer uma piscina contra a vossa vontade no vosso terreno, denunciem às autoridades. Falem com a piscina, vejam se a conseguem convencer a transformar-se novamente num tanque ou num balde com água. Mas se não conseguirem, denunciem às autoridades. Pode ter consequências muito complicadas.

Ora bem, tanques e piscinas são neste momento pouco úteis em Almada, onde a falta de água continua a animar as reuniões da Assembleia Municipal e a presidente do município, Inês de Medeiros, prefere mesmo esperar sentada.

Portanto, há um senhor que está aos gritos, ou se toma medidas em relação a esse senhor, ou então, de facto, senhora presidente, garanto-lhe, sento-me e podem falar o que quiserem. Eu considero que não estão reunidas as condições de dignidade para esta assembleia. Portanto, neste momento, quando quiserem.

Que drama.

É verdade. Podemos dizer que em Almada não fervem em boca a água, não é?

Ouvia-se alguém dizer: "Apoiado".

Apoiado, claro.

Pediram a palavra o grupo parlamentar do Chega.

Obrigada, senhor Presidente. É para uma interpelação à Mesa sobre a condução dos trabalhos. A senhora presidente acabou aqui de dizer que não estão reunidas as condições de dignidade para esta assembleia municipal. As condições de dignidade não estão efetivamente reunidas, mas não é aqui, é no conselho, por aquilo que o seu executivo não tem feito e deixou chegar a este ponto.

Era uma interpelação à Mesa por causa da condução dos trabalhos.

E as pessoas que estão lá fora...

Senhora munícipe. Eu queria...

Senhora munícipe. Eu tinha ouvido isto. Também nunca fui a uma reunião de assembleia municipal.

Aquilo que fez foi um comentário à situação do município e não a questão sobre a condução de trabalhos.

Eu não terminei ainda.

Calma, calma.

Porque a interpelação à Mesa era no sentido de pedir ao senhor presidente que na condução dos trabalhos dissesse à senhora presidente da Câmara que tem que continuar a sua intervenção, independentemente do que está a acontecer lá fora, porque as pessoas têm o direito de se manifestar livremente. A questão é esta.

Pedia que...

Agora ficamos mais esclarecidos.

É verdade, mas isto são discussões, de facto, muito acaloradas que obrigam o presidente da Assembleia Municipal a deitar aqui alguma água na fervura, não é?

Tu vais continuar com as piadas?

Claro, sempre.

Só queria pedir aos senhores munícipes que estão presentes na sala, não pode haver esse conjunto de manifestações, nem de apoio, nem de repúdio. Porque isso, tal como expliquei no início, não está enquadrado em termos regimentais. As forças de segurança estão aqui à porta da sala apenas para garantir a segurança das pessoas que estão na sala e de todas as pessoas que entenderam dirigir-se à Assembleia Municipal.

Eu acho que o tom deste senhor fez mais pela calma na sala.

Toda a gente se acalmou. Mas até já se invoca as forças da autoridade. Portanto, a vida não está fácil, não só para este como para outros presidentes das assembleias. Por exemplo, reparem nesta intervenção do deputado Ricardo Reis, do Chega, no Parlamento.

O que é que o Livre quer? Quer eliminar a criminalização da entrada irregular de requerentes de asilo. Senhor deputado Fabian Figueiredo, por falar em asilo, tem 60 do seu partido que saíram, já lhe encontrou asilo ou ainda não? Sobre eliminar a criminalização da entrada irregular de requerentes de asilo. Ou seja, uma pessoa usa o asilo para entrar ilegalmente em Portugal e para o Livre pode se manter cá ad eternum. É uma excelente proposta, senhor deputado, sem dúvida nenhuma. E por fim, a única coisa que eu posso dizer é que o PS não vai chumbar nada porque não tem peso para isso, o Livre não vai chumbar nada porque não tem peso para isso, o Bloco não vai chumbar nada porque não tem peso para isso e o único asilo que eu vos aconselho a requererem é um asilo psiquiátrico. Se ainda não perceberam que o país mudou, que o país quer um controle migratório e que o país terá controle migratório.

Perante isto, obviamente que José Pedro Aguiar-Branco não podia deixar mesmo passar em claro.

Senhor deputado. Parece que ultrapassou, nesse particular, o registo de urbanidade e de respeito que deve ser dado e, portanto, não posso deixar de fazer esta advertência, porque acho que foi excessivo e não foi adequado ao código de conduta que devemos ter em relação àquilo que é o nosso relacionamento com outros deputados. Portanto, senhor Pedro Delgado Alves, faz favor.

É uma interpelação à Mesa, senhor Presidente. Era saudando as palavras que acaba de dar nota, mas acrescentando também que questões de saúde mental não devem ser menorizadas em contexto algum. Não é só a questão da ofensa individual, não é ofensa ter um problema de saúde mental, é o desrespeito com as pessoas, não só as que estão na Câmara, mas as que estão. Muito obrigado.

Ora bem, não brinquem com coisas sérias, de facto. Podem deixar aqui para nós que nós depois fazemos isso.

Aqui no Momentos de Glória.