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Este é um podcast da Rádio Observador. Pode ouvir a rádio também em 98.7, na Grande Lisboa, e 98.4, no Grande Porto.

Bem-vindo ao "Nem Tudo Que Vai a Rede é Bola", com Bruno Roseiro, Mariana Fernandes e comigo, Aníbal Rebelo. No programa de hoje vamos estar à conversa com Fernando Mendes, antigo jogador. Ele representou vários clubes, entre eles o Sporting, o Benfica, Futebol Clube do Porto, Belenenses e também o Boavista. Começamos, para já, com uma análise a este fim de semana, com destaque para o Dakar. Pelas piores razões, desapareceu ontem um dos nomes grandes desta prova a fazer o que gostava: era Paulo Gonçalves. Vivia para as motas, nasceu no meio delas e cresceu com as conquistas que fez nas duas rodas, onde chegou a ser campeão do mundo. Mariana.

Sim, eu acho que mesmo para quem não acompanha, não vive, não está atento ao automobilismo e aos desportos de motor, conhecia o nome de Paulo Gonçalves. Era um nome conhecido entre todos nós. Era um piloto recorrente nestas grandes competições. Ele, aliás, estava a realizar a 13ª participação neste Dakar, onde chegou a conseguir um segundo lugar. Caiu então durante a sétima etapa, um outro piloto ainda tentou ajudar. Chegou a ser transportado para o hospital. Acabou por morrer enquanto exemplo da ética no desporto, e eu acho que é mais um daqueles exemplos em que foi preciso Paulo Gonçalves morrer, desaparecer e ser notícia durante todo um domingo e abrir telejornais para que estejamos aqui hoje e estejamos a falar durante toda a semana daquilo que era um exemplo do desportivismo, um exemplo de ética, e para que agora todos os colegas venham falar sobre ele, realmente enquanto figura maior do desporto e maior do que o desporto que acabava por praticar.

Hoje o Dakar está parado para as motas e a equipa onde estava o Paulo Gonçalves já não vai regressar à competição. A Hero Motorsports, equipa com que ele participou pela primeira vez nesta prova e neste ano, não participa no que resta do Dakar. A informação foi confirmada ao site motorsport.com por um porta-voz desta equipa indiana, dizendo que não havia condições para continuar.

E o que mostra também o respeito que existe neste ponto, até porque quando nós olhamos para o Dakar, existem alguns pilotos que realmente estão a lutar pela vitória e têm condições para isso, mas o Dakar é muito feito de camaradagem, muitas vezes até de carência em alguns casos. Basta recordar, por exemplo, o André Villas-Boas, que há dois anos esteve no Dakar a cumprir também um sonho, e também ele já falou de Paulo Gonçalves. E eu diria que a grande vitória de Paulo Gonçalves, que sempre foi um lutador e nunca deixou de ter o sonho de ganhar o Dakar, ficou perto em 2015. E ainda hoje, basta ver o que se passou nesta prova. Ele chegou a ser dado como desistente porque tinha partido o motor, voltou à caravana, perdeu seis horas, mas tinha na cabeça que podia conseguir ainda ganhar algumas etapas. Eu diria que a grande vitória do Dakar acaba por ser esse espírito de camaradagem e carência. E aí, o Paulo Gonçalves, durante 13 anos, provou pelas reações de todos os seus adversários, que hoje conseguimos perceber que eram sobretudo amigos, que ele também ganhou o seu Dakar.

Na jornada vamos ao futebol e aos três grandes, sem alterações na classificação.

Sim, sem grandes alterações, com mais uma jornada, que têm sido raras, é verdade, neste ano, mas com mais uma jornada com os três grandes a ganhar. O Benfica precisou de sofrer um bocadinho com o Desportivo das Aves e de esperar por uma quase ressurreição de André Almeida, que chegou a estar expulso. O árbitro depois foi ao VAR e só deu cartão amarelo e voltou então depois para marcar o gol decisivo aos 89 minutos. O Porto goleou o Moreirense, continua a perseguir o Benfica e o Sporting venceu o Setúbal num jogo com muita e demasiada polêmica à mistura, por causa da gripe, do vírus gripal que afetou os jogadores do Setúbal, que esteve quase com o jogo adiado, com o Sporting a recusar adiar o jogo devido ao denso calendário que tem nas próximas semanas, e onde, apesar desta vitória, o Sporting acaba por sair de Bom Fin com duas notícias negativas: tanto o castigo de Coates, que afasta o central do jogo com o Benfica na sexta-feira, como a própria lesão de Vietta, que ainda não se sabe muito bem em que condições estará o argentino, num dia onde já tinha a notícia da polêmica com o Acuña, que terá discutido com o Gouveia sobre uma eventual renovação que ainda não aconteceu, sobre um eventual aumento salarial que também ainda não aconteceu. A verdade é que não jogou, não foi sequer convocado, estava na bancada a ver o jogo e ainda não se percebeu muito bem o que aconteceu, nem o que vai acontecer no futuro do jogador argentino.

E esta vai ser uma semana com muito futebol. Temos Taça de Portugal e temos uma próxima jornada, Bruno, onde temos um clássico, um Porto-Braga, e um dérbi, o dérbi da segunda circular entre o Sporting e o Benfica. O que vamos esperar daqui?

Temos, sobretudo, uma sexta-feira que é complicada de gerir, até em termos logísticos para nós, porque são logo dois jogos grandes ao mesmo tempo, quase. E também com o julgamento de Alcochete ao mesmo tempo, vai nesse dia falar o Piccini à tarde. Eu diria que o Futebol Clube do Porto-Braga vai ser um teste para este Braga do Rúben Amorim. O Futebol Clube do Porto atravessa um bom momento e esta vitória com o Moreirense, apesar de tudo, é uma vitória complicada num terreno difícil e contra uma equipa do Ricardo Soares que é uma equipa bem trabalhada. O Sporting-Benfica, há essa curiosidade de perceber até que ponto é que, numa altura em que a luta do Sporting se restringe ao terceiro lugar contra o Famalicão, até que ponto é que conseguirá ou não bater o pé num dérbi que acaba por ser sempre muito mais relevante neste tipo de contexto Por toda a rivalidade que existe, contra uma equipa que com o Bruno Lage ganhou todos os jogos fora e já são 16. Portanto, existe essa curiosidade de perceber até que ponto é que o Sporting tem capacidade para repetir a exibição que teve com o Futebol Clube do Porto, mas com um resultado diferente do que aquele que acabou esse clássico.

Vamos acompanhar esse jogo aqui depois em direto na Rádio Observador. Vamos agora lançar as cartas com o Ás, o Joker e a Carta Fora. O Ás dois, Paulo Jorge Pereira, selecionador de andebol.

Sim, que conseguiu um feito histórico de marcar já a presença na fase seguinte do Europeu. Ainda tem a possibilidade de ficar em primeiro do grupo no jogo de amanhã com a Noruega. Não me parece, eu diria que aí temos que ser um pouquinho mais reais e nesta altura a Noruega, até por aquilo que mostrou com a França, é uma equipa, mais uma vez, favorita em relação a Portugal. O destaque aqui para mim vai para o selecionador Paulo Pereira, por dois motivos. Primeiro, pela capacidade que ele teve de colocar Portugal sempre dentro da luta. E eu recordo que esta era uma espécie de grupo da morte, onde Noruega e França, apesar de Portugal ter ganho a França na qualificação, eram claramente favoritas e Portugal veio destruir por completo essa ideia. E segundo ponto que me parece importante. Num jogo de andebol, qualquer treinador tem descontos de tempo e tem de saber utilizá-los, mas nem sempre as coisas resultam. Seja para preparar uma jogada específica, seja para travar um momento mau, a verdade é que nem sempre essas paragens técnicas resultam. E um dos grandes créditos de Portugal tem sido isso. Nós fomos reparar, e eu estive a ver com atenção os dois jogos, sempre que Portugal conseguiu parar o jogo, conseguiu parciais 2 x 0, 3 x 0, e foi assim que construiu as vitórias contra a França e contra a Bósnia. E também por isso, eu diria que o Paulo Pereira está a ser um dos destaques, não sendo o único.

Não sendo o único, até porque é preciso destacar o Alfredo Quintana, o guarda-redes, que tem estado gigante, que nos tem habituado já a grandes exibições, não só em Portugal, como também no Porto, que acabou por ser considerado mesmo o melhor jogador desta vitória com a Bósnia, e também o Pedro Portela, que fez um grande jogo novamente contra a Bósnia. Portanto, para além do Pedro Pereira, também estes dois jogadores que têm sido um dos destaques portugueses. Isto numa altura, como falamos na semana passada aqui com o Ricardo Andorinho, onde muito se falou sobre a ausência do Gilberto Duarte e como é que essa equipa conseguiria viver ou sobreviver para lá da individualidade. A verdade é que está a conseguir fazê-lo.

E agora tiramos aqui um joker, Novak Djokovic. Vamos até ao ténis.

Sim, porque a Sérvia ganhou a primeira edição da ATP Cup, que foi uma prova que começou por ser vista aqui com alguma desconfiança por parte das 24 seleções em competição, mas que a certa altura foi encarada de forma mais séria e de forma mais relevante pelos principais tenistas da atualidade e que foi mesmo encarada como primeiro torneio de temporada. Portanto, é neste início de ano civil, é antes do Open da Austrália, antes do primeiro Grand Slam, e que começou a ser encarada com os principais tenistas, com o Djokovic e com o Nadal, como uma forma de aquecer para esse Open da Austrália. Terminou com o Djokovic a ganhar ao Nadal e a ganhar depois também o torneio de pares com o Viktor Troicki para garantir frente à Espanha, aquele que ficou como o primeiro grande título da temporada, não só para a seleção sérvia, obviamente, mas também para o Djokovic. Isto num ano em que muito se fala sobre a vontade do Nadal de chegar ao recorde do Federer.

Sim, eu acho que nós, e também faz um bocadinho de mea-culpa, estamos a ser um bocadinho injustos com o Djokovic, porque apontamos muito o foco para a possibilidade do Federer voltar a ganhar um Grand Slam e para a possibilidade do Nadal empatar os 20 Grand Slams do Federer. Mas a verdade é que o Djokovic com 16 e tendo um ano a menos do que o Nadal e muito menos problemas físicos do que ele até ao momento, a verdade é que não sei até que ponto é que isto não poderá também ser o início de um ano que aproxime o Djokovic ao Federer e Nadal e permita até que ele possa lutar pelo título de tenista com mais Grand Slams da atualidade.

E de fora, tiramos aqui uma carta que é do Barcelona com o treinador Ernesto Valverde e as grandes dificuldades que ele está a atravessar nesta altura do ano.

Sim, e até foi num jogo onde o Barcelona estava a ganhar 2 x 1 ao Atlético de Madrid, completamente à vontade. A dúvida até certa altura era se chegava ao terceiro, quarto ou quinto, porque estava a dominar por completo. Acabou por perder com dois gols no final. Eu diria que as declarações do Messi sobre o Valverde, quando ele diz que é normal colocar-se o treinador em causa, diz tudo em relação à química ou à falta dela que existe nesta altura. Para mim, e coloco também aqui o Barcelona como carta fora, o que não é normal é um clube da dimensão do Barcelona não conseguir manter o sigilo em relação aos convites que anda a fazer a outros treinadores, nomeadamente o Xavi, que está no Qatar e que recusou ir agora para o Barcelona. Ele gostaria de ir, mas era só em junho. E também o Ronald Koeman, que terá recusado nesta altura o convite. A mim o que me faz confusão é como é que é possível o Barcelona, uma equipa com uma dimensão destas, não consegue camuflar e chega ao ponto de segunda-feira, o Valverde, sabendo que só não está despedido porque ainda ninguém aceitou o convite, vai dar o treino como se nada fosse e parece-me que é uma situação um bocado surreal para uma equipa com tantos objetivos ainda durante a temporada.

E que nós vamos acompanhar. Vamos aos números agora com os Três Toques. E começamos com o Rafael Leão.

Sim, porque o Rafael Leão não marcava desde setembro e o Milan não ganhava um jogo há pouco mais de um mês e a verdade é que estes dois dados acabaram por terminar este sábado. Portanto, o Rafael Leão voltou a marcar, abriu o marcador contra o Cagliari, depois o Milan acabou por ganhar também com o gol do Ibrahimović, que se estreou a marcar neste regresso ao Milan e o regresso à Itália O Leão foi então titular ao lado do Ibrahimović e ele até já disse que tem um novo irmão mais velho. Eu acho que se olharmos para um e para outro, a verdade é que há ali uma espécie de característica de enfant terrible que conseguimos identificar num e noutro. Têm 18 anos de diferença, portanto, quando o Leão nasce, o Ibrahimović já está a jogar na equipa principal do Malmo. Mas a verdade é que eu acho que este Ibrahimović pode ser o boost e a inspiração que o Rafael Leão ainda precisa para mostrar aquilo que eu acho que todos nós sabemos que ele consegue fazer, mas que ele ainda não conseguiu pôr cá fora. Dado ainda muito relevante, diria eu, que o Ibrahimović, com 38 anos, registou uma velocidade máxima neste jogo de 32 km/h, a terceira mais rápida da jornada em Itália.

Promete. Agora falamos de Agüero, que somou mais um hat trick na Liga Inglesa.

Sim, em relação ao jogo, o City atropelou o Aston Villa, estava 4 x 0 no intervalo, nem vale a pena falar muito sobre isso.

Essas velocidades, já nem falamos.

Sim, foi qualquer coisa. O Aston Villa, de facto, acabou por ser uma desilusão, até porque tem equipa para muito mais. O que o Agüero fez? O primeiro gol fez com que igualasse o Henry como o melhor marcador estrangeiro da Premier League. No segundo gol, não só ultrapassou esse registo do Henry, como se colou ao Lampard como quarto melhor marcador do campeonato e ainda chegou ao hat trick que permitiu superar o registo de Alan Shearer de hat tricks na Premier League. Portanto, eu diria que foi uma tarde de inspiração do Agüero, que é um jogador que não sendo um Ronaldo e um Messi, muitas vezes passa ao lado, mas quando olhamos para estes números, percebemos que é um dos melhores jogadores da última década.

E da Premier, seguimos agora para a Serie A com os números da Lazio.

Sim, porque a Lazio não é campeã italiana desde 99, 2000, quando andavam por lá Sérgio Conceição e Fernando Couto. Dificilmente será este ano, porque a verdade é que além da hegemonia da Juventus, existe um Inter de Milão de Antonio Conte que está muito forte e que é o principal candidato a complicar o campeonato da Juventus. Mas a verdade é que está a realizar uma temporada assinalável com o Simone Inzaghi, que também estava nessa equipa com o Conceição e com o Couto em 2000. Já ganharam o Supertaça à Juventus, estão em terceiro a quatro pontos do Inter e a seis da Juventus, ganharam este fim de semana ao Nápolis e venceram pela primeira vez na história 10 jogos seguidos na Serie A, além de que levam atualmente a melhor classificação de sempre ao fim de 18 jornadas, já que têm 42 pontos. E para isso muito contribui o Ciro Immobile, o avançado italiano, que é o melhor marcador das cinco principais ligas nesta altura e que foi o primeiro também dessas cinco principais ligas a chegar aos 20 gols. Tem mais um do que Lewandowski. E eu acho que muito se tem falado sobre o Lewandowski, sobre realmente a grande temporada que está a fazer, mas então olhamos para Immobile, que já leva mais um gol.

E agora seguimos para o túnel. Bruno, vamos às contas. Às contas e às compras.

Sim, vamos aqui só às compras. Vamos passar um pouco ao lado do que se passou na tribuna do Bonfim, até porque não me parece muito normal que na quarta-feira um dirigente tenha uma reunião com o governo sobre violência no desporto e depois ameace arrancar a cabeça a um homólogo, independentemente das provocações que toda gente percebeu que houve. Portanto, vamos só olhar para o mercado e falar de Benfica. Dizer que Gedson está confirmado, ainda não oficializado, mas confirmado no Tottenham, quando alegadamente deveria ir para o West Ham, que era o principal interessado. Ele vai ficar um ano e meio emprestado ao Tottenham do José Mourinho, com uma opção de compra que, em princípio, ficará nos 50 milhões de euros. Portanto, no final de junho de 2021 ou até junho de 2021, o Tottenham terá de decidir se está disposto ou não a dar os 50 milhões pelo Gedson. Portanto, em relação ao Benfica, fica apenas por saber, à exceção da questão do Fejsa e do Zivkovic, quem é que será o novo avançado para o lugar do Raúl de Tomás. Fala-se agora em Espanha na possibilidade de Mariano Díaz, avançado do Real Madrid. Há sempre também Diego Sousa, um jogador que Bruno Lage sempre manifestou algum interesse quando estava no Sporting Braga e que nesta altura estará disponível para ser cedido, porque a experiência chinesa não está propriamente a correr bem. Em relação ao futebol do Porto, as novidades que poderão ou não existir dependem de uma eventual saída de Aboubakar, até por uma questão financeira, para equilíbrio deste exercício 19/20. E depois chegamos ao Sporting e a Bruno Fernandes, que vai ser o grande tema. Nesta altura, existe-

Sai ou não sai? A pergunta que se põe é: sai ou não sai?

Sai. Sim, desta vez vai sair. Não é bem um princípio de acordo, mas já existe uma base negocial que interessa quer a Manchester, quer a Sporting. Vai haver, como nós falámos logo na sexta-feira, vão existir jogadores também neste negócio e o Joro, que já passou pelo Sporting, é um deles. Ficará por saber apenas o dinheiro em termos de variáveis que estará nesta venda, apontando para um valor fixo de 60 milhões, e é aqui que eu queria também fixar-me. São 60 milhões, diria assim, imaginários, no sentido em que terão de ser divididos por muitas partes. E portanto, assumindo que este negócio do Bruno Fernandes poderá ser feito, que o Sporting não gostaria que fosse feito antes do derby, ou seja, o Sporting gostaria de contar com ele ainda no jogo contra o Benfica. São 60 milhões que nós tiramos os 10% normais para agentes e passam para 54. São 54 que nós tiramos os 10% da mais-valia para a Sampdoria, que ficou contratualizado quando ele chegou ao avalar, e passamos para 48,85 milhões. São 48,85 milhões que tiramos os 5% do mecanismo de solidariedade que existe por regra FIFA e passamos para 45,85 milhões. E são 45,85 milhões que tiramos os 30% que o Sporting obrigatoriamente terá de dar à banca

Porque ficou assim acordado na última reestruturação financeira e o valor líquido de encaixe ficará nos 32,1 milhões de euros. Portanto, isto mostra não só a questão que existe hoje em termos de contratos, de divisão de dinheiro, mas também que o Sporting continua a estar refém da banca, porque estes 30% que terá de oferecer farão muita falta em termos de exercício 2019/2020.

E quem é que o irá substituir? Para além desta troca de jogadores, porque sem o Bruno Fernandes isto vai ser um Sporting-

Existe um sonho, que não me parece real, chamado Adrien. Existem outros jogadores. O Sporar, avançado, estará para breve também, mas chegará pelo menos mais um médio de características ofensivas.

Vamos continuar a acompanhar este mercado de inverno aqui na Rádio Observador. Agora, Golo Fora. Mariana, neste Golo Fora vamos saber a história de Marcos Freitas.

Sim, até porque já falámos aqui no nosso programa com o João Monteiro, já falámos também com o Fouyu e hoje chegamos ao Marcos Freitas, que tem 31 anos, é considerado o melhor mesatenista português de sempre. Começou a jogar na Madeira, de onde é natural, passou por três clubes alemães e um francês e está atualmente na Rússia. Não teve grande sorte nos Jogos Europeus do ano passado, mas a verdade é que aponta agora obviamente aos Olímpicos de Tóquio e conta-nos que a primeira vez que foi jogar para fora foi aos 18 anos.

Eu desde muito cedo que estou habituado a jogar no estrangeiro, torneios internacionais. Mas a minha saída para representar um clube no estrangeiro deu-se em 2007, ou seja, eu tinha 18 anos.

Tinha 18 anos, mas ao contrário daquilo que poderia ser expectável, a verdade é que até considera que já saiu do nosso país demasiado tarde.

Não, eu acho que já foi demasiado tarde. É normal no nosso desporto atletas saírem, principalmente atletas como nós, de países onde realmente não há muita expressão, onde este desporto não tem muita expressão no nosso país e é normal procurarmos melhores lugares para treinar e para competir, para tentar evoluir.

E explicou que não tem grande intenção de regressar a Portugal, pelo menos num período a curto prazo.

Para já não está nos planos, porque ainda tenho muitos objetivos e também a minha carreira passa neste momento por me manter no estrangeiro. No futuro nunca se sabe, mas para já não. Para já é continuar a fazer o trabalho que tenho feito, tentar evoluir ainda mais e tentar atingir os objetivos que tenho internacionais.

E Marcos Freitas deixou ainda um conselho aos jovens mesatenistas que estejam agora a começar a carreira em Portugal.

O meu conselho é que realmente treine e procure os melhores clubes, os melhores treinadores aqui em Portugal, no início, a começar, e que tem que treinar mesmo muito e só depois de ter bons resultados em jovens e ver que realmente há aquela possibilidade de poder ser bom jogador, então procurar um bom lugar fora de Portugal para tentar atingir esse sonho, esse objetivo.

Terminamos assim esta primeira parte com esta entrevista feita pela Mariana Fernandes ao mesatenista Marcos Freitas. Voltamos já a seguir com a entrevista. Fernando Mendes. Segunda parte deste Nem Tudo O Que Vai a Rede é Bola. Junta-se agora aqui a nós, à Mariana Fernandes e ao Bruno Roseira, e a mim também, Fernando Mendes, antigo internacional português, vestiu a camisola dos três grandes e se não me falham as contas, jogou em pelo menos mais 10 clubes.

10 também não.

10 clubes no total? Por aí, sim.

Não, para aí uns oito. Oito ou nove.

Esta foi a primeira, agora vamos à segunda. Estamos em altura de mercado, transferências, mexidas nas equipas. Tu fizeste uma passagem, trocaste o Sporting pelo Benfica. Na altura recebeste algumas ameaças, colocavam-te bombas nos carros. Achas que isso era possível agora ou não? Nesta altura, um jogador que fizesse uma transferência destas.

Acho que agora era pior. Acho que as coisas hoje em dia estão mais extremadas. O ambiente entre os clubes, principalmente os rivais Sporting, Benfica e Futebol Clube do Porto, as coisas estão a atingir proporções que na altura não acontecia. Os adeptos não gostavam que os jogadores se fossem para clubes rivais. Havia umas ameaçazinhas, mas eram coisas poucas. Hoje em dia, todo este ambiente criado à volta dos clubes, muitas das coisas que se estão a passar no futebol português é propício a este tipo de situações. Acredito que é mais complicado um jogador hoje em dia se transferir para um clube rival.

Quais são as principais diferenças que existem entre um jogador nos anos 80 e 90 e um jogador de hoje, por exemplo?

Começando por termos financeiros, para já. É uma diferença gritante. E acho que existia uma coisa na altura, os jogadores gostavam de jogar nos clubes que eram adeptos e isso hoje em dia perdeu-se também um pouco. O futebol também não era uma indústria tão rentável como é hoje. Hoje em dia mexe com muita coisa e também na altura muitas das vezes as transferências de um clube para o outro em termos monetários não eram grandes diferenças. Hoje em dia, não. Hoje em dia sai-se de um clube para o outro, as coisas são volumes de dinheiro muito mais significativos do que era antigamente. Portanto, muitas coisas, muitas diferenças, a própria paixão Eu às vezes vejo algumas entrevistas de ex-jogadores de futebol, mesmo no estrangeiro, que dizem que o futebol hoje é diferente. Por causa disso também, mesmo os próprios miúdos, a mentalidade que eles têm hoje em dia não é o que era antigamente. Nós antigamente tínhamos respeito. Eu tive a felicidade de começar a jogar nos seniores do Sporting com 17 anos e chegava ao balneário, eu tinha, por exemplo, que cumprimentar os meus colegas, os Jordões, os Manel Fernandes, os Oliveiras. Havia um respeito que hoje em dia as coisas mudam. Agora há coisas que não estão a ser transportadas para os dias de hoje, que fazem falta, o respeito, acima de tudo, pelos mais antigos e as referências dos clubes. E isso, aos poucos, vai-se perdendo as mentalidades fortes do jogador estar num clube e gostar de estar no clube. Hoje em dia, e o futebol português, acho que atingiu um patamar que os jogadores vêm para aqui só para ser uma montrazinha para passados uns meses saírem embora. As facilidades hoje também são diferentes do que antigamente. Antigamente também havia restrições no estrangeiros, havia uma série de coisas que também condicionava a própria ida de alguns jogadores, principalmente para o estrangeiro. Mas muita coisa mudou.

Já disse que acha que a rivalidade, apesar de tudo, está hoje mais extremada entre os clubes grandes. A verdade é que já tivemos até um treinador, Jorge Jesus, a saltar de um lado para o outro da segunda circular e o assunto, que foi verão quente, acabou depois por se disseminar quando a temporada começou. Acredita que aquilo que foi, nos últimos cinco, 10, 15 anos, uma grande rivalidade entre o Benfica e o Sporting, está a ser substituída por uma grande rivalidade entre o Benfica e o Porto?

Já está há muitos anos. A rivalidade entre Sporting e Benfica ficou vincada e foi forte enquanto o Sporting foi um concorrente e um candidato a conseguir objetivos, a ganhar títulos. E o Sporting há muitos anos que ficou, por culpa própria muitas das vezes, afastado desses objetivos e até aos anos 80, 84, 85, quando começa a aparecer a grande força do Futebol Clube do Porto. A partir daí, acho que Benfica e Futebol Clube do Porto tornou-se a grande rivalidade do futebol português. O Sporting consegue se intrometer. E eu tive essa felicidade e posso-te dizer que enquanto jogador do Sporting, enquanto jogador do Benfica e do Futebol Clube do Porto, posso dizer quando fui para o Benfica, isto em 89, já na altura, o grande adversário do Benfica, o Sporting não contava, era o Futebol Clube do Porto. Depois fui para o Porto em 96, o grande adversário do Futebol Clube do Porto era o Benfica. O Sporting já não fazia parte das preocupações diárias destes clubes. Agora imagina eu, como sportinguista, estar a jogar, e tive muito orgulho em jogar na grande maioria dos clubes onde joguei, principalmente nestes dois adversários diretos do Sporting, estar a viver com isto diariamente, a saber: "Não conta o Sporting. É um concorrente que não nos aquece nem a referência."

Daquilo que falou há bocadinho, falou de Jordão, falou de Manuel Fernandes, também ouvi ao Damas, o Oliveira. Essa falta de referências que o Sporting foi tendo final década de 80, anos 90 e agora, onde, por exemplo, o Bruno Fernandes é capitão há dois anos e pouco. Isso também justifica, de certa forma, o decréscimo competitivo do Sporting?

Não só. Repara, se nós olharmos hoje em dia também para o Futebol Clube do Porto. Se olhares o Futebol Clube do Porto, tem sempre referências de clube, jogadores criados ali ou que andavam ali pelas redondezas e regressavam ao Futebol Clube do Porto, aí era referências. Tudo o que era jogadores novos, tinha uma espécie de beija-mão, entre aspas, tinha que estar com aqueles jogadores e seguir muito o exemplo daqueles jogadores. E vê-se a força que o Futebol Clube do Porto tinha através disso, jogadores da formação, e o Sporting tinha isso. Agora, a diferença é enquanto esses clubes tinham essas referências e ganhavam, iam crescendo com essas referências e os resultados em termos desportivos e mesmo financeiros. E vê-se o dia, por exemplo, que o Futebol Clube do Porto fez a inventa de jogadores formados naquele clube. Isso no Sporting não acontecia. Não por não ter qualidade, e tinha muita qualidade, e continua a ter jogadores formados no clube. Agora, faltando referências, claro que é diferente do que nós hoje em dia chegarmos ali. Não está em causa a capacidade do Bruno Fernandes como líder, mas ver um capitão do Sporting está ali há dois anos. A mim não me choca, sinceramente, porque os tempos, as coisas vão mudando e nós temos que nos habituar a isso. Não vejo que o problema seja esse das referências. É uma coisinha que machuca também, mas o problema do Sporting é muito mais do que as referências do clube.

Apanhou o Jorge Jesus no Vitória de Setúbal, chegou a dizer até que teria sido o melhor jogador se tivesse cruzado com ele mais cedo e depois conheceu o Jesualdo Ferreira ainda enquanto adjunto no Benfica. Acha que Jesualdo, depois de Jesus, se vai dar bem no Santos e no Brasil?

Jesus foi o melhor treinador com quem eu trabalhei. Disse isso na altura e digo agora também. Se eu tenho apanhado Jorge Jesus mais cedo, se calhar estava há pouco tempo no futebol português, que aprendi muitas coisas com ele, porque tem uma vantagem em relação aos outros treinadores e as pessoas podem dizer: "Ele é vaidoso, é arrogante, é convencido". Não. Fazes coisas com ele que não fazes com outros treinadores. Tens trabalhos táticos, técnicos, que não fazes com outros treinadores. Normalmente, os outros treinadores têm o seu cunho, mas normalmente é standard, é tudo a mesma coisa, e depois a qualidade dos jogadores vem ao de cima. Ali também é assim, tem coisas standard, tem trabalhos só dele e que o jogador cresce imenso com isso. Quanto à pergunta, Jesualdo Ferreira. Vamos lá ver. Jesualdo é um treinador com uma capacidade, pelo menos em termos de futebol lá fora, tem feito trabalhos fantásticos. Parece-me que tem um problema. Em termos de capacidade que o Santos poderá ter, em termos financeiros, o Jorge Jesus vai perder jogadores e já está a comprar jogadores. A priori, as coisas em termos de campeonato e das provas que o Jorge Jesus irá ter, porque tem capacidade financeira, o clube tem para lhe proporcionar com as saídas de jogadores, entrar outros jogadores com qualidade. Mas isso, às vezes, clubes com pouco dinheiro conseguem fazer surpresa. Uma coisa o Santos tem uma vantagem também nesse aspecto. Leva um treinador com uma capacidade excelente para também que aquele clube cresça.

Falou há bocadinho do Jorge Jesus. Eu tinha aqui a pergunta de qual era o treinador e o presidente que tinha marcado mais. Mas em relação ao Jorge Jesus, eu gostava de perceber uma coisa: percebi agora neste sucesso do Flamengo, que o Fernando tem enquanto comentador e como amigo dele, viveu se calhar mais do que seria suposto estes sucessos do Flamengo. Aquilo que eu lhe queria perguntar era, em relação a ele, se acha possível mesmo ele voltar à Europa e ter um clube pelo qual possa lutar pela Liga dos Campeões, em termos reais. E segundo, gostava que me tentasse explicar, como antigo jogador e como amigo, o que ele quer dizer quando: eu sou um criador. Ou seja, o que ele tem de diferente, seja a nível de treino, a nível de jogo, a capacidade que tem para mudar um jogo de um momento para outro, o que ele tem de diferente para ser um criador?

Vamos lá ver. Mas sabe, Partes, quando se perguntar ao ele voltar para a Europa. Vamos lá ver, Jorge Jesus é um treinador, apesar da idade, continua a ser um treinador ambicioso. E quando ele disse, só há cinco clubes, salvo erro, que ele poderia vir. E ele disse isso recentemente, que não ia para um clube qualquer da Premier League para estar a ganhar meia dúzia de jogos, que isso já não. Portanto, há poucos clubes, e se nós vermos, para ganhar a Liga dos Campeões, são poucos, são quase sempre os mesmos: Real Madrid, Barcelona, o Bayern de Munique. Não foge muito a Juventus.

A última vez que vocês estiveram juntos, até me pareceu que ele estava a abrir a porta até ao PSG. Estava ali com uma conversa que também está ali uma comunidade portuguesa interessante, que se conseguiu criar ali. Sim, e faz sentido.

Tem capacidade financeira para isso. Mas eu vejo mais ele, e se reparares também, eu a apertar na altura com o Futre também. Acho que é um treinador para o Atlético de Madrid. Acho que tem muito a ver a forma dele ser, a forma daqueles adeptos tem muito a ver também com a forma de estar e de Jorge Jesus lidar enquanto treinador. Agora, o que ele queria, repara, e ele já disse isso alguma das vezes, que era um apaixonado pelo basquete, via muitos treinos de basquete. Ele conseguiu, e se reparares, houve uma grande polêmica na altura aqui por causa dos cantos, das bolas paradas, dos bloqueios. Ele sabe que consegue sacar essas coisas noutras modalidades e transportá-las para o futebol. Essas e outras situações, ele é o próprio a dizer, fica-se por aí, não diz qual é os segredos dele. Não só isso, o tipo de treinos que ele os queria, nem sempre dá certo. Agora que é fácil de assimilar rapidamente e vê-se. E repara, não é por acaso que ele chega ao Benfica no primeiro ano, foi fantástico. Não é por acaso que ele chega ao Sporting no primeiro ano, não ganhou, porque se calhar falaram demais. É um facto, falaram demais.

Esticaram a corda. Ali no bom início, esticaram um bocado a corda.

No início, já iam para o Marquês, e mais já estamos no Marquês. E isso veio atiçar um bocadinho ali os artistas ali do lado e o Sporting saiu prejudicado por isso. E não é por acaso que ele chega ao Flamengo também e vê-se em seis meses o que ele chega a sete ou oito pontos, salvo erro, do segundo, e o que ele consegue. Agora, é desaire de sorte. Eu gosto muito dele, tenho um carinho muito especial por ele. E quando estavas a dizer há pouco também, eu nunca tinha visto, se calhar muitos de nós, poucos jogos do Campeonato Brasileiro Quem é que ligava ao campeonato brasileiro? Temos jogador, está lá o Gabigol. Se calhar muita gente não conhecia o Bruno Henrique. Quem é o Bruno Henrique? Ou o Arão. De um momento para o outro começamos a vibrar. É curioso que a imagem de Jorge Jesus também começa a mudar. Era uma pessoa que muita gente não gostava e de um momento para o outro, as pessoas dizem: "Espera aí, se calhar há aqui uma pessoa mudada." Ele próprio a dizer isso também. A Arábia fez-lhe bem.

Jorge Jesus, treinador e presidente. Houve um dia um presidente que o conseguiu resgatar do Raia Velha Canhe, quando já estava quase em Espanha. Pinto da Costa é um dos presidentes mais marcantes ou conheceu outros que o tenham marcado mais?

Todos marcaram. João Rocha, grande senhor, grande homem. Agora, como homem do futebol, a imagem que nós tínhamos dele, enquanto não jogadores do Futebol Clube do Porto e quando se assina por aquele clube, a imagem que se fica e que sai daquele clube, a imagem daquele presidente é uma coisa fora do normal.

E como é que olhou para a evolução de Sporting e do Benfica nos últimos 15, 20 anos e que acabou por abrir este quase decalage entre um e outro, que não está só expressa na atual classificação, como está expressa nos últimos campeonatos?

O Sporting a regredir. Teve uma ligeira aparição, mas depois conseguiram mais uma vez dar cabo daquilo. Custa-me dizer isto também como sportinguista, mas é um dos pontos fortes do Sporting, é os sportinguistas conseguirem dar cabo do Sporting. Acho que isso é extraordinário. Nunca vi um clube assim na minha vida e como é que aquele clube ainda consegue sobreviver. Quanto ao Benfica, com trabalho. Muitas coisas, se Deus quiser, irão se saber. A forma como se consegue títulos, consegue muita coisa, que ainda muita coisa é ir no ar. Há muitas coisas que saíram e acho que as coisas têm que ser de uma vez por todas postas em pratos limpos e punir. E há provas disso. Basta ver. Andamos aqui há dois ou três anos sistematicamente a sair coisas, e parece que tudo passa ao lado. Quando se tem essa capacidade de controlar e manobrar muitas das vezes as coisas por fora, o sucesso começa a vir. Se calhar, é uma das causas.

É uma capacidade que o Benfica tem e o Sporting não?

É uma capacidade que o Benfica tem e o Sporting não tem. Não tenho a mínima dúvida. Basta ver em tudo.

Derby. O Benfica ganhou os jogos todos fora com o Bruno Lage. Já são 16. O Sporting está agora a lutar com o Famalicão, mas existe sempre esta questão de um Sporting-Benfica em Alvalade e o ano passado na Taça de Portugal, por exemplo, viu-se isso, que o Sporting também consegue bater o pé ao Benfica. Acha que é possível também agora na sexta-feira poder haver um Sporting mais parecido com aquele que jogou com o Futebol Clube do Porto para poder causar aquilo que nesta altura é uma surpresa, face à distância que eles têm no campeonato?

Independentemente da capacidade atual do Sporting, considero que uma equipa que joga em casa tem sempre um ligeiro favoritismo. Se formos a ver qualidade de equipa, o Benfica está de longe superior ao Sporting. Mas por causa do contexto também em si, a qualidade de alguns e a capacidade de representar aquele clube. Muitos daqueles atletas, na minha opinião, não têm capacidade para vestir aquela camisola. É assim tão claro como isto e a diferença é tremenda. Agora, se tem capacidades para ganhar? Acredito que sim.

E agora, é tempo de descontos. Vamos às perguntas rápidas, quem é que marcou mais? Aurélio Pereira, Manuel José ou Jorge Jesus?

Aurélio Pereira.

E onde é que se sente melhor? Porto, Lisboa ou Montijo?

Montijo é a minha terra.

Se pudesse só escolher um jogo, o 7x1 ao Benfica, o 2x1 ao Barcelona das mãos de Manuel José ou um outro jogo que se lembre?

Posso escolher dois?

Pode ser.

O 7x1 e o Barcelona. Apesar de termos sido eliminados.

Como é que te defines: jogador, treinador ou comentador?

Jogador já não, já não tenho idade para isso. Sou um comentador desportivo, afeto ao Sporting, não comentador do Sporting.

E o futebol é para ver no estádio ou no sofá?

Hoje em dia há muitos jogos que é melhor ver no sofá.

Bruno Carvalho, Frederico Varandas ou nenhum deles?

Não respondo. Fico por aqui. Já tenho problemas que chegue.

Fernando, obrigado por ter estado aqui conosco. Fim de jogo, apito final neste "Nem tudo o que vai a rede é bola". Daqui a pouco em observador.pt já pode ouvir este programa em podcast. Até já.