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Paulo, tens uns capotes.
Deixei cair os auscultadores.
Mas estiveste graça, a tua reação.
É a reação de um jogador de alta competição. Foi logo um guarda-rede.
Reflexos. Ótimos reflexos.
Por falar em alta competição, eu ia pedir pra levantar o dedo quem sente que subir uma rampa de garagem é fazer uma maratona. Sendo assim, não sei se...
Então.
Eu não.
Subir uma rampa de garagem?
Depende da inclinação.
Imagina a rampa de estacionamento do El Corte Inglés. Duas maratonas.
Aquela em caracol?
Sim, por exemplo.
Mas isso...
Isso é uma pessoa que faz duas maratonas.
Isso já tem quase a extensão de uma maratona.
E exige muita concentração.
Sim, também.
Aliás, vê essas marcas.
Mas estamos a falar de carro?
Não, a pé. Mas tirando o exercício físico, sabemos que vocês são, e sobretudo o Paulo e o Bruno, que agora andam a competir de manhã, ver quem é que chega primeiro.
Normalmente ganha o Paulo.
Qual foi a última dieta milagrosa ou aquele ingrediente XPT que compraram no celeiro só porque viram na internet? Eu comprei vinagre mãe, foi uma amiga minha que me sugeriu.
Também há vinagre pai?
Não foi pra apanhar moscas, não.
Mas nota-se imenso. Mas não está a resultar.
Por quê? Está azeda, é isso?
Diz?
Está azeda, amarga?
Estou ácida.
Ácida.
Estou ácida.
É pra contrariar o doce.
Esqueçam as algas não sei o quê, o jejum intermitente, o frango com arroz a todas as refeições.
Suplementos não sei das coisas.
Preparem-se pra poupar dinheiro com estas coisas, com dietas malucas, porque o segredo da longevidade e da boa forma física do Cristiano Ronaldo foi revelado. Até estou emocionada e não tem nada de extravagante. Na verdade, é exatamente o oposto.
Fazer cinco horas de exercício por dia.
A subir rampas. A revelação foi feita pelo nutricionista desportivo espanhol Johnny Ondina. Ele explicou que o chamado ingrediente secreto que mantém o Ronaldo a jogar ao mais alto nível aos 41 anos, é algo que 90% das pessoas e dos atletas não têm.
Mas diz, o que é?
Pode ser genética, mas não é. O ingrediente chama-se consistência.
Eu pensava que era mesmo um ingrediente. Já ia comprar.
Eu li isto e pensei: "Vem aí, é agora o segredo". Consistência.
Dá pra comprar pra net?
Dá, vende-se em frasquinhos.
É o que o meu pai diz sempre.
Confessou até que a alimentação do CR7, nas palavras deste nutricionista, bastante aborrecida. Na cozinha do Ronaldo, não há ingredientes mágicos ou supercaros.
Aposto que há vinagre mãe.
Qualquer um de nós pode comprar no supermercado exatamente a mesma comida que ele tem em casa, os ovos, o peixe, frangos, legumes e coisas 100% naturais. A única diferença é que cerca de 95% da alimentação do Ronaldo é rigorosamente saudável todos os dias, ano após ano.
Que seca.
Que seca, não é?
Não é assim pra uma loucura.
Não, ele de vez em quando abre uma exceção pra comer um doce ou algo processado. Diz que é pra não criar uma relação tóxica com a comida.
Lembra se daquele momento em que era uma garrafa de Coca-Cola ou um copo de Coca-Cola numa conferência de imprensa e ele retira.
E o Mbappé fez agora o mesmo com uma bebida isotônica também que estava na mesa da conferência de imprensa.
Pronto, portanto, este nutricionista deixou aqui um aviso bem direto pra quem passa a vida a seguir modas no TikTok. Até disse que há miúdos de 18 anos a gastar fortunas em sal dos Himalaias ou em fazer jejuns loucos de 15 dias, quando o segredo está apenas em comer comidinha simples, de forma consistente. Vai sem grandes refogados, não é? Não convém abusar na forma como se confecciona.
Eu acho que a forma física do Ronaldo...
Fritos nem pensar.
Fritos nem pensar.
Não, isso não entra. Mas eu acho que a forma física do Ronaldo-
Muito exercício
...se deve a outras coisas também.
Outras coisas?
Sim, quer dizer, ao trabalho.
À consistência desse trabalho também.
Às genéticas.
Depois de um prêmio qualquer que ele recebeu, um dos muitos, ele dizia que a cesta era muito importante pra ele. Nunca perdia uma cesta, nunca saltava.
Ou seja, é uma combinação de vários ingredientes.
Mas em tudo, a consistência. Na cesta.
Não é fazer uma vez.
Exercício físico, não é uma vez.
Consistência eu também tenho, mas é fazer as coisas bem.
És muito consistente.
Sou muito consistente na alimentação que faço.
Eu também.
Não se vai falar de outra coisa no Reino Unido.
Já não se fala.
Já não se fala. E isto promete mesmo. O novo livro do irmão de Diana Spencer ainda não foi publicado e já se está a falar mesmo muito disto e vêm, de fato, grandes revelações ou acusações, se calhar é mais correto. Só o título, não é?
Falamos sobre isso ontem aqui.
Tinha sido roubado um lote de livros na Holanda. Não é preciso isso, o Daily Mail já está a começar a pré-publicar alguns trechos. Chama-se "O Canto do Cisne", e a primeira parte já levou mesmo a um comunicado do Palácio de Buckingham, porque são revelados pormenores das interações que o príncipe Carlos, na altura príncipe Carlos, teve com o irmão da princesa Diana logo após a morte, nos preparativos para o funeral. E Charles Earl Spencer chegou a comparar a reação de Carlos a alguém que ganhou a loteria, escreve ele, que ao contrário das outras pessoas com quem ele falou, que estavam até com muita dificuldade em expressar as condolências, oferecer ajuda, Carlos, pelo contrário, soava eufórico como alguém que tivesse vencido a loteria e que poderia finalmente ser livre para poder casar com a mulher que amava, em vez de chorar a perda daquela que não amava. Ele relata mesmo uma conversa telefônica que teve, e isto já a propósito da preparação do funeral, quando o irmão de Diana soube que os filhos de Diana, na altura com 15 e 12 anos, iam acompanhar o caixão, o cortejo fúnebre. Ele ficou muito indignado, disse que isso era uma coisa bárbara, que estava fora de questão. Recebe um telefonema do agora rei, já num tom completamente diferente, em que se enfureceu e acusou a família Spencer de não ter a noção do dever, de não perceber o que significa estar presente ali. E diz a frase terrível, provavelmente aquela que o Bruno leu nos títulos, que é: "Pode ter a certeza que havemos de esquecer Diana Spencer muito brevemente. O tempo vai fazer com que a imagem dela desapareça mais rapidamente do que o peso da família real". Foi isto que levou o Palácio de Buckingham já com uma reação a dizer que a dor da perda de um irmão pode fazer com que a memória fique alterada, tentando um pouco desvalorizar estas acusações. Mas há uma outra razão que o irmão de Diana aponta no livro para ter forçado, aparentemente, os filhos a estarem naquele cortejo. Era o medo que se Carlos caminhasse sozinho, o público pudesse gritar ofensas contra ele e assim poderia estar mais protegido de qualquer eventual insulto. Há só mais uma questão que também há de seguramente merecer muitas reações e muitos comentários. O irmão de Diana conta que o pai, John Spencer, teve uma ligação romântica com a rainha Isabel II. Não dizendo exatamente quando é que houve esse suposto romance, mas que terá sido impedido pelo sistema da família real. Mas isto está aqui a pairar no ar e não se vai falar de outra coisa.