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Jornal das 6, na Rádio Observador, com edição de Miguel Cordeiro. Em destaque, os preços dos combustíveis, que atingiram hoje novos máximos históricos em Portugal. O governo descarta, no entanto, dar mais apoios no que toca aos combustíveis.
Luís Montenegro já tinha dito isso na semana passada, na mensagem que fez ao país. A ministra do Ambiente hoje disse praticamente a mesma coisa. Maria da Graça Carvalho defende as contas públicas saudáveis e explica que não é possível dar apoios.
Temos que acautelar, por um lado, que temos as contas públicas saudáveis, por outro lado, achamos que uma ajuda generalizada iria ajudar quem precisa e quem não precisa. E neste momento, temos que canalizar essencialmente para aqueles que vão precisar, que são os mais vulneráveis e que são aqueles que precisam do carro todos os dias para ir trabalhar.
E apesar do custo elevado, a ministra explicou hoje que o consumo de combustível está mais alto do que é habitual em Portugal. E por tudo isso, a ministra apela à poupança.
O consumo, tanto do gasóleo, como da gasolina, como do jet, comparado com os meses homólogos do ano passado, tem subido. E tem subido valores elevados, 4% a 6%. Se nós compararmos com outras crises semelhantes, ou umas com maior dimensão, outras com menor, houve sempre uma diminuição, houve sempre uma poupança. E isso também queria chamar a atenção aos consumidores. É importante ter esta noção que há aqui também uma gestão pessoal e de cada empresa, de cada instituição, no poupar energia em geral e combustível em particular.
Maria da Graça Carvalho, com apelos à poupança.
A Iniciativa Liberal exige esforço ao Estado para tentar reduzir o preço dos combustíveis. Como, Miguel?
Mariana Leitão publicou hoje um vídeo na rede social X, em que afirma que o governo tem de baixar o ISP e que já o podia ter feito. De acordo com a líder da Iniciativa Liberal, desde maio que há uma proposta aprovada pela Assembleia da República que recomenda ao governo 17 medidas concretas de resposta à inflação e ao aumento dos preços dos combustíveis. Mariana Leitão critica o fato de já terem passado quatro meses desde a publicação dessa resolução e de até agora não existir qualquer resposta quanto ao estado de execução, por parte do governo, dessas recomendações. A líder da Iniciativa Liberal recomenda também ao governo que seja feito um reforço dos transportes públicos e pede, mais uma vez, flexibilização do teletrabalho.
E o PCP diz que são bastante mais do que 170 mil alunos os que não têm, nesta altura, parte dos professores. É a convicção do Partido Comunista, que pede, por isso, ao governo que assuma responsabilidades.
Fala o PCP no regresso às aulas dos mais instáveis das últimas duas décadas. Quem diz isto é Jorge Pires, membro da Comissão Política do Comitê Central do PCP. O dirigente comunista antecipa também um agravamento da situação, particularmente com as saídas para as reformas e, por isso, Jorge Pires pede ao governo para não fugir às responsabilidades. Jorge Pinto, comunista, a acusar o ministro da Educação de ter uma postura arrogante e de persistir em opções políticas fracassadas. O PCP acredita que a falta de professores vai agravar-se ao longo do ano letivo.
O primeiro-ministro assume erros na pasta da Educação, mas promete trabalho do governo para tentar melhorar a situação. Montenegro e António José Seguro participaram hoje na inauguração da nova Escola Secundária de Cascais.
E foi aí que Luís Montenegro disse que considera que António José Seguro está atento a tudo o que se passa neste setor e que António José Seguro partilha a mesma visão que o governo para a educação. No discurso de Luís Montenegro, nessa inauguração da nova Escola Secundária de Cascais, para além do presidente da República e do primeiro-ministro, também esteve no local o ministro da Educação. E nesse discurso, Luís Montenegro assumiu alguns erros na digitalização, na correção dos exames nacionais e quis deixar uma mensagem positiva aos alunos. A reportagem é do Ricardo Lopes.
Depois de mais de 50 anos em instalações provisórias, Cascais tem agora uma escola novinha em folha. O chefe de Estado e o líder de governo estiveram juntos para destapar a placa e fazer uma primeira visita. Com uma plateia cheia de alunos, Luís Montenegro quis deixar uma mensagem descontraída.
A escola é para viver alegrias, viver tristezas, e também é para fazer asneiras. É para isso tudo. Todos nós as fizemos, senhor presidente, até o senhor presidente da República. Portanto, todos nós, o primeiro-ministro, os ministros.
Brincadeiras à parte, o assunto fica mais sério quando se abordam os problemas que aconteceram nos exames nacionais.
Este ano comporta novos desafios, como aquele que terminou, que teve também as necessidades que tiveram de ser atendidas Preenchidas e os objetivos tiveram que ser alcançados, muitas vezes com dificuldade.
Dificuldades justificadas com um processo de transformação e mudança que, no fim, resultará em progresso. Ainda assim, há outros problemas mais difíceis de colmatar no setor, especialmente em Lisboa.
É nesta região que muitas vezes um professor não consegue pagar a renda da casa.
Por isso, o primeiro-ministro garante que o governo está a centrar grande parte do investimento tanto nas instalações como na fixação de professores nesta região. Sentado a ouvir está o presidente da República, que segundo Montenegro, está bem atento àquilo que se passa na educação.
Um presidente da República sempre muito atento, empenhado e interessado naquilo que se passa na escola, em todos os níveis de escolaridade, com uma visão que é partilhada com o governo.
Chegada a vez de falar, António José Seguro, o chefe de Estado confirma que está atento e que tem algumas preocupações.
Os resultados do PISA mostram que Portugal tem muito caminho a percorrer. Infelizmente, a expressão correta é muito caminho a recuperar.
Segundo este relatório, os alunos portugueses estão a perder conhecimento e competências. O presidente da República não dramatiza, mas quer ver melhorias.
É por isso que é obrigatório olhar para esses resultados com serenidade, mas também com ambição.
António José Seguro e Luís Montenegro não têm tido agenda pública em conjunto muitas vezes. Depois de inaugurarem a nova escola secundária de Cascais, seguiram juntos para a reunião semanal.
Esta nova escola tem capacidade para 1320 alunos e um investimento superior a 32 milhões de euros.
José Pedro Aguiar-Branco promete ser rápido a decidir sobre o novo requerimento, entretanto apresentado pelo Chega, numa nova tentativa de avançar com uma comissão parlamentar de inquérito a Luís Neves.
E volta também a falar sobre o chumbo do primeiro requerimento. Refere que não houve motivação política, apenas razões constitucionais. José Pedro Aguiar-Branco falou na Póvoa de Varzim, durante a inauguração de uma residência de estudantes, e o presidente da Assembleia da República explicou que se o novo requerimento do Chega estiver conforme a lei, não vai colocar nenhum entrave e vai ser rápido a decidir quanto a esse requerimento.
Não tenho ainda conhecimento direto desse requerimento, que deu entrada nos serviços da Assembleia, que estão a analisá-lo, e depois virá para o meu gabinete pra eu me poder pronunciar. E, portanto, penso que esse meu pronunciamento poderá acontecer entre amanhã e quarta-feira.
As palavras do presidente da Assembleia da República, depois de dar entrada esse novo requerimento do Chega para criar uma comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves, enquanto era diretor nacional da Polícia Judiciária.
Miguel Cordeiro, há outras notícias a marcar esta tarde de segunda-feira, 21 de setembro.
As preocupações da Proteção Civil, que vai manter durante os próximos dias o nível de prontidão três, para prevenir o risco de incêndios nos próximos dias. O Instituto Português de Mar e da Atmosfera espera para esta semana, novamente, tempo quente e seco. Há um perigo máximo de incêndio em várias zonas do país e por isso a Proteção Civil coloca esse nível de prontidão, nível três, com as autoridades prontas para responder a qualquer situação de incêndio. Já existem mais de 500 taxistas registrados na plataforma Bolt, número adentado hoje pelo diretor-geral da Bolt Portugal, Mário Morais. A nova lei sobre o regime TVDE entrou em vigor no início do mês e passou a permitir que os táxis sejam registrados nestas plataformas. Mário Morais, da Bolt Portugal, diz que está satisfeito com a lei e que a integração aumenta as opções de mobilidade e que promove o modelo complementar entre os meios de transporte. Para fechar, Ricardo, Judite, o que faziam quando tinham 13 anos?
Nada de muito grave.
Como assim?
Brincavam, iam à escola, passava por isto, não é?
Sim.
Faziam nada de especial.
Eu também não. Atenção, não fazia nada de especial.
Eu também não.
Aos 13 anos já era um pré-adolescente.
É que temos aqui uma rapariga, uma menina com 13 anos, que esteve muito perto bater um recorde do mundo na natação.
Nada disso.
Nunca conseguiram bater, né? Nem perto.
Não, nesta altura, não.
Não, nesta altura. Depois, mais tarde.
Sim. Ali por volta dos 40, 45.
Já estiveste mais perto.
Sim.
Vamos até o Japão. Jogos Asiáticos. Uma nadadora de apenas 13 anos venceu os 200 metros estilos com dois minutos e seis segundos. Melhor marca deste ano, a segunda melhor marca de sempre nesta categoria. Fica a apenas 40 centésimos do recorde mundial.
Nossa, é um fenômeno.
Com 13 anos.
E ela estava concorrendo alguma categoria júnior, não?
Ela estava a concorrer na categoria principal.
Na categoria principal.
Sim. E com 13 anos, Yu Zidi consegue a segunda medalha de ouro nestes Jogos Asiáticos. Já tinha vencido os 200 metros mariposa. É impressionante, fica a 40 centésimos do recorde mundial.
Fico sempre a pensar, mas é uma miúda de 13 anos, coitadinha. Não sei. Fico sempre um bocado dividido nestas coisas, não é, Judite?
Eu não.
Não?
Não.
Tu achas que é bem feito?
Não, eu acho que se ela quer nadar, eu acho que deve nadar.
E se nada rápido.
E se nada rápido, que nade ainda mais rápido.
Há um pouquinho de inveja aí também, Ricardo, não é?
Sim, porque eu só consegui atingir estas marcas ali por volta dos 40.
Exato.
Aí é que eu fui um exímio nadador. Agora já estou na fase descendente também.
Muito bem. É a vida.
Miguel Cordeiro, vais regressar às 18h30.