Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Da Observador. É o Jornal das 10, edição do jornalista Martim Madeira e começamos na política. Martim, já começou a rentrée do Chega.

Está a acontecer em Santarém. André Ventura já discursou nesta rentrée política por parte do Chega. Neste discurso, que foi às 9 da noite, já acabou por acabar e André Ventura falou de vários temas. Nomeou, por exemplo, os temas de Luís Neves. Diz que o Chega vai apresentar uma comissão de inquérito. Já o tinha revelado antes, o Chega que ia anunciar esta comissão de inquérito Luís Neves. Também fala na expulsão de imigrantes que cometeram crimes. Diz André Ventura que não são inconstitucionalidades e que é uma estupidez não expulsar imigrantes que cometeram crimes. Relativamente também à descida da idade da reforma e o Orçamento de Estado, o Chega vai mesmo propor a descida da idade da reforma no Orçamento de Estado e diz que o governo vai querer cortar nas pensões. São algumas das ideias passadas neste discurso de André Ventura no rentrée do Chega. Traremos, claro, mais declarações de André Ventura, mesmo as declarações proferidas por André Ventura, os sons deste discurso político nos próximos noticiários.

E o PS diz que sem uma garantia da segurança das pensões dos portugueses, não há condições para viabilizar o próximo Orçamento de Estado.

José Luís Carneiro acusa o governo de querer espalhar o medo com o novo estudo sobre as pensões. Em entrevista à SIC, o líder do PS diz que o déficit na Caixa Geral de Apresentações tem de ser corrigido através do Orçamento de Estado e não através do dinheiro dos contribuintes, e deixa esse alerta.

Fique claro, o estudo mistura alhos com bugalhos e não se pode misturar alhos com bugalhos numa matéria tão sensível e é inaceitável que se permita que se instale o medo sobre a segurança das pensões. O saldo da Segurança Social é um saldo positivo e em momento algum o Estado pode pegar nas contribuições dos trabalhadores ou das empresas para pagar o déficit da Caixa Geral de Apresentações, porque esse é um dever do Orçamento do Estado. Se não tivermos a garantia, por exemplo, do primeiro-ministro, porque tem que ser uma garantia do primeiro-ministro, com palavra pública, de que garante a segurança das pensões presentes e futuras, nós não temos condições para contribuir para a estabilidade orçamental e para a viabilidade do Orçamento do Estado.

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, sobre a participação do Estado na REN. Carneiro pediu ainda um esclarecimento do governo, numa altura em que o Executivo anunciou que vai investir na empresa.

E agora, quanto aos incêndios, o incêndio em Boticas está agora com quatro frentes ativas.

Que ardem com intensidade, é o que indica o comandante dos bombeiros à Lusa. O incêndio que deflagrou ontem no Conselho teve durante a tarde de hoje uma reativação. Ora empenhados neste combate às chamas em Boticas, de acordo com o site da Proteção Civil, estão empenhados mais de 200 operacionais, 66 veículos e dois meios aéreos.

E além deste fogo, em Arouca, as chamas não dão tréguas.

O fogo segue com três frentes ativas. A situação mais preocupante é em Rio de Frades. A autarca de Arouca, Margarida Belém, dá ainda conta de um reforço nos meios do terreno face às dificuldades do combate humano.

Temos as três frentes ativas e temos algumas situações muito delicadas e de difícil combate. E portanto, a situação mais preocupante neste momento é Rio de Frades, mas temos um conjunto de aldeias que são ainda preocupação e, portanto, aumentamos a área ardida. Mas o importante aqui também é referir que, fruto do reforço dos meios aéreos, que contamos ainda que possam ser reforçados durante a tarde, porque é impossível com estas condições do terreno, com estes declives, com estas escarpas, é muito difícil a atuação humana.

Aqui Margarida Belém, a presidente da Câmara Municipal de Arouca, sobre este incêndio que lavra no Conselho, em registo da RTP. No teatro de operações estão quase 600 operacionais apoiados por perto de duas centenas de veículos e seis meios aéreos. Também em Santo Tirso, o fogo já foi dominado. Tinha deflagrado na segunda-feira em Rebordões, no Conselho de Santo Tirso. Está agora dominado. Essa informação é dada pela Agência Lusa e pelo comandante dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia.

Seguimos com as notícias. A antiga presidente do Instituto de Apoio à Criança diz que se tem registado uma desvalorização da violência em Portugal.

Lamenta também que sejam feitas queixas sucessivas às autoridades antes de homicídio acontecer, que depois acabam por não dar em nada. É o que indica Dulce Rocha, ex-procuradora na análise ao caso do adolescente de 15 anos, suspeito de ter matado a mãe em Algés. O jovem terá asfixiado a mãe com recurso a um golpe de mata-leão e agora encontra-se com as autoridades. O menor foi sozinho, 17 dias antes do crime, a uma esquadra da PSP em Oeiras para denunciar que a mãe o agredia. Dulce Rocha diz que as autoridades não avaliaram corretamente o que estava em causa e lamenta que isso aconteça em muitos casos, várias vezes.

Não se conseguiu avaliar corretamente, portanto, não se percebeu que era tão grave assim. Pensou-se que ainda seria possível manter a situação das crianças dentro da família, que não havia uma evolução tão irreversível e que não havia violência extrema. Isso acontece em muitas situações.

A antiga presidente do Instituto de Apoio à Criança explica ainda que existe uma equipa de análise para estes casos de homicídio em contexto de violência doméstica, e avisa que este grupo de trabalho tem alertado para várias situações onde as queixas são desvalorizadas.

Muitas vezes há queixas Sucessivas, chega a haver oito queixas antes do homicídio e, portanto, há aqui um padrão de desvalorização da violência. É sempre muito difícil aceitar que a violência é tão grave que culmina num homicídio.

E isso por parte das vítimas?

Mesmo, até por parte das vítimas.

Explicações de Dulce Rocha, a antiga presidente do Instituto de Apoio à Criança ouvida no Explicador, a dar conta também que se tem registado uma desvalorização da violência em Portugal, com muitas queixas a serem ignoradas pelas autoridades.

Há um outro caso que envolve uma criança que marca a atualidade. Em Braga, a mãe de um menino de três anos foi constituída argúida depois da criança ter sido encontrada sozinha nas escadas de um prédio.

Em cima da mesa pode estar um crime de exposição ao abandono. A informação foi avançada pela PSP de Braga, que emitiu um comunicado que diz que este menino de três anos e irmã de 15 foram entregues à guarda da Segurança Social. Em comunicado, a PSP acrescenta que os factos foram participados ao Ministério Público e confirma o estatuto de arguido para a mãe do rapaz de três anos, que estaria ao cuidado da irmã de 15 desde o fim de semana. Foi encontrado sozinho esta madrugada nas escadas de um prédio. Os menores estão bem. Em cima da mesa pode estar um crime de exposição ao abandono.

E falamos agora do Médio Oriente, numa altura em que o preço do barril do petróleo ronda os US$90. Donald Trump desvaloriza tanto estes números como o próprio estreito de Ormuz.

O presidente dos Estados Unidos continua confiante face ao bloqueio naval que o governo norte-americano aplicou ao Irão. Diz que está a funcionar e que o estreito de Ormuz está aberto para os Estados Unidos. Mesmo assim, desvaloriza o estreito, tendo em conta os níveis recorde de canais de petróleo fora de Ormuz, que diz estarem a ser utilizados.

Antes falavam de US$350 por barril e hoje está entre 84 e 85 e nós estamos a receber bastante petróleo. Mas a outra coisa que aconteceu é que as pessoas encontraram outras alternativas, que elas nunca pensaram. Além disso, muitos canais de petróleo, números recordes de canais de petróleo estão a ser construídos. Então eu acho que o estreito de Ormuz não vai ser tão importante como foi no passado.

São declarações de Donald Trump aos jornalistas na Casa Branca.

Ainda na atualidade internacional, 500 menores migrantes que chegaram a Ceuta no mês passado vão ser transferidas urgentemente para a Espanha continental.

É uma reviravolta na política de imigração espanhola e surge no momento em que as menores foram agrupadas em espaços seguros em Ceuta para prevenir casos de violência sexual. Após inúmeros relatos de violações em Ceuta relatados nos últimos dias, que estão nas mãos da Justiça. Na semana passada, o governo afirmou que qualquer pessoa que entrasse ilegalmente no território seria deportada. Agora, segundo a Euronews, o Ministério da Juventude e da Infância da Espanha avança que estão em andamento os trabalhos para a transferência urgente para a Espanha continental de 500 raparigas migrantes, apesar da União Europeia apoiar o retorno das menores desacompanhadas para Marrocos.

E agora com nove minutos para lá das 10, que outras notícias marcam a atualidade, Martim?

Falamos de Gaza. Os Estados Unidos deverão atribuir US$206 milhões para a força de paz na região. A administração Trump informou o Congresso norte-americano que vai enviar mais de US$206 milhões, cerca de €170 milhões, para uma força de paz proposta em Gaza, o que indica o The Times of Israel. O financiamento vai ser utilizado para cobrir despesas com equipamentos, infraestruturas, veículos e custos operacionais da Força Internacional de Estabilização, incluindo a adaptação de veículos blindados norte-americanos para apoiar a missão. Benjamin Netanyahu avisa que a Turquia não vai permitir reforço militar na Síria. O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu avisou a Turquia que não vai permitir o aumento da presença militar turca na Síria, um dia depois de Israel ter bombardeado uma base aérea no norte do país. O chefe do governo afirmou numa entrevista à rádio do exército israelita que o ataque na madrugada de terça-feira na região de Idlib, no noroeste da Síria, ocorreu depois de Ancara ter ignorado avisos sobre uma suposta expansão militar no país vizinho. E Rita, já que falamos da reentrada do Chega, há outra notícia sobre o partido que está a chamar a atenção.

Então, o que é que aconteceu?

Ora, no Festival de Vila de Mores, não sei se estás a par desse festival.

Claro que sim, é o mais antigo em Portugal.

Exatamente. As britânicas de punk rock Lambreni Girls tinham no palco como pano de fundo mensagens contra o partido Chega e a extrema-direita. Vamos ouvir os momentos em que isto aconteceu. Foram partilhados vídeos destes, quer nas agências, quer nas páginas do festival nas redes sociais, aqui insultos ao partido Chega.

E André Ventura já viu?

Sim, já viu, já reagiu. O líder do Chega destacou que se gastam milhares de euros do dinheiro dos contribuintes para a realização deste festival e que, portanto, os militantes e apoiantes do Chega pagaram a isto que ele chama de disparates. Questiona ainda se vale tudo e diz, e cito: "Podem as drogas e a cabeça queimada ser justificação para ofender milhões de portugueses, ainda por cima com dinheiros públicos?" É o que diz o presidente do Chega relativamente a estes insultos no Festival Vila de Mores.

E é assim que fechamos o jornal das 10, edição do jornalista Martim Madeira. Nesta hora temos o episódio desta semana de "E o Resto é História". Martim, até já.

Até já.