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As notícias com Laura Figueiredo. Bom dia. Luís Montenegro avisa que o PSD vai forçar os partidos a revelarem-se na hora de votar reformas. Na apresentação da moção estratégica à liderança do PSD, o presidente do partido criticou os que aparentemente pedem reformas, mas nunca as querem pôr em prática. Diz que esse tempo acabou, que o PSD vai forçar a decisão dos partidos.

E nós assumimos a nossa responsabilidade. Depois olharemos para os outros, para os partidos políticos, e veremos que eles, sempre que se mexe, está sempre mal. Reformar sim, mas na porta ao lado, comigo não. Reformar sim, mas não no meu setor. Reformar sim, mas não na minha casa. Reformar sim, mas não coisa que cause reação, porque eu isso não quero. Eu quero ser o político ou o partido que agrada a todos. Isso vai ser até uma determinada altura, porque nós vamos forçar a decisão. Os partidos e os políticos vão ter de se revelar no momento de votar as transformações.

Luís Montenegro lembrou ainda aos partidos, sobretudo o CHEGA e PS, que têm a responsabilidade de contribuir para uma boa governação. O presidente do PSD acredita, no entanto, que no futuro vai ser possível estar menos dependente de outros partidos.

Maioria em democracia é ter mais um voto que os outros. Este é o conceito de maioria em democracia. Maioria absoluta é ter metade dos votos mais um. Nós ainda estamos com esse objetivo na nossa mira. Agora, não subestimem, é que nós já obtivemos duas maiorias para governar nas urnas, na base da confiança das pessoas. Não quisemos governar na base de nenhum estratagema, conluio ou combinação feita atrás da vontade das pessoas.

Luís Montenegro, na apresentação da moção estratégica à liderança do PSD em Sintra, onde marcaram presença figuras do partido e do governo, como o secretário-geral Hugo Soares, também os presidentes das Câmaras de Lisboa, Sintra e Cascais, e ainda os ministros Gonçalo Matias e Carlos Abreu Amorim. Falamos agora da reforma laboral. A ministra do Trabalho considera que as palavras do presidente da República foram interpretadas ao contrário e deram força à UGT para rejeitar um acordo. Durante a campanha para as eleições presidenciais, António José Seguro deixou claro que se chegasse a Belém, vetaria a primeira versão da reforma laboral do governo e que para que o pacote laboral tivesse luz verde do presidente da República, teria de ter primeiro acordo em sede de concertação social. Ora, em entrevista à Antena Um, a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho não responsabiliza o chefe de Estado, mas entende que acabou por legitimar a decisão da UGT.

Tiveram o efeito ao contrário do que ele pretendia. Em vez de entusiasmar para um acordo, não vou dizer forçar um acordo, mas exercer a sua influência para um acordo, afinal, a UGT, na verdade, ficou legitimada para não celebrar o acordo, como veio a acontecer.

A ministra do Trabalho considera que se a proposta laboral chegar a Belém com alargado apoio parlamentar, o presidente da República vai ter margem política para recuar na intenção de vetar um diploma sem acordo em concertação social. E o antigo governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, considera que o país não precisa de mais flexibilidade laboral, mas sim de melhor flexibilidade. A rigidez do mercado de trabalho tem sido uma das justificações da ministra para a necessidade de uma reforma laboral. Em entrevista à CNN ontem, Mário Centeno deu o exemplo dos jovens para dizer que o problema do mercado de trabalho português não está na mobilidade.

Os jovens em Portugal têm uma taxa de desemprego que é três vezes a taxa de desemprego global. É exatamente o valor dos Estados Unidos da América: 2,7, 2,78 em Portugal, em média, desde 2011. Não é por aí que nós identificamos dificuldades de inserção no mercado de trabalho dos jovens. Não é por causa da legislação. Os jovens em Portugal têm uma mobilidade maior do que aquela que nós observamos para os jovens nos Estados Unidos. Eu acho que estamos a elaborar num erro. O que era importante na legislação laboral em Portugal não era ter mais flexibilidade, era ter melhor flexibilidade.

Mário Centeno foi ainda confrontado com a polêmica em torno da saída do Banco de Portugal. Reformou-se antecipadamente com uma pensão mensal bruta de €10 mil, equivalente a mais de 70% do último salário. Ora, Centeno garante que nada foi diferente do que aconteceu com os antecessores.

Foram seguidas todas as regras. Antes de mim, aposentaram-se com as mesmas regras, milhares de trabalhadores no Banco de Portugal e no setor bancário e em todas as áreas onde existem fundos de pensões similares. Portanto, não estou a ver onde é que isso possa sequer causar dificuldade.

Mário Centeno, em entrevista à CNN Portugal. E voltamos a falar da reforma laboral. A UGT acusa o governo de colocar linhas vermelhas à partida e de rejeitar propostas antes mesmo de serem negociadas. A Central Sindical já entregou aos partidos propostas de alteração à reforma promovida pelo governo. A UGT foi uma das estruturas sindicais que participaram como convidadas nas jornadas parlamentares do CHEGA, em que o executivo de Montenegro foi amplamente criticado. Faz como Maldonado Correia.

O CHEGA escolheu reforma laboral para abrir as jornadas parlamentares do partido em Viseu e à mesa sentou o vice-presidente da UGT, que critica a postura do governo nas negociações com os parceiros sociais.

Quando nós vamos para uma negociação, há uma coisa que nunca se deve fazer, que é meter linhas vermelhas. Nós não devemos rejeitar nenhuma proposta que nos é entregue pelo parceiro social que nós estamos a negociar.Pode não haver negociação depois. Pode não dar em nada.

Rui Miranda lamenta que o debate não se tenha focado na subida do salário mínimo.

Nós temos trabalhadores com 10, 15, 20 anos que estão a ganhar muito aproximado daquilo que é o salário mínimo nacional. Como é que nós podemos criar produtividade a essas pessoas que estão completamente descontentes em relação a isto?

Preocupação partilhada por Alexandre Carvalho, do Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil.

Nós temos chapadões florestais a atuar na floresta portuguesa a receber o salário mínimo nacional e eu não vejo ninguém a preocupar-se. Isto é que devia ser a reforma laboral.

E ainda, que convidado pelo Chega, deixa uma ressalva.

Eu sou de esquerda, eu não tenho problemas nenhuns em afirmar isso, mas acima de tudo, sou democrata.

Para Ana Rita Cavaco, antiga bastonária da Ordem dos Enfermeiros, o tema não se reduz ao espectro político.

Para dizer, como ponto prévio, que me irrita que a esquerda ache que a defesa dos trabalhadores é um patrimônio dela. Não é, eu sou de direita e fui dirigente sindical.

Protesta contra uma das medidas da proposta do governo, o alargamento dos serviços mínimos em caso de greve em vários setores.

Todos sabemos que a greve, para ser eficaz, tem que causar desconforto, tem que causar incômodo.

Preocupações ouvidas pelos deputados do Chega, Rita Matias agradece a disponibilidade de quem aceita sentar-se à mesa com o partido.

Só temos a agradecer pela ausência de preconceito ideológico e pela disponibilidade por dialogar com o Chega, apresentar soluções válidas e batalhar ao nosso lado, mesmo não se identificando 100% com o nosso partido.

A reforma laboral como tema de abertura nas jornadas parlamentares do Chega em Viseu.

Jornalista Vasco Maldonado Correia, que esteve a acompanhar as jornadas parlamentares do Chega, que continuam esta terça-feira. E o Ministro dos Negócios Estrangeiros chamou o embaixador de Israel em Portugal, quer explicações sobre a detenção de dois médicos portugueses que seguiam na flotilha rumo a Gaza. Foram detidos não em águas israelitas, mas em águas internacionais ao largo da Turquia e, por isso, Paulo Rangel quer esclarecimentos.

Uma vez que esta ação feita por Israel, tal como a exatamente anterior, de algumas semanas atrás, foi feita em águas internacionais e, portanto, em violação do direito internacional, e dado que nós queremos garantir esse tratamento de respeito absoluto pela integridade e pelos direitos fundamentais dos cidadãos em causa, nós convocamos hoje mesmo para o ministério o embaixador de Israel, para fazermos o nosso protesto, para exigirmos esse tratamento e a reposição da legalidade internacional assim que possível.

O ministro Paulo Rangel assegura que o governo está a acompanhar a situação através da embaixada em Tel Aviv e também dos serviços consulares. Donald Trump adiou o ataque ao Irão previsto para esta terça-feira. O presidente dos Estados Unidos diz que as negociações sérias estão a decorrer e promete que vai ser alcançado um acordo aceitável tanto para Washington como para todos os países do Médio Oriente.

Outros países contactaram-me e disseram que se estavam a preparar para lançar um ataque em grande escala amanhã. Adiei-o por algum tempo, espero que para sempre, mas possivelmente apenas por algum tempo, porque tivemos conversações muito importantes com o Irão. Informámos Israel, informámos outras pessoas no Médio Oriente que têm estado envolvidas e sabem, é um desenvolvimento muito positivo. Mas vamos ver se isto dá em alguma coisa. Já tivemos períodos em que pensávamos estar muito perto de chegar a um acordo e não deu certo. Mas isto é um pouco diferente. Nós estávamos prontos para avançar amanhã com uma ação de grande envergadura. Não era algo que eu queria fazer, mas não temos escolha, porque não podemos deixar que o Irão tenha uma arma nuclear.

O presidente norte-americano a garantir ter dado ordens para que os Estados Unidos estejam prontos a avançar com o ataque total e em larga escala a qualquer momento, caso não seja alcançado um consenso. Em resposta a Donald Trump, as forças iranianas avisam que têm o dedo no gatilho. Pelo menos cinco pessoas morreram num tiroteio na Califórnia. Um dos atiradores adolescentes terá roubado três armas à mãe. A informação foi revelada pelo chefe da polícia de San Diego, que explica que a mãe do suspeito alertou as autoridades depois de notar que o filho estava desaparecido, também o desaparecimento de um veículo e de várias armas guardadas em casa. Duas das vítimas mortais deste ataque são os próprios atiradores. O tiroteio aconteceu ontem numa mesquita da cidade norte-americana de San Diego. De acordo com as autoridades, os corpos dos suspeitos foram encontrados depois dentro de um carro com ferimentos de bala autoinfligidos. Tratam-se de adolescentes de 17 e 19 anos. O FBI está a investigar o caso como sendo um crime de ódio. Vladimir Putin viaja hoje para a China com uma extensa delegação. Vai reunir-se com Xi Jinping numa visita oficial a Pequim. A Agência TASS avança que Vladimir Putin leva uma vasta comitiva, não apenas de ministros, mas também de CEOs das maiores empresas russas, em particular da banca e também do setor energético. E o ponto final neste noticiário das 18h, mas deixe-se ficar, já a seguir temos conferência de imprensa da Rádio Observador.