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É uma hora. As notícias com Beatriz Félix. Boa noite. É uma da manhã, tempo de atualizares a informação. E começamos na atualidade internacional. O Pentágono norte-americano planeia enviar cerca de 700 fuzileiros para a cidade de Los Angeles. Isto para apoiar militares da Guarda Nacional em resposta aos protestos contra a detenção de imigrantes. É o que diz uma fonte dos altos responsáveis, de acordo com a agência AP, que obteve junto de três fontes anônimas a confirmação da decisão do envio destes militares. Vão partir da base em Twentynine Palms, no deserto do sul da Califórnia, para a maior cidade do Estado. O envio dos militares foi inicialmente noticiado pela CNN, que também apontou o envio de 700 efetivos, embora alguns mídia apontem para um dispositivo inferior. Um alto funcionário norte-americano confirmou à AFP o envio de 500 militares devido ao aumento das ameaças contra as autoridades federais e os edifícios federais, que terão como missão proteger. O governo de Israel acusa ativistas do navio Madeline de promoverem ativismo de Instagram. As autoridades israelitas afirmaram que o navio Madeline, que foi interceptado, transportava menos do que um caminhão cheio de ajuda humanitária, garantem que isto não era ajuda humanitária, mas sim ativismo do Instagram. David Mencer, porta-voz do governo israelita, citado pela Al Jazeera, sublinhou que Israel entregou mais de 1200 caminhões nas últimas duas semanas. Diz que Greta não estava a trazer ajuda, estava para fazer ativismo de Instagram. É o que diz o governo israelita. O veleiro Madeline atracou em Israel, o navio humanitário onde seguia Greta Thunberg e outros 11 ativistas. Numa publicação na rede social X, o Ministro dos Negócios Estrangeiros israelita confirmou que o veleiro atracou no porto de Ashdod e que os passageiros estão a passar por exames médicos. A Fundação Hind Rajab apresentou uma queixa formal na Unidade de Crimes de Guerra da Polícia Metropolitana de Londres pela interceção do barco com o pavilhão britânico Madeline. A embarcação foi assaltada por militares israelitas quando se dirigia para a Faixa de Gaza para entregar ajuda humanitária. Esta queixa nomeia concretamente a Unidade de Forças Especiais que fez o assalto e também o vice-almirante David Saar Salama, como comandante da armada israelita. É o que diz um comunicado da própria fundação. A organização recorda ainda que o Madeline transportava produtos médicos e alimentares, além de leite para as crianças, realçando que o ataque ocorreu a 60 milhas náuticas da costa. Donald Trump diz que a reunião com o Netanyahu correu muito bem, anuncia outra na próxima semana, desta vez com o Irão. O presidente dos Estados Unidos esteve esta segunda-feira em chamada telefónica com o primeiro-ministro israelita. Diz que a chamada correu bem e revela que está já marcado um encontro com representantes do Irão para a próxima quinta-feira. Sobre esta reunião, Trump diz que os Estados Unidos vão chegar a um acordo com o país para que não haja mais morte e destruição. Donald Trump explicou ainda que o acordo nuclear ainda não foi firmado porque a posição iraniana é demasiado ambiciosa. Por enquanto, a próxima ronda de negociações nucleares entre Estados Unidos e Irão vai realizar-se no próximo domingo em Mascate, na capital de Omã. A informação foi avançada pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, citado pela agência Reuters. Espera-se que o Irão apresente uma contraproposta para um acordo nuclear com os Estados Unidos. Por cá, o governo recorda a vontade de regular o reagrupamento familiar de imigrantes com limitações à capacidade do país. Esta é uma posição deixada pelo ministro da Presidência através da rede social X. Leitão Amaro fala em fake news, isto depois de o Chega ter anunciado que iria apresentar um projeto de resolução para suspender temporariamente o reagrupamento familiar, que para André Ventura vai fazer com que Portugal deixe entrar mais 500 mil imigrantes. Ora, Leitão Amaro diz ser falso que o governo tenha anunciado a chegada a milhares pelo reagrupamento familiar. O ministro da Presidência recorda que a proposta do governo na campanha eleitoral já contemplava uma mudança na lei para limitar o reagrupamento familiar à capacidade de integração do país. Assim, o Executivo, liderado por Luís Montenegro, compromete-se a regular e a ajustar a abertura dos canais de entrada para cidadãos da CPLP e do reagrupamento familiar. A Associação Solidariedade Imigrante diz que a proposta do Chega de suspender o reagrupamento familiar de imigrantes é desumana. O presidente da associação, Timóteo Macedo, alerta o governo para aquilo que considera ser uma armadilha do Chega, em causa um pedido do partido de André Ventura. O Chega quer que o governo suspenda, de forma temporária, o reagrupamento familiar de imigrantes. A Associação Solidariedade Imigrante defende que o reagrupamento familiar não é uma invasão, mas sim um direito dos imigrantes.

Eu quero lembrar que este governo disse aquilo que nós sempre defendemos, que o reagrupamento familiar é fundamental para a integração dos imigrantes em Portugal. Nós esperamos que o governo não caia nesta armadilha. Não se trata de nenhuma invasão. Trata-se de um direito, que é um direito das pessoas viverem em família. Eu gostaria de perguntar se alguém gostaria de ser separado, viver separado da família. E Portugal não pode impedir que isto aconteça. Portanto, temos que combater essas políticas, que são políticas cruéis, que maltratam as pessoas, que não são humanistas.

Declarações de Timóteo Macedo à Rádio Observador. O presidente da Associação Solidariedade Imigrante revela ainda que está marcada uma reunião com a AIMA para expor os atuais problemas dos imigrantes em Portugal. Já André Ventura acredita que através do reagrupamento familiar podem entrar mais 500 mil estrangeiros em Portugal, algo que considera inaceitável.

À semelhança do que a Áustria fez nos últimos dias, nós vamos solicitar ao governo que bloqueie e suspenda o reagrupamento familiar, que está a pensar que possa acontecer nos próximos meses. Nós temos a estimativa de até meio milhão de pessoas que podem entrar em Portugal nos próximos meses. Meio milhão de pessoas é absolutamente inaceitável.

Declarações de André Ventura numa visita a Loures. O líder do Chega acusa a autarquia de inação no caso de um armazém desta cidade que serve de habitação ilegal e culpa também as políticas aplicadas no passado pelo PS, mas sem deixar de lado a ineficácia que diz encontrar no Executivo de Luís Montenegro. E na véspera do feriado de 10 de junho, Marcelo Rebelo de Sousa abordou na tarde desta segunda-feira uma das marcas dos dois mandatos que cumpriu em Belém. Nunca a relação de um chefe de Estado com a gastronomia foi tão mediática como no caso do presidente em exercício, reflexão partilhada ao mesmo tempo que Marcelo Rebelo de Sousa degustava um salgado.

Eu sei que isto não é muito próprio, comer em frente às câmaras. Não era há 20 anos, mas transformou-se num clássico. O primeiro, que é pioneiro, foi muito criticado, injustamente criticado. Tinha bom gosto, era bom de lei e corria bem. Eu sou mais variado gastronomicamente e, portanto, passou a ser normal.

Embalado pelos sabores da iguaria servida numa das bancas presentes na exposição das Forças Armadas, no âmbito das celebrações do 10 de Junho, o Presidente da República levantou um pouco o véu do balanço que faz dos dois mandatos em Belém.

Eu tive que ser paulista, mas não julgo os meus coelhos. A pandemia, o Vincente, um pouco de tudo.

Um aperitivo para o balanço mais substancial que há de ser feito do trabalho do presidente dos afetos e dos prazeres da gastronomia. Mas não só deste tipo de metáforas ficaram resumidas as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa ao longo desta segunda-feira. Houve também espaço para recados ao governo, em causa a prometida reforma do Estado. Marcelo Rebelo de Sousa diz que o Executivo de Luís Montenegro deve legislar para combater a burocracia. O presidente espera uma aceleração da execução de investimento do país. Em causa, por exemplo, o plano de recuperação e resiliência que, diz Marcelo, está a ficar para trás.

O PRL está a patinar, em muitos casos, a demorar muito tempo, porque é uma burocracia tal que nós, em vez de estarmos a gastar por semana 200 milhões de euros, neste sentido, no terreno, estamos em 100, 60, 80, 70.

Marcelo Rebelo de Sousa falou também do investimento no setor da defesa. O governo antecipou a meta de gastar 2% do PIB até ao final deste ano. Na mesma linha de Luís Montenegro, o presidente descarta a necessidade de um orçamento retificativo. E fechar, a A23 continua cortada na zona da Guarda, 11 horas depois do despiste de um camião. Acidente que ocorreu ao início da tarde desta segunda-feira. Fonte do Comando Territorial da GNR da Guarda, em declarações à Lusa, diz que por volta da meia-noite e meia a circulação permanecia cortada entre os nós de Belmonte e da Benespera, no sentido Covilhã-Guarda, para permitir a remoção da via, do camião e também da carga que transportava. Para já, não há previsão para a reabertura da via. O trânsito está a ser desviado para a Estrada Nacional 18, no nó de Belmonte da A23. É o ponto final neste noticiário. A informação fica por aqui, mas regressa daqui a pouco, à 13h30, com a síntese.