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Uma hora. As notícias com João Lourenço.

Muito boa noite. Ricardo Leão diz que a justiça social não é dar a quem grita mais e pede ajuda ao governo através de um vídeo de sete minutos e meio que publicou nas redes sociais. O autarca de Loures lembra que não foi a primeira intervenção e nem será a última, adiantando que a autarquia já demoliu, desde o início do mandato, em 2021, cerca de 250 construções idênticas. Ricardo Leão esclarece que estas construções ilegais colocam em causa a dignidade das pessoas e sai ao ataque a algumas figuras do Partido Socialista. Anuncia também que não vai aceitar que movimentos políticos ou figuras públicas se aproveitem da pobreza e da fragilidade de algumas pessoas. Relembrar que a autarquia socialista de Loures iniciou, na passada segunda-feira, uma operação de demolição de 64 habitações precárias, onde vivem mais de 160 pessoas. Uma operação que, entretanto, foi interrompida por uma providência cautelar interposta por uma advogada em representação de 14 moradores do bairro. Falamos agora das infraestruturas, da privatização da TAP. O ministro das Infraestruturas critica as tentativas de privatização e nacionalização da TAP nos últimos anos. Na grande entrevista da RTP3, Miguel Pinto Luz aponta que as negociações dos últimos anos não têm sido benéficas nem para a companhia aérea, nem para o Estado.

A TAP tem sido ziguezagues permanentes. Há um partido que privatiza, o outro nacionaliza. Há um partido que nacionaliza, o outro privatiza.

E isso é o pior para a companhia?

Não, é o pior para a companhia, é o pior para a credibilidade do Estado, para a confiança dos mercados, para a confiança dos investidores em Portugal. Isso tem que acabar e agora acaba.

Já quanto à dívida de 178 milhões que a TAP deve pagar à companhia aérea brasileira Azul, em causa está uma carta assinada em 2020 por Pedro Nuno Santos, a atestar que o empréstimo da TAP não foi um suprimento. Miguel Pinto Luz diz ainda que não tem conhecimento do documento, mas garante que se a carta existir, apenas vai ser discutido entre a TAP e a companhia brasileira Azul.

Não encontramos essa carta. O processo é tão dantesco quanto foi o processo de renacionalização. Naturalmente, o Estado português sabe o que está a acontecer em tribunal e, portanto, naturalmente, tivemos a preocupação de tentar perceber se existia, de facto, essa carta ou não. No Ministério das Infraestruturas não existe, não a encontramos. Eu não vou descansar enquanto não vir essa carta. Pela afirmação que o jornal faz, e diz bem, e pelo reconhecimento que temos, as partes dizem que a carta existe. Ora, a parte do Estado não encontra a carta, precisamente pelas tais lacunas que este processo TAP está envolto.

As palavras de Miguel Pinto Luz, captadas pela RTP na grande entrevista desta noite. Já quanto à habitação, Miguel Pinto Luz acusa o PS de não responder ao aumento de população que precisava de casa e acrescenta que este governo vai fazer o maior plano de investimentos públicos em habitação. O Presidente da República diz que quer uma resposta à atual situação relacionada com as alterações à Lei de Estrangeiros, que considera insustentável, mas sem que se caia no outro extremo. Marcelo Rebelo de Sousa diz que ainda vai avaliar se promulga ou não a nova Lei de Estrangeiros. À margem de uma comemoração na Diocese de Santarém, Marcelo Rebelo de Sousa explicou aos jornalistas que não assistiu ao debate desta tarde na Assembleia da República e que, por isso, não conhece a versão final aprovada esta tarde. Ainda assim, o chefe de Estado assegura que vai fazer uma avaliação rigorosa da proposta.

A lei foi votada hoje. Eu não assisti ao debate, não conheço a versão votada, que teve alterações, ao que parece, no final. Há de chegar às minhas mãos e se encontrar que há um equilíbrio geral e não há nenhum ponto pormenor que me impressione politicamente de forma negativa, eu assino, promulgo. Se entender que tenho dúvidas nalguns aspetos quanto ao seu conteúdo, devolvo à Assembleia e peço: "Olhe, vejam lá isto. É mesmo para ser assim ou pode conhecer-se outra fórmula?"

Caso encontre algum ponto na lei que não respeite a Constituição, admite encaminhá-la para o Tribunal Constitucional. Marcelo Rebelo de Sousa garante ainda estar disponível para receber todos os partidos, da direita à esquerda. Quanto às demolições de habitações precárias num bairro em Loures, o Presidente da República defende que deve ser apurada a situação das pessoas afetadas e encontradas soluções efetivas e duradouras para evitar uma sensação de remendos. A Procuradoria-Geral da República afirma que confirma a abertura de um inquérito sobre o processo de demolição de casas precárias no bairro do Tamude Militar, em Loures. A abertura do inquérito surge depois da autoria da Lei de Bases da Habitação, Helena Roseta, ter dito que ia avançar com uma denúncia ao Ministério Público contra a Câmara de Loures, por abuso de poder nas operações de demolição de casas precárias no bairro do Tamude Militar. A autarquia socialista de Loures iniciou, na passada segunda-feira, uma operação de demolição de 64 habitações precárias, onde viviam mais de 160 pessoas, uma operação interrompida por uma providência cautelar interposta por uma advogada em representação de 14 moradores do bairro. Acerca deste tema, o advogado Miguel Matias admite não encontrar sentido no inquérito da Procuradoria-Geral da República sobre o processo de demolição de casas precárias no bairro do Tamude Militar, em Loures. Em declarações à Rádio Observador, diz acreditar que os moradores foram notificados atempadamente sobre as demolições e sublinha o papel da Câmara Municipal de Loures, que está a encontrar alternativas habitacionais para os lesados.

Sinceramente não percebo, porque as demolições efetuadas às barracas foram notificadas certamente dentro do devido tempo. E eu sei que a Câmara de Loures está a providenciar para arranjar colocação às pessoas que ficaram desalojadas das suas habitações. Eu percebo que há aqui um equilíbrio que tem que ser encontrado entre aquilo que é um direito condigno a ter um teto e o direito condigno também, e o dever, aliás, da Câmara Municipal de Loures, de agir de acordo com a lei.

Miguel Matias diz ainda que deveriam ter sido esclarecidas pela PGR, em comunicado, as possíveis acusações que a autarquia de Loures poderá vir a enfrentar. Ainda assim, acredita que em causa possam estar crimes como abuso de poder, que poderá levar à perda de cargos autárquicos políticos, mas também a nível operacional. Em Lisboa, Carlos Moedas considera que os lisboetas têm de escolher entre uma visão moderada ou radical. Um apelo feito durante a apresentação de recandidatura à Câmara Municipal de Lisboa, num evento na Estufa Fria, no Parque Eduardo VII. Carlos Moedas deixou algumas promessas, como um plano de segurança conjunto com o governo para a cidade de Lisboa. O PSD vai avançar em coligação com o CDS e a Iniciativa Liberal, mas Carlos Moedas também pisca o olho aos socialistas. António José Soares.

Um dia depois de ter anunciado uma coligação entre PSD, CDS e a Iniciativa Liberal para a Câmara de Lisboa, Carlos Moedas apela agora ao voto dos socialistas moderados. No discurso de recandidatura, o autarca diz que em outubro os lisboetas vão ter que fazer uma escolha simples.

Entre a moderação, a moderação de quem sonha e quem faz, e o radicalismo. O radicalismo que já conseguiu minar uma grande parte do Partido Socialista, que prejudicou o país e que agora quer trazer esse modelo falido para Lisboa. Por isso, meus amigos, eu tenho uma mensagem, e uma mensagem muito importante. Tenho uma mensagem para aqueles socialistas moderados que sabem que em mim têm um porto seguro em Lisboa. Para eles também, aqui estamos, para aqueles que são moderados, para aqueles que estão conosco e que vêm de tantos outros partidos.

Moedas aproveitou ainda a presença de Luís Montenegro na Estufa Fria para anunciar um plano de segurança conjunto com o governo para Lisboa.

A responsabilidade da segurança é do governo, é verdade. Mas por isso, em conjunto, e o senhor primeiro-ministro deu-me todo o apoio, vamos ter um plano de ação de segurança para Lisboa. Vamos ter um plano de ação em que vamos ter mais polícia em Lisboa. O governo não nos vai falhar. Vamos conseguir, em que vamos ter mais gente, em que vamos ter, pela primeira vez, guardas noturnos, em que vamos continuar a pôr câmeras de videoproteção e continuaremos a investir no policiamento comunitário.

O agora recandidato à Câmara Municipal de Lisboa deu os parabéns ao primeiro-ministro pelo trabalho que tem feito na imigração e promete não tolerar quem faz da imigração ilegal um negócio. Já na área da habitação, Carlos Moedas anuncia a criação de novos bairros lisboetas.

Do Vale de Santo António, 2400 novas casas, oito hectares de Parque Verde, o Vale de Chelas, que vai traduzir em 2000 novas casas, 65 hectares de espaços verdes, os 10 hectares do Casal do Pinto, os seis hectares da Quinta do Ferro, que já estamos a construir.

Ainda nesta área, Carlos Moedas promete criar projetos de habitação dedicados aos mais jovens nos bairros históricos da capital.

Jornalista António José Soares, com algumas das ideias do discurso de recandidatura de Carlos Moedas à Câmara Municipal de Lisboa. O acordo de coligação entre PSD, CDS e Iniciativa Liberal na capital para as autárquicas vai ser formalizado já na próxima semana. O diretor executivo do SNS promete que este verão a situação das urgências vai ser melhor do que no ano passado. Em entrevista na RTP, Álvaro Almeida garante que o problema das urgências pediátricas já foi resolvido, embora admita que não pode solucionar todos os problemas, o diretor executivo do SNS assegura que vai ser um verão melhor do que o do ano passado.

Não posso garantir que os problemas estão todos resolvidos, que obviamente, isso não posso garantir. Agora, que a situação será menos má do que no ano passado, será melhor do que no ano passado, sim, podemos garantir. Temos todos os mecanismos para conseguir que isso aconteça.

Relativamente ao médico dermatologista, que ganhou €400 mil em cirurgias adicionais, Álvaro Almeida considera que a situação não é normal, mas não está surpreendido.

De facto, não parece normal. Ganhar €400 mil em um ano, não sendo normal, não é necessariamente surpreendente. Provavelmente, terá ocorrido alguma irregularidade. Para começar, há uma irregularidade que não devia ter acontecido, que é ser o próprio médico que marca as cirurgias, faz a cirurgia e codifica a cirurgia. A mesma pessoa fazer as três coisas não é assim que deve funcionar.

Álvaro Santos de Almeida diz que vai mudar a gestão do atual sistema integrado de gestão de inscritos para cirurgia, o SIGIC, para um sistema novo, mas diz que a mudança já estava a ser feita antes do conhecimento destes casos. No desporto, o Sporting perdeu o primeiro jogo de pré-temporada. Os leões de Rui Borges saíram derrotados por 2 x 0, num jogo frente aos escoceses do Celtic. Os gols da partida foram apenas marcados já na segunda parte. Na reação à derrota, o guarda-redes leonino, Rui Silva, afirma que a equipa ainda tem muito para melhorar e realça que ainda faltam alguns jogos amigáveis até à Supertaça.

Estes jogos servem para isso mesmo. Queremos melhorar, como é lógico, mas também há que destacar a atitude da equipa. Há coisas positivas, sem dúvida, podíamos ter feito gols também, mas agora temos que recuperar bem e afinar alguns pormenores daquilo que temos para melhorar. Ainda temos duas semanas também para o início dos jogos oficiais. Temos ainda alguns jogos amigáveis também para afinar esses pormenores e vamos chegar lá prontos.

Declarações do jogador verde e branco à Sporting TV. O Sporting volta a jogar já na próxima segunda-feira, no Estádio do Algarve, frente aos ingleses do Sunderland. O início da partida está marcado para às 8 horas da noite. Ponto final neste noticiário da 01:00. Regresso à 01:30 para a síntese informativa. Até lá, aconteça o que acontecer, continue com a Rádio Observador.